<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174</id><updated>2012-02-16T13:35:39.228-02:00</updated><category term='cronologia'/><category term='sábado'/><category term='religião'/><category term='História'/><category term='biologia'/><category term='doutrina'/><category term='teologia'/><category term='Jesus Cristo'/><category term='evolucionismo'/><category term='espiritualismo'/><category term='dilúvio'/><category term='profecias'/><category term='ateísmo'/><category term='ciência'/><category term='mídia'/><category term='cristianismo'/><category term='comportamento'/><category term='criacionismo'/><category term='novo testamento'/><category term='arqueologia'/><category term='Bíblia'/><category term='Deus'/><category term='dinossauros'/><category term='antigo testamento'/><title type='text'>Perguntas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>136</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-818471421908767465</id><published>2012-02-07T19:28:00.000-02:00</published><updated>2012-02-07T19:28:32.376-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia'/><title type='text'>A calúnia celestial de Satanás</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CGmeML9MZj4/TzGXa1uHF5I/AAAAAAAAP30/dGwle7VcIlI/s1600/fall.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="164" src="http://2.bp.blogspot.com/-CGmeML9MZj4/TzGXa1uHF5I/AAAAAAAAP30/dGwle7VcIlI/s200/fall.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Como provar que Ezequiel 28 se refere também a Satanás e ao começo do conflito no Céu?&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Como um teólogo aspirante, escrevi meu primeiro trabalho de pesquisa a respeito dos textos de Isaías 14 e Ezequiel 28 – passagens que os adventistas tradicionalmente interpretam como sendo referentes a Satanás e à origem do mal no Céu. Seguindo a pista de comentários da alta crítica, cheguei à desconcertante conclusão de que essas passagens se referem nem a um nem a outro. Consequentemente, senti que os adventistas não deveriam mais citar essas supostas evidências bíblicas para sustentar sua compreensão acerca de como o Grande Conflito começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, estudos mais aprofundados revelaram que, até o surgimento da crítica histórica à época do Iluminismo, os cristãos em geral interpretavam Isaías 14 e Ezequiel 28 da mesma maneira que os adventistas interpretam hoje. E, recentemente, encontrei evidências exegéticas convincentes de que Isaías e Ezequiel estavam, de fato, se referindo a Satanás nessas passagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto era estudante em nosso seminário, Jose Bertoluci escreveu uma dissertação que compromete seriamente a visão crítica de que os dois profetas descrevem apenas inimigos terrenos históricos de Israel. Intitulado “O Filho da Alva e o Querubim Cobridor no contexto do conflito entre o bem e o mal”[1], o artigo de Bertoluci mostra que cada passagem se transfere do domínio local e histórico dos reis terrestres para o âmbito sobrenatural no qual Lúcifer interpretou seu sedicioso papel. Descobri mais evidências que suportam esse deslocamento conceitual em Ezequiel 28 – do “príncipe” terreno (&lt;i&gt;nagid&lt;/i&gt;, o rei de Tiro, versos 1-10) para o “rei” cósmico (&lt;i&gt;melek&lt;/i&gt;, o soberano sobrenatural de Tiro, o próprio Satanás, versos 11-19). Descobri também que esse julgamento sobre o querubim caído ocorre no clímax do livro inteiro.[2] Desse modo, a evidência bíblica suporta fortemente a exegese tradicional: o mal teve sua origem em Lúcifer, o querubim cobridor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até alguns meses atrás, entretanto, um conceito adventista muito familiar a respeito do advento do Grande Conflito parecia não ter mais do que um suporte bíblico meramente inferencial. Refiro-me às alegações de que, antes de sua queda, Satanás se pôs entre os anjos a difamar o caráter e o governo de Deus. Nos livros &lt;i&gt;Patriarcas e Profetas &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;O Grande Conflito&lt;/i&gt;, em torno de 16 páginas tratam desse assunto, com base em informações a respeito de Satanás tais como o fato de ele ter sido chamado “homicida desde o princípio, [...] um mentiroso” (João 8:44, RSV) e “o acusador de nossos irmãos” (Apocalipse 12:10, RSV). Mas existe alguma base bíblica mais explícita para a acusação de “calúnia celestial”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que sim. Por um feliz acaso, eu estava examinando uma afirmação recente de que a maior parte da descrição de Satanás em Ezequiel 28 seria apenas simbólica porque, como foi argumentado, ele é descrito como sendo engajado em uma “abundância de [...] comércio” (verso 16, NKJV) e, obviamente, Lúcifer não é literalmente um mercador celestial. Na etimologia da palavra hebraica para “comércio”, fiz uma surpreendente e empolgante descoberta. O verbo &lt;i&gt;rakal&lt;/i&gt;, do qual esse substantivo deriva, literalmente significa “andar por aí, de um para outro (para comércio ou conversa fútil)”.[3] O substantivo derivado &lt;i&gt;rakil &lt;/i&gt;– encontrado seis vezes no Antigo Testamento, uma delas em Ezequiel 22:9 – significa “caluniador” ou “mexeriqueiro”. O outro substantivo derivado, &lt;i&gt;rkullah &lt;/i&gt;– que é o termo usado para “comércio” em Ezequiel 28:16 – aparece somente nesse livro, e todas as suas quatro ocorrências têm que ver com Tiro (26:12; 28:5; 16, 18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte das versões modernas traduzem &lt;i&gt;rkullah &lt;/i&gt;como “tráfico”, “comércio” ou “mercadoria” – o que faz sentido, se aplicado somente à Tiro histórica, uma cidade mercante, como contexto único da palavra. Entretanto, em referência às representações do querubim cobridor em 28:16 e 18, a noção de &lt;i&gt;comércio &lt;/i&gt;não parece se aplicar tão bem. O notável crítico exegeta Walther Eichrod comenta: “A descrição da transgressão é um pouco inesperada, já que o comércio aqui é subitamente representado como sendo a origem da iniquidade.”[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma resposta que acomoda ambas as interpretações, “comércio” e “calúnia”, pode ser encontrada, creio eu, em um recurso literário conhecido como “paranomasia” – um jogo com o significado da palavra. Já que o substantivo &lt;i&gt;rkullah &lt;/i&gt;é derivado do verbo que significa “andar por aí, de um para outro, para fins de comércio ou de conversa fútil/difamação” – parece provável que Ezequiel tenha escolhido esse raro termo hebraico (ao invés do termo mais comum para comércio, &lt;i&gt;sahar&lt;/i&gt;) justamente por causa de seu possível duplo significado. A Tiro histórica claramente “andou por aí, de um para outro” para fins de comércio com outras nações. De maneira semelhante, o derradeiro governante de Tiro, Satanás (versos 11-19), no celeste “monte de Deus”, também andou por aí, de um para outro – mas não para negociar, e sim para espalhar calúnia e difamação entre os anjos. Ambos os governantes, o terrestre e o espiritual, praticaram “tráfico”: o primeiro, de mercadorias; o segundo, de calúnias contra Deus.[5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contexto imediato de Ezequiel 28:16 retrata a queda do Querubim Cobridor da perfeição (verso 15) para o orgulho (verso 17). Nesse cenário, os versos 16 e 18 traçam seus subsequentes passos para a perdição. O verso 16 pode ser mais bem traduzido da seguinte maneira: “Na multiplicação da tua difamação [&lt;i&gt;rkullah&lt;/i&gt;], se encheu o teu [de Satanás] interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus...” Com hábeis pinceladas, Ezequiel pinta o retrato de Lúcifer difamando a Deus, um primeiro passo em direção à definitiva rebelião aberta e violenta descrita tão bem por João como “guerra no Céu” (Apocalipse 12:7, NIV). Ezequiel 28:18 revela que, após sua expulsão do Céu, o querubim caído continua a sua “iniquidade de difamação [&lt;i&gt;rkullah&lt;/i&gt;]” contra Deus. O versículo também registra a sentença divina contra Satanás: destruição pelo fogo por causa da “multidão de suas iniquidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sediciosa difamação celestial de Satanás contra Deus nos primeiros momentos do Grande Conflito não é uma adição adventista extrabíblica à história; é, na verdade, uma admirável verdade bíblica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Richard M. Davidson é professor de Antigo Testamento na Universidade Andrews, nos EUA)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Jose M. Bertoluci, “The Son of the Morning and the Guardian Cherub in the Context of the Controversy Between Good and Evil”, dissertação de Th.D., Andrews University Seventh-Day Adventist Theological Seminary, 1985 (disponível a partir de University Microfilms, University of Michigan, P.O. Box 1346, Ann Arbor, MI 48106-1346).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Richard M. Davidson, “Revelation/Inspiration in the Old Testament”, &lt;i&gt;Issues in Revelation and Inspiration&lt;/i&gt;, Adventist Theological Society Occasional Papers, v. 1, Frank Holbrook e Leo Van Dolson, eds. (Berrien Springs, Mich.: Adventist Theological Society Publications, 1992), p. 118, 119. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Francis Brown, S. R. Driver e Charles A. Briggs, eds., &lt;i&gt;The New Brown, Driver and Briggs Hebrew and English Lexicon of the Old Testament &lt;/i&gt;(Grand Rapids, Mich.; Baker Book House, 1981), p. 940.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Walter Eichrodt, &lt;i&gt;Ezekiel: A Commentary, Old Testament Library &lt;/i&gt;(Philadelphia: Westminster Press, 1970), p. 394.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Apocalipse 18 parece capturar esse nuance dúbio utilizado por Ezequiel. Em uma passagem claramente alusória a Ezequiel 28, o anjo fala sobre a “mercadoria” de várias coisas materiais nos versos 12 e 13, mas a listagem termina transferindo-se para o âmbito espiritual: “mercadorias de [...] almas humanas” (KJV).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-818471421908767465?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/818471421908767465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/818471421908767465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2012/02/calunia-celestial-de-satanas.html' title='A calúnia celestial de Satanás'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CGmeML9MZj4/TzGXa1uHF5I/AAAAAAAAP30/dGwle7VcIlI/s72-c/fall.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-604361017102799912</id><published>2012-02-03T18:34:00.002-02:00</published><updated>2012-02-06T08:50:01.748-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Sobre deuses, astros e ídolos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-H_fdZtCvcAY/TyxEtjVTCVI/AAAAAAAAP2s/m5e4SWOZFoA/s1600/cinema.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="196" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-H_fdZtCvcAY/TyxEtjVTCVI/AAAAAAAAP2s/m5e4SWOZFoA/s200/cinema.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Por que não é aconselhável a um cristão (ou a qualquer outra pessoa) ir ao cinema?&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Este artigo procura explicar a influência que o “local cinema” pode ter na vida do indivíduo, relacionado a questões de espiritualidade, mente, comportamento e a aspectos fisiológicos. Este estudo não tem como intenção mostrar que filmes são indicados ou não para serem assistidos, ou se os filmes devem somente ser assistidos em casa (existem parâmetros bem definidos para isso na Bíblia e alguns textos de referência estão no fim deste artigo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aspectos psicológicos e sociológicos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Ritual religioso.&lt;/b&gt; Seja do ponto de vista evolucionista ou criacionista, sabe-se que o ser humano sempre teve a necessidade de adorar alguma coisa, algo, em algum lugar e vemos isso presente em todos os tempos, locais e culturas. Em termos de Semiótica e da Psicologia da Comunicação, é sabido que o ato de ir ao cinema se trata de um “ritual religioso”, por meio de uma representação dirigista, e que o cinema (o local) é comparado a um templo. Ou seja, pessoas desconhecidas, de diversos lugares convergem em um único ponto, em um lugar especial, específico (coisas especiais se fazem em lugares importantes) para “venerar” algo/alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é estranho que Hollywood fosse comparada com Meca e que os cinemas fossem comparados com os templos. Em todos esses contextos, os espectadores se abrem para a revelação que lhes é dada, acolhem em atitude de êxtase a força sagrada, veneram com devoção a seus deuses e deusas, recebem com fé mensagens que conferem um sentido a suas vidas e acolhem com reverência os modelos de vida que lhes impõem. É desta forte conexão com a emoção e com o inconsciente que as imagens incidem nas crenças e nos comportamentos, são reguladoras da conduta, veículos privilegiados para a implantação de modelos de vida” (Joan Ferrés, &lt;i&gt;Televisão Subliminar – Socializando através de comunicações despercebidas&lt;/i&gt;, Artmed, 1998; Ferrés é professor na Universidade de Barcelona, pesquisador e pedagogo especialista na área de mídia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Implicações –&lt;/b&gt; O indivíduo que vai ao cinema, intrinsecamente, estará preenchendo sua necessidade de adorar alguma coisa em algum lugar e, como consequência, por que ele sentiria, então, a necessidade de adorar a Deus na igreja? Ele poderá perder esse desejo ou diminuí-lo paulatinamente, substituindo-o por algo muito mais excitante aos seus sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. Deuses, astros e ídolos. &lt;/b&gt;Outro aspecto “espiritual” do ato de ir ao cinema é a referência aos “astros”, “deuses” e “ídolos” do cinema. Muitas vezes, o indivíduo não vai ao cinema por causa do filme, mas, sim, por causa do ator/atriz que ele tanto admira. Prova disso são frases do tipo “você já viu o novo filme do fulano/fulana?”, servindo como referência ao ídolo do cinema e não ao filme, ou seja, o ator é a referência para que se vá assistir ao filme. Novamente, essa é uma analogia com aspectos religiosos, no ato de ir ao cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Implicações –&lt;/b&gt; Novamente, a “concorrência” que tais ídolos, deuses e astros do cinema estariam fazendo ao preencher a busca de um referencial, algo inerente ao ser humano. O verdadeiro Deus ficaria, assim, suprimido e perderia espaço na adoração, na mente e no tempo do indivíduo que vai ao cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. Suspensão da realidade ou credibilidade.&lt;/b&gt; Ao adentrar um ambiente fantasioso, que gera toda uma expectativa, o indivíduo deixa fora sua realidade e se permite sonhar, esquecer seu cotidiano, esquecer o que rege sua vida, seus princípios, do que é louvável ou não, do padrão do certo ou errado. Ele fica envolvido. Quer esquecer a realidade e viver o filme. Joan Ferrés, em seu livro, diz: “O espectador esquece os cabos que sustentam o Superman e as transparências que animam seu voo, porque necessita sonhar com a superação das limitações que lhe atam a uma realidade medíocre e cinzenta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Implicações –&lt;/b&gt; Quando se vai a um ambiente em que a realidade fica “de fora”, a mente fica “aberta” a novas mensagens apresentadas de modo intenso, porque a noção do certo e errado acaba minimizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. Interação social.&lt;/b&gt; O indivíduo vai ao cinema e está, também, interagindo com os demais “adoradores”; estão partilhando do mesmo ideal, pois não existe cinema sem pessoas. Seria totalmente desconfortável estar numa sala de cinema e ter meia dúzia de “gatos pingados”. Desde coisas simples, como onde sentar, quem sentará ao meu lado, o contágio do clima fílmico, toda a questão de “comunidade” está ali presente, pois todos estão ali com o mesmo objetivo. Não é nenhuma coincidência a semelhança com o contágio social, o senso de comunidade em uma igreja, de pessoas que estão ali para adorar a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja esta citação da matéria “Por que os cinemas não morreram”, publicada na revista &lt;i&gt;Sociologia&lt;/i&gt;, edição nº 2 (Editora Escala): “Uma das poucas vantagens do cinema em relação às demais mídias é o forte apelo da indústria cultural divulgando as estreias dos filmes, pois a indústria cultural trabalha constantemente com o novo. Ainda assim, as salas de cinema ainda são capazes de atrair as pessoas para desvendar o mistério de assistir um filme em grande écran, acompanhadas de desconhecidos que compartilham sentimentos e expectativas por um breve período de exibição de uma película. Enfim, parece que as pessoas ainda precisam do clima místico do cinema e da partilha de sentimentos coletiva para se sentirem como parte do mundo, por mais que este hoje pareça tribalista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Implicação –&lt;/b&gt; Quem vai ao cinema está também preenchendo ali seu senso de coletividade, ao “congregar” e partilhar do mesmo objetivo com outros indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O ambiente: aspectos neurofisiológicos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo do princípio de que a sala de cinema é projetada especialmente para dar um grande impacto emotivo, uma hiperestimulação sensorial, ser realmente algo especial e marcante para o espectador, podemos tirar algumas conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. O som.&lt;/b&gt; No ambiente da sala do cinema o som proporciona ao espectador algo mais do que o envolvimento emocional de uma trilha sonora. Geralmente, é um som alto, &lt;i&gt;surround &lt;/i&gt;e com intensidade acima de 90 decibéis, quando este é então percebido também como vibrações. Essas vibrações penetram no corpo influenciando diretamente nossos órgãos. As ondas sonoras graves têm maior comprimento e podem penetrar em distâncias maiores. No labirinto (órgão do ouvido), existe um líquido que, quando se movimenta, empurra as células ciliadas para um lado ou outro. Quando viramos a cabeça para um lado, o líquido se movimenta e empurra os cílios das células receptoras para o outro lado, aumentando ou diminuindo o número de estímulos elétricos enviados pelo nervo ao sistema nervoso central. O sistema nervoso central é que decifra a quantidade de estímulos elétricos, compara com a posição do resto do corpo e dá a percepção de equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um som com 90 decibéis ou mais fizer com que o líquido do labirinto incline os cílios das células receptoras, o sistema nervoso vai decifrar isso como movimento e ajustará os músculos dos membros para equilibrar, podendo assim alterar o equilíbrio do corpo em meio à contemplação de um filme com tal volume de som, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens projetadas nos olhos também influenciam o equilíbrio, pois o Cerebelo é que integra as informações oriundas dos olhos e aquelas oriundas do labirinto. Muitas vezes, em um ambiente de cinema, as informações vindas do labirinto e dos olhos são conflitantes e isso também provoca desequilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os nervos que levam informações do labirinto para o cérebro são muito próximos do nervo vago, que leva e traz informações do sistema gastrointestinal, uma estimulação forte do nervo que sai do labirinto pode estimular o nervo vago e produzir ânsia de vômito e até vômitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto houver estímulos sobre as células receptoras e o cérebro receber essas informações, esses fenômenos continuarão ocorrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Implicação –&lt;/b&gt; A intensidade do som de uma sala de cinema é além de 90 decibéis e, aliada a um efeito &lt;i&gt;surround&lt;/i&gt;, a noção de equilibro é em muito diminuída (o indivíduo fica “zonzo”, “tonto”), no transcorrer do filme. Isso compromete em muito seu estado de lucidez e seu senso crítico/discernimento, nesse tipo de ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. Hiperestímulo sensorial.&lt;/b&gt; O indivíduo que assiste a um filme em uma sala de cinema está enormemente mais exposto a hiperestímulos sensoriais do que o que assiste a um filme em sua casa, pelos fatores anteriormente abordados e pelo que ainda será abordado mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando escutamos e/ou vemos algo, essa informação sonora e auditiva, esses estímulos sensoriais são transformados em impulsos nervosos, sendo enviados ao córtex cerebral para serem interpretados e se tornarem ou não conscientes (segundo estudos, não mais que 20% do que vemos ou ouvimos vai para o consciente; o restante vai para o inconsciente humano e ali não se tem controle de como atuará em todo o corpo e mente). Antes de chegarem ao córtex cerebral os estímulos chegam a uma “estação retransmissora” chamada tálamo. No tálamo, existem sinapses com várias partes do sistema nervoso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Sistema límbico, responsável pelas emoções.&lt;br /&gt;b) Hipotálamo, que controla o sistema nervoso autonômico, responsável pelo controle dos batimentos cardíacos, sudorese, pupilas, respiração, secreção de adrenalina pela glândula suprarrenal, etc., e a glândula hipófise, responsável pelo controle dos hormônios e das várias outras glândulas do corpo.&lt;br /&gt;c) Tronco cerebral, onde é controlado o ciclo sono/vigília e o movimento e equilíbrio do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os sons e imagens podem provocar variadas reações no organismo. Quando os estímulos chegam ao tálamo, ele decide para onde vai enviar sinais nervosos e quais estruturas nervosas e hormonais vai acionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, filmes que contenham cenas de suspense, terror, guerra, mortes geram uma reação de estresse e o sistema nervoso autonômico é estimulado e prepara o organismo para lutar ou fugir (reação de fuga ou luta). O corpo então é preparado para esforço físico forte e rápido: aumentam os níveis de glicose no sangue, o sangue é deslocado de regiões como cérebro, estômago e intestino para aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos; ainda aumentam a frequência respiratória e cardíaca, a velocidade de coagulação sanguínea, ocorre sudorese, a pupila fica dilatada, diminui o fluxo sanguíneo em outros órgãos como rins e sistema gastrointestinal, aumenta a liberação de adrenalina, noradrenalina e cortisol na glândula suprarrenal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa situação deve ocorrer por pouco tempo, pois se perdurar por mais do que 15 ou 20 minutos, os efeitos do cortisol fazem com que o sistema imunológico fique deprimido. Além disso, os efeitos da adrenalina e da noradrenalina provocarão aumento da pressão arterial e a função renal será prejudicada. Perceba que o indivíduo poderá ter todas essas reações estando estático, sentado em uma cadeira de uma sala de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um filme que gera essas sensações tem duração de somente 15 ou 20 minutos? Vale lembrar que em qualquer tipo de filme existe suspense em relação a “qual será a próxima cena”, embalado por trilhas sonoras e tomadas de câmera envolventes. Deve-se ter o discernimento do que, como e onde assistir – fatores decisivos que interferem na influência das películas em nossa mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, quando o sistema límbico (responsável pelas emoções) é ativado, várias reações emocionais são acionadas, além de estimular a aquisição de dados na memória.&lt;br /&gt;Uma vez que o hipotálamo seja estimulado, tanto o sistema límbico (emoções) e o sistema nervoso autonômico (batimentos cardíacos, respiração, secreção de adrenalina, etc.) quanto o sistema hormonal ficarão alterados. Quanto mais intensa for a entrada e quantidade de estímulos sensoriais, mais estruturas nervosas serão estimuladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro do prazer é formado por estruturas do sistema límbico (das emoções) e é estimulado por neurotransmissores e/ou hormônios como: dopamina, serotonina, endorfinas, noradrenalina e adrenalina. Quando esse centro do prazer é estimulado o individuo tende a repetir a experiência para produzir prazer novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A superestimulação sensorial também produz aumento do nível desses receptores nas sinapses. Se esses neurotransmissores estimularem de maneira mais demorada (qual a duração de um filme?), o centro do prazer leva ao estado de dependência – desejo de repetir a experiência – e à tolerância – necessidade de uma dose maior para produzir o mesmo sentimento de prazer. A isso se chama vício. Embora tal mecanismo também ocorra em estímulos neurossensoriais recebidos de um filme em uma televisão, os efeitos em uma sala de cinema são consideravelmente mais intensos, devido aos fatores abordados e a serem ainda expostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra consequência de filmes assistidos em salas de cinema é a “anestesia e atrofia” do que popularmente chamamos de “consciência”. Um dos centros nervosos que recebem impulsos do hipotálamo e do ouvido é um núcleo denominado Lócus Cerúleos. Esse núcleo envia neurotransmissores para algumas partes do cérebro, entre elas está o córtex pré-frontal. Quando ocorre muita estimulação do Lócus Cerúleos (como assistir a um filme no cinema), ele faz com que estímulos nervosos liberem noradrenalina dos terminais dos nervos que chegam ao córtex pré-frontal. A atuação de níveis altos de noradrenalina no córtex pré-frontal atua como uma forma de anestesia das funções dessa região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, as funções de tomar decisões corretas ficam prejudicadas, pois o córtex pré-frontal não consegue buscar informações armazenadas na memória e em outras regiões (como se a “base de dados” do que é certo e errado estivesse sendo bloqueada). Assim, a razão, o domínio próprio, a consciência ficam afetados. Como a razão fica “anestesiada”, as emoções dominam as ações. Como os hormônios foram liberados em maior quantidade pela estimulação do hipotálamo, o desejo sexual e qualquer outra função ficam fora do controle da razão, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Implicação –&lt;/b&gt; Podemos enumerar as implicações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Assim como não temos mais domínio sobre a ação de um copo d água dentro do corpo depois que a ingerimos, não temos mais domínio próprio em uma informação visual e auditiva que percebemos, pois ela se transforma em impulsos nervosos e torna-se algo fisiológico; não mais há o domínio próprio sobre o efeito que terá no corpo do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Funções metabólicas e sistema imunológico ficam prejudicados mediante a exposição a uma hiperestimulação do corpo em uma sessão de cinema (alteração de batimentos cardíacos, pressão arterial, sudorese, pupilas, respiração, secreção de neurotransmissores e hormônios, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A exposição a esses estímulos neurosensoriais intensos leva a um estado de: (1) dependência – desejo de repetir a experiência, e (2) tolerância – necessidade de uma dose maior para produzir o mesmo sentimento de prazer. Tais fatores são popularmente chamados de vício. Surge então o perigo de que o ato de frequentar o cinema não será mais um prazer suficiente para gratificar o mecanismo de recompensa do cérebro, pois este pedirá estímulos mais intensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Outra consequência é a que o espectador assíduo do cinema acaba por achar monótono tudo o que é abstrato ou estático (como a leitura de livros e revistas, que requerem mais concentração e um cérebro mais treinado na abstração que é requerida na leitura). O indivíduo acaba necessitando de sobrecarga sensorial para se sentir vivo e gratificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O córtex pré-frontal e suas funções (consciência, razão, discernimento, domínio próprio) ficam atrofiados e anestesiados pela atuação de níveis altos de noradrenalina liberados pela estimulação do Lócus Cerúleos. As funções de tomar as decisões corretas ficam prejudicadas e o indivíduo passa a tomar suas decisões baseados em aspectos emotivos e não racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. Dimensões da tela de cinema&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes diferenciais entre assistir a um filme em uma televisão e em uma sala de cinema, com certeza, é a dimensão da tela. Somente por essa comparação, deduz-se que a quantidade de informação e influência visual é muito mais intensa. Quantas televisões “cabem” em uma tela de cinema? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nessa comparação, a tela de cinema envolve a visão fóvica (central) e a visão periférica. Uma televisão comum certamente não engloba as visões fóvica e periférica ao mesmo tempo, por mais que as telas estejam maiores e quase sempre haja interferência e distrações no ambiente (alguém se levanta, vai ao banheiro, cozinha, existem comentários entre os espectadores, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo para o campo fisiológico, explicaremos como ocorre a estimulação da retina e como isso chega ao córtex visual (SNC – Sistema Nervoso Central).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campo receptivo é a chamada área da retina em que um estímulo luminoso (imagem) altera os fotorreceptores (cones e/ou bastonetes), provocando atividade dos neurônios da via visual (nervo óptico). Na fóvea (visão fóvica, central), que fica no centro da retina onde a acuidade visual é maior, os campos receptivos são menores comparados àqueles da retina periférica (ou visão periférica). Tais campos receptivos dos neurônios que recebem informações dos fotorreceptores são circulares. Esse campo receptivo circular é dividido num círculo central e num círculo periférico. A área central desse círculo central (visão fóvica, central) é estimulada de forma antagônica à do círculo periférico (visão periférica), ou seja, se antagonizam mutuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estímulos visuais (imagens) atingem apenas a periferia de um campo receptivo, a estimulação dos neurônios é mínima. Porém, quando a imagem estimula a periferia e o centro de um campo receptivo, simultaneamente, então a estimulação das células nervosas é máxima e, como consequência, muitíssimo mais informações visuais adentrarão o cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente, a exposição de um filme numa tela grande facilite a estimulação de uma área maior na retina, principalmente nas regiões laterais onde os campos receptivos dos neurônios são maiores. Lembramos que em uma sala de cinema o indivíduo permanece estático, sem muitos movimentos de corpo e cabeça, por no mínimo 90 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para completar, existem vias nervosas separadas para levar até o córtex visual os diversos estímulos: uma para cor, outra para forma e profundidade da imagem e outra para movimento. As informações visuais contidas numa imagem são primeiramente detectadas e analisadas por diferentes circuitos neurais, depois permitindo a síntese da informação para a percepção global no córtex visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Implicação –&lt;/b&gt; Não existe “escape visual” ao estar em uma sessão de cinema. Por no mínimo 90 minutos, o indivíduo estará exposto a uma estimulação máxima nas células receptoras da visão devido à dimensão da tela, por englobar visão fóvica e periférica, o que gera uma influência muito maior da mensagem filosófica do filme e seus efeitos fisiológicos na mente e corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. Resposta pupilográfica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator relacionado ao ato de assistir a um filme em uma sala de cinema é a dilatação da pupila, ou midríase (nomenclatura fisiológica) ou ainda resposta pupilográfica. A pupila é a porta de entrada dos estímulos luminosos (imagens), portanto, quanto mais dilatada estiver, com maior abertura, mais estímulos neurossensoriais adentrarão com maior intensidade no organismo do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem conhecido que em um ambiente escuro a pupila se dilata mais para que entre mais luz (estímulos luminosos, imagens) e, assim, se tenha melhor acuidade visual. Obviamente, em uma sala de cinema não existe luz ambiente (o ambiente é projetado para ser escuro) e a tela não emite luz como uma TV, uma vez que as imagens do filme são projetadas sobre a tela e ela refletirá pouca luz. Com isso, o ambiente tende a ficar mais escuro do que num ambiente em que o filme é assistido em uma TV e a abertura da pupila é maior – ou seja, mais estímulos neurossensoriais chegarão ao cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pupila aumenta de tamanho; “abre-se” frente a estímulos agradáveis (alguém vai a uma sala de cinema para assistir a um filme que para si é “desagradável”?), e diminui de tamanho, “resiste”, se fecha frente a estímulos desagradáveis. Toda experiência nova faz com que adrenalina e noradrenalina sejam liberadas estimulando o centro do prazer. Como os jovens estão mais interessados em experiências novas, pois em sua memória ainda não estão registrados os resultados dessas experiências e suas consequências, eles desfrutam de prazer por praticar atividades que liberem esses neurotransmissores. Assim, situações novas ou desafiadoras fazem com que o sistema nervoso autonômico simpático libere noradrenalina e adrenalina, e uma das ações dessas substâncias é a midríase (dilatação das pupilas). Como mencionado anteriormente, essa dilatação proporciona maior entrada de luz nos olhos e uma visão mais acurada, e maior entrada de estímulos neurossensoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em situações de repouso, quem comanda nossas atividades autonômicas é o sistema nervoso autonômico parassimpático. Entre suas funções estão: diminuição dos batimentos cardíacos, aumento dos movimentos gastrointestinais, miose (contração das pupilas), dilatação dos vasos sanguíneos dos órgãos internos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Implicação – Podemos comparar, quem sabe, a pupila como um funil. Quanto maior for sua abertura, mais substâncias entrarão pelo orifício. A pupila é um “funil visual”: quanto maior a abertura, mais informação, mais influência, mais consequências comportamentais e fisiológicas. O olho não passa somente de um sensor e cerca de ¼ do cérebro é dedicado à visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. Hipnose.&lt;/b&gt; Todas as questões anteriormente abordadas, somadas à “equação” ambiente escuro + corpo estático + olhar fixamente por mais de 90 minutos para um único ponto de luz, sugerem um estado de princípio de hipnose. Na hipnose, há a ausência de piscadas dos olhos e, quanto menos piscamos, mais intensamente estamos no estágio de pré-hipnose. A hipnose ocorre quando nossa mente está sob controle de um comando externo e perdemos o controle voluntário. Isso pode ocorrer voluntariamente ou involuntariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o indivíduo se dispõe a fazer todo o ritual de ir ao cinema, ficar exposto a toda sorte de estímulos psicológicos, sociológicos e fisiológicos, a “entrar no filme” e participar dele com todas as influências já abordadas, contemplando fixamente a produção que fabrica emoções, esse indivíduo está permitindo que as mensagens daquele filme dominem sua mente e suas emoções por um determinado espaço de tempo; ele se expõe a uma hipnose voluntária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples fato de tais mensagens e filosofias dos filmes começarem a fazer parte da cultura e comportamento do indivíduo e predominarem em sua mente por meio da contemplação passiva desses já pode ser considerado uma hipnose voluntária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, o período de tempo em que esses “valores hollywoodianos” permanecerão na mente e no comportamento do indivíduo dependerá do quanto sua consciência interferirá nesse processo (já abordamos anteriormente como o córtex pré-frontal é “anestesiado” sob tais influências).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avaliação do “certo e errado” das mensagens conscientes do filme ficará então muito prejudicada com a consciência “bloqueada”, “anestesiada” e não conseguindo avaliá-las na comparação com os padrões éticos e morais memorizados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses aspectos, as mensagens abaixo do limiar da consciência (subliminares) não estão disponíveis para avaliação e escolha do que seja certo ou errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quanto mais cada indivíduo ficar exposto a todas as influências comentadas neste artigo e a menos padrões éticos, mais os conceitos enviados pelos filmes dominarão sobre os padrões estabelecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Implicação –&lt;/b&gt; Se comentasse com um amigo que você iria se dirigir a uma reunião com indivíduos com quem jamais se encontrou antes, em um salão, auditório fechado, escuro, com som alto que compromete seu equilíbrio corporal, contemplando fixamente um único ponto de luz que envolve toda sua visão, sem escape visual, por cerca de duas horas, com suas emoções em seu limiar, acolhendo mensagens, filosofias e roteiros cuidadosamente elaborados para gerar um estado de êxtase em você, o que esse amigo lhe diria a respeito disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para reflexão: “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Salmo 101:2). “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” (Mateus 6:22). “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Cristiano James Kleinert, designer/programador visual)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Contribuições técnicas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Dr. Hélio Pothin (professor de Fisiologia Humana na Universidade Federal de Santa Maria)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Dr. Eduardo Guillermo Castro (professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pAxtQ_rmlig"target="_blank"&gt;Assista a este vídeo&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; em que o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista na América do Sul, fala sobre cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quero adicionar apenas mais dois simples argumentos [MB]:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Aparência do mal: para muitos irmãos adventista e evangélicos, cinema é local inapropriado para o cristão. Alguns nem sabem bem por quê. O fato é que ficam escandalizados de ver um adventista/cristão lá. Qual seria a postura do apóstolo Paulo, por exemplo, nesse caso? Ainda que ele não visse mal em ir ao cinema (coisa que duvido), ele não iria para não servir de pedra de tropeço. Ele evitou carnes sacrificadas aos ídolos justamente por causa da consciência mais fraca de alguns irmãos. Se nos preocupamos com a salvação dos outros, evitaremos tudo aquilo que pode atrapalhar a edificação da fé deles. Nossos prazeres e preferências não podem ser mais importantes que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A igreja não recomenda a frequência ao cinema e creio sinceramente que Deus guia Seu povo, especialmente quando este, reunido e representado por sua liderança, toma decisões ou faz recomendações aos membros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-604361017102799912?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/604361017102799912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/604361017102799912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2012/02/sobre-deuses-astros-e-idolos.html' title='Sobre deuses, astros e ídolos'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-H_fdZtCvcAY/TyxEtjVTCVI/AAAAAAAAP2s/m5e4SWOZFoA/s72-c/cinema.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-5362624979578696245</id><published>2012-01-20T18:11:00.001-02:00</published><updated>2012-02-10T19:25:36.320-02:00</updated><title type='text'>O poder da música</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yJe20YPuxCU/TxnCG_XgkZI/AAAAAAAAPt8/z68w38yhXFg/s1600/listening-music.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="199" src="http://3.bp.blogspot.com/-yJe20YPuxCU/TxnCG_XgkZI/AAAAAAAAPt8/z68w38yhXFg/s200/listening-music.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;A música tem realmente o poder que alguns lhe atribuem? O rock e estilos assemelhados podem ser usados como música sacra? A bateria é um instrumento musical apropriado para o louvor a Deus? O que dizer do exagero nos melismas? Quais os conselhos divinos para o louvor mais apropriado?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era adolescente, no fim dos anos 1980 e começo dos anos 1990, eu apreciava o chamado rock progressivo, estilo de rock que surgiu no fim da década de 1960, na Inglaterra. Mas minha preferência musical era, de fato, o rock brasileiro dos anos 1980. Minhas bandas prediletas eram Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, entre outras. Vivia de rádio ligado (os CDs ainda não estavam popularizados) à espera de canções que diziam coisas como estas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir. Sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e isso é tudo” (Engenheiros do Hawaii). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba” (Legião Urbana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando tá escuro e ninguém te ouve, quando chega a noite e você pode chorar, há uma luz no túnel dos desesperados, há um cais de porto pra quem precisa chegar. Eu tô na lanterna dos afogados, eu tô te esperando, vê se não vai demorar” (Paralamas do Sucesso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O tempo não passa quando falo sozinho. Ninguém sabe onde estou nem pra onde eu vou; mas se tudo der errado, eu quero estar do seu lado dançando à beira do precipício” (Capital Inicial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual era o efeito de tudo isso? A sensação de depressão, inconformismo e desesperança. Pelo menos era o que eu sentia. Uma das músicas, “Faroeste Caboclo”, conta a história de uma vida trágica, tem nove minutos de duração e eu sabia de memória (creio que ainda consigo me lembrar de quase toda, se quiser). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música mexe com os sentimentos e ajuda a fixar ideias, conceitos. Talvez por isso Andrew Fletcher, estadista escocês do século 18, tenha escrito: “Deixe-me escrever as canções de uma nação e não vou me preocupar com quem escreve as suas leis.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que mudei de “estação”?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava cursando jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina e era recém-batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, quando, certo dia, no ano de 1992, voltei cansado das aulas e resolvi ligar o rádio para relaxar. O apartamento-república estava vazio e aumentei o volume. Era uma dessas rádios FMs populares. Como nunca antes, comecei a ouvir atentamente o que o locutor dizia e a prestar atenção nas letras das músicas. De repente, me dei conta do quanto aquilo tudo era vazio e fútil. Desliguei o rádio e fui ler. Pouco tempo depois, me deparei com este texto inspirado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Voam anjos em torno de uma habitação além. Jovens estão ali reunidos; ouvem-se sons de música vocal e instrumental. Cristãos acham-se reunidos nessa casa; mas que é que ouvem? Uma canção, uma frívola cantiga, própria para o salão de baile. Veja, os puros anjos recolhem para si a luz, e os que se acham naquela habitação são envolvidos pelas trevas. Os anjos afastam-se da cena. Têm a tristeza no semblante” (Ellen G. White, &lt;i&gt;Mensagens aos Jovens&lt;/i&gt;, p. 295).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto realmente me impressionou. Parecia a descrição exata das músicas que eu ainda gostava de ouvir (próprias para o salão de baile; para as discotecas, como a gente chamava naquele tempo). Daquele dia em diante, nunca mais ouvi essas canções. Não queria fazê-lo sem a companhia dos anjos. E Deus mudou meu gosto e minhas preferências musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Música no Céu e no Éden&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar que antes mesmo de o ser humano ser criado a música já fazia parte da vida no Céu. Pelo menos é o que afirma Moisés no livro de Jó: “Quando as estrelas da alva [anjos], juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus” (38:7). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, quando o primeiro par humano foi criado neste planeta, a música também estava lá: “Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e como seus cânticos ressoassem cheios de alegria pelo Éden, Satanás ouviu o som de suas melodias de adoração ao Pai e ao Filho. E quando Satanás o ouviu, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram, e ele expressou a seus seguidores a sua ansiedade por incitá-los (Adão e Eva) a desobedecer, atraindo assim sobre eles a ira de Deus e mudando os seus cânticos de louvor em ódio e maldições ao seu Criador” (Ellen G. White, &lt;i&gt;História da Redenção&lt;/i&gt;, p. 24, 29-30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que Satanás ficou com toda essa raiva ao ouvir os puros cânticos? Simples: ele era o regente do coral angélico, antes de se rebelar contra Deus e ser expulso do Céu. Assim, com todo o conhecimento de que dispõe e motivado por ira insana, o inimigo de Deus procura usar a música para desonrar o Criador, pervertendo-lhe o propósito original de louvar o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Música secular e profana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quer dizer que somente a música sacra que louva a Deus pode ser ouvida? Não, necessariamente, mas é preciso fazer distinção entre a boa música secular e a música profana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ocasião, numa viagem de navio, Ellen White registrou: “Os músicos [no navio] [...] entretinham os impacientes passageiros com música bem apresentada e bem selecionada. Ela não feria os sentidos [...], era suave e realmente gratificante aos sentidos porque era harmoniosa” (&lt;i&gt;Música – Sua Influência na Vida do Cristão&lt;/i&gt;, p. 56). Note que a música que ela elogia era &lt;i&gt;suave &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;harmoniosa&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fLKegdMKwds/TxnEoA-bBbI/AAAAAAAAPuI/j5F7VUaksTU/s1600/madona.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="198" width="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-fLKegdMKwds/TxnEoA-bBbI/AAAAAAAAPuI/j5F7VUaksTU/s200/madona.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E quanto à música profana? É aquela que desonra a Deus, ofende Suas criaturas e rebaixa os princípios que devem reger a vida humana. Segundo Eurydice Osterman, no livro &lt;i&gt;O Que Deus Diz Sobre a Música &lt;/i&gt;(Unaspress), “a música associada ao mundo entorpece a mente apelando à natureza carnal e, portanto, evoca reações físicas que minimizam a contemplação intelectual que é necessária para discernir e entender preceitos espirituais” (p. 13). Desse tipo de música é melhor manter distância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que gostamos de música?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa com ressonância magnética indicou que a percepção musical não é resultado do trabalho de uma área específica do cérebro, como ocorre com muitas atividades, mas da colaboração simultânea de grande quantidade de sistemas neurológicos. Esses dados foram publicados por Daniel Levitin, no livro This &lt;i&gt;Is Your Brain on Music&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BALsFjtNU5s/TxnFPIIIDrI/AAAAAAAAPuU/VB2nCiBlfG8/s1600/8638.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-BALsFjtNU5s/TxnFPIIIDrI/AAAAAAAAPuU/VB2nCiBlfG8/s200/8638.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Muito do que se imagina ser o som do mundo exterior ocorre, na verdade, dentro do cérebro. As moléculas de ar que fazem vibrar os tímpanos não têm em si as variações entre sons graves e agudos. Elas oscilam numa determinada frequência que o cérebro mede; a partir disso, ele constrói uma representação interna com variações de tonalidade sonora. É similar ao que acontece com as ondas de luz, que são desprovidas de cor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das regiões especializadas do cérebro, o cerebelo se “sincroniza” com o ritmo, tornando possível acompanhar a melodia. Interessante é que o cerebelo parece ter prazer no processo de sincronização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: o cérebro foi projetado para entender a música e gostar dela. É puro &lt;i&gt;design &lt;/i&gt;inteligente. Assim como os anjos, fomos criados para fazer música e gostar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A influência da música&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No maravilhoso processo da audição, algumas partes do cérebro têm participação especial. Veja a explicação do doutor em fisiologia e professor da Universidade Federal de Santa Maria, Hélio Pothin: “O tálamo é uma estrutura de retransmissão de impulsos nervosos no sistema nervoso central. Sua função é escolher qual parte do córtex cerebral receberá os padrões de estímulos nervosos que chegam a ele. Assim, dependendo dos padrões de estímulos que chegam do ouvido, sejam da melodia, harmonia ou ritmo da música, o tálamo os envia para vários centros do sistema nervoso central, antes de enviá-los ao córtex pré-frontal (responsável pelo raciocínio, razão, discernimento entre o que é certo e errado, ou seja, a consciência). Estímulos nervosos provocados pela melodia da música são enviados pelo tálamo para o sistema límbico, responsável pela deflagração das emoções e sentimentos. Os estímulos nervosos provocados pela harmonia da música são enviados ao córtex pré-frontal. Os estímulos do ritmo da música, antes de serem enviados para o córtex pré-frontal, são enviados para diversas partes do corpo e podem afetar a liberação de hormônios, provocar movimentos e outras sensações, inclusive as mesmas das drogas psicoativas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente que os efeitos da música sobre a mente e o corpo vão depender também da formação da pessoa e de seu condicionamento cultural. Além disso, levando-se em conta nossa natureza holística, conforme explica a Dra. Marisa Fonterrada, a experiência musical é, antes de tudo, uma “experiência global” (Fonterrada escreveu o livro &lt;i&gt;De Tramas e Fios – Um ensaio sobre música e educação &lt;/i&gt;[Unesp]).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns exemplos da influência direta da música no comportamento humano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wEEoWeHEyrk/TxnF45p71NI/AAAAAAAAPug/4YfDTTs7eWw/s1600/driving.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-wEEoWeHEyrk/TxnF45p71NI/AAAAAAAAPug/4YfDTTs7eWw/s200/driving.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Música + volante –&lt;/i&gt; Na pesquisa realizada pela empresa fabricante de peças de automóveis Halfords, 60% dos participantes responderam que a música os afeta enquanto dirigem. A análise continuou para saber quais faixas afetavam esse comportamento e o resultado foi o seguinte: Beastie Boys (Sabotage) e The Prodigy (Firestarter) são um perigo! Dão vontade de acelerar além da conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi feita também uma lista de músicas tranquilas, encabeçada por “As Quatro Estações”, de Vivaldi, entre outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Música e álcool –&lt;/i&gt; Músicas agitadas e com batidas fortes fazem com que as pessoas consumam mais álcool em bares e boates. Além disso, ambientes ruidosos colaboram para que as pessoas percam o bom senso e bebam mais do que o “normal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rock’n’Roll&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro &lt;i&gt;História Social do Rock and Roll&lt;/i&gt;, Paul Friendlander afirma que o rock teria surgido no meio-oeste americano, sendo uma mistura de country e rythm and blues, tendo se baseado também no gospel. Já o samba, segundo alguns estudiosos, como o antropólogo Antonio Risério (autor do livro &lt;i&gt;Lendo Música&lt;/i&gt;), tem origem na música dos cultos de matriz africana e na música de diversão dos escravos, sendo que os tambores proporcionam a rítmica peculiar que pode ser ouvida nos rituais afro-brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZzB7JigAkTY/TxnGaxbPu-I/AAAAAAAAPus/H_nJrLDMVck/s1600/ElvisPresley.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="158" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZzB7JigAkTY/TxnGaxbPu-I/AAAAAAAAPus/H_nJrLDMVck/s200/ElvisPresley.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Elvis Presley&lt;/i&gt; (1935-1977) é conhecido como o “rei do rock”. Ele era leitor de Helena Blavatski, co-fundadora da Sociedade Teosófica, uma das fundadoras do movimento Nova Era e contemporânea das irmãs Fox. Quando Elvis cantava hinos, chorava por saber que havia se vendido ao sucesso. Com ele, o rock deixa de ser apenas música para se tornar uma “febre”. Fenômeno semelhante ocorre com os Beatles (1960). A banda inglesa revolucionou não apenas a música, mas o estilo de vida das pessoas. Os músicos passaram a ser considerados “ídolos” e seu público é chamado “fã” (de fanático). A moda e o comportamento igualmente sofreram a influência desses “ídolos”. Os Beatles também promoveram, de certa forma, uma revolução espiritual: estiveram no Oriente e trouxeram de lá toda a influência do budismo, hinduísmo e Hare Krishna e a disseminaram no Ocidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tlHHcgTc_MQ/TxnHCH4V0uI/AAAAAAAAPu4/UJuaaOb39Qk/s1600/sgt-pepper.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="194" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-tlHHcgTc_MQ/TxnHCH4V0uI/AAAAAAAAPu4/UJuaaOb39Qk/s200/sgt-pepper.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Para alguns, o melhor e mais influente álbum da história do rock é Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, de 1967. Na capa, os Beatles homenagearam 70 celebridades históricas, como Sigmund Freud, Bob Dylan, James Dean, Marlon Brando, Oscar Wilde, o Gordo e o Magro e líderes espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na música tema, eles afirmam: “Hoje faz 20 anos que o Sargento Pimenta ensinou a banda a tocar.” E quem morreu 20 anos antes disso, em 1947? Aleister Crowley (1875-1947), o pai do satanismo moderno. Ele dizia falar diretamente com Satanás e ter recebido dele a missão de preparar o mundo para a chegada do anticristo por meio de cinco revoluções: social, sexual, das drogas, espiritual e satanista. O &lt;i&gt;slogan &lt;/i&gt;dele era: “Do what thou wilt” (“Faze o que tu queres”). Crowley foi influenciado por Alice Bailey (1880-1949) e Helena Blavatsky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo dos meus tempos de adolescente, grande fã dos Beatles, acabou, graças a eles, tendo contato com as ideias de Crowley. Sabia tudo sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revoluções libertárias dos anos 1960 foram em grande parte promovidas por seguidores de Crowley. Ele dizia que “qualquer um pode se tornar um gênio da música se se entregar ao satanismo”. “Sexo, drogas e rock’n’roll” é o conhecido &lt;i&gt;slogan &lt;/i&gt;dessa “geração libertária”, e a frase “o diabo é o pai do rock”, de Raul Seixas, também garantiu seu lugar na história. Detalhe: Seixas ajudou a divulgar a obra de Crowley no Brasil. Na música “Sociedade Alternativa”, ele convidava: “Faz o que tu queres, pois é tudo da lei! Da lei! Viva! Viva! Viva a sociedade alternativa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente que existem vários tipos de rock, desde o &lt;i&gt;heavy &lt;/i&gt;ao &lt;i&gt;soft&lt;/i&gt;. Mas uma coisa é certa: “Muitos dos valores representados pela cultura do rock estão em flagrante contradição com os valores da adoração e da aceitação reverente de Deus como o eterno Criador de todos os seres vivos” (Lilianne Doukhan, &lt;i&gt;In Tune With God&lt;/i&gt;, p. 246).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em conta essa origem, digamos, “nebulosa” do rock e a “flagrante contradição” de boa parte dessa cultura musical com a adoração, há quem questione a adequação desse estilo musical ao louvor cristão. Passagens bíblicas são apresentadas para expor essa inadequação: “Que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?”, pergunta Paulo em 2 Coríntios 6:14. E Jesus afirma: “Quem não é por Mim é contra Mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mateus 12:30). Dá o que pensar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, considerando-se minha formação e preferências musicais anteriores à minha conversão, quando ouço certas músicas ditas sacras, lembro-me do rock que eu “curtia”. E isso me soa como mistura do sagrado com o profano. Água e óleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria o personagem Bart Simpson: “Rock cristão? Ridículo! Todos sabem que as melhores bandas são afiliadas de Satanás.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(É claro que jovens que cresceram ouvindo “rock cristão” não fazem associações com uma experiência secular que não tiveram. Por isso eles não veem problemas com o “rock cristão/gospel”, o que não significa que essa mistura seja apropriada.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mistura imprópria&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu livro &lt;i&gt;Nos Bastidores da Mídia &lt;/i&gt;(p. 72-76), publiquei uma entrevista com o pastor e conselheiro familiar Marcos Faiock Bomfim. Ele disse: “Satanás é um ser real, muito inteligente, e que nunca perde tempo. Ele sabe que música é algo que mexe profundamente com os sentimentos do ser humano; sabe que tipos diferentes de acordes, dispostos em sequências e ritmos diferentes podem produzir sentimentos que influenciam a mente para aceitar o pecado ou para afastar se de Deus; sabe que esses sentimentos, se repetidos, fixam padrões de conduta ou resposta. Assim, é importante saber que o que entra no cérebro humano pelos sentidos influencia de algum modo, para o bem ou para o mal. O conceito teológico do Grande Conflito nos revela que neste mundo simplesmente não existe coisa alguma absolutamente neutra. [...] A música sacra tende a privilegiar o desenvolvimento espiritual e a facilitar o contato com o Céu. A confusão acontece quando existe a mistura dos dois elementos – música popular com letra sagrada. Acontece então uma falta de integridade, uma inconsistência entre a letra e a música. A música ‘fala’ uma coisa e a letra, outra. O cérebro percebe essa incoerência, que pode ser transferida também para a vida espiritual. O próprio Espírito Santo não pode trabalhar, e, então, como diz Ellen White, as mesmas verdades que deveriam converter, podem acabar endurecendo (cf. &lt;i&gt;Testemunhos Seletos&lt;/i&gt;, v. 2, p. 291).” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Testemunho de Ivor Myers&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JMNfgiQPoOc/TxnHzCPu-OI/AAAAAAAAPvE/bP-NNBp-Z4U/s1600/capa.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="140" src="http://2.bp.blogspot.com/-JMNfgiQPoOc/TxnHzCPu-OI/AAAAAAAAPvE/bP-NNBp-Z4U/s200/capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A Casa Publicadora Brasileira lançou no Brasil o livro &lt;i&gt;Novo Ritmo – A História de um Ex-artista de Hip-Hop&lt;/i&gt;, no qual Ivor Myers conta sua impressionante história de conversão ao adventismo. Myers nasceu na Jamaica e, ainda criança, se mudou com a família para os EUA. Mais tarde, criou uma banda de hip-hop chamada The Boogie Monsters. Chegaram ao estrelato e assinaram um contrato superlucrativo de oito anos com a gravadora EMI Records. No capítulo 10, Myers conta a compreensão que seu irmão Sean (em processo de conversão) alcançou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“– Rapazes, ando estudando um pouco, e acho que precisamos tirar a bateria da nossa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Silêncio. Olhamos para Sean como se ele fosse de Netuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“– Acho que a percussão, a maneira como a usamos, pode não estar certa. Já li que &lt;i&gt;o modo como se toca a bateria pode exercer um efeito negativo sobre as pessoas&lt;/i&gt;. Não sei direito como, mas acredito nisso. [Grifo meu.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Silêncio. Olhamos fixamente para ele, tentando assimilar essa ideia bizarra. Finalmente, um de nós se manifestou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“– Nada de bateria? Nada de bateria? Você está maluco? A percussão é o sangue vital da nossa música. &lt;i&gt;Sem bateria, não mexemos com a multidão&lt;/i&gt;!” [Grifo meu.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Testemunho de Karl Tsatalbasidis&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Tsatalbasidis, ex-baterista de banda de jazz, estudou com os maiores músicos do Canadá e hoje é cristão adventista. Eis aqui algumas conclusões do autor, publicadas no livro &lt;i&gt;Drums, Rock and Worship – Modern music in today’s church&lt;/i&gt;: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Alguns confundem tambores e instrumentos de percussão com bateria e esse erro leva à conclusão falsa de que, como a Bíblia menciona alguns instrumentos de percussão e tambores, então a bateria seria aceitável na adoração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A Bíblia relata que tambores foram usados apenas em ocasiões festivas e não em cultos ou adoração. Eles foram sistematicamente excluídos do Templo e não fazem parte da música celestial descrita no Apocalipse. Além disso, é errado pensar que os instrumentos de percussão citados na adoração bíblica poderiam ser tocados da mesma maneira que a bateria é tocada hoje. [Também não significa que possamos usar a percussão como era usada no Antigo Israel. Além disso, é bom lembrar que o piano igualmente não faz parte da música celestial descrita no Apocalipse.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Existe grande diferença no modo como os tambores (bumbo, tarol, tímpano) são tocados numa orquestra e na bateria numa banda de rock. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A bateria foi inventada para o único propósito de fortalecer o jazz, blues e todas as variedades de rock’n’roll. Por isso, não pode ser separada da origem do rock e do jazz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O rock e o jazz estão associados a sexo, drogas, ocultismo e rebelião, por isso são formas de música inadequadas para a adoração. [Não podemos ignorar o fato de que muitos hinos tidos como “tradicionais” também têm origem, digamos, duvidosa. Alguns provêm de músicos maçons ou têm que ver com a guerra, o nacionalismo/patriotismo “rebelde”, o pentecostalismo, a valsa e o gospel, e mesmo com canções populares.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bateria: terreno pantanoso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro &lt;i&gt;Cristãos em Busca do Êxtase&lt;/i&gt;, o jornalista Vanderlei Dorneles sustenta que “a exclusão do tambor no templo pode indicar que Deus não quis o instrumento na música de adoração por causa de sua influência” (p. 193; grifo meu). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais enfático é Samuele Bacchiocchi, em seu livro &lt;i&gt;O Cristão e a Música Rock&lt;/i&gt;, ao afirmar que “nenhum instrumento de percussão foi permitido no Templo. O canto e a música instrumental no Templo deveriam diferir daqueles usados na vida social do povo” (p. 209). [Cf. 2 Crônicas 29:25.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorneles cita Helen Grauman, segundo a qual a flauta também foi excluída da lista de instrumentos do templo. Então o silêncio sobre um tópico quer dizer a confirmação de uma hipótese? Talvez não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T0oJgqBD8Ps/TxnIdVp3DoI/AAAAAAAAPvQ/Ki9dVicgJKA/s1600/tune.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="133" src="http://4.bp.blogspot.com/-T0oJgqBD8Ps/TxnIdVp3DoI/AAAAAAAAPvQ/Ki9dVicgJKA/s200/tune.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No livro &lt;i&gt;In Tune With God&lt;/i&gt; (Review and Herald), páginas 113 e 114, a Dra. Doukhan diz que se alguém argumentar que os tambores têm que ser excluídos da igreja com base em práticas bíblicas do Templo hebraico, então as mulheres deveriam ser excluídas do serviço musical da igreja (ou de qualquer outra atividade na igreja). Se as flautas não foram aceitas na disposição litúrgica do Templo, não haveria lugar para o órgão hoje, pois este é nada mais que um “grupo de flautas” (os tubos de um órgão têm a função de flautas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piano, o órgão e o violão ¬– todos passaram por debate semelhante. Mas isso não significa que o uso desses instrumentos não deva ser alvo de estudos e motivo de oração. Além disso, é sempre bom lembrar que, na adoração, não é meu gosto que deve prevalecer, do contrário, estarei reproduzindo a atitude de Caim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No artigo “Música sacra, controle religioso e fetiche cultural”, Joêzer Mendonça, doutorando em musicologia na Unesp, sugere que “é preciso verificar se determinada comunidade religiosa, com diferentes grupos etários e culturais, reunida num templo se sente à vontade com mudanças litúrgicas mais radicais e ‘emergentes’. Uma comunidade poderá se sentir pronta para certas mudanças e outras nem tanto. Porém, se esse debate não cessa, que ao menos fique livre de tradicionalismos obscurantistas e inovações irrefletidas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que três versos paulinos se encaixem bem neste contexto: “Todas as coisas são permitidas, mas nem todas são proveitosas. Todas as coisas são permitidas, mas nem todas são edificantes. Ninguém busque seu próprio bem, e sim o dos outros. [...] Não vos torneis motivo de tropeço nem para judeus, nem para gregos, nem à igreja de Deus, assim como em tudo eu também procuro agradar a todos. Pois não busco meu próprio bem, mas o de muitos, para que sejam salvos” (1 Coríntios 10:23, 24, 33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deve haver um cuidado especial para não utilizar músicas que apenas agradem os sentidos, tenham ligação com o carismatismo, ou tenham predominância de ritmo”, recomenda o Voto 2005-116 (5/5/2005), da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Esse é um ótimo conselho da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Hiperestimulação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa gosta muito do filme clássico “A Noviça Rebelde”, de 1965. Nele há longas tomadas com diálogos e caminhadas ao som de musiquinhas tranquilas. Hoje nenhum diretor se dá ao luxo de filmar assim. Os filmes têm tomadas curtas, cheias de ação e mudanças de planos. Se não for assim, a plateia dorme. Por quê? Porque as pessoas foram aos poucos acostumadas com a hiperestimulação dos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo ocorre com o paladar. Se lhes fossem oferecidos uma maçã ou um sorvete, geralmente as pessoas optariam por qual deles? O paladar de alguns está tão pervertido que os alimentos simples, não condimentados ou açucarados, já não lhes dão prazer gustativo. Culpa da hiperestimulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sexo ocorre fenômeno semelhante. A exposição da nudez quase não mais choca ou constrange esta geração sensualizada. O sexo criado por Deus &lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2011/10/consequencias-do-sexo-fora-de-contexto.html"target="_blank"&gt;foi deturpado&lt;/a&gt; e deu origem à pornografia, pedofilia, zoofilia e outras barbaridades. Hiperestimulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acha que a música ficaria fora dessa tendência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hiperestimulação, no que diz respeito à música, consiste em supervalorizar o ritmo e o volume em detrimento da melodia e da harmonia. Note como Ellen White define o bom cântico: “O bom cântico é como a música dos pássaros – &lt;i&gt;suave &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;melodioso&lt;/i&gt;” (&lt;i&gt;Música&lt;/i&gt;, p. 26; grifo meu). E Paulo escreveu: “Cantarei com o espírito, mas também cantarei com a &lt;i&gt;mente&lt;/i&gt;” (1 Coríntios 14:15; grifo meu). O que a hiperestimulação faz é justamente dificultar o pensamento racional. E viciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Norman Weinberger, o ritmo repetitivo sincopado e marcado aumenta os níveis de neurotransmissores (noradrenalina, serotonina e dopamina) e de adrenalina no sistema nervoso central, gerando prazer. A música com esse tipo de ritmo ativa alguns dos mesmos sistemas de recompensa estimulados por comida, sexo e drogas (“Mente e cérebro – segredos dos sentidos”, &lt;i&gt;Scientific American Brasil&lt;/i&gt;, Edição Especial nº 12, p. 53).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro &lt;i&gt;In Tune With God &lt;/i&gt;, Lilianne Doukhan afirma que, “no estilo musical em que um dos elementos [da música] torna-se dominante em detrimento dos outros através de uma presença monolítica, sustentada e acentuada, o princípio do equilíbrio é destruído e o efeito holístico da música que deve caracterizar nossa música de adoração, em particular, fica perdido” (p. 27, 28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como ocorre com a gustação e o sexo, o prazer, em si, é neutro. Mas o sexo fora de contexto e pervertido pode causar uma &lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2011/10/consequencias-do-sexo-fora-de-contexto.html"target="_blank"&gt;resposta dopamínica viciante&lt;/a&gt; naquilo que é errado. Quando praticado no contexto certo, cria vínculos (oxitocina/vasopressina) com o parceiro e “vicia” de modo correto. É possível sentir prazer com qualquer tipo de música, mas a sensação em si a torna adequada? Meu gosto será guia seguro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ellen White, “Satanás sabe que órgãos excitar [hiperestimular] para animar, monopolizar e atrair a mente de modo que Cristo não seja desejado. Os anelos espirituais da alma [...] ficam por esperar” (&lt;i&gt;O Lar Adventista&lt;/i&gt;, página 407). E mais: “Se trabalharmos para criar excitação do sentimento, teremos tudo quanto queremos, e mais do que possivelmente podemos saber como manejar. [...] Importa não considerar nossa obra criar excitação. Unicamente o Espírito de Deus pode criar um entusiasmo são” (&lt;i&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/i&gt;, v. 2, p. 16, 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o &lt;i&gt;Manual da Igreja &lt;/i&gt;(edição 2010) aconselha: devemos “exercer grande cuidado na escolha da música no lar, nos encontros sociais, nas escolas e igrejas. Toda melodia que partilhe da natureza do jazz, rock ou formas híbridas relacionadas e toda linguagem que expresse sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas” (p. 151). Isso significa que a Igreja Adventista do Sétimo Dia desaprova qualquer tipo de música que faça lembrar os estilos musicais mencionados acima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Floreios e contorcionismos vocais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos completamente inadequados ao culto na casa do Senhor. As notas prolongadas e os floreios, comuns nas óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cânticos de louvor entoados em tom natural. Unem-se a nós nos cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso. Eles combinam o coro, entoado de coração, com o espírito e o entendimento” (Ellen G. White, &lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, p. 510). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que será que os anjos não se agradam das “notas prolongadas” e dos “floreios comuns nas óperas”, quando usados na igreja? A expressão a seguir, sua definição e aplicação é um forte auxílio para que compreendamos os motivos para a orientação recebida do Céu, segundo Aurélio Ludvig, professor de Educação Musical no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ad libitum&lt;/i&gt;. Essa expressão aparece na partitura de algumas óperas e outras formas musicais. Refere-se principalmente às partes dos solistas, nas quais eles têm liberdade de interpretação, a parte da contagem rítmica. As notas musicais (sons definidos, com nome e altura) podem ser identificadas nesse tipo de recurso vocal, a coloratura. Em geral, isso faz com que o solista seja exaltado pela plateia porque ele pode mostrar ali todo o seu virtuosismo. Traduzindo: &lt;i&gt;show&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O louvor dos anjos passa longe disso: “Os serafins ao redor do trono acham-se tão cheios de solene reverência ao contemplar a glória de Deus, que nem por um instante se olham a si mesmos com admiração. Seu louvor é para o Senhor dos Exércitos. Ao contemplarem o futuro, quando toda a Terra será cheia de Sua glória, o triunfante cântico ecoa de um a outro em melodioso acento: ‘Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos’ (Is 6:3). Acham-se plenamente satisfeitos de glorificar a Deus; permanecendo em Sua presença, sob Seu sorriso de aprovação, nada mais desejam” (Ellen White, &lt;i&gt;Obreiros Evangélicos&lt;/i&gt;, p. 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ludvig, o &lt;i&gt;Ad libitum&lt;/i&gt; se assemelha ao famoso &lt;i&gt;melisma&lt;/i&gt;. “Nesse recurso, não há a possibilidade de identificação das notas musicais. Muitas vezes, as pessoas não conseguem alcançar notas mais agudas, por isso fazem uma pequena curvatura nelas, até as definirem. Mas se não alcançam, por que não experimentam cantar aquelas músicas que sabem que não precisarão de um ‘jeitinho’? Se cada palavra deve ser pronunciada claramente, em tom harmonioso, para que serve o melisma?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a música judaica, por exemplo, é cheia de melismas. O canto gregoriano é também um canto melismático. No contexto da adoração cristã, o que se recomenda é que não se exagere nesse recurso e que ele não seja transformado em exibição vocal ou maneirismo chato e abusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Relativismo musical&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vivemos o período conhecido como pós-modernidade, caracterizado por um relativismo avesso à verdade absoluta. O choque entre a visão adventista e o espírito desta época afeta a questão da adoração”, escreveu o teólogo Douglas Reis, em seu livro &lt;i&gt;O Y da Questão &lt;/i&gt;(capítulo 14). Depois ele cita o artigo de Daniel Plenc, “O culto como adoração: uma perspectiva de Ellen White” (&lt;i&gt;Dialogue&lt;/i&gt;, 20[2], 15-16): “Se encararmos a adoração como um reconhecimento do caráter amoroso de Deus e uma homenagem sincera a Seus atributos, seremos levados a reconhecer que a adoração tem de agradar-Lhe. É dever do adorador apresentar algo agradável ao ser adorado.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo de relativismo: “O que faz uma música sagrada é a sua mensagem [letra]. A música não é nada mais do que um arranjo de notas e ritmo. […] Não existe música cristã, mas, sim, letras cristãs. Se fosse tocada uma música sem palavras, você não saberia se é cristã ou não” (Rick Waren, &lt;i&gt;Uma Igreja com Propósito&lt;/i&gt;, p. 272-273).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas arremata: “Quando Ellen White comenta os efeitos danosos que a ‘música popular’ de seus dias causava sobre os jovens, desviando-lhes ‘a mente da verdade’ [T, v. 1, p. 496, 497], temos de entender sua orientação dentro de uma ‘época em que o jazz começava a se generalizar’. Daí se pode constatar que Ellen White era uma crítica social, não alguém que recomendasse o uso indiscriminado de influências culturais com objetivos evangelísticos.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conselhos inspirados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração” (Ellen White, &lt;i&gt;Música&lt;/i&gt;, p. 11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Frequentemente, pelas palavras de um canto sagrado, são liberadas as fontes do arrependimento e da fé” (Ibidem, p. 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é o cantar forte que é necessário, mas a entonação clara, a pronúncia correta e a expressão vocal distinta. [...] que o louvor a Deus seja entoado em tons claros e suaves, sem estridências que ofendam o ouvido” (Ibidem, p. 24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e fazê-los atuar de forma adequada, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com as regras, e ficam impacientes sob a liderança de alguém” (Ibidem, p. 25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deus não Se agrada de barulho e desarmonia” (Ibidem, p. 32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A música, quando bem utilizada, é uma grande bênção, mas, quando mal-usada, uma terrível maldição” (Ibidem, p. 48).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dividir para conquistar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto da música na igreja tem sido um dos mais polêmicos nos últimos anos. Discussões acaloradas envolvem o uso desse ou daquele instrumento; estilos musicais; comercialização da música; etc. Sem dúvida, dialogar sobre esse tema nos ajuda a ampliar os horizontes e pode ser realmente benéfico, se o desejo é aprender humildemente para louvar cada vez melhor Aquele que nos criou e redimiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um perigo destacado por Eurydice Osterman, em seu livro &lt;i&gt;O Que Deus diz Sobre a Música&lt;/i&gt;: “Quando nossa discussão sobre esses temas nos desviam de focalizar nossa atenção em Deus, esteja certo de que o inimigo plantou sua semente de discórdia com sucesso de modo que ele pode dividir e conquistar, e, afinal, conduzir seus cativos à perdição” (p. 24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos permitir que esse ou qualquer outro assunto promova divisão entre o povo de Deus, cumprindo ao contrário a oração de Jesus registrada no capítulo 17 do evangelho de João. A unidade da igreja deve estar acima das preferências de seus membros, e os cristãos maduros saberão deixar o eu de lado para cumprir o desejo do Senhor para Seus filhos: que sejam um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Adoração&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capítulo 3 do livro de Daniel está a descrição de uma cena dramática. Uma multidão foi convocada pelo rei Nabucodonosor para se prostrar diante de uma estátua de ouro que ele mandou construir. Música foi usada na celebração: “Quando todos os povos ouviram o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério e de &lt;i&gt;toda sorte de música&lt;/i&gt;, se prostraram os povos, as nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro” (Daniel 3:7; grifo meu). Apenas três jovens hebreus leais a Deus não se deixaram envolver pelas músicas e pelo clima do culto pagão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história deixa claro que Satanás aceita e promove “toda sorte de música” e a usa com objetivos espúrios, a fim de escravizar as pessoas e afastá-las do Criador e do verdadeiro culto “racional” (Romanos 12:1). Entretanto, Deus aceita somente a adoração e o louvor conscientes de Seus filhos fiéis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos sempre louvar com reverência e alegria o Deus que nos criou e redimiu. Louvar do melhor modo que pudermos, sem nos esquecer de que o louvor pode e deve ser aprimorado sempre: “Quenanias, chefe dos levitas, estava encarregado dos cânticos e os dirigia, porque era capacitado” (1 Crônicas 15:22). Busque a capacitação – especialmente aquela que vem do Alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faça o &lt;i&gt;download &lt;/i&gt;gratuito do PowerPoint. &lt;a href="http://www.michelson.bibliacs.com/o_poder_da_musica.ppt"target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-5362624979578696245?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5362624979578696245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5362624979578696245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2012/01/o-poder-da-musica.html' title='O poder da música'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yJe20YPuxCU/TxnCG_XgkZI/AAAAAAAAPt8/z68w38yhXFg/s72-c/listening-music.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-4681633479554865749</id><published>2011-12-12T22:37:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T22:37:44.856-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biologia'/><title type='text'>Semelhança genética e ancestralidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pkjTcdzGxlg/TuaeUBdN1PI/AAAAAAAAPbI/KBWlRLXd1lI/s1600/genes.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="199" src="http://2.bp.blogspot.com/-pkjTcdzGxlg/TuaeUBdN1PI/AAAAAAAAPbI/KBWlRLXd1lI/s200/genes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Como você explica, sob uma perspectiva criacionista, a existência de exatamente 20-25 mil genes (codificadores de proteínas) em todos os seres vivos do planeta? O fato é que, embora os organismos vivos tenham genomas de tamanhos diferentes, todos eles apresentam sempre a mesma quantidade de genes codificadores de proteínas. Tanto eu quando um verme cilíndrico temos 20 mil genes, embora sejamos organismos completamente diferentes e evidentemente com complexidades diferentes. É claro que ainda não sabemos exatamente como o genoma é lido e interpretado e gera a diversidade e complexidade que podemos observar nos seres vivos, porém, o fato da existência da mesma quantidade de genes codificadores de proteínas, além de outros detalhes genéticos, é um forte argumento que apoia a teoria da evolução darwiniana, nos levando à conclusão de que todos os organismos vivos do planeta tiveram um ancestral comum. Não é isso? – J.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado J., já existem trabalhos científicos questionando a tão famosa &lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2011/08/arvore-da-vida-de-darwin-cai-por-terra.html"target="_blank"&gt;árvore genealógica&lt;/a&gt; de todos os seres vivos (mais recentemente, &lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2011/03/craig-venter-nega-hipotese-de.html"target="_blank"&gt;Craig Venter&lt;/a&gt;, da Celera Genomics, entrou nessa polêmica). Quanto ao número de genes, é interessante ressaltar que a maioria deles está ligada ao metabolismo celular. As enzimas responsáveis pela síntese de polímeros tais como proteínas, açúcares e ácidos nucléicos são as mesmas. Enfim, nós compartilhamos 99% dos nossos genes com o chimpanzé e 50% com as bananas, por causa disso. São justamente esses genes ligados ao metabolismo celular. Atualmente, sabemos que a principal diferença entre os genomas dos metazoários está nos chamados genes reguladores do desenvolvimento. Esses genes já estão presentes desde o &lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2009/09/fosseis-do-cambriano-um-dilema-para-o.html"target="_blank"&gt;Cambriano&lt;/a&gt;, quando “surgiram” todos os invertebrados ao mesmo tempo. Do ponto de vista criacionista, vejo que, ao nível genético, temos um plano muito mais sólido do qual o Criador Se utilizou para formar boa parte da biodiversidade. Essa é uma área bastante explorada pelos proponentes do &lt;i&gt;Design &lt;/i&gt;Inteligente. Há muita complexidade especificada e irredutível nos genomas que aponta para a existência de planejamento. Seria bom que você desse uma lida nesse tipo de material.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-4681633479554865749?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4681633479554865749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4681633479554865749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/12/semelhanca-genetica-e-ancestralidade.html' title='Semelhança genética e ancestralidade'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-pkjTcdzGxlg/TuaeUBdN1PI/AAAAAAAAPbI/KBWlRLXd1lI/s72-c/genes.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-5776893763027226003</id><published>2011-10-24T21:16:00.001-02:00</published><updated>2011-10-24T21:17:38.231-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Qual a origem dos tipos sanguíneos?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0mjQNQSal8c/TqXyBgonieI/AAAAAAAAO_Y/kp04er8ya8I/s1600/sangue.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="194" width="192" src="http://1.bp.blogspot.com/-0mjQNQSal8c/TqXyBgonieI/AAAAAAAAO_Y/kp04er8ya8I/s200/sangue.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Minha duvida é a seguinte: Como explicar os tipos sanguíneos existentes, se todos descendemos de Adão e Eva? Eva teria que ter o mesmo sangue de Adão, pois foi retirada da costela dele. Então como explicar os outros tipos de sangue? De onde eles surgiram? – T.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ponto de vista darwinista, a principal causa evolucionária dos variados grupos sanguíneos parece ser as doenças. Por exemplo, a malária parece ser a principal força seletiva por trás do tipo O. Esse tipo sanguíneo é mais prevalente na África do que em outras partes do mundo, e se acredita que esse sangue carrega algum tipo de “vantagem evolutiva”. A vantagem parece surgir no sentido de que as células infectadas com malária não aderem bem aos tipos sanguíneos O ou B. Células sanguíneas infectadas com malária são mais propensas a ficar nas células com o açúcar A, formando aglomerados conhecidos como “rosetas”, que podem ser fatais quando se originam em órgãos vitais, como o cérebro. Por outro lado, as pessoas com sangue tipo O podem ser mais propensas a outras doenças. Por exemplo, essas pessoas são conhecidas por serem mais suscetíveis a serem atingidas pela bactéria &lt;i&gt;Helicobacter pylori&lt;/i&gt;, que provoca úlceras. Entretanto, os cientistas ainda não sabem se algum tipo de doença em específico provocou os diferentes tipos de sangue dos humanos. (Informações do site &lt;a href="http://hypescience.com/por-que-temos-diferentes-tipos-sanguineos/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29"target="_blank"&gt;Hypescience&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criacionista e doutor em Genética Wellington dos Santos Silva explica: o sistema ABO é formado por três loci gênicos: o locus ABO, localizado no cromossomo 9, o locus H (antígeno H) e Se (secretor), ambos localizados no cromossomo 19. Esses loci estão envolvidos na expressão de antígenos que, na verdade, são moléculas de açúcar presentes na superfície das hemácias. Tudo começa com o locus H que produz uma glicosiltransferase (enzima que transfere moléculas de açúcar para se ligar a uma molécula de lipídio presente na membrana da hemácia) para formar o antígeno H. Esse antígeno H é formado por quatro moléculas de açúcar. Depois temos o locus ABO que produzirá outras glicosiltransferases, dependendo do alelo presente (A, B ou O). Se for o alelo A, esse gene expressará uma enzima que irá transferir uma molécula de açúcar para o antígeno H e formar o antígeno A. Se for o alelo B, esse gene expressará uma enzima que irá transferir outra molécula de açúcar para o antígeno H e formar o antígeno B. Se for o alelo O, não ocorrerá produção de uma enzima funcional e teremos só o antígeno H. Esse é o alelo O.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos ver que as diferenças entre esses antígenos ocorrem devido a uma pequena mudança que corresponde a umas poucas moléculas de açúcar. Sabe-se que esses antígenos têm grande importância nas transfusões de sangue, mas não se sabe exatamente qual a função deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à origem desse polimorfismo (variabilidade) no sistema ABO, podemos especular que pequenas mudanças nesses genes poderiam levar ao surgimento de outros alelos que, depois, seriam selecionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista criacionista, não se conhece algum modelo que explique a origem desse polimorfismo, mas, segundo o Dr. Wellington, não haveria problema em considerarmos essa origem a partir de um casal, como se vê em outros sistemas genéticos. O binômio mutação-seleção poderia explicar bem isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-5776893763027226003?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5776893763027226003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5776893763027226003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/10/qual-origem-dos-tipos-sanguineos.html' title='Qual a origem dos tipos sanguíneos?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0mjQNQSal8c/TqXyBgonieI/AAAAAAAAO_Y/kp04er8ya8I/s72-c/sangue.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-1472083114460224463</id><published>2011-10-24T21:08:00.001-02:00</published><updated>2011-10-25T10:00:32.369-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dilúvio'/><title type='text'>Havia pessoas suficientes para construir as pirâmides?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TvygX0ps6Ek/TqXv7wUFHtI/AAAAAAAAO_A/HEFmLxX09Ts/s1600/babel.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="199" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-TvygX0ps6Ek/TqXv7wUFHtI/AAAAAAAAO_A/HEFmLxX09Ts/s200/babel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma vez que o Egito foi estabelecido pouco depois da Torre de Babel (Gênesis 11), e uma vez que os egípcios construíram algumas das mais espantosas estruturas que o ser humano já viu, como foi possível eles terem pessoas suficientes para levar a cabo tais empreendimentos? Não seriam necessários milhares de operários para construir obras de tal magnitude? Quando as pessoas pensam nas pirâmides egípcias, usualmente pensam na Grande Pirâmide de Gizé, que foi construída pelo rei Khufu, na 4ª Dinastia. No entanto, segundo a cronologia revista proposta pelo arqueólogo David Down (ver este &lt;a href="http://www.answersingenesis.org/articles/am/v3/n2/dating-pyramids"target="_blank"&gt;link&lt;/a&gt;), a primeira pirâmide de pedra (pirâmide de degraus de Saqqara) foi provavelmente construída durante a 3ª Dinastia, entre 2100 e 2000 antes de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a cronologia bíblica proposta pelo arcebispo James Ussher, o evento da Torre de Babel ocorreu cerca de 2250 antes de Cristo. Isso deixa um intervalo de cerca 150 a 250 anos entre a dispersão e o início das primeiras construções egípcias. Dado isso, quem foi que desceu ao Egito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundador do Egito foi o neto de Noé, Mizraim (Gênesis 10:6). A título de informação, a palavra hebraica para “Egito” é &lt;i&gt;Mitsrayim&lt;/i&gt;, que é traduzida para Mizraim, filho de Cão (Gênesis 10:6, 13). Em arábico, a palavra usada para “Egipto” é &lt;i&gt;Misr&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assumirmos que Mizraim deixou Babel com sua família de oito crianças (quatro rapazes e quatro meninas), e se cada casal teve, em média, oito filhos a cada 30 anos (que é uma estimativa bastante conservadora), em 150 anos atingiriam cerca de 30 mil descendentes. Em 250 anos, a população explodiria para mais de um milhão de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Génesis 11 indica que gerações mais antigas muitas vezes continuavam vivas durante muito tempo, chegando a viver mais de 200 anos. Imagine a população do seu país, hoje, se todas as pessoas que nasceram depois de 1808 ainda estivessem vivas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas pessoas seriam necessárias para construir uma pirâmide de degraus? Bem, com a tecnologia certa e os recursos adequados, seria necessário muito menos gente do que a maior parte das pessoas pensa. É preciso levar em conta alguns fatores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os egípcios quase certamente tinham conhecimentos de construção trazidos do tempo da Torre de Babel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Eles certamente tinham tecnologia que lhes permitia poupar em mão-de-obra (guindastes, talhas, etc.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Os egípcios poderiam contratar ajuda externa ou usar escravos (como evidenciado durante o tempo de José, filho de Jacob – Gênesis 37–40) ou ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: usando as Escrituras e outras evidências histórias e arqueológicas, podemos, portanto, ver que os egípcios não só teriam a população necessária para construir as pirâmides, como também a tecnologia para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Naquele dia, Israel será o terceiro, com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra das Minhas mãos, e Israel, Minha herança” (Isaías 19:24, 25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(&lt;a href="http://darwinismo.wordpress.com/2011/09/30/sera-que-havia-pessoas-suficientes-para-construir-as-piramides/"target="_blank"&gt;Darwinismo&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-1472083114460224463?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/1472083114460224463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/1472083114460224463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/10/havia-pessoas-suficientes-para.html' title='Havia pessoas suficientes para construir as pirâmides?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TvygX0ps6Ek/TqXv7wUFHtI/AAAAAAAAO_A/HEFmLxX09Ts/s72-c/babel.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-6338753270647098434</id><published>2011-09-23T12:52:00.003-03:00</published><updated>2011-09-29T21:20:45.709-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Pescadores ou pescados – parte 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MDTEMcQvtV4/TnyrFQcMU8I/AAAAAAAAO1M/DMXCXye-tb4/s1600/Capturar2.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-MDTEMcQvtV4/TnyrFQcMU8I/AAAAAAAAO1M/DMXCXye-tb4/s200/Capturar2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;O que há de pior na internet (e como se livrar disso)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Segundo Mark Hurd, presidente da empresa de informática Hewlett Packard, a quantidade de informações publicadas na web já é maior do que tudo o que foi produzido pela humanidade até agora em matéria de conhecimento. Precisaríamos de mil anos para receber o que se produz em um mês no mundo. A título de comparação, uma edição como a do jornal &lt;i&gt;The New York Times &lt;/i&gt;contém mais informações do que uma pessoa comum poderia incorporar durante toda a existência dela, no século 17, nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos na era da informação. Mas e a capacidade de processamento dessa informação? Esse excesso de informação tem criado o estresse digital (sentir-se dominado pelas tecnologias) e a ansiedade de informação (não dar conta de se atualizar). Além disso, tem contribuído para a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma característica básica da SPA é o cansaço físico. Por pensar excessivamente, os portadores dessa síndrome roubam energia do córtex cerebral. Essa energia deveria ser utilizada nos órgãos do corpo, como os músculos. Assim, sentem uma fadiga persistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século 19, Ellen White já falava sobre energia mental e recomendava: “Muitos [...] têm sofrido por causa de excesso de trabalho mental sem o refrigério do exercício físico. O resultado é a debilitação de suas faculdades” (&lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, p. 661). “Os [...] que se aplicam exclusivamente a trabalho mental [...] pelo confinamento prejudicam toda a estrutura viva. Cansa-se o cérebro, e Satanás insinua toda uma lista de tentações” (&lt;i&gt;Mente, Caráter e Personalidade&lt;/i&gt;, v. 2, p. 507).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentes cansadas e fracas são fáceis de ser “pescadas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pensamento rápido e utilitário&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicholas Carr, em seu livro &lt;i&gt;The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains&lt;/i&gt;, afirma que a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando estúpidos. Diz ele: “A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários, voltados para a solução de problemas, que encoraja as multitarefas e a rápida transmissão ou recepção de migalhas de informação. [...] A maneira de manter o modo mais contemplativo de pensamento é desconectar-se por um tempo substancial, reduzindo nossa dependência em relação às tecnologias de tela e exercendo nossa capacidade de prestar atenção profundamente em uma única coisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar a Bíblia e ler um bom livro, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa resenha do livro de Carr, publicada no jornal &lt;i&gt;El País&lt;/i&gt;, o jornalista e escritor Mario Vargas Llosa escreveu: “Acostumados a picotar informações em seus computadores, sem ter necessidade de fazer prolongados esforços de concentração, [os alunos] têm perdido o hábito e a faculdade de [ler livros], e têm sido condicionados a contentar-se com esse borboleteio cognitivo a que os acostuma a internet, com suas infinitas conexões e saltos e complementos, de modo que estão ficando de certa forma vacinados contra o tipo de atenção, reflexão, paciência e prolongado abandono àquilo que se lê, e que é a única maneira de ler, desfrutando, a grande literatura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas incapazes de refletir e esgotadas são alvo fácil de Satanás. E ele está lá, na internet, “[andando] em derredor, rugindo como leão” (1 Pedro 5:8), oferecendo suas “distrações”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselho divino: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (Salmo 46:10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Principais perigos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa lista breve, os principais perigos da internet geralmente apontados são: (1) Contato com material impróprio (ex.: pornografia); (2) incitamento à violência e ao ódio; (3) violação da privacidade; (4) violação da lei; (5) encontros “online” com pessoas não recomendáveis; (6) perda de tempo precioso; e (7) pensamento utilitarista e superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;i&gt;American Journal of Psychiatry &lt;/i&gt;de março de 2008, o Dr. Jerald J. Block comenta que a dependência da internet parece ser uma desordem mental que merece ser incluída na próxima edição da Classificação Internacional das Doenças usada nos EUA (DSM-V). O diagnóstico da desordem que engloba o uso compulsivo-impulsivo de computador consiste de três subtipos de vício: jogos excessivos, preocupações sexuais e mensagens tipo e-mail ou texto. E qualquer uma dessas modalidades de dependência tem em comum quatro componentes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Uso excessivo, frequentemente associado com perda da noção do tempo ou negligência de necessidades básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Abstinência, com sintomas de raiva, tensão e/ou depressão quando o computador está inacessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Tolerância, que inclui a necessidade de obter melhores computadores, melhores softwares ou mais horas de uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Repercussões negativas, incluindo argumentos, mentiras, isolamento social, pobres realizações e fadiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wSDn92H2_Ww/TnyyNGp7LTI/AAAAAAAAO1k/IGWNIFYsfv8/s1600/image002.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="151" src="http://2.bp.blogspot.com/-wSDn92H2_Ww/TnyyNGp7LTI/AAAAAAAAO1k/IGWNIFYsfv8/s200/image002.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A dependência acomete, principalmente, os adolescentes, pois a maturação cerebral ocorre somente depois dos 21 anos. O córtex pré-frontal (localizado na região da testa) é a sede do pensamento, a sede do controle dos impulsos, e os jovens ainda não têm essa região plenamente amadurecida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens precisam contar com a ajuda dos pais, é o que defendem Joe S. McIlhaney Jr. e Freda McKissic Bush, no ótimo livro ainda não traduzido &lt;i&gt;Hooked: New Science on How Casual Sex is Affecting our Children&lt;/i&gt;. Eles dizem: “Fatores benéficos, tais como ambiente familiar e orientação de adultos, podem guiar um adolescente através desse tumultuado período de sua vida. [...] O cérebro dos adolescentes pode ser positivamente moldado pela orientação, estrutura e disciplina fornecidas por pais cuidadosos e outros adultos” (p. 19, 53).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Alexandre Hohagen, presidente do Google para a América do Sul, disse: “Em casa, lugar de computador é na sala ou no corredor. Jamais em quartos isolados ou fechados.” Pais responsáveis devem cuidar dos filhos. E, para isso, devem se informar o quanto puderem sobre &lt;i&gt;como &lt;/i&gt;cuidar deles. Um bom livro para isso é &lt;i&gt;Como Proteger Seus Filhos na Internet&lt;/i&gt;, da editora Novo Conceito. Nele, o especialista na área de tecnologia e informação, Gregory S. Smith, dá boas dicas para os pais e mostra os perigos a que estão expostos os menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Smith compara: “Crianças e jovens com idades de 8 a 17 anos não estão sendo criados num ambiente semelhante ao do tempo da infância dos pais. As crianças de antigamente nem mesmo poderiam imaginar os tipos de pornografia pesada disponível ao alcance do clique de um mouse, nem mesmo prever o comportamento que os adolescentes de hoje em dia têm diante do computador” (p. 32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é bastante explícito e transcreve, inclusive, diálogos travados entre crianças e predadores sexuais &lt;i&gt;online&lt;/i&gt;. Por isso mesmo deve ser lido apenas pelos pais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Associação de conceitos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responda rápido: O que as vacas bebem? Você respondeu “leite”? Talvez. E isso acontece porque, quando criança, aprendemos a associar vaca com leite, e os neurônios que codificam as duas palavras aprendem a se ativar ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Dean Buonomano, doutor em neurociência pela Universidade do Texas, “o cérebro humano pode ser convencido inconscientemente. Ele pode associar conceitos caso seja exposto de forma contínua e prolongada a alguns estímulos. É o que fazem os publicitários com imagens, sons e aromas. Um bom exemplo disso é o tabaco. Poderosas campanhas de &lt;i&gt;marketing &lt;/i&gt;no século passado levaram a associar o cigarro a um estilo de vida exclusivo. O resultado foram milhões de mortes, que poderiam ter sido evitadas. Essas associações, de certa forma, tornaram-se um problema social grave.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora leia esta palavra: sexo. Que conceitos e imagens lhe vêm à mente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O mal da pornografia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indústria pornográfica é maior do que a Microsoft, Google, Amazon, eBay, Yahoo!, Apple, Netflix e EarthLink juntas. Cerca de 50% dos cristãos e 40% de seus pastores admitem ter problemas com a pornografia. Dois terços dos advogados presentes na reunião de 2003 da Academia Americana de Advogados Matrimoniais disseram que a pornografia virtual estava envolvida na metade dos casos que representaram. Dá para perceber o tamanho do problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regis Nicoll, escritor e membro de um ministério para homens da Igreja Adventista, escreveu: “No local de trabalho, o vício em pornografia resulta na perda da produtividade e na negligência de cumprir os deveres, que podem ter efeitos danosos, talvez até desastrosos. Em casa, resulta paradoxal e tragicamente em desordens íntimas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desordens íntimas? Sim. O blog Mulher 7 x 7, do site da revista &lt;i&gt;Época&lt;/i&gt;, divulgou a pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, segundo a qual 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter desempenho sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet. “A perda da libido acontece porque os consumidores de pornografia estão ‘abafando’ a resposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta ao neurotransmissor dopamina. A dopamina está por trás do desejo, da motivação – e dos vícios. Ela rege nossa busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Kimberly-Sayer Giles, “os homens são muito visuais, e ver pornografia produz uma droga [dopamina] que leva à euforia no corpo. Essa droga é a razão pela qual a pornografia se torna viciante. Quando a elevação natural desaparece, o homem se sente deprimido (como acontece com qualquer droga) e tem vontade de passar pelo processo novamente. As mulheres são mais estimuladas por livros de romance do que por sexo. Então, quando elas leem histórias românticas (e nem precisam ter romance tão explícito assim), elas podem experimentar a liberação da mesma substância química viciante”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William M. Struthers, psicólogo com formação em neurociência e autor do livro &lt;i&gt;Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain&lt;/i&gt;, afirma que experiências com pornografia e hormônios de prazer criam novos padrões na programação do cérebro, e experiências repetidas formalizam a programação. Não é coincidência o fato de que as demandas de drogas para o desempenho masculino e os aumentos do corpo feminino sigam juntos à explosão da pornografia na internet. Eles perdem interesse pelo &lt;i&gt;normal &lt;/i&gt;e elas querem se igualar ao &lt;i&gt;anormal&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Vb-FA467pOw/Tnyygxby8sI/AAAAAAAAO1s/ZcMjVqN1n5w/s1600/casal-e1311258844117.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="225" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-Vb-FA467pOw/Tnyygxby8sI/AAAAAAAAO1s/ZcMjVqN1n5w/s400/casal-e1311258844117.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Joe S. McIlhaney Jr. e Freda McKissic Bush dizem ainda que “sexo é um dos mais fortes geradores de recompensa pela dopamina. Por essa razão, os jovens são particularmente vulneráveis a cair no ciclo da recompensa dopamínica por comportamento sexual imprudente – eles podem ficar viciados nisso. Mas o efeito benéfico da dopamina para os casais casados está na dependência [vício] deles no sexo um com o outro” (&lt;i&gt;Hooked&lt;/i&gt;, p. 35). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ex-atriz pornô Jennifer Case deixou a indústria do sexo há alguns anos e diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa indústria. “Se você está vendo pornografia ou está viciado em pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você olha pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida”, ela adverte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Case diz ainda que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”. “Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo C. S. Lewis, existe “um desejo cada vez mais crescente por um prazer cada vez menor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preocupação divina&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nmBSlmnK8E0/Tnyyw7nPj1I/AAAAAAAAO10/8yfXxiL-wQk/s1600/0_61_online_porn_generic.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="190" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-nmBSlmnK8E0/Tnyyw7nPj1I/AAAAAAAAO10/8yfXxiL-wQk/s200/0_61_online_porn_generic.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nos tempos dela, Ellen White já manifestava sua preocupação com o assunto: “Nos trens, fotografias de mulheres nuas são frequentemente oferecidas à venda. Esses quadros repugnantes são encontrados também em estúdios fotográficos, e são dependurados nas paredes dos que trabalham com gravuras em relevo. É esta uma época em que a corrupção prolifera por toda parte. A concupiscência dos olhos e as paixões corruptas são despertadas pela contemplação e a leitura. [...] A mente tem prazer [dopamina] em contemplar cenas que despertam as paixões baixas, vis. Essas imagens depravadas, vistas por olhos de uma imaginação viciada, corrompem a moral e predispõem os iludidos e obcecados seres humanos a darem rédea solta às paixões libidinosas. Seguem-se então pecados e crimes que arrastam para baixo seres formados à imagem de Deus, nivelando-os aos irracionais, afundando-os afinal na perdição. Evitai ler e ver coisas que sugiram pensamentos impuros. Cultivai as faculdades morais e intelectuais” (&lt;i&gt;Mente, Caráter e Personalidade&lt;/i&gt;, v. 1, p. 229).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela adverte: “Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir” (&lt;i&gt;Mensagens aos Jovens&lt;/i&gt;, p. 285).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “tratamento” recomendado para os viciados em pornografia é o mesmo para pessoas viciadas em álcool, cafeína ou outras drogas: abstinência, substituição e vigilância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Deus vem a promessa: “Submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês” (Tiago 4:7). “A leitura limpa e sã [substituição] será para o espírito o que é para o corpo o alimento saudável. Haveis de tornar-vos assim mais fortes para resistir à tentação, formar bons hábitos, e proceder segundo os retos princípios” (Ellen G. White, &lt;i&gt;Mente, Caráter e Personalidade&lt;/i&gt;, v. 1, p. 107).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de reavivamento e reforma, fica a recomendação inspirada: A “primeira obra dos que desejam reformar-se é purificar a imaginação” (Ellen G. White, &lt;i&gt;Mente Caráter e Personalidade&lt;/i&gt;, p. 595).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note: Deus criou a dieta original saudável; o diabo inventou o &lt;i&gt;fast-food&lt;/i&gt;. Deus criou a água e as frutas; o diabo, a bebida alcoólica. Deus criou o sexo para o casamento entre um homem e uma mulher; o diabo promove a infidelidade, o adultério mental (Mateus 5:28), o “sexo sem compromisso” e a pornografia. Com todas essas deturpações, o inimigo de Deus causa dor nos seres humanos e, consequentemente, no Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nunca derrube uma cerca até você saber por que ela foi colocada”, disse Robert Forst. Se Deus colocou limites à sexualidade humana, é porque tinha e tem uma boa razão para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Histórias tristes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos testemunhos bonitos que tenho recebido por e-mail ao longo dos anos, há também as histórias tristes de pessoas boas sofrendo sob o peso dos vícios. São histórias que mostram que realmente todo cuidado é pouco, quando se trata do policiamento na internet. Por razões óbvias, o nome delas foi omitido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sempre tive um sonho: de me tornar um ministro. Com poucos meses após a maioridade, me tornei ancião da minha igreja e colportor. [...] Com o passar do tempo, deixei de olhar para Cristo. [...] Achei uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil e acabei me envolvendo com pornografia. Mas ninguém sabe disso. Ninguém me conhecia e conhece. E cheguei ao estagio de eu mesmo não me conhecer. E isso me entristece, por mim e por elas. Nunca foi meu desejo envergonhar o evangelho ou trazer descrença às pessoas. Na verdade, desde muito novo (12 anos mais ou menos) fui atraído por pornografia; é minha maior fraqueza. [...] Eu quero do fundo do meu coração mudar para não me perder e não estragar futuramente meu casamento. [...] Preciso de sua ajuda.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seu texto me ajudou a admitir que sou viciado [em pornografia] e que preciso de ajuda. Por favor, ore por mim e pela minha infeliz esposa. Seu ministério tem salvado vidas e até mesmo conseguido alcançar um endurecido pastor. Por favor, ore por mim. Não aguento mais essa situação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Peço que você ore por mim. Sou viciado em pornografia. Comecei aos 13 anos vendo um vídeo por semana, e hoje, com 34 anos, vejo pornografia na internet. Sou casado e imagino cenas na hora do sexo, na oração – em plena oração aparecem imagens. É horrível! Estou há apenas dois dias sem ver pornografia. [...] Minha esposa conheceu seu blog através de mim. Com tristeza, devido ao vício, mas com a alegria de saber que Jesus nos transforma, deixo meu abraço.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou jovem e evangélico há sete anos. Realmente creio em Cristo com toda a minha vida. Tenho desejo de ser um pastor, estudo muito a Bíblia, também procuro sempre ter uma vida de oração intensa, porém, há mais ou menos um ano tenho tido problemas que eu não tinha antes, com masturbação e às vezes com pornografia. Acredite em mim: não sou uma pessoa má, repudio essas coisas, tenho nojo disso, detesto, enfim, nunca gostaria de ter visto essas coisas. Tenho travado batalhas enormes, feito muitos jejuns, ficado semanas sem cair, mas sempre, de repente, algo súbito acontece e novamente caio. Não sei mais o que fazer. Não sou um novo convertido, não sou depravado, mas não sei o que acontece comigo. [...] Estou escrevendo a você porque eu nunca conseguiria tratar disso com alguém pessoalmente. [...] Não consigo me abrir nesse aspecto; acho vergonhoso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto a você, mas me dá vontade de chorar quando leio essas histórias tristes de pessoas amadas por Deus, mas escravizadas nas redes do inimigo. No entanto, creio sinceramente que existe libertação em Cristo, afinal, “sejam quais forem nossas tendências &lt;i&gt;herdadas &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;cultivadas &lt;/i&gt;para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar” (Ellen G. White, &lt;i&gt;A Ciência do Bom Viver&lt;/i&gt;, p. 176). É por isso que oro quase todos os dias por essas pessoas – e por mim mesmo. Convido-o a fazer a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conselhos divinos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero concluir este artigo com alguns conselhos provenientes da Inspiração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não podemos avançar na experiência cristã enquanto não afastarmos de nosso caminho tudo quanto nos separe de Deus” (Ellen G. White, &lt;i&gt;Mensagens aos Jovens&lt;/i&gt;, p. 377). Decida agora e não espere para depois: jogue fora todo e qualquer conteúdo (filmes, livros, revistas, músicas) que o estejam afastando de Deus e de uma espiritualidade plena. Se o problema é o computador, tome decisões sérias baseadas nos conselhos expostos neste artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cumpre-nos, no que de nós depender, cerrar toda entrada pela qual [Satanás] possa encontrar acesso à alma” (Ellen G. White, &lt;i&gt;O Maior Discurso de Cristo&lt;/i&gt;, p. 118). Você precisa exercer seu poder de escolha no sentido de proteger as “janelas da alma” – olhos, ouvidos, pele (tato) e boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Davi nos dá um conselho semelhante: “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Salmo 101:3). Mas, e se a tentação surgir de repente, sem que eu tenha me exposto a ela. Aí vem o segundo conselho (na verdade, uma petição) de Davi: “Desvia meus olhos, Senhor, de contemplarem coisas sem valor, e vivifica-me em Teu caminho” (Salmo 119:37). Olhe para outra coisa. E se for uma imagem mental, “mude de canal”. Pense conscientemente em outra coisa. Domine seus pensamentos com a ajuda de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Se vivermos apenas conectados nas coisas do “mundo”, nossa mente será formatada (formato) ou conformada (colocada numa forma) sob padrões que nos afastam da espiritualidade. Finalmente, acabaremos perdendo a capacidade de experimentar, discernir a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Então, a sequidão espiritual e, finalmente, a morte da alma será a triste consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do ponto final, vamos ler de novo (que tal memorizar?) o conselho de Paulo registrado em Filipenses 4:8? “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Michelson Borges é jornalista formado pela UFSC e mestre em teologia pelo Unasp&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leia também:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/09/pescadores-ou-pescados-parte-1.html"target="_blank"&gt;"Pescadores ou pescados – parte 1"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2011/09/palestras-sobre-o-uso-da-internet.html"target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para fazer o &lt;i&gt;download &lt;/i&gt;do PowerPoint baseado neste texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-6338753270647098434?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6338753270647098434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6338753270647098434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/09/pescadores-ou-pescados-parte-2.html' title='Pescadores ou pescados – parte 2'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MDTEMcQvtV4/TnyrFQcMU8I/AAAAAAAAO1M/DMXCXye-tb4/s72-c/Capturar2.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-969577471927600175</id><published>2011-09-23T00:06:00.003-03:00</published><updated>2011-09-29T21:20:13.087-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Pescadores ou pescados – parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OhljXWBMoys/Tnv1gQYX1-I/AAAAAAAAO08/fbH4Gu4uXBM/s1600/woman_thinking.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="134" src="http://2.bp.blogspot.com/-OhljXWBMoys/Tnv1gQYX1-I/AAAAAAAAO08/fbH4Gu4uXBM/s200/woman_thinking.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;O que há de melhor na internet (e como usar isso)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Há quase dois mil anos, o apóstolo Paulo escreveu: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo [&lt;i&gt;kairós&lt;/i&gt;, tempo escolhido por Deus], Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher” (Gálatas 4:4, 5). De acordo com os estudiosos, a interpretação adequada de “plenitude dos tempos” é: “tempo certo”, “momento ideal”, “ocasião propícia” designada por Deus. Mas por que Paulo considerava aquele o tempo certo para a vinda do Messias? Por, pelo menos, seis motivos: (1) domínio mundial do Império Romano; (2) povos unificados (hoje chamamos isso de “globalização”); (3) predomínio da cultura greco-romana e de uma língua universal, o grego &lt;i&gt;koiné&lt;/i&gt;; (4) paz universal (&lt;i&gt;pax romana&lt;/i&gt;) que conferia relativa estabilidade ao Império; (5) importância das cidades (aglomerados e rotas populacionais), que favoreciam o contato com pessoas e ideias; e (6) intercâmbio entre os vários povos (estradas boas e seguras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio Fontana, em seu artigo “Plenitude dos Tempos, um estudo contextualizado de Gálatas 4:4”, publicado no site &lt;i&gt;Ciberteologia&lt;/i&gt;, analisa: “A ausência de guerras contribuiu para o cristianismo, contudo as guerras também influenciaram na prosperidade da nova religião. As conquistas romanas levaram muitos povos à falta de fé em seus deuses, uma vez que eles não foram capazes de protegê-los dos romanos. Os romanos não possuíam uma crença especial e somente adoravam o imperador, ficando os povos conquistados carentes espiritualmente, sendo deixados num vácuo espiritual que não era satisfeito pelas religiões de então.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Globalização”, acesso à informação, falta de fé, vazio espiritual. Parece com algum tempo que você conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nova plenitude dos tempos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invenção dos modernos meios de comunicação, com destaque para a internet, o desenvolvimento das tecnologias relacionadas à web, bem como a facilidade de disseminação de conteúdos, apontam para uma nova “plenitude dos tempos”. Veja só o que foi criado em anos recentes (adaptado do retrospecto feito por Gregory S. Smith, no livro &lt;i&gt;Como Proteger Seus Filhos na Internet&lt;/i&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 7 de fevereiro de 1958, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou a ARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançados), como reação ao lançamento pela União Soviética do primeiro satélite artificial, o Sputnik. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de 1969, quatro computadores de universidades foram interligados em rede pela ARPANET.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1972, Ray Tomlinson escreveu e enviou a primeira mensagem eletrônica, o e-mail (já com o sinal @). Vinte e cinco anos depois, Steve Dorner cria o primeiro programa de e-mail disponibilizado para o público geral. Chamava-se Eudora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1974, o primeiro microprocessador foi inventado e logo depois surgiria o primeiro computador pessoal da Apple, o Apple II, disponibilizado ao público somente em 1977. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1981, a IBM lançou seu computador pessoal (PC) que caiu nas graças das empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 1985, a Microsoft lançou o sistema operacional Windows 1.0. Nova revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1991, a www foi lançada pelo Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN). Tim Berners-Lee criou a linguagem de formatação de texto (hipertexto), ou HTML, para exibir conteúdos de sites da rede via navegador em operação num computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1993, foi lançado o primeiro aplicativo de navegação, o Mosaic. Em seguida, surgiu o Netscape Navigator, que se tornou um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, a Microsoft entrou na concorrência e lançou o sistema operacional Windows 95, com um aplicativo de navegação acoplado, o Internet Explorer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, a Digital Equipment Corporation apresentou o site de busca Altavista. Hoje o site de busca mais conhecido e usado é o Google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1998, a Research in Motion lançou o celular Blackberry, com editor de textos e acesso à internet e e-mail (&lt;i&gt;palmtop &lt;/i&gt;ou computador de mão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 2000, são popularizados os sites de relacionamento, como o MySpace e, mais recentemente, o Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados de 2008, o Twitter se torna conhecido do público com o conceito de microblog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estradas virtuais ou infovias estão “pavimentadas” e chegam a quase cada canto do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aldeia global virtual&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números contam a história do crescimento da aldeia global criada pela internet. Em 1995, o número de usuários da rede chegava a 45 milhões. Até 2000, esse número já havia alcançado os 420 milhões. Em 2005, a quantidade de usuários da rede ultrapassava a marca de um bilhão. Até o fim de 2011, estima-se que o total de usuários ultrapasse a marca dos dois bilhões. Quase 90% dos jovens com idade entre 12 e 17 anos usam a internet. Haverá cerca de três bilhões de usuários de internet em 2015, que é mais do que 40% da população mundial projetada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma ideia do tráfego de informações no mundo virtual, deve-se levar em conta que, a cada minuto o Google recebe quase 700 mil consultas; 6.600 imagens são enviadas para o Flickr; 600 vídeos são enviados para o YouTube, totalizando mais de 25 horas de conteúdo; 695 mil atualizações de &lt;i&gt;status&lt;/i&gt;, 79.364 postagens no mural e 510 mil comentários são publicados no Facebook; 70 novos domínios são registrados; 168 milhões de e-mails são enviados; 320 novas contas são criadas e cerca de 100 mil tweets são enviados pelo Twitter; aplicativos de iPhone são baixados mais de 13 mil vezes; e 100 contas são criadas na rede de profissionais LinkedIn. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rhjXnFoU8rs/Tnyw3RjdIXI/AAAAAAAAO1U/0NSQXqcMNtM/s1600/woman-at-computer-4sg6.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="186" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-rhjXnFoU8rs/Tnyw3RjdIXI/AAAAAAAAO1U/0NSQXqcMNtM/s200/woman-at-computer-4sg6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Levando em conta todo esse potencial informativo e evangelístico, resolvi fazer, tempos atrás, uma pesquisa no Twitter. Perguntei aos seguidores do @criacionismo quais eles consideravam os pontos positivos e negativos da internet. Entre as muitas respostas, três me chamaram a atenção: (1) “Ponto positivo da net: facilidade de acesso ao que se procura. Ponto negativo da net: facilidade de acesso ao que se procura”; (2) “Positivo e negativo ao mesmo tempo: a liberdade” e (3) “A internet é uma fonte de informação importantíssima. Não vivo mais sem ela. Só tenho que me policiar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilidade, liberdade e policiamento foi o que os internautas destacaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, de certa forma, me fez lembrar do &lt;i&gt;hobby &lt;/i&gt;do meu sogro. Ele é professor aposentado e mora numa comunidade à beira-mar, no município catarinense de Palhoça. Sempre que pode, ele pega a tarrafa (rede de pesca) e a canoa e gasta algumas horas pescando. Existe toda uma técnica para se conseguir fazer a tarrafa abrir no ar, num círculo perfeito, e cair sobre a água adequadamente, a fim de surpreender os peixes que estejam passando por baixo da rede. Nesse caso, o fato de o pescador ter a rede nas mãos e dominar as técnicas de pesca faz com que ele esteja no controle. Os peixes, aparentemente livres nas águas, por não exercerem “policiamento” suficiente e serem praticamente incapazes de enxergar o fio de &lt;i&gt;nylon &lt;/i&gt;transparente da rede, acabam sendo apanhados e controlados por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense bem: Você é peixe ou pescador? Controla ou é controlado? Como lida com a facilidade de obter conteúdos e com a liberdade oferecidas pela internet? Lembre-se de que, uma vez controlado pela rede (pescado) e içado à superfície, o peixe acaba morrendo por asfixia. Pior é que tem muita gente morrendo asfixiada por não saber se policiar nas águas virtuais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZwfJY4PEdKQ/TnyxOgrtcLI/AAAAAAAAO1c/9PONUw6pNoU/s1600/tarrafa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="260" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZwfJY4PEdKQ/TnyxOgrtcLI/AAAAAAAAO1c/9PONUw6pNoU/s400/tarrafa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Manual de segurança&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma navegação virtual segura são necessários alguns procedimentos e cuidados. Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Mantenha o computador em uma sala de uso comum da casa. Isso evitará que você se sinta “sozinho” e, portanto, livre para acessar certos sites. Isso é policiamento e autoproteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Fiscalize seu próprio tempo de utilização do equipamento. Estabeleça limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Evite navegar durante o sábado (cf. Isaías 58:13, 14). Não deixe que a internet atrapalhe as horas de comunhão com Deus e as atividades na igreja. “O sábado não deve ser empregado em [...] ocupações mundanas. Antes do pôr do sol, ponde de parte todo trabalho secular, e fazei desaparecer os jornais profanos” (Ellen G. White, &lt;i&gt;Testemunhos Seletos&lt;/i&gt;, v. 3, p. 20-22). Jornais (conteúdos) profanos há aos montes na web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Não forneça sua senha para outras pessoas, conhecidas ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Jamais revele informações pessoais como onde você mora, o número de seu telefone e onde é sua escola ou trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Não envie fotografias suas ou de sua família para desconhecidos. Nas redes sociais, mantenha seus álbuns fechados para estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Se for navegar em &lt;i&gt;chats&lt;/i&gt;, escolha aqueles que sejam confiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Não prossiga em diálogos que o façam sentir-se desconfortável ou que se tornem muito pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Não marque encontros com alguém que você conheceu pela internet, a menos que tome todos os cuidados para que esse encontro seja seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Tenha consciência de que o ser humano domina a máquina e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desafio urgente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que maneiras podemos usar a rede em nosso benefício e para o bem do semelhante? Segundo o Global Entertaiment and Media Outlook, a internet será a mídia que mais crescerá, com uma média anual de 13% de avanço. O diretor da Consultoria Gartner, Brian Blau, diz que “a nova geração de consumidores é incansável e tem uma janela curta de atenção, e é preciso muita &lt;i&gt;criatividade &lt;/i&gt;para criar impacto significativo”. O desafio é urgente, mas a recomendação não é de hoje: “O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas [&lt;i&gt;tablet&lt;/i&gt;], para que a possa ler até quem passa correndo” (Habacuque 2:2). Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, fica assim: “E o Senhor Deus disse: ‘Escreva em tábuas [jornal, folhetos, livros, sites, blogs] a visão que você vai ter, escreva com clareza o que vou lhe mostrar, para que possa ser lido com facilidade’” (Habacuque 2:2, NTLH).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus chama atenção para a clareza e facilidade de compreensão. Arthur Schopenhauer, no ótimo livro &lt;i&gt;A Arte de Escrever&lt;/i&gt;, pontua: “Não há nada mais fácil do que escrever de tal maneira que ninguém entenda; em compensação, nada mais difícil do que expressar pensamentos significativos de modo que todos os compreendam. [...] o sinal de uma cabeça eminente é resumir muitos pensamentos em poucas palavras” (p. 83, 843).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Concisão não significa lacônico, mas denso. Opõe-se a vago, impreciso, verborrágico. No estilo denso, cada palavra, cada frase, cada parágrafo devem estar impregnados de sentido” (Dad Squarisi e Arlete Salvador, &lt;i&gt;A Arte de Escrever Bem&lt;/i&gt;, p. 39).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso objetivo é atrair “a atenção das pessoas para as verdades vivas da [Palavra de Deus]”, diz Ellen White no livro &lt;i&gt;O Outro Poder&lt;/i&gt;, p. 9. E mais: “Nossos periódicos [sites idem] devem sair repletos de verdade que apresente interesse vital e espiritual para o povo. [...] Compete a nossas publicações [página escrita] a mais sagrada obra de tornar clara, compreensível e simples a base espiritual da nossa fé” (&lt;i&gt;O Outro Poder&lt;/i&gt;, p. 9; grifos meus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clareza, compreensibilidade e simplicidade deveriam ser qualidades do conteúdo de todos os que escrevem para o público. O alvo? Ei-lo: “A escrita [lembre-se de que os meios não impressos também dependem de textos] deve ser usada como meio de semear a semente para a vida eterna” (&lt;i&gt;O Outro Poder&lt;/i&gt;, p. 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meios rápidos e novas tecnologias&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de um século, Ellen White escreveu: “Deus dotou os homens de talentos e capacidade inventiva, a fim de que seja efetuada a Sua grande obra em nosso mundo. As invenções da mente humana parecem proceder da humanidade, mas Deus está atrás de tudo isso. Ele fez com que fossem inventados os rápidos meios de comunicação para o grande dia de Sua preparação [plenitude dos tempos]” (&lt;i&gt;Fundamentos da Educação Cristã&lt;/i&gt;, p. 409).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deus deseja que sigamos métodos novos, ainda não experimentados”, e “todos quantos estejam relacionados com a obra devem manter ideias novas”, pois “serão descobertos meios que possam alcançar os corações. Alguns dos métodos usados nesta obra serão diferentes dos que foram postos em prática no passado; mas ninguém, por causa disto, feche o caminho pela crítica” (Ellen G. White, &lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, p. 125, 178, 129, 130).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Será que vale a pena?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que os sites, os blogs representaram a quebra do monopólio da transmissão de informações que caracterizou as mídias anteriores ao advento da internet. Com a utilização da web pelas “pessoas comuns”, conceitos como interatividade e comunicação de mão dupla despontaram com força. O internauta, além de consumir informação, pode também gerar e partilhar conteúdos. O comunicador cristão não pode perder essa oportunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, resolvi criar um blog para disseminar, de maneira clara e acessível, conteúdos relacionados com ciência e religião. Depois registrei o domínio www.criacionismo.com.br e passei a usar também o Twitter para chamar atenção para os conteúdos do blog. Valeu a pena? Creio que os muitos contatos que fiz ao longo desses anos com pessoas de diversas denominações religiosas e mesmo ateus e agnósticos são uma evidência de que todo esforço, nesse sentido, é compensador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas histórias que marcaram esse evangelismo diferenciado e segmentado via internet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Apesar de não termos pontos de vista muito uniformes (sou evangélico da Assembleia de Deus), gosto muito de teus textos e comentários. Estudo Física na UFRGS [...] mas não tinha muitos argumentos consistentes para propor numa discussão sobre evolucionismo e criacionismo. Aprendi muito no seu blog.” &lt;i&gt;Jean Gamboa&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Faz um ano que escrevi para você e é com muita alegria que lhe escrevo, hoje, para falar que fui batizada no dia 10/10/2010. Fui muito bem acolhida pela igreja local; encontrei uma família de Deus aqui na Terra [IASD Jd. dos Ipês, São Paulo]. Agradeço imensamente as orações [...] que me ajudaram muito a ter força e coragem para me posicionar ao lado do grande exército do Senhor.” &lt;i&gt;Jane&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou biólogo e tenho mestrado em Biotecnologia pela UFSC. [...] Tornei-me adventista no ano passado. [...] As universidades hoje, pelo menos na área biológica, são meras replicadoras do modismo científico. [...] Que você possa continuar fazendo esse trabalho de divulgação do criacionismo e que as pessoas enxerguem que a ciência não é o que está escrito na &lt;i&gt;Veja &lt;/i&gt;ou na &lt;i&gt;Superinteressante&lt;/i&gt;, e, sim, tudo o que foi criado pelo Pai.” &lt;i&gt;Tiago Moreti, Laboratório de Polimorfismos Genéticos da UFSC&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nasci em lar adventista, mas há uns quatro ou seis anos, vários acontecimentos ruins na minha vida começaram a levantar dúvidas sobre a igreja e comecei a me tornar cético e descrente. De certa forma, seu blog mudou minha visão novamente. [...] Gosto das matérias relacionadas à política internacional. Sou acadêmico de relações internacionais e isso tem tudo a ver com a minha área.” &lt;i&gt;D.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há mais ou menos um ano e meio, eu estava fazendo estudos sobre o Apocalipse na igreja neopentecostal que eu frequentava. [...] Uma das grandes dúvidas era se o livro de Gênesis seria literal ou não. [...] Pesquisando na internet sobre temas bíblicos, principalmente no site YouTube, deparei-me com alguns vídeos de criacionismo [e], através do seu blog, Jesus me mostrou a verdade de Sua Palavra. [...] Em maio de 2010, resolvi visitar pela primeira vez a Igreja Adventista Central de São Bernardo do Campo, já guardando o verdadeiro dia de adoração do verdadeiro Criador, o santo sábado. [...] Fui batizado no dia 9 de outubro de 2010.” &lt;i&gt;Daniel de Oliveira&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Congrego numa Igreja Batista. Ainda assim, durante minha caminhada cristã [...] fui fortemente atacada por dúvidas sobre a confiabilidade bíblica. [...] Ter cursado Ciências (licenciatura) contribuiu para isso. Sou professora em escolas públicas do Rio de Janeiro. [...] Deus tem me socorrido e seu blog tem sido um dos valiosos instrumentos do Senhor.” &lt;i&gt;Michelle Albis&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou estudante de Veterinária e adventista desde o nascimento. [...] Comecei minha nova vida de universitário achando que tinha minhas convicções totalmente sólidas [...], mas outros ‘mundos’, outras visões se chocaram com a minha. Conheci um colega de curso que é ateu e passei a conversar muito com ele. [...] Foi nesse momento da minha vida que entendi que seu blog seria uma boa ferramenta para aprimorar meus conhecimentos sobre Deus e a ciência.” &lt;i&gt;Paulo Rógeris&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já fui católico, mas hoje apenas acredito em Deus e em Jesus Cristo, e não frequento nenhuma igreja. [...] Não conheço o adventismo, mas sinto minha fé fortalecida ao ler suas palavras. [...] Gostaria de conhecer melhor alguns pontos do adventismo, principalmente o criacionismo. [...] A doutrina e os costumes alimentares que vocês possuem também me são interessantes.” &lt;i&gt;Fábio&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou evangélico e faço parte da Igreja Congregacional. Também vejo o seu blog diariamente. [...] Tudo o que leio sobre o adventismo é depreciativo e reducionista. [...] Gostaria de pedir que o senhor me indicasse um ou alguns livros que tratassem das principais doutrinas do adventismo. [...] Quero ver a argumentação bíblica, histórica, exegética e tudo isso. Aí, sim, verei se discordo ou não. [...] Pelo que vejo no seu blog, tenho certeza de que temos muito em comum.” &lt;i&gt;Diogo Vilela&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tenho 25 anos e hoje me veio um sentimento muito bom, lendo as histórias em seu blog. [...] Em 2003, eu estava perdida no homossexualismo; já conhecia a mensagem adventista, mas vivia nesse mundo frio, sendo enganada pelo inimigo. Mantive contato com você e você me escreveu, tirando dúvidas e me aconselhando. Em 2004, fiz um plano com Deus, para que Ele pudesse me livrar do pecado, e tive vitórias até hoje. Em 2006, casei-me com um homem de Deus, uma pessoa extraordinária, que me entende. [...] Hoje nós trabalhamos na igreja.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Escolher o que tem sentido&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No papel de disseminadores de conteúdos, devemos fazê-lo com responsabilidade, respeito e consideração pelos receptores da nossa mensagem. No papel de receptores, devemos manter o foco e buscar sempre aquilo que é útil, edifica e faz sentido, conforme orienta o psicanalista Viktor Frankl: “Vivemos numa sociedade de superabundância; essa superabundância não é somente de bens materiais, mas também de informações, uma explosão de informações. Cada vez mais livros e revistas se empilham sobre as nossas escrivaninhas. Vivemos numa enxurrada de estímulos sensoriais, não somente sexuais. Se o ser humano quiser subsistir ante essa enxurrada de estímulos trazida pelos meios de comunicação de massa, ele precisa saber o que é e o que não é importante, o que é e o que não é essencial, em uma palavra: o que tem sentido e o que não tem” (&lt;i&gt;A Presença Ignorada de Deus&lt;/i&gt;, p. 70).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez venha de Filipenses 4:8 o melhor conselho bíblico quanto ao tipo de conteúdo que deve ser colocado na mente: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Michelson Borges é jornalista formado pela UFSC e mestre em teologia pelo Unasp&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leia também:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/09/pescadores-ou-pescados-parte-2.html"target="_blank"&gt;"Pescadores ou pescados – parte 2"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2011/09/palestras-sobre-o-uso-da-internet.html"target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para fazer o &lt;i&gt;download &lt;/i&gt;do PowerPoint baseado neste texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-969577471927600175?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/969577471927600175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/969577471927600175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/09/pescadores-ou-pescados-parte-1.html' title='Pescadores ou pescados – parte 1'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OhljXWBMoys/Tnv1gQYX1-I/AAAAAAAAO08/fbH4Gu4uXBM/s72-c/woman_thinking.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-5881159803781956584</id><published>2011-09-08T09:26:00.002-03:00</published><updated>2011-09-12T08:55:11.983-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='profecias'/><title type='text'>Dez anos depois do 11 de Setembro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2jkmyskZYL0/TmixrNArboI/AAAAAAAAOwY/t61XUZ0MwN4/s1600/wtc-911.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="178" src="http://2.bp.blogspot.com/-2jkmyskZYL0/TmixrNArboI/AAAAAAAAOwY/t61XUZ0MwN4/s200/wtc-911.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;O que mudou no mundo após o maior atentado terrorista da História&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira, 11 de setembro de 2001. Era uma manhã comum de trabalho na redação da Casa Publicadora Brasileira. A rotina seguia seu curso: textos para revisar, matérias para escrever, decisões editoriais. Até que alguém gritou da sala de reuniões: “Venham ver isso aqui!” Quando entrei na sala, o relógio marcava nove horas e a TV estava ligada. A imagem que vi parecia a de um desses filmes apocalípticos hollywoodianos, mas o logotipo da emissora norte-americana CNN deixava claro que não se tratava de ficção. Uma das torres gêmeas do World Trade Center em Nova York estava pegando fogo! Assentei-me numa das cadeiras e fiquei sabendo, instantes depois, que um avião da American Airlines (voo 11) havia atingido o arranha-céu fazia poucos minutos. Nem os repórteres (muito menos nós que estávamos ali naquela sala a mais de oito mil quilômetros de distância) sabiam exatamente o que estava acontecendo. Teria sido um terrível acidente? Às 9h03, com os olhos ainda grudados na tela da TV, tivemos certeza de que aquilo não se tratava de acidente: outro avião, agora da United Airlines (voo 175), acabava de atingir a torre sul. Em duas horas, tudo o que sobrou dos dois edifícios foi uma montanha de entulhos e muita poeira. Meus colegas e eu emudecemos. As imagens eram dramáticas e as informações, escassas. Pairava no ar a sensação de que aquele dia mudaria os rumos da história em nosso planeta. E mudou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme ficamos sabendo depois, os atentados de 11 de setembro de 2001 foram, na verdade, uma série de ataques suicidas coordenados pela organização terrorista Al Qaeda. Na manhã daquela terça-feira, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais. Além dos dois que foram lançados contra as torres gêmeas, um atingiu o Pentágono, nos arredores de Washington, e o quarto deveria atingir a Casa Branca ou o Capitólio, não tivessem os passageiros se insurgido e tentado retomar o controle da aeronave, que acabou caindo num campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia. O total de mortos nos ataques foi de quase três mil pessoas, incluindo os 19 sequestradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta dos Estados Unidos não demorou muito e ficou conhecida como Guerra ao Terror. O país invadiu o Afeganistão para derrubar o Talibã, que abrigou os terroristas da Al Qaeda, e declarou guerra ao Iraque de Saddam Hussein, com a acusação falsa de que ali havia armas de destruição em massa. Essa ação militar imprópria (para dizer o mínimo) diluiu muito da simpatia mundial com a tragédia americana. Além disso, milhares de vidas e bilhões de dólares foram perdidos na empreitada – mesmo assim, o mundo aceitou tudo. O foco da nação mais poderosa do planeta se tornou a guerra contra o terrorismo e houve descuido em outras áreas, como a econômica. Resultado: o mundo entrou numa época de turbulência econômica sem precedentes e que já dura uma década. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Turbulência econômica&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o analista de sistemas Marco Dourado, de Curitiba, o crescimento da economia desde o pós-guerra incentivou o consumismo e, a partir dos anos 1980, emergiu uma geração de jovens moralmente insensíveis, agressivos e ávidos, obcecados por fazer fortuna a qualquer preço, preferencialmente antes de atingir os 30 anos de idade – os &lt;i&gt;yuppies&lt;/i&gt;. A compulsão pelo ganho fabuloso e imediato encontrou sua melhor expressão no mercado de ações das empresas de novas tecnologias, as chamadas pontocom. “A farra durou até o fim do milênio, quando o estouro dessa bolha ameaçou lançar o mundo em gravíssima recessão. A solução, se é que pode ser assim chamada, foi baixar paulatinamente os juros dos papéis da dívida norte-americana para patamares impensáveis. Isso gerou outra bolha de especulação devido ao crédito fácil, sobretudo no mercado imobiliário. Esse crédito acabou sendo diluído cavilosamente para dentro de diversos setores da economia. Pessoas que estavam pagando hipotecas viáveis dentro de suas expectativas financeiras e profissionais refinanciavam suas dívidas passando a comprar imóveis duas e até três vezes mais caros que o valor da hipoteca inicial. A situação perdurou até 2008, quando essa nova bolha estourou”, avalia e relembra Dourado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “solução” do governo Obama? Aumentar o endividamento americano para além da ionosfera. “Como não existe dinheiro no planeta para desmontar essa bolha, os aficionados por ETs creem que apenas auxílio alienígena possa reverter o quadro”, brinca Dourado (embora saiba que o assunto é muito sério, conforme demonstra o &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/vasto-mundo/estarrecedor-nao-perca-o-tamanho-da-divida-dos-estados-unidos-mostrado-em-pilhas-gigantescas-de-notas-de-100-dolares/"target="_blank"&gt;gráfico comparativo&lt;/a&gt; publicado no site da revista &lt;i&gt;Veja&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se espera para os Estados Unidos é o mesmo que aconteceu com o Japão: lenta decadência causada por endividamento, inflação e queda do PIB. “Os efeitos políticos e sociais desse cenário tendem a ser devastadores”, prevê Dourado. “Isso vai complicar em muito a política externa. Quando o pragmatismo desbanca a diplomacia vale a lei do mais forte sem paliativos, sem concessões. Quando um peixe grande abaixa o padrão, os demais seguem na cola. Tendemos à década de 1930, substituindo o conflito ideológico pela agenda ambiental. Não faltarão atores laterais querendo se aproveitar para aumentar sua influência. O Vaticano já desponta nesse sentido. Alguns fatores agravantes (ex.: desastres naturais), se combinados, certamente acelerarão o quadro”, conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, Maurício Santoro, também relaciona os atuais problemas econômicos com o 11/9: “Para evitar uma desaceleração econômica naquela época o governo dos Estados Unidos reduziu os juros e estimulou o consumo da população. Com baixas taxas de retorno, a população começou a consumir e a procurar opções mais rentáveis de investimentos, como a bolsa de valores. Muitos compraram casas com financiamento a juros baixos, pegaram empréstimos colocando imóveis como garantia e foram investir em ações e consumir mais, alimentando o descontrole sobre as finanças pessoais e o sistema financeiro como um todo. Construíram um castelo de cartas que ruiu com a crise financeira de 2008.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os maus ventos não sopraram apenas contra a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ameaça à liberdade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu artigo &lt;a href="http://www.saladeprensa.org/art681.htm"target="_blank"&gt;“O fim da democracia norte-americana”&lt;/a&gt;, o jornalista e professor universitário Ruben Dargã Holdorf mostra que a mídia norte-americana mudou seus valores e que as práticas vigentes enfraquecem cada vez mais o perfil histórico dos Estados Unidos como nação defensora das liberdades de imprensa, expressão e consciência. Holdorf menciona pesquisa segundo a qual apenas 47% das pessoas leem algum jornal nos Estados Unidos. Além disso, “um americano médio investe somente 99 horas anuais na leitura de livros, enquanto torra 1.460 horas em frente a um televisor; e ridículos 11% são os leitores de jornal diário, cujos quadrinhos e classificados de carros usados se demonstram os prediletos”. Nesse cenário de medo e alienação, fica bem mais fácil para uma elite ditar os rumos da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holdorf lembra que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos garante que “o Congresso não fará nenhuma lei... que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa”. Mas, para ele, “algo de anormal” ocorre nos bastidores da mídia norte-americana, e isso vem enfraquecendo um sólido fundamento de mais de 200 anos. “A rivalidade entre o governo e a imprensa se iniciou logo após os atentados de 11/9, quando a conselheira nacional de Segurança, Condoleezza Rice, solicitou à imprensa nacional evitar qualquer notícia prejudicial à ordem no país. Os chefes de redação, Ron Gutting e Dan Guthrie, dos jornais &lt;i&gt;City Sun &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Daily Courier&lt;/i&gt;, respectivamente, ousaram cumprir a Primeira Emenda e criticar o presidente. Amargaram a demissão. Configurava-se aí o princípio da derrocada da Primeira Emenda e o primeiro abalo contra a democracia”, lembra o jornalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Holdorf, outro fator que atenta contra a diversidade de pensamento é o monopólio da informação. “Quando as comunicações se aglutinam sob o comando e orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação. Os Estados Unidos têm hoje apenas seis grandes empresas de comunicação. E já foram cerca de mil. O número de cidades norte-americanas com pelo menos dois jornais concorrentes é de reduzidos 34 locais”, contabiliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu artigo, Holdorf cita estudiosos segundo os quais a morte da democracia na América começa a partir do momento em que os Estados Unidos justificaram ataques militares e invasões a países suspeitos de terrorismo.[1] Após destronarem a democracia, surgiu um Estado fascista e teocrático. E quase ninguém parece se importar, pois talvez não se dê conta de onde isso pode terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo matéria publicada na revista &lt;i&gt;Superinteressante &lt;/i&gt;de setembro, para combater o terrorismo (ou com essa justificativa), “os Estados Unidos tomaram medidas radicais. O governo passou a grampear secretamente e-mails e telefonemas da população. Criou cadeias à margem da lei (como a de Guantánamo, que não obedece às regras jurídicas do país) e usou tortura contra suspeitos de terrorismo – que podem ser presos por tempo indeterminado, mesmo sem provas ou sequer uma acusação concreta. Por tudo isso, há quem diga que os Estados Unidos se tornaram um Estado policial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Pavw0ukGLrQ/Tmi0ArbfFJI/AAAAAAAAOwg/2ymOxJD0oXw/s1600/wtc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="205" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-Pavw0ukGLrQ/Tmi0ArbfFJI/AAAAAAAAOwg/2ymOxJD0oXw/s400/wtc.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A crescente apatia política do povo norte-americano está abrindo as portas para as ações da Nova Direita, maior movimento religioso dos Estados Unidos, simpatizante do Partido Republicano e que defende a união do Estado com a Igreja. Inclusive a pré-candidata republicana &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5319209-EI8141,00-Precandidata+republicana+ve+mao+de+Deus+no+furacao+Irene.html"target="_blank"&gt;Michele Bachmann&lt;/a&gt; chegou a afirmar que o terremoto e o furacão Irene (que atingiram Estados americanos em agosto deste ano) teriam sido provocados por Deus para chamar atenção sobre os problemas da nação. Estariam esses políticos sugerindo o retorno à fé como solução para esses problemas? Mas o retorno a &lt;i&gt;que tipo &lt;/i&gt;de fé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holdorf aponta a consequência dessa mistura entre política e religião: “Se a condição laica de Estado ruir, com certeza a liberdade de imprensa será a próxima vítima desse poder autoritário”, e, “caso essa configuração continue tomando forma, a previsão quanto aos destinos do planeta nas próximas décadas não é nem um pouco otimista. Ao contrário do que se projeta, a ruína da imprensa vai desencadear uma série de fatos que podem conduzir as principais democracias do Ocidente a sua derrocada e ao retrocesso a uma nova ‘Idade Média’”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais profético!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cenário profético&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião do teólogo e blogueiro Sérgio Santeli, de São Paulo, algumas liberdades civis foram atropeladas depois do 11/9. Com a aprovação da Lei Patriótica, o governo americano passou a ter o direito de investigar qualquer cidadão norte-americano ou estrangeiro que resida nos Estados Unidos, sem necessidade de ordem judicial – basta desconfiarem que alguém esteja ajudando os terroristas. “Quem garante que os ‘inimigos políticos’ (ou religiosos) do governo não serão colocados no mesmo barco?”, pergunta Santeli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele lembra que, em 2006, foi aprovado também o Ato das Comissões Militares, que dá ao presidente norte-americano autoridade para instituir tribunais militares à parte do sistema judicial, com o propósito de julgar “combatentes inimigos ilegais”. Detalhe: qualquer cidadão americano pode então ser considerado “combatente inimigo ilegal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, como o maior ataque terrorista da História se encaixa no cenário profético? Para o criador do blog Minuto Profético, o 11/9 antecipou a chegada do quadro profético de Apocalipse 13:15-17, segundo o qual os “combatentes inimigos ilegais” do governo norte-americano não poderão comprar nem vender se não tiverem o sinal da besta.[2] “O evento também mostrou claramente que, diante de uma tragédia de grandes proporções, as pessoas abrem mão de sua liberdade em troca da promessa de segurança”, avalia o teólogo. “A pergunta é: Não poderia também a lei dominical ser imposta em outro futuro cenário de uma tragédia de grandes proporções, quando a segurança mais uma vez fosse trocada pela liberdade?” &lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2011/07/o-domingo-na-europa-e-liberdade.html"target="_blank"&gt;Ensaios para essa lei&lt;/a&gt; já estão sendo feitos na Europa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora existam muitas &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110829_11desetembro_teorias_cc.shtml"target="_blank"&gt;teorias conspiratórias relacionadas ao 11/9&lt;/a&gt;, algumas parecem ter um fundo de verdade. Para Santeli, o atentado teria sido um evento “falsa bandeira” com o propósito de criar leis para subtrair liberdades civis dos americanos e criar um pretexto para atacar países não alinhados com Washington. “O &lt;i&gt;status quo &lt;/i&gt;é mantido pela submissão a uma sociedade e a seus valores. A submissão requer uma causa; uma causa requer um inimigo. O que mudou depois do 11/9 foi a definição de inimigo. Antes eram os comunistas, agora são os ‘terroristas’ e os ‘combatentes inimigos ilegais’. Ao mudar o inimigo, muda-se a causa pela qual lutar, mas a submissão ainda permanece e o &lt;i&gt;status quo &lt;/i&gt;continua. Só que agora o mundo está bem mais próximo de cumprir a profecia da crise final”, conclui Santeli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A atuação da nação profética&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yxdmmlziPnc/Tmi0TY3amDI/AAAAAAAAOwo/c3KizBY43V0/s1600/jack-bauer1.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-yxdmmlziPnc/Tmi0TY3amDI/AAAAAAAAOwo/c3KizBY43V0/s200/jack-bauer1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Como a arte imita a vida e dela se alimenta, não faltam exemplos de produções cinematográficas e televisivas que, de certa forma, reproduzem a sombra que paira sobre nossa cabeça. Dois exemplos entre muitos: em “O Cavaleiro das Trevas”, o personagem Batman vai a Hong Kong atrás de um criminoso, captura o bandido e o leva de volta a Gotham (Nova York?) sem dar satisfação a ninguém. Jack Bauer, da série de TV “24 Horas”, é um agente do governo que não se submete a leis internacionais ou a acordos bilaterais entre países. Ele faz o que julga ser necessário para “fazer justiça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o blogueiro português Filipe Reis, em lugar de o ataque ao território americano em 2001 abalar a grande nação profética, tornou-a, na verdade, mais dominadora, seja de forma visível (agora os americanos invadem qualquer nação sem ser objeto de grandes críticas, pelo menos no Ocidente) ou camuflada (diversas leis e projetos de lei têm sido elaborados para condicionar liberdades). “É engraçado verificar que aqui na Europa, em meio a países profundamente afetados pela crise, os governantes parecem mais concentrados nos esforços para manter a união que supostamente existe entre as nações e se esquecem um pouco dos Estados Unidos”, diz Filipe. É assim que “Bauer” e “Batman” gostam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da atuação externa da superpotência do norte, deve-se considerar, também, o que vem acontecendo internamente por lá – ao lado do que já vimos sobre o controle da mídia e o descontrole da economia. Segundo matéria publicada no &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/11desetembro/islamofobia+e+arma+politica+nos+eua+pos11+de+setembro/n1597176038001.html"target="_blank"&gt;Último Segundo&lt;/a&gt;, do portal iG, “nas últimas semanas, menções negativas ao islamismo foram feitas por Newt Gingrich, Michele Bachmann, Herman Cain e Mitt Romney, os quatro principais concorrentes à nomeação republicana para a disputa contra o atual presidente dos Estados Unidos, o democrata Obama. Cain, por exemplo, disse publicamente que jamais consideraria contratar um muçulmano como parte da sua equipe. Dias depois, foi elogiado e defendido por Gingrich, que comparou os muçulmanos aos nazistas”.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Sherman Jackson, professor de estudos islâmicos da Universidade de Michigan, citado na matéria, a atual crise econômica americana dá combustível aos movimentos conservadores nos Estados Unidos, que tendem a criticar e oprimir as minorias, incluindo os muçulmanos. De 2010 para cá, pelo menos dois Estados norte-americanos, Oklahoma e Tennessee, aprovaram medidas constitucionais para banir o uso das regras islâmicas nos tribunais americanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar, também, que, antes de 11/9, ateus militantes como Dawkins, Hitchens e Harris quase não tinham espaço na mídia. Mark Juergensmeyer, em seu livro &lt;i&gt;Terror in the Mind of God&lt;/i&gt;, defende a ideia de que a religião naturalmente induz à violência. Livros com esse tipo de conteúdo e ações da militância neoateísta eram raros antes de 2001. Mas, de lá para cá, esse tipo de discurso se tornou comum e surge justamente nesse mar revoltoso contra as religiões (não apenas o Islã). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude e os métodos da Al Qaeda são deploráveis, não resta dúvida. Mas, quando analisamos a teologia e as ideologias de seus aderentes, algumas coisas chamam a atenção: (1) existe aversão ao materialismo e ao secularismo da cultura ocidental, (2) a condenação da sensualidade e da imoralidade, (3) um sentimento contrário ao Vaticano e aos Estados Unidos, e (4) o temor de uma possível união entre esses dois poderes. Se nos lembrarmos de que muçulmanos não comercializam bebidas alcoólicas, vestem-se com modéstia e não comem carne de porco, certamente um grupo de cristãos virá à mente e será mais fácil antever a oposição mundial ao remanescente fiel de Apocalipse – à primeira vista, ele se parece muito com um inimigo em comum para boa parte do mundo ocidental (os fundamentalistas islâmicos), embora nada tenha que ver com seus métodos e propósitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria especial sobre os dez anos do 11 de Setembro, a revista &lt;i&gt;Veja &lt;/i&gt;do dia 7 de setembro abre assim o texto: “Momentos históricos decisivos ocorrem por uma combinação de fatores – mudanças demográficas, decisões políticas e econômicas e desastres naturais, por exemplo podem confluir para que uma sociedade siga por um novo rumo.” Isso me faz lembrar as palavras de Ellen White, no livro &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cpb.com.br/produto-62-eventos+finais.html"target="_blank"&gt;Eventos Finais&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;: “As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra são assombrosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. [...] Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos” (p. 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Veja &lt;/i&gt;também dá sua definição de “fundamentalismo”: “Assim como outras formas de radicalismo religioso, ele [o fundamentalismo] exige que se viva sob uma interpretação literal e, portanto, originalmente ‘pura’ dos textos sagrados.” Se nos lembrarmos de que, em 2001, um mês antes dos atentados do dia 11 de setembro, a revista &lt;i&gt;Galileu &lt;/i&gt;chamou os criacionistas de “fundamentalistas” e que, em 8 de fevereiro de 2006, a revista &lt;i&gt;Veja &lt;/i&gt;afirmou que a “tese” bíblica de que Deus criou todos os seres vivos é “treva”, poderemos concluir que a definição geral de “fundamentalismo” abarca outros grupos religiosos, especialmente aqueles que aceitam a literalidade do relato de Gênesis, a semana literal da criação e a observância do sábado bíblico como memorial dessa criação literal. Diferentemente dos radicais islâmicos, esses cristãos são um grupo pacífico. Mas alguém está interessado em conhecer a diferença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ponha no liquidificar a crise econômica, a apatia política dos norte-americanos, o cerceamento das liberdades individuais, a mídia amordaçada, o fortalecimento de grupos que torcem pela funesta união entre Igreja e Estado e a aversão pelas minorias consideradas “fundamentalistas”, e tente imaginar no que vai dar essa receita... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião da escritora especialista em temas religiosos Karen Armstrong, expressa no primeiro capítulo de seu livro &lt;i&gt;Em Nome de Deus&lt;/i&gt;, “fundamentalistas cristãos rejeitam as descobertas da biologia e da física sobre as origens da vida e afirmam que o livro do Gênesis é cientificamente exato em todos os detalhes”. Não é mais ou menos isso o que os criacionistas defendem? Não é mais ou menos nisso que creem os guardadores do sábado, mais especificamente?[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que, finalmente, se cumprirá a profecia segundo a qual “os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos da lei e da ordem [combatentes inimigos ilegais?], como que a derribar as restrições morais da sociedade, causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra” (Ellen G. White, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cpb.com.br/produto-688-o+grande+conflito+brochura.html"target="_blank"&gt;O Grande Conflito&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, p. 592).[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como nunca antes visto neste planeta, o cordeiro falará como dragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dDonRKbeXzY/Tmi0bYzmr0I/AAAAAAAAOww/WCCvwA6TDr4/s1600/11%2Bset.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="259" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-dDonRKbeXzY/Tmi0bYzmr0I/AAAAAAAAOww/WCCvwA6TDr4/s400/11%2Bset.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1. Em seu ótimo artigo &lt;a href="http://www.verdadeonline.net/textos/1024.htm"target="_blank"&gt;“Um messias judaico-americano”&lt;/a&gt;, o jornalista e doutor em teologia Vanderlei Dorneles sustenta que, provavelmente, a motivação maior dessa guerra e da própria política imperialista norte-americana seja algo que foi tratado apenas superficialmente pelos meios de comunicação no Brasil – uma “utopia” religiosa, entesourada na crença evangélica americana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Em janeiro de 2001, na revista &lt;i&gt;Sinais dos Tempos&lt;/i&gt;, o teólogo e jornalista Marcos De Benedicto explicou: “Apocalipse 13 descreve dois poderes, os quais seu autor chama de ‘bestas’ ou ‘monstros’, que vão dominar o cenário mundial no fim dos tempos e perseguir as minorias que discordarem de sua política global. O primeiro desses poderes seria o Vaticano (que tomou o lugar da antiga Roma), e o segundo os Estados Unidos (a nova Roma). Um poder é religioso-político e o outro político-religioso. Como o Vaticano tem influência moral, mas não poder militar, os Estados Unidos emprestariam sua autoridade para a cúpula da Santa Sé levar seus planos adiante.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. “Como os americanos considerarão alguma denominação religiosa que, sediada em Washington, afirma que os Estados Unidos são a segunda besta do Apocalipse? Esse conceito não é bastante parecido com a ideia que os islâmicos mantêm acerca de Tio Sam? O livro &lt;i&gt;O Grande Conflito&lt;/i&gt;, de Ellen White, afirma claramente a identidade dos Estados Unidos com a segunda besta do Apocalipse, na página 584. Esse livro revela, apoiado nas palavras do apóstolo Paulo, em 2 Tessalonicenses 2, que o próprio Satanás imitará a vinda de Cristo, e receberá o culto dos seres humanos. Ele se manifestará com certa medida de glória e procurará recomendar seu reino a todos os seres humanos (ver &lt;i&gt;O Grande Conflito&lt;/i&gt;, p. 593, 629). Diz ainda que, ‘quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. [...] Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação’ (ibid, p. 635). Essas predições indicam que a intolerância da ‘besta’ chegará ao ponto de pretender silenciar mesmo aqueles que manifestam reprovação e discordância só por sua voz” (Vanderlei Dorneles, artigo citado). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Segundo Dorneles, pode estar se tornando intrigante o que o jornalista Clifford Goldstein escreveu no livro &lt;i&gt;O Dia do Dragão&lt;/i&gt;, na página 11, quando afirma que o livro &lt;i&gt;O Grande Conflito&lt;/i&gt;, sem dúvida, desencadeará uma tempestade de perseguições contra os que discordam do que está sendo defendido e realizado pelos norte-americanos. O ano de 2012 verá uma distribuição mundial em massa desse livro, como nunca feito antes na história do adventismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-5881159803781956584?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5881159803781956584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5881159803781956584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/09/dez-anos-depois-do-11-de-setembro.html' title='Dez anos depois do 11 de Setembro'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2jkmyskZYL0/TmixrNArboI/AAAAAAAAOwY/t61XUZ0MwN4/s72-c/wtc-911.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-6131206309303933038</id><published>2011-08-29T10:26:00.000-03:00</published><updated>2011-08-29T10:26:51.464-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>Quem era Tammuz?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WVOtQdC7E2Y/TluTlMeAWHI/AAAAAAAAOuk/-5_k9jE2r6g/s1600/tammuz.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="145" src="http://2.bp.blogspot.com/-WVOtQdC7E2Y/TluTlMeAWHI/AAAAAAAAOuk/-5_k9jE2r6g/s200/tammuz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Quem era Tammuz por quem as mulheres judias choravam (Ez 8:14)? Por que essa atividade no templo era um das “grandes abominações” (Ez 8:6, 13-15)?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;Tammuz foi uma divindade importada para Judá. As origens da adoração desse deus estão perdidas, embora o nome “Dumuzi” esteja relacionado com um governante de uma das cidades-estados da Suméria antes da metade do 3º milênio a.C. Durante o período neosumeriano (Ca. 2200-1900 a.C.), os sumérios reconheceram Dumuzi como um deus e normalmente o relacionavam com a deusa Inanna. Em cultos acadianos, Dumuzi era chamado Tammuz e Inanna era identificada com Ishtar. Esses deuses são conhecidos por ambos os nomes: Dumuzi/Tammuz e Inanna/Ishtar.&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;Algumas histórias sobre a deusa Inanna/Ishtar falam de sua ida ao submundo (inferno) para visitar sua irmã, a rainha daquele lugar. Tendo sido enganada por ela para se tornar um cadáver na terra dos mortos, Inanna/Ishtar precisava achar um substituto para tomar seu lugar ou para permanecer para sempre entre os mortos. Retornando para a terra, ela encontrou apenas divindades agradáveis, nenhuma das quais ela poderia enviar para sua irmã. No entanto, quando retornou para seu templo, ela foi cumprimentada pelo seu despreocupado marido, Dumuzi/Tammuz. Ela o arrastou para o submundo com a ajuda de demônios para tomar o lugar dela entre os mortos.&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;O poema chamado “Épico de Gilgamesh” faz referência a esse mito e ao choro anual que Ishtar estabeleceu para comemorar a morte de Tammuz. É esse choro anual por Tammuz que chamou a atenção de Ezequiel, no templo de Jerusalém. As mulheres judias tinham tomado parte na adoração a Tammuz e possivelmente no culto de Ishtar e Tammuz que envolvia rituais de fertilidade. Isso também teria sido uma abominação a Deus, que através de Jeremias tinha declarado que a fertilidade vem somente de Deus (Jr 5:24). Mulheres chorando em um ritual por outra divindade no templo dedicado a Deus claramente era uma grande abominação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(New King James Version: Chronological Study Bible, p. 784; traduzido e adaptado por Luiz Gustavo Assis)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-6131206309303933038?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6131206309303933038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6131206309303933038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/08/quem-era-tammuz.html' title='Quem era Tammuz?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WVOtQdC7E2Y/TluTlMeAWHI/AAAAAAAAOuk/-5_k9jE2r6g/s72-c/tammuz.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-9141933113476606605</id><published>2011-08-09T15:43:00.001-03:00</published><updated>2011-08-09T18:53:31.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>O pairar do Espírito de Deus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2WhXKGIgSKg/TkF-v0gwQ1I/AAAAAAAAOkQ/D-hZrRFiCVM/s1600/criacao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://3.bp.blogspot.com/-2WhXKGIgSKg/TkF-v0gwQ1I/AAAAAAAAOkQ/D-hZrRFiCVM/s200/criacao.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;O que o verso de Gênesis 1:2 tem a dizer sobre a doutrina da Trindade?&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Como seres humanos, somos limitados na compreensão de alguns assuntos bíblicos. Um desses assuntos é, sem dúvida, a doutrina da Trindade. Sempre existiram pessoas que não concordaram com esse ensinamento e, nos últimos anos, essa crença tem sido desafiada por diversos cristãos, inclusive adventistas. Para esses indivíduos, o Espírito Santo é mera energia e não possui nada que possa caracterizá-Lo como divino. Vários periódicos adventistas (&lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Ministério&lt;/i&gt;, etc.) publicaram, recentemente, diversos artigos sobre o Espírito Santo no Antigo e no Novo Testamento.[1] O presente artigo explorará um texto não muito utilizado na abordagem desse tema. Trata-se de Gênesis 1:2. Nosso foco, nessa passagem, estará na última parte do verso: “...e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso estudo está dividido em duas partes: (1) Seria o Espírito de Deus o próprio Deus? (2) Seria o Espírito de Deus uma pessoa? Logo após essas duas sessões, faremos algumas considerações finais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seria o Espírito de Deus o próprio Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Gênesis foi originalmente escrito em hebraico, e traduzir uma língua assim nem sempre é tão simples. A expressão de Gênesis 1:2, &lt;i&gt;ruach ‘Elohim&lt;/i&gt;, que na maioria das Bíblias aparece como “Espírito de Deus”, foi traduzida em outras versões como “um forte vento” ou “um vento da parte de Deus espalhava-se por sobre as águas”. Essas duas versões, como se pode notar, tendem a considerar o “Espírito” como uma força inanimada ou um sopro de Deus e não uma pessoa da Divindade, conforme propõe a doutrina da Trindade. Estaria isso correto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a palavra &lt;i&gt;ruach&lt;/i&gt;, se estiver sozinha, pode significar tanto vento quanto espírito. Nesse caso, é o contexto que definirá a melhor tradução. Mas lembre-se de que aqui ela não está sozinha, e sim acompanhada de &lt;i&gt;‘Elohim &lt;/i&gt;que quer dizer Deus. Ora, das 24 ocorrências de &lt;i&gt;ruach ‘Elohim &lt;/i&gt;na Bíblia Sagrada, nenhuma é traduzida por “vento forte” ou “vento da parte de Deus”. Por que essa seria? Como se vê, o texto de Gênesis está falando de algo mais profundo do que simplesmente um vento descontrolado. Trata-se do Espírito Santo de Deus![2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual é o significado da expressão “Espírito de Deus”? A leitura isolada do texto de Gênesis não nos esclarece muito. No entanto, quando comparada com outras partes da Bíblia que falam a respeito da Criação, nossa compreensão é ampliada. Para encontrarmos a resposta a essa pergunta, veremos outras duas passagens: Salmo 104 e Jó 33.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o salmo 104 é um hino de louvor a Deus baseado no relato da Criação de Gênesis 1. No verso 30, lemos: “Envias o Teu Espírito, eles são criados.” Ao que parece, a criação só foi possível a partir da atuação do Espírito. Esse texto não é o único que apresenta o poder criador do Espírito Santo. O mesmo ocorre com Jó 33. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliú, um dos amigos de Jó, disse: “O Espírito de Deus me fez; e o Sopro do Todo-Poderoso me dá vida” (Jó 33:4). O uso do verbo “fazer” (&lt;i&gt;‘asah&lt;/i&gt;) nesse texto nos leva diretamente para o momento em que Deus “formou” (&lt;i&gt;‘asah&lt;/i&gt;) o homem do pó da terra (Gn 2:7). Para aqueles que sugerem a inexistência do Espírito Santo na Criação, esses textos revelam claramente que Ele teve participação ativa nesse evento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensinamento de Gênesis 1:2 não é outro senão o Fôlego vindo de Deus como o começo da vida. Ele é um instrumento da criação e também é divino, já que é capaz de criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seria o Espírito de Deus uma pessoa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evidência bíblica para a personalidade do Espírito de Deus está no uso do verbo hebraico &lt;i&gt;rahap &lt;/i&gt;(pairar, plainar, voar). Esse é um verbo raro nas páginas do Antigo Testamento. Além do texto de Gênesis, &lt;i&gt;rahap &lt;/i&gt;também foi utilizado em Deuteronômio 32:11, onde o autor bíblico ilustra o cuidado de Deus com Seu povo no deserto como o de uma águia que paira (&lt;i&gt;rahap&lt;/i&gt;) sobre seu ninho, dando assim a ideia de proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos aprofundarmos no conhecimento desse verbo, faremos o uso de um antigo idioma que apresenta muitas semelhanças com o idioma do Antigo Testamento. Trata-se do ugarítico, conhecido a partir de 1929, com o início das escavações na antiga cidade de Ugarite, atual norte da Síria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento da descoberta da língua ugarítica, diversas palavras e expressões hebraicas eram difíceis de ser compreendidas. A partir das traduções dos textos ugaríticos, muitas das dificuldades bíblicas foram solucionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relevância disso para nosso estudo é que em todos os textos ugaríticos disponíveis até o momento &lt;i&gt;rahap &lt;/i&gt;sempre está relacionado com pássaros, mais especificamente águias. A importância disso é que esse verbo descreve a atitude de um ser vivo e não uma força ou energia.[3] Esses documentos arqueológicos com mais de três mil anos sugerem uma profunda descoberta bíblica: a ação do Espírito de Deus em Gênesis 1:2 é uma atividade executada por um Ser vivo que “paira” como um pássaro sobre a Terra criada.[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo além e observando &lt;i&gt;rahap &lt;/i&gt;em outras línguas antigas, podemos apreciar melhor a beleza dessa passagem bíblica. Em siríaco, por exemplo, &lt;i&gt;rahep &lt;/i&gt;significa “geração”. Já no árabe antigo a ideia é de estar suspenso e abrir de asas, transmitindo assim um sentido de proteção e cuidado de um pássaro com seu ninho.[5] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe seja por esse motivo que o Espírito Santo escolheu uma ave (pomba) para Se manifestar por ocasião do batismo de Jesus Cristo (cf. Lc 3:22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos resumir todas essas informações provindas desses idiomas em uma única frase: um Ser vivo gerando vida e protegendo Sua criação! Este é o sentido do verbo “pairar” em Gênesis 1:2: uma atividade criadora e, ao mesmo tempo, protetora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Considerações finais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que questionam a aparente ausência do Espírito Santo na criação do mundo, Gênesis 1:2 apresenta uma poderosa resposta. Podemos encontrar nesse texto, de forma embrionária, elementos sobre a divindade e personalidade desse Ser que foram ampliados no Novo Testamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão importante quanto as informações acima é exatamente o que elas significam para o cristão no século 21. Assim como a Terra “sem forma e vazia” foi transformada graças à atuação do Espírito de Deus, o mesmo pode ocorrer com pessoas marcadas por um vazio existencial. Para modificar esse quadro, por que não experimentar hoje o pairar do Espírito de Deus em nossa vida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Luiz Gustavo de Souza Assis é pastor em Caxias do Sul, RS)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. José Carlos Ramos, “Uma Pessoa maravilhosa chamada Espírito Santo”, &lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt;, agosto de 2001, p. 8-10; Ozeas Caldas Moura, “A Divindade e Personalidade do Espírito Santo”, &lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt;, novembro de 2002, p. 16, 17; Gerhard Pfandl, “A Trindade na Bíblia”, &lt;i&gt;Ministério&lt;/i&gt;, março-abril de 2005, p. 15-22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Se Moisés estivesse falando a respeito de um vento “tempestuoso”, ele provavelmente usaria as expressões &lt;i&gt;ruach se’arah &lt;/i&gt;(cf. Sl 107:25; 148:8) ou &lt;i&gt;ruach qadim&lt;/i&gt; (cf. Jr 18:7; Sl 48:7). Jonas 1:4 também é um texto esclarecedor. Ao falar sobre o forte vento, o autor bíblico utilizou a expressão &lt;i&gt;ruach gedolah &lt;/i&gt;e não &lt;i&gt;ruach ‘Elohim&lt;/i&gt;, como em Gênesis 1:2. Sabatino Moscati, “The Wind in Biblical and Phoenician Cosmogony”, &lt;i&gt;JBL&lt;/i&gt;, nº 66 (1947), p. 307. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. H. Neil Richardson, “An Ugaritic Letter of a King to His Mother”, &lt;i&gt;JBL&lt;/i&gt;, nº 66 (1947), p. 322.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Roberto Ouro, “The Earth of Genesis 1:2: Abiotic or Chaotic?”, Part III, &lt;i&gt;AUSS&lt;/i&gt;, nº 38 (1998), p.64.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Moscati, p. 307.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-9141933113476606605?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/9141933113476606605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/9141933113476606605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/08/o-pairar-do-espirito-de-deus.html' title='O pairar do Espírito de Deus'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2WhXKGIgSKg/TkF-v0gwQ1I/AAAAAAAAOkQ/D-hZrRFiCVM/s72-c/criacao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-8003505407893671773</id><published>2011-07-27T16:22:00.000-03:00</published><updated>2011-07-27T16:22:19.893-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><title type='text'>Retrato de Jesus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BgXhya02Mos/TjBlZHIkhDI/AAAAAAAAOdQ/7gB2Nt3LnBI/s1600/Jesus%2BEGW.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="198" src="http://3.bp.blogspot.com/-BgXhya02Mos/TjBlZHIkhDI/AAAAAAAAOdQ/7gB2Nt3LnBI/s200/Jesus%2BEGW.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Gostaria de saber se o retrato ao lado foi pintado por solicitação de Ellen White após a visão que ela teve de Jesus ou se esse retrato já existia e se aproximava muito do que ela tinha visto durante as visões? Alguns dizem que essa imagem “se aproxima muito” da realidade, outros dizem que é exatamente o Salvador. Esse retrato já existia ou ela mandou alguém fazer? O que está certo afinal? – L.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado irmão L., na legenda de outra cópia dessa foto, também disponível no Centro de Pesquisas Ellen G. White, é dito o seguinte: “Ellen G. White, quando visitava a Sra. Abbie Kellogg Norton, sempre contemplava na parede da sala um quadro de Jesus, de autoria de John Sartain, e comentava: ‘Sim, sim, ele parece o Salvador como me tem sido mostrado em visão – é o mais semelhante do que qualquer outro que tenho visto.’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse texto, você tem a resposta para suas duas perguntas. Em primeiro lugar, o quadro foi produzido por John Sartain. Ele não era adventista e não realizou a obra por influência de Ellen White. Veja mais sobre a vida dele &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Sartain"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Em segundo lugar, Ellen White dizia ser “o mais &lt;i&gt;semelhante&lt;/i&gt;” quadro que já tinha visto. Obviamente, quem não viu pessoalmente a Jesus não poderia produzir um retrato exatamente igual a Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Matheus Cardoso)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-8003505407893671773?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/8003505407893671773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/8003505407893671773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/07/retrato-de-jesus.html' title='Retrato de Jesus'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BgXhya02Mos/TjBlZHIkhDI/AAAAAAAAOdQ/7gB2Nt3LnBI/s72-c/Jesus%2BEGW.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-5596592662795960480</id><published>2011-06-27T08:50:00.000-03:00</published><updated>2011-06-27T08:50:32.377-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espiritualismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>1 Samuel 28 apoia a necromancia e o espiritismo?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eravoY_vVCU/TghtXEHPH-I/AAAAAAAAOQU/VZC4TIlR1f4/s1600/en%2Bdor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-eravoY_vVCU/TghtXEHPH-I/AAAAAAAAOQU/VZC4TIlR1f4/s200/en%2Bdor.jpg" width="156" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Quando Saul consultou uma feiticeira, o espírito que ela fez subir era mesmo Samuel? Isso não prova a existência de vida após a morte e de espíritos de mortos?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entre as operações de maior êxito do grande enganador, encontram-se os ensinos ilusórios e prodígios de mentira do espiritismo. Disfarçado em anjo de luz, estende suas redes onde menos se espera. Se os homens tão-somente estudassem o Livro de Deus com fervorosa oração a fim de o poderem compreender, não seriam deixados em trevas, à mercê das doutrinas falsas. Mas, rejeitando eles a verdade, são presa da ilusão.”[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras acima, escritas no século 19, são uma descrição precisa da religiosidade brasileira. O ano de 2010 ficou marcado pelo lançamento de um dos principais filmes do cinema brasileiro de todos os tempos, “Chico Xavier”, que enaltece a figura do principal médium nascido em terras nacionais. Estima-se que mais de um milhão de espectadores passaram por salas de cinemas em todo o território nacional nos dez primeiros dias de exibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que, como adventistas, não compartilhamos os ensinamentos do espiritismo. Cremos na imortalidade condicional do ser humano, e não que a imortalidade lhe seja natural.[2] No entanto, como entender a problemática passagem de 1 Samuel 28, segundo a qual aparentemente o profeta Samuel retornou do mundo dos mortos e se comunicou com o rei Saul?[3] Esse texto se tornou um dos principais argumentos a favor da abordagem espírita das Escrituras Sagradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste artigo, faremos uma análise cuidadosa das informações fornecidas pelo texto bíblico. Vamos obter uma compreensão do relato a partir de textos rituais de necromancia entre os povos da Mesopotâmia e Canaã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saul e a necromante&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de En-Dor ficava a aproximadamente 7 km de Gilboa, onde o acampamento filisteu estava arregimentado (v. 3). Devido a essa geografia, Andrew Fausset sugere que provavelmente Saul tenha passado pelo acampamento inimigo antes de chegar até a necromante,[4] o que faz sentido quando lemos que Saul se disfarçou antes do encontro (v. 8). A mesma informação é dada por Ellen White.[5] Ele correu todo esse risco apenas para encontrar alguém que pudesse aliviar-lhe o medo por meio de uma sessão de necromancia! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto bíblico não oferece detalhes sobre os processos ritualísticos ocorridos durante a seção mediúnica. Dispomos apenas do diálogo entre a necromante e Saul. Por cinco vezes o verbo “subir” (heb. &lt;i&gt;‘alah&lt;/i&gt;) é utilizado na conversa, como se lê entre os versos 11 a 15. Nessas passagens, o verbo está relacionado ao ato de fazer uma entidade morta voltar para o mundo dos vivos e comunicar sua mensagem. Um estudo aprofundado desses versos revelará a chave para uma compreensão bíblica séria de todo o capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser questionada sobre o que estava vendo em seu transe, a médium de En-Dor respondeu: “Deuses subindo eu vejo” (tradução literal). Curiosamente, o substantivo &lt;i&gt;‘elohim &lt;/i&gt;é usado nessa passagem para se referir a uma entidade morta! O motivo desse uso pode ser mais bem apreciado quando lembramos que entre muitos dos povos do Antigo Oriente Médio ancestrais costumavam ser adorados como deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em textos mesopotâmicos, por exemplo, o substantivo &lt;i&gt;ilu&lt;/i&gt;, palavra acadiana para “deuses”, é usado largamente para se referir a mortos. Theodore Lewis, acadêmico da Johns Hopkins University, demonstrou o mesmo fenômeno em textos assírios, babilônicos, egípcios, hititas, fenícios e ugaríticos.[6] O mesmo ocorria em Canaã, como pode ser notado numa rápida comparação entre Números 25:2, onde é dito que os israelitas comeram sacrifícios dos deuses dos moabitas, e o Salmo 106, no qual o autor afirma que eles comeram sacrifícios dos mortos (v. 28).[7] Esses textos sugerem que entre os povos de Canaã os mortos também eram chamados de deuses (&lt;i&gt;‘elohim&lt;/i&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um intérprete sério e honesto das Escrituras não pode considerar a aparição do antigo profeta a Saul como sendo de origem divina, uma vez que o texto é claro em dizer que Deus não respondeu ao rei por nenhum dos métodos de revelação (v. 6). O que temos em 1 Samuel 28 é um ritual pagão totalmente contrário aos mandamentos de Deus (cf. Dt 18:9-13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saul parece ignorar o fato de que a necromante estava vendo vários deuses/espíritos mortos e muda do plural para o singular com a pergunta “Como é sua aparência?” (v. 14). Quem sabe temendo pela sua vida (cf. v. 9), ela agradou a Saul dizendo que estava vendo “um ancião subindo envolto numa capa” (v. 14). O que levou Saul a identificar esse “ancião” com Samuel, como pode ser lido no mesmo verso 14? Aparentemente a capa (heb. &lt;i&gt;me’il&lt;/i&gt;) era uma característica da vestimenta do profeta (cf. 1 Sm 15:27; 2:19), mas ainda assim fica difícil ver alguma conexão entre o “ancião” e Samuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem provável que essa questão seja elucidada através de um problema textual no verso 14. P. Kyle McCarter Jr., do Departamento de Estudos Orientais da Jonhs Hopkins University, notou que há uma dificuldade em se aceitar a tradução “ancião” ou “homem velho” (&lt;i&gt;‘ish zaqen&lt;/i&gt;) com base na versão grega do Antigo Testamento, a LXX.[8] Ao invés de &lt;i&gt;zaqen&lt;/i&gt;, “velho”, em hebraico, é provável que a forma original da palavra tenha sido &lt;i&gt;zaqep&lt;/i&gt;, cujo significado é “ereto”, mas nesse texto deve ter o sentido de “surpreendente”.[9] A diferença na grafia das duas palavras é mínima, uma vez que as formas finais das letras “n” e “p”, em hebraico, são bem semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essa reconstrução do texto estiver correta, a necromante de En-Dor não ficou assustada por ver um homem velho, mas sim um ser inesperado que lhe causou pavor. Sua identificação entre esse ser e Samuel pode ter sido motivada pelo medo de Saul não cumprir sua palavra de preservação (cf. v. 9). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saul e Samuel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma situação que causa certo desconforto quando esse capítulo é tratado em círculos adventistas é o fato de lermos em dois versos (v. 15 e 16) a expressão “Samuel disse...”, uma vez que ele já estava morto, como narrado em 1 Samuel 25:1. O teólogo adventista Greenville J. R. Kent, Ph.D em Antigo Testamento pela The University of Manchester, responde a essa situação comparando com a narrativa de Dagom, em 1 Samuel 5, em que as descrições desse deus filisteu sãos as mesmas de um ser humano. Os versos 3 e 4, por exemplo, dizem que Dagom estava com o rosto em terra, uma atitude praticada apenas por seres humanos, e não por um ídolo de madeira ou de metal. Para Kent, afirmar que “Samuel disse” ou que Dagom estava com o “rosto em terra” é uma técnica literária em que o autor bíblico apresenta o ponto de vista dos personagens, independentemente de serem ou não pagãos.[10]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra preocupação de alguns adventistas com esse capítulo tem que ver com a profecia, aparentemente cumprida, feita pelo “espírito” de Samuel que, no fim do seu discurso, fez uma chocante afirmação: “Amanhã, você e seus filhos estarão comigo” (v. 19). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pelos menos três observações a serem feitas a respeito dessa declaração: (1) Que parâmetro confuso é esse utilizado pelo espírito em colocar um profeta de Deus, Samuel, e um monarca rejeitado por Deus, Saul, no mesmo lugar após a morte? Com amplo apoio escriturístico, podemos afirmar que justos e injustos não terão o mesmo destino (cf. Jo 5:28, 29; 1Ts 4:16, 17; Ap 20:4-6; etc.); (2) nem todos os filhos de Saul morreram com ele, na batalha registrada em 1 Samuel 31; logo no início de 2 Samuel, somos informados de que outro filho de Saul esteve envolvido numa tentativa de usurpação do trono, Isbosete, também chamado de Isbaal (2Sm 2:10); (3) Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus, mas cometeu suicídio (1Sm 31:12, 13).[11]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Considerações finais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trágico fim da vida de Saul deve servir de alerta para uma geração de cristãos cercados de influências espíritas, contrárias à Palavra de Deus. Entrar no terreno do inimigo pode saciar temporariamente a curiosidade pelo sobrenatural, mas terá um custo extremamente alto. Um adventista do sétimo dia sentiu isso na pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moses Hull era um pregador com diversos talentos. Além de inteligente e hábil com as palavras, seu interesse se voltou para debates com alguns espiritualistas. Houve certo êxito em alguns casos, e ele levou alguns de seus oponentes ao cristianismo, mas quando um debate com o médium W. F. Jamiesen, em Paw Paw, Michigan, foi realizado, a mente de Hull se tornou confusa e a língua dele ficou estranha.[12]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen White o aconselhou diversas vezes, mas sem êxito.[13] Hull pregou seu último sermão como adventista em 20 de setembro de 1863, e após isso o que se viu foi o surgimento de um líder nas fileiras do espiritualismo. Após deixar a esposa, ele se casou com uma médium espírita chamada Mattie E. Sawyer. Em 1902, Hull se tornou o primeiro diretor do Morris Pratt Institute, uma escola especializada em treinar médiuns espiritas. Somado a isso, ele é tido como o responsável por adicionar textos bíblicos para embasar a doutrina espírita. Tragicamente, Moses Hull cometeu suicídio em 1907, em San Jose, na Califórnia.[14]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saul e Moses Hull. Dois homens separados por quase três mil anos que caíram no mesmo erro. Paulo estava certo quando disse: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia” (1Co 10:12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Luiz Gustavo S. Assis é pastor distrital em Caxias do Sul, RS)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1. Ellen G. White, &lt;i&gt;O Grande Conflito &lt;/i&gt;(Tatuí, SP: CPB, 1995), p. 524.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;2. Gerard Damsteegt, &lt;i&gt;Nisto Cremos: 27 ensinos bíblicos dos adventistas do sétimo dia &lt;/i&gt;(Tatuí, SP: CPB, 2003), p. 452-468. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;3. Para mais informações sobre a história da interpretação de 1 Samuel 28 nos círculos judaicos e cristãos, ver K. A. D. Semelik, “The Witch of Endor: 1 Samuel 28 in Rabbinic and Christian Exegesis Till 800 A.D.”, &lt;i&gt;Vigiliae Christianae &lt;/i&gt;33, 1997, p. 160-179. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;4. Andrews Fausset, &lt;i&gt;Bible Encyclopedia and Dictionary Critical and Expository&lt;/i&gt;, (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1997), p. 205.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;5. Ellen G. White, &lt;i&gt;Patriarcas e Profetas &lt;/i&gt;(Tatuí, SP: CPB, 1995), p. 679.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;6. Theodore J. Lewis, “The Ancestral Estate in 2 Samuel 14:16”, &lt;i&gt;Journal of Biblical Literature&lt;/i&gt; 110/04, 1991, p. 600, 601. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;7. Lewis, p. 602.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;8. P. Kyle McCarter, Jr., &lt;i&gt;I Samuel: The Anchor Bible &lt;/i&gt;8 (New York: Doubleday, 1980), p. 421.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;9. Theodore Lewis menciona dois documentos acadianos nos quais a palavra &lt;i&gt;zapaqu&lt;/i&gt;, cognata de &lt;i&gt;zaqep&lt;/i&gt;, foi utilizada para se referir ao ato de cobras ficarem eretas, quando prontas para dar o bote, e, curiosamente, outro texto falando do fantasma de um morto que deixou o cabelo de alguém em pé! Ambos os textos se referem a “uma noção súbita ou surpreendente associada com medo”. &lt;i&gt;Cults of the Dead in Ancient Israel and Ugarit &lt;/i&gt;(Atlanta, GA: Scholars Press, 1989), p. 116. Portanto, a tradução de &lt;i&gt;zapeq &lt;/i&gt;em 1 Samuel 28:14 deve levar em conta esse &lt;i&gt;background &lt;/i&gt;etimológico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;10. Greenvile J. R. Kent, “Did the Medium at En-Dor Really Bring Forth Samuel?”, em Gerhard Pfandl, ed., &lt;i&gt;Interpreting Scripture: Bible Questions and Answers&lt;/i&gt;, Biblical Research Institute Studies, v. 2 (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 2010), p. 199.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;11. Kent, p. 198.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;12. Herbert E. Douglass, &lt;i&gt;Mensageira do Senhor: O ministério profético de Ellen G. White &lt;/i&gt;(Tatuí, SP: CPB, 2003), p. 231.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;13. Ellen G. White, &lt;i&gt;Testemunhos Para a Igreja &lt;/i&gt;(Tatuí, SP: CPB, 2006), p. 1:426-437.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;14. James R. Nix, “The Tragic Story of Moses Hull”, &lt;i&gt;Adventist Review &lt;/i&gt;164:35 (agosto de 1987), p. 16.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-5596592662795960480?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5596592662795960480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5596592662795960480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/06/1-samuel-28-apoia-necromancia-e-o.html' title='1 Samuel 28 apoia a necromancia e o espiritismo?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eravoY_vVCU/TghtXEHPH-I/AAAAAAAAOQU/VZC4TIlR1f4/s72-c/en%2Bdor.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-7284640734323648943</id><published>2011-06-24T00:08:00.000-03:00</published><updated>2011-06-24T00:08:21.375-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo testamento'/><title type='text'>A autoria dos evangelhos e supostas modificações</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sB5cKf8giQQ/TgP_W0reu1I/AAAAAAAAOPc/kx9TJHtvjfM/s1600/biblia.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="190" width="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-sB5cKf8giQQ/TgP_W0reu1I/AAAAAAAAOPc/kx9TJHtvjfM/s200/biblia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Em resposta à postagem &lt;a href="http://arqueologiabiblica.blogspot.com/2007/02/o-novo-testamento-historicamente_07.html"target="_blank"&gt;“O Novo Testamento é historicamente confiável”&lt;/a&gt;, R. escreveu o seguinte comentário: “Eu diria que o Novo Testamento [NT] contém uma história que é verdadeira que, certamente, deve ter sido recebida oralmente pelos autores anônimos dos Evangelhos e de Atos que não se identificaram naquelas formidáveis obras. Porém, na elaboração de uma exegese sincera e honesta, torna-se indispensável questionar as modificações que foram feitas no texto e a possibilidade de que estejamos lendo algo que já passou por várias penas. E, já no século 19, teólogos alemães foram capazes de levantar consideráveis questionamentos. Logo, é de se concluir que o texto sofreu suas contaminações, mas que, certamente, não impedem uma compreensão da obra de Jesus, Seus profundos ensinamentos e do significado da Mensagem. E aí falo de uma compreensão que talvez nem dependa tanto da exegese ou da hermenêutica, o que torna a Palavra acessível a todo homem, não importando seu nível de instrução. Talvez pela história e pelo estudo de uma literatura judaica comparada possamos decifrar um pouco desse instigante quebra-cabeça - os Evangelhos - e assim conhecermos mais alguns detalhes sobre aspectos do judeu Yeshua ben Yosef que viveu nas três primeiras décadas do século 1º. [...] Finalizo este comentário dizendo que a contestação da autoria dos Evangelhos e de Atos é o que melhor explica as inegáveis contradições mesmo entre os sinóticos que parecem se basear no livro atribuído a Marcos e numa fonte comum a Mateus e Lucas que os estudiosos chamam de fonte ‘Q’. Hoje em dia, se alimentarmos a ideia católica de que foram os tais apóstolos e discípulos que teriam escrito os textos gregos dos quatro evangelhos, corre-se o risco de causar mais ainda conflitos entre os neófitos que seguem a fé e podem ficar perplexos com uma eventual descoberta de que a realidade é diferente daquela que se ensina na Igreja.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conversa com o Dr. Rodrigo Silva, ele teceu o seguinte breve comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo que R. é bastante influenciado por Bart Erhman e pela nova escola do Jesus Seminar, especialmente representada por John Dominic Crossan. O autor trabalha com pressupostos que não foram provados. São uma verdadeira “petição de princípio”. Exemplo: que os evangelhos são anônimos ou que são produtos tardios posteriores ao ano 1970 (embora esse último argumento não apareça explicitamente no comentário). Ele também parece compartilhar algo da escola hermenêutica de Paul Ricoeur, a saber, o estruturalismo que advoga que o importante é a mensagem mais profunda do texto, que não é necessariamente a original (pois essa teria se perdido), mas aquela que resulta da subjetividade do autor moderno que lê e interpreta o texto ao seu próprio entendimento (um critério essencialmente pós-moderno). Pois bem, vamos a alguns pontos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Evangelhos Anônimos?&lt;/b&gt; Esse é um erro de anacronismo cometido por muitos estudiosos modernos, especialmente aqueles moldados pela filosofia de Foucault. As ideias de propriedade intelectual de hoje não eram as mesmas daquele tempo. Fala-se muito que os evangelhos são produções da comunidade mateana (isso é, a comunidade fundada por Mateus que produziu um texto e o atribuiu artificialmente à pessoa dele). Outros dizem que foram os teólogos que o fizeram posteriormente. Bem, curiosamente o próprio Martin Hegel, que era um expoente da escola liberal de Tübingen, admitiu em seu comentário a Marcos que não existe a menor evidência histórica de que os evangelhos circularam anônimos originalmente sem nenhuma referência a quem os escreveu. Veja, se os autores fossem “anexados” posteriormente por razões políticas ou teológicas, os leitores não deveriam escolher nem Lucas nem Marcos, pois estes não figuravam entre os apóstolos, e Mateus, embora fosse apóstolo, era ex-coletor de impostos quase sem proeminência entre os doze. Tiago (irmão de João) e Pedro seriam personagens muito mais apropriados. Ademais, não é só a Bíblia que padece desse “aparente” estado de anonimato autoral, outros livros da antiguidade também estão sem qualquer referência ao autor ou editor final. Às vezes, aparece apenas o nome do copista/escriba ou do proprietário do manuscrito. Contudo, antigos índices como um catálogo de textos e autores encontrado na Biblioteca de Assurbanipal demonstram que o povo tinha conhecimento dos autores ainda que seus nomes não viessem explicitamente no texto. Aliás, essa certeza aumentou muito no período greco-romano, especialmente depois da construção da Biblioteca de Alexandria. O Talmude, por exemplo, afirma que a comunidade sabia quem eram os principais autores das Escrituras judaicas. O mesmo se dá com a literatura grega e, também, com a literatura romana. Na Antiguidade, portanto, na maioria das vezes, o autor não tinha seu nome dentro do livro, mas no sillybos ou sittybos – uma etiqueta em forma de couro ou papiro que ficava colada na haste do rolo ou aplicada em seu verso à vista do vendedor ou leitor. Temos exemplares de sillybos datados até do 3º século. Mas muitos, é claro, se perderam. Era nessas etiquetas que vinha o nome do autor. Logo, não devemos nos surpreender de o nome do evangelista não constar necessariamente no texto do livro, como muitos supõem que deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. As contradições que os evangelhos possuem são reais, porém periféricas.&lt;/b&gt; Na essência, os textos se igualam e se complementam. Mas veja, esse é mais um indício de que as alegadas alterações posteriores, se houve isso, não mudaram substancialmente as cópias, pois se o tivessem feito, as correções editoriais da Igreja Católica terminariam pondo fim a todas as discrepâncias textuais e corrigido tudo o que poderia gerar conflito com a doutrina oficial. Importantes doutrinas católicas como o purgatório, a assunção e intercessão de Maria, a confissão auricular, as indulgências, a guarda do domingo, etc. carecem de clara base bíblica. Ora, se o Novo Testamento houvesse sido excessivamente manipulado por escribas católicos, essas doutrinas tão importantes seriam obrigatoriamente incorporadas ao texto como sendo ensinamentos oriundos do próprio Cristo. Como não estão, sou obrigado a supor que por uma proteção divina o texto não foi dramaticamente alterado. O que não significa que ignoro as pequenas incongruências das cópias, mas afirmo: não são essenciais, não alteram substancialmente o conteúdo original. Isso sem contar os argumentos técnicos da crítica textual que, por questões de espaço, não vou citar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Dr. Rodrigo P. Silva, professor de Teologia no Unasp)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-7284640734323648943?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7284640734323648943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7284640734323648943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/06/autoria-dos-evangelhos-e-supostas.html' title='A autoria dos evangelhos e supostas modificações'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sB5cKf8giQQ/TgP_W0reu1I/AAAAAAAAOPc/kx9TJHtvjfM/s72-c/biblia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-4314059078678602668</id><published>2011-06-21T14:04:00.000-03:00</published><updated>2011-06-21T14:04:50.098-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>“Evangelho” de Tomé</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Cd9SA330xZw/TgDPK_J5XuI/AAAAAAAAOOU/D_r2Xqpo9z8/s1600/tome.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="132" src="http://3.bp.blogspot.com/-Cd9SA330xZw/TgDPK_J5XuI/AAAAAAAAOOU/D_r2Xqpo9z8/s200/tome.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Em uma das minhas leituras, “Onde Encontrar Sabedoria”, de Harold Bloom, num dos capítulos, ele fala de certo “evangelho de Tomé” (ou Tomás). Achei interessante, pois ele fala de máximas de Jesus, não se atendo à vida e à Paixão de Cristo. Qual a sua opinião sobre esse “evangelho”? – R.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “evangelho” de Tomé é um texto gnóstico bastante antigo, do fim do primeiro século. A teóloga liberal Elaine Pagels, em seu livro &lt;i&gt;Além de Toda Crença: O evangelho desconhecido de Tomé&lt;/i&gt;, diz que houve uma disputa entre os cristãos gnósticos (“evangelho” de Tomé) e os cristãos tradicionais (evangelho de João). No evangelho de Tomé, não existem histórias, geografia e personagens concretos; é tudo atemporal, místico. É um amontoado de frases ambíguas de Jesus aos discípulos. A última declaração de Jesus, por exemplo, é a de que toda mulher que se tornar como homem entrará no reino do Céu! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro livro que trata desse assunto é &lt;i&gt;Os Evangelhos Perdidos&lt;/i&gt;, de Darrell Bock (Thomas Nelson Brasil), um respeitado teólogo conservador. O jornalista e ex-ateu Lee Strobel em seu livro &lt;i&gt;Em Defesa de Cristo&lt;/i&gt;, traz uma entrevista sobre o tema, já que o Jesus Seminar insere o “evangelho” de Tomé como um dos evangelhos canônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o texto foi escrito em copta, o último estágio da língua egípcia. São 114 ditos atribuídos a Jesus e alguns deles parecem fazer um eco verdadeiro a algumas sentenças de Jesus contidas nos quatro evangelhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-4314059078678602668?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4314059078678602668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4314059078678602668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/06/evangelho-de-tome.html' title='“Evangelho” de Tomé'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Cd9SA330xZw/TgDPK_J5XuI/AAAAAAAAOOU/D_r2Xqpo9z8/s72-c/tome.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-4975120300580809617</id><published>2011-06-21T08:58:00.001-03:00</published><updated>2011-06-21T08:59:22.601-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>O que significa Shekinah?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V5Dkdsdw-Do/TgCHL4EwT0I/AAAAAAAAON8/bYcKPHViXO4/s1600/shekinah1.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="163" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-V5Dkdsdw-Do/TgCHL4EwT0I/AAAAAAAAON8/bYcKPHViXO4/s200/shekinah1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Há pessoas que associam o termo Shekinah a deusas do antigo paganismo oriental. Qual a origem e o significado etimológico e teológico dessa palavra misteriosa? – F.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Shekinah está relacionada com o verbo hebraico shakan, que significa “habitar”. É o verbo utilizado em Êxodo 25:8, o texto clássico do santuário israelita. Curiosamente, a palavra Shekinah não é utilizada no Antigo Testamento. Ela aparece na literatura judaica tardia, aquela produzida no período intertestamentário, referindo-se à manifestação da glória de Deus no lugar santíssimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível relacionar a deusa Inana/Ishtar/Ashtaroth com a palavra Shekinah, como alguns sugerem. Inana está relacionada com o sumeriano In-Nana, “Rainha dos Céus”; Ishtar está relacionada com uma palavra acadiana (Jeremy Black, Anthony Green, Tessa Rickards, &lt;i&gt;Gods, Demons, and Symbols of Ancient Mesopotamia&lt;/i&gt;, p. 128). Shekinah é uma palavra vinda de outro ramo linguístico. Tentar colocar todos esses nomes/palavras juntos é como misturar água e óleo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Luiz Gustavo Assis é pastor adventista em Caxias do Sul, RS)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-4975120300580809617?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4975120300580809617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4975120300580809617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/06/o-que-significa-shekinah.html' title='O que significa Shekinah?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V5Dkdsdw-Do/TgCHL4EwT0I/AAAAAAAAON8/bYcKPHViXO4/s72-c/shekinah1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-4437547279803239879</id><published>2011-05-08T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-05-08T19:00:43.371-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>A historicidade confiável do livro de Daniel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tP3vU8Utz1M/TccNoooBmiI/AAAAAAAAN2s/fsdBoB4dgZc/s1600/DanielLions.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-tP3vU8Utz1M/TccNoooBmiI/AAAAAAAAN2s/fsdBoB4dgZc/s200/DanielLions.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Podemos confiar na historicidade do livro de Daniel?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pelo menos três bons motivos para acreditarmos que o livro de Daniel é confiável do ponto de vista histórico e que de fato foi escrito no 6º século antes de Cristo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1) A arqueologia tem reconstruído as informações históricas do livro de Daniel.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;a) Toda a história desse profeta hebreu se passa na cidade de Babilônia. Os críticos da Bíblia afirmavam que se Babilônia realmente houvesse existido, não passaria de um pequeno clã. A arqueologia demonstrou o oposto. Os resultados dos estudos do arqueólogo alemão Robert Koldewey, feitos entre 1899 e 1917, provaram que Babilônia era um grande centro econômico e político no Antigo Oriente Médio na metade do 1º milênio a.C. (600 a.C.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Outro ponto de questionamento era sobre a existência ou não de Nabucodonosor, rei de Babilônia na época do profeta Daniel. Mais uma vez a arqueologia resolveu a questão trazendo à luz muitos tabletes que foram encontrados nas ruínas escavadas por Koldewey com o nome Nabu-Kudurru-Usur, ou seja, Nabucodonosor! Não é incrível como um tablete de 2.600 anos consegue esmiuçar teorias fundamentadas no silêncio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Assim como a opinião dos críticos teve que ser radicalmente mudada a respeito de Babilônia e de Nabucodonosor, o mesmo aconteceu com Belsazar, o último rei da Babilônia. Críticos modernos não concordavam com essa informação. Novamente a arqueologia refutou essa opinião. Vários tabletes cuneiformes confirmam que Nabonido, o último rei de Babilônia, deixou seu filho Bel-Shar-Usur (Belsazar) cuidando do Império enquanto ele estava em Temã, na Arábia. Você pode confirmar em Daniel 5:7 que Belsazar ofereceu para Daniel o terceiro lugar no reino, já que o pai, Nabonido, era o primeiro e ele, Belsazar, o segundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Até os amigos de Daniel estão documentados nos tabletes cuneiformes da antiga Babilônia. Foi descoberto um prisma de argila, publicado em 1931, contendo o nome dos oficiais de Nabucodonosor. Três nomes nos interessam: Hanunu (Hananias), Ardi-Nabu (Abede Nego) e Mushallim-Marduk (Mesaque). Incrível! Os mesmos nomes dos companheiros de Daniel mencionados nos capítulos 1, 2 e 3 de seu livro! Um grande defensor dessa associação é o adventista e especialista em estudos orientais William Shea, em seu artigo: “Daniel 3: Extra-biblical texts and the convocation on the plain of Dura”, &lt;i&gt;AUSS &lt;/i&gt;20:1 [Spring, 1982] 29-52. Hoje esse artefato encontra-se no Museu de Istambul, na Turquia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Resumindo: as informações históricas do livro de Daniel são confirmadas pela arqueologia bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2) Por muitos anos os defensores da composição do livro de Daniel no 2º século a.C. se valeram das palavras gregas do capítulo 3 para “confirmar” a autoria da obra no período helenístico. Essa opinião apresenta dois problemas sérios:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Há ampla documentação do relacionamento entre os gregos e os impérios da Mesopotâmia antes mesmo do 6º século a.C. Nos registros do rei assírio Sargão II, por exemplo, fala-se sobre cativos da região da Macedônia (Cicília, Lídia, Ionia e Chipre). Se os judeus em Babilônia eram solicitados para tocar canções judaicas (Salmo 137:3), por que não imaginar o mesmo com os gregos? Um poeta grego chamado Alcaeus de Lesbos (600 a.C.) menciona que seu irmão Antimenidas estava servindo no exército de Babilônia. Logo, não nos deve causar espanto algum o fato de termos na orquestra babilônica instrumentos gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Se o livro de Daniel foi escrito durante o período de dominação grega sobre os judeus, por que há apenas três palavras gregas ao longo de todo o livro? Por que não há costumes helenísticos em nenhum dos incidentes do livro numa época em que os judeus eram fortemente influenciados pelos filósofos da Grécia? Esse fato parece negar uma data no 2º século a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: o fato de existirem palavras gregas no terceiro capítulo de Daniel não prova sua composição no 2º século a.C., pelo contrário, intercâmbio cultural entre Babilônia e Grécia era comum antes mesmo do 6º século a.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3) Daniel foi escrito em dois idiomas: hebraico (1:1-2:4 e 8:1-12:13) e aramaico (2:4b-7:28).&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversos nomes no estudo do aramaico bíblico (Kenneth Kitchen, Gleason Archer Jr, Franz Rosenthal, por exemplo) afirmam que o aramaico usado por Daniel difere em muito do aramaico utilizado nos Manuscritos do Mar Morto que datam do 2º século a.C. Para Archer Jr., a morfologia, o vocabulário e a sintaxe do aramaico do livro de Daniel são bem mais antigos do que os textos encontrados no deserto da Judeia. Não só isso, mas que o tipo da língua que Daniel utilizou para escrever era o mesmo utilizado nas “cortes” por volta do 7º século a.C.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Resumindo: o aramaico utilizado por Daniel corresponde justamente àquele utilizado em meados no 6º século a.C. nas cortes reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a relevância dessas informações para um leitor da Bíblia no século 21? Gostaria de destacar dois pontos para responder essa questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Como foi demonstrado acima, Daniel escreveu seu livro muito antes do cumprimento de suas profecias. Logo, isso nos mostra a soberania e a autoridade de Deus sobre a história da civilização. Se Deus é capaz de comandar o futuro, Ele é a única resposta para os problemas da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A inspiração das Escrituras. O livro de Daniel se mostrou confiável no ponto de vista histórico e, consequentemente, profético. Essa é a realidade com toda a Bíblia, que graças a descobertas de cidades, personagens e inscrições, mostra-se verdadeira para o ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Daniel, longe de ser uma fraude, é um relato fidedigno. Ao escavarmos profundamente as Escrituras e estudarmos a História, podemos perceber que a Bíblia é um documento histórico confiável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Luiz Gustavo Assis é pastor adventista em Caxias do Sul, RS)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-4437547279803239879?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4437547279803239879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4437547279803239879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/05/historicidade-confiavel-do-livro-de.html' title='A historicidade confiável do livro de Daniel'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tP3vU8Utz1M/TccNoooBmiI/AAAAAAAAN2s/fsdBoB4dgZc/s72-c/DanielLions.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-686459103630710744</id><published>2011-04-29T22:03:00.000-03:00</published><updated>2011-04-29T22:03:48.080-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doutrina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sábado'/><title type='text'>Devo guardar o sábado?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Como posso obedecer ao mandamento de guardar o sábado se faço um curso semipresencial que só tem aula presencial no sábado? É importante destacar que estou certa de que é a direção do Espirito Santo para mim e que ali tem sido o meu campo missionário, com a unção de Deus, e que o Senhor usará no futuro essa formação para o propósito dEle na minha vida. Não quero fazer nenhuma discussão teológica sobre o assunto, mas o apóstolo Paulo não disse para que “ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, os quais são sombras das coisas que haveriam de vir; mas a realidade é Cristo” (Cl 2:16)? Eu seria legalista e não estaria sendo sincera se me comportasse como uma judia, apesar de amá-los. Bom é isso. Se possível, eu gostaria de apenas saber sobre o caso prático. Qual a visão dos senhores, nesse caso? Obrigada, irmãos. – M.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezada M, obrigado por nos escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua pergunta é pertinente e gostaríamos de responder com outra pergunta: O que você acha que os jovens Sadraque, Mesaque e Abede-Nego deveriam ter feito quando o rei Nabucodonosor ordenou que todos se ajoelhassem diante da estátua de ouro que ele mandou levantar na planície de Dura? (Confira em Daniel 3.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você nos disser que eles foram “fanáticos” e exageraram em levar em conta um detalhe sem importância da Lei de Deus, perguntaremos: Por que Jesus (o Anjo) teria aparecido no meio das chamas, aprovando a postura deles e os livrando da morte? Por outro lado, se você nos disser que eles agiram corretamente, pois foram fieis ao mandamento que diz que não devemos nos prostrar diante de imagens e que devemos adorar somente a Deus, estará estabelecida a contradição, pois a mesma lei que proíbe a adoração de ídolos estabelece a guarda do sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você estudar detidamente a Bíblia, perceberá que não existe um texto sequer que oriente a guarda de outro dia que não seja o sétimo, o sábado. Por que Deus teria estabelecido o sábado como dia de descanso na criação (Gn 2:1-3), reafirmado esse mandamento registrando-o junto com outros nove em tábuas de pedra (Êx 20:8-11), exigido a observância dele por parte dos patriarcas, profetas e do povo de Israel (Is 56:6, 7; Ez 20:20 e outros), para depois mudá-lo? Por que Jesus (Lc 4:16), os discípulos, incluindo Paulo (Atos 16:13; 17:2) e os cristãos primitivos teriam guardado o sábado, caso tivesse havido alguma mudança? Por que o sábado será observado também na Nova Terra? (Is 66:22, 23)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary, se você quiser ser fiel à Palavra de Deus e aos mandamentos do Senhor, tenha certeza de que Ele vai ampará-la e abrirá portas para você. Milhões de pessoas guardam o sábado em nosso planeta e Deus as tem ajudado a sobreviver e testemunhar de sua fé. Experimente você também e coloque sua vida inteiramente nas mãos de Deus. Para os três jovens hebreus de Daniel 3, ajoelhar-se diante da estátua de ouro numa atitude meramente política poderia ser encarado como um mero detalhe sem importância, afinal, o que importante é o que está no coração, não é mesmo? Mas eles quiseram ser fieis à ordem de Deus e quiseram deixar isso bem claro para todas as pessoas. Eva também pode ter pensado que a fruta era apenas um detalhe e que Deus não Se importaria se ela comesse apenas um pedaço. De fato, a fruta e a estátua eram “detalhes”, mas o que estava em jogo era a fidelidade. Ou somos totalmente fieis a Deus ou não somos (cf. Tg 2:10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Colossenses 2:16, considere o seguinte: para muitos cristãos, esse texto ensina que o mandamento do sábado foi abolido. Nesse texto, a expressão “festas, luas novas e sábados”, retirada do Antigo Testamento, se refere a todo o ritual do santuário (principalmente os sacrifícios) desenvolvido anual, mensal e semanalmente (Nm 28-29; 1Cr 23:30, 31; 2Cr 2:4; 8:12, 13; 31:3; Ne 10:32, 33; Is 1:13, 14; Ez 45:17; Os 2:11). A parte que diz “comida e bebida” está relacionada aos rituais do santuário que envolviam esses elementos (Êx 29:40, 41; Lv 23:37; Nm 28:5-10, 12-14). Em Colossenses 1-3, Paulo fala do que Cristo realiza por nossa salvação, na cruz e no Céu (Cl 1:13, 14, 20, 22; 2:11-15; 3:1). O santuário era apenas uma “sombra” ou símbolo daquilo que seria feito por Cristo (Hb 8:5; 9:9-12; 10:1). Portanto, esse texto não diz que os sábados foram abolidos, e sim os sacrifícios desenvolvidos no santuário nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos orar para que Deus impressione sua mente e você decida ser inteiramente fiel à Palavra dEle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Michelson Borges e Matheus Cardoso)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-686459103630710744?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/686459103630710744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/686459103630710744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/04/devo-guardar-o-sabado.html' title='Devo guardar o sábado?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-6195794518160315917</id><published>2011-02-12T15:37:00.000-02:00</published><updated>2011-02-12T15:37:34.449-02:00</updated><title type='text'>A música que agrada ao Céu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4iVkbmN0taE/TVbFS-koqZI/AAAAAAAANLo/skRjfBzb3H4/s1600/singing.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="197" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-4iVkbmN0taE/TVbFS-koqZI/AAAAAAAANLo/skRjfBzb3H4/s200/singing.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Qual o tipo de música mais apropriada para louvar a Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Crer e observar tudo quanto ordenar; / O fiel obedece ao que Cristo mandar.” Algum tempo atrás, em meu devocional, deparei-me com uma lembrança importante: somos chamados “filhos de Deus”. Pus-me, então, a pensar na grande responsabilidade que me pesa nos ombros conhecer e aplicar essa realidade. Filho de Deus! Ele, que tem sob Seu comando todo o Universo, Se preocupa comigo, um insignificante pecador, tão pequeno ante a magnitude da obra criada pelo Pai... Sim, Ele é nosso Pai! Ele Se preocupa com Seus filhos. Por isso, deixou importantes recomendações para nossa proteção e referência. Cabe a nós, como filhos obedientes, prestar atenção a todos os sábios conselhos deixados com um amor infinitamente maior do que o de um pai terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o assunto é Música. Por que começar um artigo sobre esse assunto dessa forma? Fácil. Somos desobedientes. Somos egoístas. Mas por que somos assim? Isso também é fácil. O inimigo de nossas almas não nos quer obedientes. Aliás, o significado de “alma” (&lt;i&gt;nephesh&lt;/i&gt;, no original hebraico) é entidade provida de personalidade e escolha. Só que escolhemos mal. Deus deseja que tenhamos condições de aprimorar nossa personalidade através de escolhas prudentes, alicerçadas nas instruções paternas à nossa disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho ciência da imensa dificuldade de escrever para irmãos meus que têm bastante conhecimento musical. Também tenho ciência da existência de músicos “tradicionais”, “moderados” e “liberais”, termos esses criados não faz muito tempo, para “diferenciar” um músico do outro. Mas tenho ciência do mais importante: só há dois caminhos – um certo e um errado. Quanto a isso, por incrível que pareça, todos concordam. Porém, há uma condição: “Não mexam em minha música!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que deve prevalecer a minha vontade, e não a de Deus, se, quando sou batizado, faço o seguinte voto: “Conheço e compreendo os princípios bíblicos fundamentais, conforme ensinados pela Igreja Adventista do Sétimo Dia”, e “é meu propósito, pela graça de Deus, cumprir Sua vontade, ordenando minha vida de acordo com esses princípios”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja necessária uma oração ao Pai agora, pedindo-Lhe iluminação e submissão, porque, na verdade, muito do que temos oferecido como louvor não passa de estratagemas do inimigo por conta de seus intentos em ampliar ao máximo a apostasia iminente entre o povo escolhido por Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcifer foi criado e dotado com os mais excelentes recursos musicais jamais imaginados pelo homem. Ele dava apenas uma nota e todo o coro angelical se punha a cantar. Isso, para os que dirigem grupos vocais, é realmente difícil. Só um grupo muito bem treinado poderia desenvolver tal recurso. E ele tinha mais: era um querubim cobridor, além de estar apenas abaixo de Deus e Jesus, no Céu. Mas ele queria ainda mais. Olhou para si, desenvolveu o egoísmo e almejou um lugar de mais destaque. E foi expulso do Céu, com todos os anjos por ele enganados. Alguém disse, uma vez, que Satanás hoje é o maior músico na face da Terra. E é verdade. Ele realmente sabe de tudo, e certamente usará a música para procurar enganar a você e a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se há realmente um interesse especial de Deus quanto à música praticada por nós, como ela deve ser, se há somente o certo e o errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o &lt;i&gt;Manual da Igreja &lt;/i&gt;nos diz que “grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do &lt;i&gt;jazz&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;rock &lt;/i&gt;ou formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja” (p. 180). Isso significa que a liderança da Igreja Adventista do Sétimo Dia desaprova qualquer tipo de música que nos faça lembrar os ritmos musicais descritos acima. Mas por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen G. White escreveu, em seu livro &lt;i&gt;Patriarcas e Profetas&lt;/i&gt;, que “a música faz parte do culto a Deus nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido treino da voz é um aspecto importante da educação, e não deve ser negligenciado. O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, da mesma forma que a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar-lhe a expressão correta” (p. 594).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São várias as aplicações que podemos retirar desse texto. A primeira é, sem dúvida, a mais questionada pelos músicos da atualidade. Aliás, devo dizer-lhe que uma ordem divina não deveria ser questionada, mas aceita e incorporada à nossa vontade. Estaremos dispostos a isso? Pergunta-se por aí: “Mas como é a música no Céu? Que referência existe na Terra para nos servir de parâmetro?” Com profundo amor, meu amigo, gostaria de sugerir que pegue seu CD (ou DVD) preferido, coloque em seu aparelho e o ponha para tocar. Agora, feche os olhos, e imagine seu anjo cantando no lugar daquele(a) cantor(a). Procure imaginá-lo sentado junto a uma bateria, marcando fortemente o ritmo, de preferência contrário ao ritmo natural que toda música tem. Mais ainda, esforce-se para visualizar seu anjo protetor, representante divino e seu melhor amigo, tendo dificuldade para ir para casa porque seus fãs querem tirar uma foto, ter seu autógrafo, comprar seu CD pop-gospel (lançamento)... Você consegue realmente imaginar essas cenas? Se não consegue, por favor, admita: a música praticada por você não é para agradar a Deus, mas para alimentar seu ego, agradando o inimigo de nossas almas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda aplicação é que a irmã White fala da harmonia dos coros celestiais. Pergunto: harmonia e coro são palavras adequadas para identificar a prática do solo nos cultos que apresentamos a Deus atualmente? Aliás, a irmã White nos orienta que devemos evitar essa prática. Por que se insiste tanto em questionar ordens dadas por Deus, aquele a quem dizemos que direcionamos nosso “louvor”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, se o pastor, separado para um ministério específico, antes de assumir o púlpito, faz curso de oratória, homilética, teologia bíblica, hebraico e grego, entre tantos outros, a fim de apresentar seu sermão de forma clara e buscando alcançar uma alma sedenta pela verdade, por que a música pode ser apresentada sem preparo técnico nem (e principalmente) espiritual? Sei o que estou falando. Já vi a atitude de muitos que afirmam ser usados por Deus: ao serem anunciados para ir à frente, levantam-se sorrindo, na passagem sorriem para outros, como a dizer: “Agora é a minha vez!” E quando terminam, nem sentam de novo para participar da adoração como todos fazem. Precisam divulgar seu “trabalho” (em pleno sábado...) para as pessoas. Não me interprete errado, mas pensei que a música servisse para ensinar doutrina... Que ela deveria ser uma benção tanto quanto um excelente sermão... E ainda justificam suas práticas afirmando que Deus sabe o que está no coração. E como isso é o mais importante, não importa a forma como se deve adorar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos ter consciência de que Deus sabe de nossas capacidades e de nossas limitações. Mas Ele sabe também que está à nossa disposição toda a orientação divina publicada quanto à adoração. Cabe a nós ser humildes o suficiente para reconhecer nossas limitações e buscar o conhecimento necessário para um louvor aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmão, leia o que a própria escritora falou em outra oportunidade: “Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos completamente inadequados ao culto na casa do Senhor. As notas prolongadas e os floreios, comuns nas óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cânticos de louvor entoados em tom natural. Unem-se a nós nos cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso. Eles combinam o coro, entoado de coração, com o espírito e o entendimento” (&lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, p. 510). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expressões abaixo, sua definição e aplicação são um forte auxílio para que compreendamos os motivos para a orientação recebida do Céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ad libitum.&lt;/i&gt; Essa expressão aparece na partitura de algumas óperas e outras formas musicais. Refere-se principalmente às partes dos solistas, nas quais eles têm liberdade de interpretação, aparte da contagem rítmica. As notas musicais (sons definidos, com nome e altura) podem ser identificadas nesse tipo de recurso vocal. É o que chamamos coloratura. Em geral, isso faz com que o solista seja exaltado pela plateia porque ele pode mostrar ali todo o seu virtuosismo. Ou seja, ato egoísta. Meu caro, veja se isso não se assemelha à prática, infelizmente, muito comum em nossas mais diversas reuniões, denominada melisma. Nesse recurso, pior ainda, não há a possibilidade de identificarmos as notas musicais. Entendo que muitas vezes as pessoas não conseguem alcançar notas mais agudas, por isso fazem uma pequena curvatura nelas, até as definirem. Mas se não alcançam, por que não experimentam cantar aquelas músicas que sabem que não precisarão de um “jeitinho”? Aliás, esse jeitinho já virou, como disse certa vez um amigo, um “contorcionismo vocal”. Devo dizer que é difícil imaginar os anjos cantando dessa maneira. Se cada palavra deve ser pronunciada claramente, em tom harmonioso, para que serve o melisma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns afirmam ainda que se adéquam ao mercado atual. Deus precisa disso? Deus precisou se adequar aos Seus filhos, ou Ele deu ordens específicas de como deveria ser o serviço “aceitável ao Senhor”? A única coisa de Deus que conheço é que “Eu, porém, não mudo”. Quem somos nós, então, para querermos mudar as coisas que Ele criou? Sabe o que Deus pensa, quando agimos assim, com arrogância e autossuficiência? A resposta encontramos em Amós 5:21 e 23: “Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembleias solenes não Me exalarão bom cheiro. Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero lhe deixar alguns conselhos. Atenda ao chamado de Cristo, quando disse: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Mas, se você não consegue fazê-lo da forma como sabe ser o que Deus espera, então procure outra atividade, como auxiliar na instrução dos desbravadores; ofereça-se para ajudar no diaconato, no trabalho missionário, na assistência social... Trabalho para todos não faltará, até que Ele venha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (&lt;i&gt;Educação&lt;/i&gt;, p. 57)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo livro, na página 40, a irmã White nos diz que “aqueles que desejam comunicar verdade, devem por sua vez praticar seus princípios. Apenas refletindo o caráter de Deus na retidão, nobreza e abnegação de sua vida, poderão eles impressionar os outros”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolas dos profetas foram uma instituição divina, e “os principais assuntos nos estudos destas escolas eram a lei de Deus, com as instruções dadas a Moisés, história sagrada, música sacra e poesia. [...] Não somente se ensinava aos estudantes o dever da oração, mas eram eles ensinados a orar, a aproximar-se de seu Criador e ter fé nEle, compreender os ensinos de Seu Espírito, e aos mesmos obedecer” (ibidem, p. 47). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sejamos como Jonas. Temos instruções claras do que devemos fazer. O fim está muito próximo para querer experimentar outros caminhos. Não é mais tempo de “novas tendências”. Os marcos antigos devem ser restaurados, e não reformados. A reforma deve ser feita, sim, em nosso coração. Estamos nós dispostos a isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Aurélio Ludvig é professor de Educação Musical no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas [Ifam]. Passou a infância em Novo Hamburgo, RS, e hoje é membro da Igreja Adventista de Cachoeirinha, em Manaus, AM. É pianista congregacional e dirige um grupo musical feminino)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-6195794518160315917?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6195794518160315917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6195794518160315917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/02/musica-que-agrada-ao-ceu.html' title='A música que agrada ao Céu'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4iVkbmN0taE/TVbFS-koqZI/AAAAAAAANLo/skRjfBzb3H4/s72-c/singing.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-5787304214914105382</id><published>2011-01-06T12:23:00.000-02:00</published><updated>2011-01-06T12:23:56.125-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Dúvida sobre cronologia bíblica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TSXQbHyTWWI/AAAAAAAAM2o/4xdf3XiivQc/s1600/jerusalem_597.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="154" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TSXQbHyTWWI/AAAAAAAAM2o/4xdf3XiivQc/s200/jerusalem_597.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Gostaria de tirar uma dúvida a respeito da informação histórica contida no texto &lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2010/05/o-impacto-do-white-sabbath.html"target="_blank"&gt;“White Sabbath”&lt;/a&gt;: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A informação bíblica foi ampliada em 1956, quando um tablete de argila escrito em cuneiforme acadiano, vindo das ruínas de Babilônia, foi traduzido por Donald Wiseman, que trabalhou por muitos anos no Museu Britânico, em Londres. O conteúdo desse tablete diz que a captura de Jerusalém pelos babilônicos ocorreu no 2º dia do mês de Adar, em 597 a.C. Fazendo os cálculos necessários, nossa data correspondente é o dia 16 de março, que naquele ano caiu em um sábado. Isto é, a data escolhida para levar hebreus como escravos foi em um sábado, o dia mais santo para essa nação. Hoje, esse tablete está exposto no museu referido acima (BM 21946). Esse, sim, foi um ‘Black Sabbath’. Uma nação encarando as terríveis consequências de uma vida sem Deus; famílias sendo para sempre separadas em completo desespero diante do desconhecido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o dia da deportação para o exílio ter caído justamente num sábado é uma triste ironia, das consequências da apostasia nacional de Israel. Mas, ao se falar em “cálculos necessários”, quais foram eles? Esses cálculos levaram em conta as mudanças do calendário gregoriano para o juliano, o fato de esse calendário ter colocado como “ano um” o ano em que Cristo já tinha uns seis anos de idade (comédia histórica, Cristo ter nascido antes de Cristo), o encurtamento de dez dias no calendário... ou foi possível usar uma referência mais antiga, que pôde se desviar dessas bagunças que nosso calendário sofreu? – R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tablete de argila mencionado no texto é a &lt;a href="http://www.livius.org/cg-cm/chronicles/abc5/jerusalem.html"target="_blank"&gt;Crônica de Jerusalém – ABC 5&lt;/a&gt; que diz, no verso, linhas 11 e 12: “No sétimo ano, no mês de Kislimu, o rei de Acade reuniu suas tropas, marchou para a terra de Hatti e sitiou a cidade de Judá e no segundo dia do mês de Adaru tomou a cidade e capturou o rei.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A partir daí, é preciso estabelecer qual é o sétimo ano de Nabucodonosor. Isso está explicado com mais detalhes no volume 3 do Comentário Bíblico Adventista, no artigo “Cronologia do Exílio e da Restauração”, seção II.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi montada a cronologia dos reis babilônicos e persas com base:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1) No Cânon de Ptolomeu, uma lista de reis babilônios e persas, escrita no século 2 a.C. pelo astrônomo Ptolomeu, de Alexandria, no Egito. Essa lista foi fixada por uma série de eclipses mencionados por Ptolomeu em sua obra astronômica &lt;i&gt;Almagesto&lt;/i&gt;. A data desses fenômenos astronômicos pode ser precisamente calculada em datas a.C. pelos astrônomos modernos. Porém, os anos de reinado no Cânon de Ptolomeu são estabelecidos com base no calendário egípcio (solar, começando em dezembro), e não no babilônico-persa (lunar, começando em março/abril). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2) Em tabletes babilônicos descobertos pela arqueologia, que consistem em documentos públicos e privados datados, nos quais se menciona o ano de reinado de muitos reis sucessivos; isso nos ajuda a estabelecer em que mês do ano terminou o reinado de um rei e começou o do outro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;3) Em dois tabletes astronômicos que fixam a datação babilônica desses reinados. O primeiro é o VAT 4956. Ele contém uma série de observações astronômicas a partir de Nisã 1 (o dia babilônico do Ano Novo) do 37º ano de Nabucodonosor até Nisã 1 do seu 38º ano. A data de uma única observação astronômica pode ser suspeita de erro, mas os astrônomos modernos nos dizem que uma combinação de registros como a que aparece nesse tablete, quanto às posições do Sol, da Lua e dos planetas, todos eles se movendo em ciclos diferentes, só pode ser localizada num único ano. Assim, o 37º ano de Nabucodonosor foi localizado com precisão, indo de 23 de abril de 568 a.C. a 12 de abril de 567 a.C. Isso, é claro, coloca o primeiro ano oficial de Nabucodonosor em 604/03 a.C., primavera a primavera, e semelhantemente fixa todos os anos de seu reinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tablete é o Kambys 400, que contém uma série semelhante de dados astronômicos, fixando o 7º ano de Cambises no ano do calendário babilônico que vai de 7 de abril de 523 a 26 de março de 522. Esse tablete é interessante porque, entre outros dados, registra um eclipse (que os astrônomos calculam ter ocorrido em 16 de julho de 523 a.C.) que é idêntico ao datado por Ptolomeu no mesmo 7º ano de Cambises. Assim, as duas listas – a egípcia de Ptolomeu, com anos solares, e a babilônica, com anos lunares – são alinhadas uma com a outra, e também são alinhadas com um ponto fixo na escala de anos a.C.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Assim, o sétimo ano de Nabucodonosor fica fixado de 27 de março de 598 a 12 de abril de 597 a.C. O mês de Adaru é o último mês do calendário babilônico, indo, nesse ano, de 15 de março a 12 de abril. O segundo dia de Adaru foi 16 de março (todas essas datas no calendário a.C, isto é, juliano; no calendário gregoriano seria 10 de março). As datas do início de cada mês são obtidas pela visualização da lua nova ao pôr-do-sol, que era quando começava o mês. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como o movimento dos astros é sempre constante, essas datas de início do mês são projetadas para trás por computador. O dia da semana também é projetado para trás, porque a sequência dos dias da semana é sempre a mesma. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A cronologia babilônica, com a data de início de todos os meses, e o reinado de todos os reis babilônicos/persas, de 626 a.C. a 75 d.C., foi montada por Parker e Dubberstein, em seu livro &lt;i&gt;Babylonian Chronology&lt;/i&gt;, e é aceita por praticamente todos os historiadores há mais de 50 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(&lt;a href="http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2010/05/precisao-das-profecias-biblicas.html"target="_blank"&gt;Rosângela Lira&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-5787304214914105382?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5787304214914105382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5787304214914105382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2011/01/duvida-sobre-cronologia-biblica.html' title='Dúvida sobre cronologia bíblica'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TSXQbHyTWWI/AAAAAAAAM2o/4xdf3XiivQc/s72-c/jerusalem_597.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-7074250202495544829</id><published>2010-12-07T22:31:00.002-02:00</published><updated>2010-12-07T22:32:22.096-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia'/><title type='text'>É possível ao cristão ser perfeito?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TP7SBPY1a-I/AAAAAAAAMx4/wqeMXUFpwVA/s1600/perfect.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TP7SBPY1a-I/AAAAAAAAMx4/wqeMXUFpwVA/s200/perfect.jpg" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O assunto da perfeição cristã passou a ter certo destaque nos últimos tempos. A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê na perfeição cristã. O livro &lt;i&gt;Nisto Cremos – 28 ensinos bíblicos dos adventistas do sétimo dia &lt;/i&gt;(nas páginas 160 a 165) detalha o que cremos em relação a esse assunto. Mas, para que possamos entender melhor a amplitude do tema da perfeição, vou introduzir com os textos abaixo, de Ellen White:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Devemos lembrar que nossos próprios caminhos não são perfeitos. Cometemos repetidamente erros. [...] Ninguém, senão Jesus, é perfeito” (&lt;i&gt;Para Conhecê-Lo&lt;/i&gt; [MM 1965], p. 136).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele [Jesus] é um perfeito e santo Exemplo, dado a nós para imitação. Não podemos nos igualar ao Modelo; mas não seremos aprovados por Deus se não O imitarmos e nos assemelharmos a Ele, de acordo com a capacidade que o Senhor nos dá” (&lt;i&gt;Testemunhos Para a Igreja&lt;/i&gt;, v. 2, p. 549).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos demonstram claramente que Jesus é o exemplo de perfeição que devemos seguir, mas que não podemos igualar esse modelo perfeito. Podemos, sim, ser perfeitos em nossa esfera, assim como Deus é perfeito na esfera dEle. Um bebê, mesmo não conseguindo se alimentar sozinho e com tantas outras limitações comuns da idade, não deixa de ser perfeito por causa disso. Porém, conforme o tempo vai passando, esse mesmo bebê passa a desenvolver maior autonomia. Se, passados cinco anos, o bebê estiver se comportando como quando tinha dois, com certeza não seria mais considerado perfeito. A perfeição exige crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen White fala sobre os níveis de perfeição: “Mediante a obediência vem a santificação do corpo, alma e espírito. Esta santificação é um processo progressivo e uma subida de um nível de perfeição para outro” (&lt;i&gt;Minha Consagração Hoje&lt;/i&gt; [MM], p. 250).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe o gráfico abaixo. Lembre-se de que ele é apenas ilustrativo. Gradualmente, Deus vai nos capacitando a nos assemelharmos ao Modelo. Chamamos isso de “justiça comunicada”. Jamais igualaremos o Modelo perfeito que é Jesus. O que faltar, Deus suprirá a deficiência. Em outras palavras, Deus &lt;i&gt;completará &lt;/i&gt;tudo que faltar. Chamamos isso de “justiça imputada”. Ao nos convertermos, automaticamente temos cem por cento de justiça imputada na nossa “conta corrente celestial”. Exemplo: o ladrão na cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TP7Qud-m1bI/AAAAAAAAMx0/2P6YF9EtPQ0/s1600/grafico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TP7Qud-m1bI/AAAAAAAAMx0/2P6YF9EtPQ0/s400/grafico.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Veja a citação abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se está no coração obedecer a Deus, se são feitos esforços nesse sentido, Jesus aceita esta disposição e esforço como o melhor serviço do homem, e supre a deficiência, com Seu próprio mérito divino” (&lt;i&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/i&gt;, v. 1, p. 382).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que você pratica foi &lt;i&gt;comunicado &lt;/i&gt;por Deus a você; tudo que Deus o capacitou a praticar. Conforme veremos mais abaixo, tudo que praticamos como resultado da justiça comunicada por Cristo precisa ser purificado pelo sangue de Cristo, pois “a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus”. Na realidade, Cristo tem que completar tudo, pois até o que praticamos está maculado devido à natureza humana pecaminosa (“canais corruptos da humanidade”). O que faltou para atingir a norma perfeita de Cristo, Jesus completa com Seus próprios méritos (justiça imputada). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha do crescimento cristão indica a perfeição relativa que podemos atingir pela justiça comunicada. O nível da norma perfeita é a perfeição absoluta que Cristo atingiu e que nós podemos atingir pela justiça imputada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem achar que o homem pode ser perfeito como Jesus, que também era humano como nós. Entramos nesse ponto no assunto da natureza humana de Cristo. A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê que a natureza humana de Cristo era semelhante à nossa, porém com diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando o homem transgrediu a lei divina, sua natureza se tornou má, e ele ficou em harmonia com Satanás, e não em desacordo com ele. Não existe, por natureza, nenhuma inimizade entre o homem pecador e o originador do pecado” (&lt;i&gt;O Grande Conflito&lt;/i&gt;, p. 505).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não vivia em harmonia com Satanás. Mas a natureza do homem vive em harmonia com Satanás. Podemos ver a diferença entre as duas naturezas neste simples texto: “Era um poderoso solicitador, não possuindo as paixões de nossa natureza humana caída, mas rodeado das mesmas enfermidades, tentado em todos os pontos como nós o somos” (&lt;i&gt;Testemunhos Para a Igreja&lt;/i&gt;, v. 2, p. 509).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não possuía as paixões da nossa natureza humana caída. Paixão não é pecado, mas uma tendência, uma propensão para pecar. Mesmo que alguns fiquem filosofando sobre o que vem a ser paixão, devemos concluir sem dificuldades que Jesus não as tinha. E isso torna a natureza humana de Cristo diferente da nossa. A nossa tem e a dEle não tinha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os serviços religiosos, as orações, o louvor, a penitente confissão do pecado, sobem dos crentes fiéis, qual incenso ao santuário celestial, mas passando através dos &lt;b&gt;corruptos canais da humanidade&lt;/b&gt;, ficam tão maculados que, a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus. Não ascendem em imaculada pureza, e a menos que o Intercessor, que está à mão direita de Deus, apresente e purifique tudo por Sua justiça, não será aceitável a Deus. Todo o incenso dos tabernáculos terrestres tem de umedecer-se com as purificadoras gotas do sangue de Cristo. Ele segura perante o Pai o incensário de Seus próprios méritos, nos quais não há mancha de corrupção terrestre. Nesse incensário reúne Ele as orações, o louvor e as confissões de Seu povo, juntando-lhes Sua própria justiça imaculada. Então, perfumado com os méritos da propiciação de Cristo, o incenso ascende perante Deus completa e inteiramente aceitável. Voltam então graciosas respostas. Oxalá vissem todos que quanto a obediência, penitência, louvor e ações de graças, tudo tem que ser colocado sobre o ardente fogo da justiça de Cristo! A fragrância desta justiça ascende qual nuvem em torno do propiciatório” (&lt;i&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/i&gt;, v. 1, p. 344).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto é carregado de informações fantásticas e esclarecedoras. A primeira parte diz claramente que tudo que podemos achar que seja nosso melhor (os serviços religiosos, as orações, o louvor, a penitente confissão do pecado) não pode ser aceito por Deus por ser originado nos “corruptos canais da humanidade”. Isso é tão abrangente que tornaria toda a perfeição de Cristo rejeitada por Deus, se Jesus também tivesse nossa mesma natureza humana: &lt;i&gt;os corruptos canais da humanidade&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto ainda mostra que os méritos de Cristo não são manchados com a corrupção terrestre, assim como seriam os méritos da humanidade decaída. Se Jesus tivesse propensões para o pecado em Sua natureza humana, Ele próprio precisaria de um salvador para que Suas obras perfeitas pudessem ser aceitas por Deus como um sacrifício perfeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que entram numa linha de interpretação perfeccionista acabam por rejeitar textos muito simples e claros de Ellen White e se colocam num caminho de difícil retorno. Nas palavras da mensageira do Senhor: “Sentimo-nos tristes quando vemos professos cristãos desviarem-se pela falsa e fascinante teoria de que são perfeitos, porque é muito difícil desenganá-los e levá-los ao caminho reto. Eles procuram tornar lindo e aprazível o exterior, ao passo que o adorno interior – a mansidão e humildade de Cristo – lhes está faltando” (&lt;i&gt;Santificação&lt;/i&gt;, p. 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro capítulo do livro &lt;i&gt;Santificação &lt;/i&gt;compara a verdadeira e a falsa teorias de santificação. Ah, se houvesse humildade para se deixar guiar pelo Espírito Santo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aqueles que estão realmente buscando o perfeito caráter cristão jamais condescenderão com o pensamento de que estão sem pecado. Sua vida pode ser irrepreensível; podem estar vivendo como representantes da verdade que aceitaram; porém, quanto mais consagram a mente para se demorar no caráter de cristo e mais se aproximam de Sua divina imagem, tanto mais claramente discernirão Sua imaculada perfeição e mais profundamente sentirão seus próprios defeitos” (&lt;i&gt;Santificação&lt;/i&gt;, p. 7 e 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias verdades ficam claras nesse texto. Note duas das principais: (1) Quem busca a perfeição jamais ficará preocupado com a possibilidade de viver sem pecar. Essa preocupação não é dos que realmente buscam o caráter perfeito, mas dos perfeccionistas; (2) quem estiver mais próximo de Cristo descobrirá como tem defeitos e quão longe está da perfeição do Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas aquele que está verdadeiramente procurando a santidade de coração e de vida, deleita-se na lei de Deus, e lamenta unicamente o fato de que fica muito aquém de satisfazer suas reivindicações” (&lt;i&gt;Santificação&lt;/i&gt;, p. 81).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que procura a santidade ama a lei de Deus, mas lamenta não satisfazer suas profundas reivindicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os perfeccionistas, por outro lado, rejeitam a própria igreja como canal de luz. A igreja que surgiu para restaurar a verdade é vista por eles como ensinando heresias. Um posicionamento bastante problemático para eles próprios, à luz de Ellen White e da visão profética da missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deus fez de Sua igreja na Terra um conduto de luz, e por intermédio dela comunica Seus desígnios e Sua vontade. Ele não dá a um de Seus servos uma experiência independente da experiência da própria igreja, ou a ela contrária. Nem dá a um homem um conhecimento de Sua vontade para toda a igreja, enquanto esta - corpo de Cristo - é deixada em trevas. Em Sua providência, Ele coloca Seus servos em íntima relação com a igreja, a fim de que tenham menos confiança em si mesmos, e mais em outros a quem Ele está guiando para levarem avante Sua obra” (&lt;i&gt;Atos dos Apóstolos&lt;/i&gt;, p. 163).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deus está guiando um povo do mundo para a exaltada plataforma da verdade eterna - os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Disciplinará e habilitará Seu povo. Eles não estarão em divergência, um crendo uma coisa e outro tendo fé e opiniões inteiramente opostas, e movendo-se cada qual independentemente do conjunto” (&lt;i&gt;Testemunhos Para Ministros&lt;/i&gt;, p. 29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus abençoe os sinceros e que eles sejam humildes para retornar, caso estejam em erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Vanderlei Ricken, formado em Biblioteconomia pela UFSC, é bibliotecário do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul – IACS)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leia a entrevista&lt;/b&gt; &lt;a href="http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2010/11/natureza-humana-de-jesus.html" target="_blank"&gt;"A natureza humana de Jesus"&lt;/a&gt;, com o Dr. Amir Rodor e faça o download da apresentação “Perfeição cristã” (&lt;a href="http://www.criacionismo.com.br/2009/08/nova-palestra-perfeicao-crista.html" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-7074250202495544829?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7074250202495544829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7074250202495544829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/12/e-possivel-ao-cristao-ser-perfeito.html' title='É possível ao cristão ser perfeito?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TP7SBPY1a-I/AAAAAAAAMx4/wqeMXUFpwVA/s72-c/perfect.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-7540222228250637051</id><published>2010-12-05T23:31:00.000-02:00</published><updated>2010-12-05T23:31:25.306-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><title type='text'>Textos não inspirados na Bíblia?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPw8yB2Rn0I/AAAAAAAAMxc/g6RzCmAfVhc/s1600/readbible.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPw8yB2Rn0I/AAAAAAAAMxc/g6RzCmAfVhc/s200/readbible.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;A Bíblia ensina que toda a Escritura foi inspirada por Deus (2Tm 3:16). Mas em alguns trechos aparentemente é negada a inspiração divina (1Co 7:12, 25). Qual é a solução para essa aparente incoerência? – L. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1 Coríntios 7:10 a 13, o apóstolo Paulo escreve: “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher. Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido” (Almeida, Revista e Atualizada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns cristãos, ao lerem esse texto bíblico, concluem que Paulo faz diferença entre as coisas que ele disse inspirado por Deus e outras que não passam de opinião pessoal. A respeito daquilo que é inspirado, ele diz: “não eu, mas o Senhor”. Sobre sua opinião, ele declara: “eu, não o Senhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A declaração de Paulo em 1 Coríntios 7:10 a 13 parece contradizer vários outros textos escritos pelo apóstolo. No mesmo capítulo, Paulo argumenta que seus ensinos são dignos de confiança porque ele possuía “o Espírito de Deus” (v. 40). Na mesma epístola, ele diz: “Falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito” (1Co 2:13). O apóstolo sabia que seus ensinos eram a Palavra de Deus, pois declara: “Ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram, não como palavra de homens, mas conforme ela verdadeiramente é, como palavra de Deus” (1Ts 2:13). Além disso, Paulo diz que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (1Tm 3:16), e isso inclui o que ele mesmo escreveu (2Pe 3:16). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entender essa aparente contradição? Afinal, Paulo emitiu ou não opiniões pessoais que não vieram de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros cristãos usavam as palavras “o Senhor ordena” ou expressões semelhantes para mencionar ensinos dados por Jesus nos evangelhos. Apenas dois capítulos depois de 1 Coríntios 7, Paulo escreve: “Da mesma forma, o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho” (1Co 9:14). Essa é uma referência ao seguinte ensino de Jesus aos pregadores do evangelho: “Fiquem naquela casa, e comam e bebam o que lhes derem, pois o trabalhador merece o seu salário” (Lc 10:7; também citado por Paulo em 1Tm 5:18). Note que as palavras usadas são as mesmas: “ordeno, não eu, mas o Senhor” (1Co 7:10); “o Senhor ordenou” (1Co 9:14). As palavras são as mesmas também no texto original em grego: &lt;i&gt;parangello &lt;/i&gt;(ordenar) e &lt;i&gt;Kyrios &lt;/i&gt;(Senhor). É importante observar que, como regra, Paulo usa a palavra “Senhor” para Cristo, e não para Deus, o Pai (veja 1Co 4:5; 5:5; 6:14; 7:22; 8:6; 9:5; 11:20, 26, 27). Veja outro exemplo semelhante em 1 Coríntios 11:23-25. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo essa prática, quando Paulo escreve “não eu, mas o Senhor”, ele menciona uma ordem explícita dada pelo Senhor Jesus nos evangelhos. O apóstolo cita os ensinos de Jesus sobre divórcio e novo casamento quase palavra por palavra (veja Mt 5:32; 19:3-9; Mc 10:2-12; Lc 16:18). Por outro lado, Jesus não havia dado nenhuma ordem sobre os cristãos que possuíam um cônjuge que não partilhava da mesma fé. É por isso que Paulo escreve: “digo eu, não o Senhor” (1Co 7:12). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos nos lembrar da mesma prática para entender 1 Coríntios 7:25, que diz: “Quanto às pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor, mas dou meu parecer como alguém que, pela misericórdia de Deus, é digno de confiança.” A respeito de virgens, Jesus também não havia deixado nenhum ensino. Nesse texto, a versão Almeida Revista e Atualizada usa a palavra “opinião”; mas a melhor maneira de traduzir é “parecer” (Nova Versão Internacional, Reina Valera-1995) ou “julgamento” (New International Version, American Standard Version, New King James Version). Paulo não estava emitindo apenas uma “opinião” pessoal, mas um “parecer” ou “julgamento” “digno de confiança” e inspirado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, 1 Coríntios 7:12 não contradiz os textos que declaram que todos os ensinos de Paulo contidos na Bíblia são inspirados por Deus (1Co 2:13; 1Ts 2:13; 1Tm 3:16). Além disso, esse versículo não apoia a ideia de que alguns textos bíblicos são mera opinião do autor, sem inspiração de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos bíblicos foram extraídos da Nova Versão Internacional, salvo outra indicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Matheus Cardoso é editor associado da revista Conexão JA e editor assistente de livros na Casa Publicadora Brasileira; colabora na seção “Perguntas” do blog www.criacionismo.com.br)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-7540222228250637051?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7540222228250637051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7540222228250637051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/12/textos-nao-inspirados-na-biblia.html' title='Textos não inspirados na Bíblia?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPw8yB2Rn0I/AAAAAAAAMxc/g6RzCmAfVhc/s72-c/readbible.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-4944612395593535777</id><published>2010-12-03T15:06:00.000-02:00</published><updated>2010-12-03T15:06:54.670-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronologia'/><title type='text'>O dia da morte de Jesus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPkjdHef5CI/AAAAAAAAMw8/R_Fzg9Ff-mE/s1600/crucification.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPkjdHef5CI/AAAAAAAAMw8/R_Fzg9Ff-mE/s200/crucification.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Gostaria que fosse analisada a questão do dia da morte de Cristo ser no dia 15 e não 14 de Nisã, e como explicar a não necessidade de Ele ter morrido no mesmo dia em que se sacrificava o cordeiro pascal (14, antes do crepúsculo). E também sobre o aparente equívoco de Ellen G. White ter dito que “no segundo dia da festa [dos pães asmos], as primícias da ceifa do ano eram apresentadas perante Deus” (&lt;i&gt;Patriarcas e Profetas&lt;/i&gt;, p. 539; ou &lt;i&gt;O Desejado de Todas as Nações&lt;/i&gt;, p. 77). – M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astronomicamente falando, só é possível no ano 31 d.C. uma sexta-feira 15 de Nisã. O mês anterior havia começado em 13/14 de março, pôr do sol a pôr do sol. Os meses lunares só podem ter 29 ou 30 dias. Usando todos os 30 dias possíveis num mês, chegamos a 12/13 de abril, pôr do sol a pôr do sol, como 1º de Nisã. Portanto, 14 de Nisã caiu na quinta-feira, 26 de abril, e Cristo morreu na sexta-feira, 27 de abril, dia 15 de Nisã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece haver uma tensão entre João e os sinóticos quanto a este assunto. O evangelho de João parece sugerir que Cristo morreu em 14 de Nisã, enquanto os sinóticos sugerem que Ele morreu em 15 de Nisã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cordeiro pascal era morto em 14 de Nisã antes do pôr do sol, e comido, com pães asmos e ervas amargas, após o pôr do sol, isto é, em 15 de Nisã (Êx 12:6, 8), ocasião em que começava a festa dos pães asmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três passagens nos sinóticos (Mt 26:17, Mc 14:12 e Lc 22:7) dizem que os discípulos prepararam a Páscoa para Cristo no primeiro dia dos pães asmos (isto é, Nisã 14/início de Nisã 15). Uma vez que Cristo comeu a Páscoa no dia correto, Ele não pode ter morrido em 14 de Nisã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há forma de se interpretar o primeiro dia dos pães asmos como sendo um dia diferente. Portanto, não há como achar outra explicação para o que os sinóticos dizem. Dessa forma, é mais fácil se achar outra explicação para as passagens problemáticas de João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen White ainda confirma: “No cenáculo de uma morada de Jerusalém, achava-Se Cristo à mesa com os discípulos. Tinham-se reunido para celebrar a páscoa. O Salvador desejava celebrar essa festa a sós com os doze. Sabia que era chegada a Sua hora; Ele próprio era o Cordeiro pascoal, e no dia em que se celebrava [comia] a páscoa, devia ser sacrificado” (&lt;i&gt;O Desejado de Todas as Nações&lt;/i&gt;, p. 642).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No original em inglês, o verbo é comer, não celebrar. O que é dito aqui é que Cristo devia ser sacrificado, não no dia em que o Cordeiro era &lt;i&gt;sacrificado&lt;/i&gt;, mas no dia em que ele era &lt;i&gt;comido&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao fato de não haver necessidade de Cristo ter morrido no dia da Páscoa: o Calvário é o antítipo de todos os sacrifícios do Antigo Testamento. Como tal, ele cumpriu o aspecto sacrifical de todas as festas, e não só da Páscoa. Assim, ele cumpriu o aspecto sacrifical do Dia da Expiação, por exemplo (o sacrifício do cordeiro para fazer expiação pelo santuário e pelos pecados do povo), mas para isso não era necessário que a morte de Cristo ocorresse no Dia da Expiação. O mesmo se aplica à Páscoa. Ademais, Ellen White declara que a morte de Cristo ocorreu no momento do sacrifício diário, não no momento do sacrifício da Páscoa (&lt;i&gt;O Desejado de Todas as Nações&lt;/i&gt;, p. 756, capítulo “O Calvário”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser lembrado, também, que o cordeiro pascal não era o único tipo de Cristo durante a festa da Páscoa; o pão asmo também era um tipo de Cristo, e o pão asmo estava relacionado a 15 de Nisã, não a 14 de Nisã. E, no memorial que Cristo nos deixou de Sua morte, Ele escolheu o simbolismo do pão asmo para representar Seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às declarações de Ellen White: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os judeus ortodoxos dizem que o dia das primícias é 16 de Nisã. Contudo, a Bíblia não liga o número 16 a esse dia. Ela diz que o molho da oferta movida devia ser apresentado “no dia imediato ao sábado” (Lv 23:15). A palavra “sábado” aqui se refere ao sábado semanal ou ao sábado cerimonial do primeiro dia dos pães asmos? A primeira era a posição, principalmente, dos saduceus, e a segunda, a posição, principalmente, dos fariseus da escola de Hillel. Hoje em dia, a primeira posição é a dos caraítas, e a segunda, dos judeus ortodoxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao Senhor” (v. 15, 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome “Pentecostes” surge justamente do fato de que a Bíblia não dá uma data marcada para essa festa, mas a descreve como ocorrendo após a contagem de sete semanas após a apresentação da oferta da cevada, sendo que o Pentecostes cai no 50º dia (Lv 23:15-20). A contagem deve começar “desde o dia imediato ao sábado” (Lv 23:15). Se tomarmos a posição de que a palavra “sábado” significa sábado cerimonial, nos vemos diante de um sério problema, porque há apenas um sábado cerimonial (21 de Nisã), e não sete, entre 15 de Nisã e o 50º dia (Pentecostes). Então, quando a Bíblia diz, “até ao dia imediato ao sétimo sábado”, a lógica é que esteja se referindo ao sábado semanal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como Ellen White declara em &lt;i&gt;Patriarcas e Profetas&lt;/i&gt;, p. 539, e &lt;i&gt;O Desejado de Todas as Nações&lt;/i&gt;, p. 77, que os primeiros frutos deviam ser apresentados no segundo dia da festa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ela declara que Cristo devia ser sacrificado no dia em que a Páscoa era comida, isso significa que sexta-feira foi 15 de Nisã; mas se o dia em que os primeiros frutos deviam ser apresentados (e em que Cristo devia ressuscitar dos mortos) era o segundo dia da festa, ou seja, 16 de Nisã, então Ele devia ter ressuscitado no sábado, e não no domingo. Alguém escreveu a Ellen White sobre essa contradição, e seu secretário deu a seguinte resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando essas perguntas chegam à Irmã White, ela frequentemente diz que o Senhor lhe deu a obra de escrever o que ela escreveu, mas não de tentar explicar todas as passagens aparentemente difíceis. Se ela fosse assumir o fardo de harmonizar passagens aparentemente contraditórias, não teria tempo para fazer o trabalho regular que lhe foi designado de escrever as palavras de instrução e admoestação que escreve para a igreja. Portanto, ela apela a seus irmãos que estudem as Escrituras, e comparem seus escritos com as Escrituras, e com outras porções de seus próprios escritos, e assim procurem descobrir, se possível, a harmonia que existe” (Carta de C. C. Crisler, secretário de Ellen White, ao pastor R. W. Munson, da União Australasiana, 27 de novembro de 1908). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é muito possível que tenha ocorrido é que as palavras de Josefo e Filo (o primeiro, declaradamente fariseu; o segundo, aparentemente) tenham influenciado as palavras usadas por Ellen White. Porém, não devemos nos esquecer de que ela mudou algumas palavras e frases inexatas na revisão do livro &lt;i&gt;O Grande Conflito&lt;/i&gt;. Portanto, não é impossível que algum pequeno detalhe impreciso tenha escapado em alguma parte de seus escritos, por influência de alguma fonte utilizada. Assim, devemos comparar seus escritos entre si e com a Bíblia, buscando a melhor harmonia possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(&lt;a href="http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2010/05/precisao-das-profecias-biblicas.html" target="_blank"&gt;Rosângela Lira&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-4944612395593535777?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4944612395593535777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/4944612395593535777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/12/o-dia-da-morte-de-jesus.html' title='O dia da morte de Jesus'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPkjdHef5CI/AAAAAAAAMw8/R_Fzg9Ff-mE/s72-c/crucification.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-9014922657819786868</id><published>2010-12-03T14:53:00.001-02:00</published><updated>2010-12-03T14:53:29.571-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sábado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>O “dia logo” de Josué mudou o dia de guarda?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Como Deus realizou um milagre em favor de Josué “segurando” o Sol por quase um dia, o sábado passou a ser sexta-feira? – M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, é bom lembrar que Jesus, o Filho de Deus, intérprete autorizado das Escrituras, guardou o sábado do sétimo dia quando esteve aqui na Terra. Portanto, qualquer que tenha sido o fenômeno que ocorreu nos dias de Josué, certamente não afetou o ciclo semanal. O dia pode ter sido mais longo, mas não foram dois dias – terminou ao pôr do sol, e só aí veio um novo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece não haver relato desse fenômeno nos registros de nenhum outro povo distante, portanto, é possível que talvez tenha se tratado de um fenômeno local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais sobre questões relacionadas ao sábado &lt;a href="http://www.biblicalperspectives.com/books/sabbath_new_testament/8.html"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; (em inglês).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-9014922657819786868?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/9014922657819786868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/9014922657819786868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/12/o-dia-logo-de-josue-mudou-o-dia-de.html' title='O “dia logo” de Josué mudou o dia de guarda?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-387748820614560038</id><published>2010-12-01T21:58:00.000-02:00</published><updated>2010-12-01T21:58:46.607-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sábado'/><title type='text'>O sábado está sendo guardado no dia correto?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPbhLMEcP4I/AAAAAAAAMwI/Pj5dR2RkEUI/s1600/santo-sabado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPbhLMEcP4I/AAAAAAAAMwI/Pj5dR2RkEUI/s200/santo-sabado.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Há um grupo chamado World’s Last Chance (WLC) dizendo que o calendário lunar foi estabelecido por Deus e o calendário gregoriano, pela Igreja Católica com o objetivo de mudar os tempos e as leis. De acordo com essas pessoas, a Igreja Adventista teve “medo” de divulgar essa “verdade” depois do grande desapontamento de 1844. Dizem que não estamos adorando a Deus, o Criador, no dia estabelecido por Ele durante a semana da criação, ou seja, estamos adorando em um dia qualquer. Desde já agradeço a atenção e aguardo ansioso sua resposta. – S.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Resposta:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas afirmam que o sábado não é o sétimo dia do ciclo semanal, mas o sétimo dia do “calendário lunissolar” proposto por eles, sendo que o primeiro dia do mês (“lua nova”) e o último dia do mês precedente – caso este tenha tido 30 dias – são considerados “não-dias”. Assim, o “sábado” seria sempre o 8º, 15º, 22º e 29º dias do mês nesse calendário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em www.worldslastchance.com/wlc-challenge.html é apresentada uma série de pressuposições que na verdade são falsas. Logo no início, é dito que “o primeiro dia da festa dos pães asmos era no dia 15 [do mês de abibe], que era um sábado”. A WLC afirma que esse era um sábado semanal, e a única “prova” que apresentam disso é o argumento de que nesse dia havia uma “santa convocação”. Ora, esse argumento não tem validade nenhuma, porque havia “santa convocação” não só no sábado semanal, mas em todos os sábados cerimoniais. Assim, havia santa convocação também no sétimo dia da festa dos pães asmos (Lv 23:8), na festa das primícias ou pentecostes (Lv 23:20, 21), na festa das trombetas (Lv 23:24), no dia da expiação (Lv 23:27), e no primeiro e último dias da festa dos tabernáculos (Lv 23:34-36). Destes, eles consideram que o dia 15 do primeiro mês e os dias 15 e 22 do sétimo mês eram sábados semanais. Baseados em quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sustentar suas pressuposições, dizem ainda que “Israel saiu do Egito na noite de 15 de abibe” (já que consideram que o dia 15 era um sábado). A Bíblia diz: “Aconteceu que, ao cabo dos quatrocentos e trinta anos, nesse mesmo dia, todas as hostes do Senhor saíram da terra do Egito. Esta noite se observará ao Senhor, porque, nela, os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que devem todos os filhos de Israel comemorar nas suas gerações. Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da Páscoa: nenhum estrangeiro comerá dela” (Êx 12:41-43). A Bíblia é clara em dizer que os israelitas saíram nesse mesmo dia. Que dia? Ora, o dia 15 de abibe. Se tivessem saído à noite, já não seria dia 15 de abibe, mas 16 (já que o novo dia se inicia ao pôr-do-sol). E que noite é essa, em que a Bíblia diz que Deus “os tirou da terra do Egito”? A noite que “se observará ao Senhor”, e, portanto, a noite do dia 15, em que o povo comeu a Páscoa, e não a do dia 16. Não há como escapar ao fato de que os israelitas saíram em sua jornada no dia 15 e, portanto, que esse dia não poderia ser um sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras “provas” são acrescentadas que absolutamente não são provas. Por exemplo, o argumento de que o maná cessou no dia 16 de abibe e que, portanto, o dia anterior seria um sábado semanal em que o maná não caiu. Qual a lógica desse argumento? Nenhuma. O maná cessou no dia 16 porque no dia 15 eles já comeram pães asmos feitos com o fruto da terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra “prova”, retirada do livro de Ester, diz que “o 15º dia do 12º mês foi um dia de descanso, o que torna o 8º, 22º e 29º dias, dias de descanso também”. O que a Bíblia diz é que uma parte dos judeus fez do dia 14 um dia de banquetes e de alegria pela vitória sobre seus inimigos, e que os judeus de Susã fizeram isso no dia 15. Então, “Mordecai [...] enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, [...] ordenando-lhes que comemorassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos, como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos” (Et 9:20-22). Dois dias foram instituídos como feriados, e isso não tem nada a ver com o sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calendário dos judeus era realmente lunissolar, mas esse calendário seguia o ciclo semanal normalmente e não havia nenhum dia considerado “não-dia” da semana. O mês começava quando a estreita faixa de lua nova era avistada; os meses eram lunares, de 29 ou 30 dias. Como isso perfazia apenas cerca de 354 dias no ano, ou seja, deixava o ano cerca de 11 dias mais curto, a fim de manter o ano em harmonia com as estações, um mês adicional era intercalado cada vez que a cevada ainda não estava madura para a Páscoa. Assim, o calendário lunar era mantido em harmonia com o ano solar, e, portanto, o calendário era lunissolar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.worldslastchance.com/the-grace-amadon-research-of-1938/i-was-told-that-in-the-grace-amadon-collection-proves-that-the-sda-church-leaders-in-the-1930s-discovered-that-the-7th-day-sabbath-was-determined-by-the-moon-where-in-the-amadon-collection-does-it-say-that-the-7th-day-sab" target="_blank"&gt;Aqui&lt;/a&gt; é dito que em 31 d.C. “não se tem e não se pode ter uma crucifixão na sexta-feira”. Isso é totalmente contestado no livro &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/JrAqtuae/Cronological_Studies_Daniel_9.html" target="_blank"&gt;Chronological Studies Related to Daniel 8:14 and 9:24-27&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, de Juarez Rodrigues de Oliveira. A crucifixão é possível em 31 d.C., não, porém, numa sexta feira, 14 de abibe/nisã, mas numa sexta-feira 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nesse “problema”, tomam uma carta de M. L. Andreasen para Grace Amadon e dizem que ele argumentou contra a adoção de um calendário em que o sábado “flutuava” ao longo da semana moderna, calendário este que estava sendo advogado por alguns da comissão. O problema não era esse. Na carta, Andreasen argumenta contra a adoção de um calendário como o que era usado nos tempos bíblicos, porque “embora o esquema proposto não afete de maneira alguma a sucessão dos dias da semana, e, portanto, não afete o sábado” (o que é justamente o contrário do que a WLC afirma que ele disse), a adoção de um calendário assim pela igreja causaria confusão, porque, devido ao fato de o crescente lunar, que marca o início do mês, se tornar visível em dias diferentes nas diversas localidades, as pessoas dessas diversas localidades poderiam começar seus meses em dias diferentes (por exemplo, cidades vizinhas poderiam estar, uma no último dia de um mês, outra já no primeiro dia do outro). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os guardadores do sábado lunar estão divididos quanto ao que fazer nos dias 30 de um mês e 1º do mês seguinte, que são os dias da “festa da lua nova”. Alguns descansam nesses dias, considerando-os uma extensão do sábado do dia 29; outros se abstêm apenas de atividades comerciais e emprego remunerado, mas podem realizar outras tarefas comuns. Então, na última semana do mês, (1) no primeiro caso, trabalham seis dias e descansam três (em vez de um); (2) no segundo caso, trabalham sete ou oito dias (em vez de seis), antes de descansar um dia. Com qualquer dos dois métodos, o mandamento do Criador de que se trabalhasse seis dias e se descansasse no sétimo é violado. (Confira &lt;a href="http://www.eliyah.com/lunarsabbath.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(&lt;a href="http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2010/05/precisao-das-profecias-biblicas.html" target="_blank"&gt;Rosangela Lira&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-387748820614560038?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/387748820614560038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/387748820614560038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/12/o-sabado-esta-sendo-guardado-no-dia.html' title='O sábado está sendo guardado no dia correto?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPbhLMEcP4I/AAAAAAAAMwI/Pj5dR2RkEUI/s72-c/santo-sabado.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-2190993248606480080</id><published>2010-11-26T21:39:00.003-02:00</published><updated>2010-11-26T21:44:06.735-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia'/><title type='text'>Existem erros na Bíblia?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPBFL5VAeoI/AAAAAAAAMuI/S1qdGjSgXNY/s1600/bible-reading.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPBFL5VAeoI/AAAAAAAAMuI/S1qdGjSgXNY/s200/bible-reading.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os cristãos, ao longo dos séculos, têm aceitado a Bíblia Sagrada como a Palavra da verdade. Porém, especialmente desde o Iluminismo no século 17, muitos estudiosos afirmam que a Bíblia contém uma variedade de erros – equívocos doutrinários, erros científicos, contradições, discrepâncias relacionadas a nomes e números, bem como linguagem imprecisa. Antes de analisar essa ideia, precisamos compreender qual é a origem da Bíblia. De acordo com o próprio testemunho das Escrituras, “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm 3:16). Pedro afirmou que “nenhuma mensagem profética veio da vontade humana” (2Pe 1:21, Nova Tradução na Linguagem de Hoje). Essa verdade não se limita ao Antigo Testamento, porque os apóstolos consideravam sua mensagem como possuindo autoridade divina. Paulo, por exemplo, escreveu: “Ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram, não como palavra de homens, mas conforme ela verdadeiramente é, como palavra de Deus” (1Ts 2:13, Nova Versão Internacional). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia foi dada por inspiração de Deus, mas os escritores bíblicos não foram meramente a pena ou caneta (instrumento de escrita) de Deus, e sim verdadeiros autores. Em outras palavras, eles escreveram os 66 livros da Bíblia usando seu próprio estilo pessoal, linguagem e forma de pensar – mas tudo sob a direção do Espírito Santo. Todos os livros da Bíblia, portanto, carregam as marcas da autoria humana. Podemos considerar isso como “o rosto humano da Bíblia”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns livros, tais como Reis, Crônicas e o evangelho de Lucas afirmam claramente que foram escritos por meio de pesquisa histórica (1Rs 22:39, 45; 1Cr 29:29; Lc 1:1-4). Alguns escritores bíblicos chegam a citar autores pagãos (At 17:28) e Judas parece se referir a um livro não inspirado (Jd 14, 15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem vários outros elementos desse “rosto humano” da Bíblia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Linguagem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lidar com declarações bíblicas, precisamos nos lembrar de que os escritores bíblicos frequentemente utilizam linguagem não técnica, comum, do dia a dia, para descrever o que aconteceu. Por exemplo, eles falam sobre nascer do sol (Nm 2:3; Js 19:12) e pôr do sol (Dt 11:30; Dn 6:14), ou seja, utilizavam a linguagem baseada na observação e não uma linguagem científica precisa. Não podemos ler esses textos e concluir que a Bíblia ensina que o Sol gira em torno da Terra. Mesmo cientistas e outros estudiosos usam essa linguagem popular em seu dia a dia. Portanto, imprecisão técnica não significa erro ou mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Recursos literários&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escritores bíblicos utilizavam também diferentes recursos literários, tais como poesia, parábolas, metáforas, símbolos, etc. Muitos livros bíblicos, especialmente no Antigo Testamento, são narrativas históricas; outros contêm textos jurídicos, ditos de sabedoria ou profecias apocalípticas. Diferentes tipos de materiais exigem diferentes métodos de interpretação; portanto, distinguir esses recursos literários nas Escrituras ajuda a evitar interpretações equivocadas. Não seria correto entender ao pé da letra uma metáfora e dizer que determinado texto bíblico contém um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Costumes antigos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas passagens bíblicas refletem costumes antigos, e conhecê-los pode ser muito útil para interpretar um texto. Por exemplo, na Antiguidade era comum dar diferentes nomes à mesma pessoa. Assim, Esaú também era conhecido como Edom, e Gideão como Jerubaal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo é que eram utilizados diferentes métodos para contar o período de governo dos reis. Durante muito tempo, aqueles que não acreditavam na Bíblia calculavam a duração de governo dos reis de Israel e Judá e encontravam várias contradições. Até que, em 1943, o estudioso adventista Edwin Thiele conclui sua tese doutoral na Universidade de Chicago e mostrou que as informações bíblicas estão em perfeita harmonia com os métodos de contagem antigos.[1] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A transmissão dos manuscritos bíblicos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um fato bastante conhecido que todos os manuscritos originais dos autores bíblicos se perderam. Embora os judeus fossem muito cuidadosos ao copiar os manuscritos bíblicos, ocorreram alguns erros de escrita ao longo do processo de transmissão e cópia dos manuscritos. No entanto, esses erros são tão insignificantes que nenhuma pessoa honesta precisa ficar confusa ou entender a Bíblia de maneira errada. Em realidade, a Bíblia é o documento mais bem transmitido e preservado da Antiguidade. Nenhum livro antigo foi tão bem preservado quanto a Bíblia, em que algumas cópias foram produzidas poucos anos depois que o original foi escrito.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período em que a Bíblia era copiada a mão, surgiram várias discrepâncias entre os manuscritos. Por isso, alguns manuscritos dizem que Davi tomou 700 cavaleiros de Hadadezer, enquanto outros dizem que foram 1.700 (2Sm 8:4). Já outro texto bíblico afirma que foram 7 mil (1Cr 18:3, 4). A origem desse problema é que esses números têm um som muito parecido em hebraico. Quando um escriba ditava o texto para outro, às vezes surgia essa confusão. É importante observarmos, no entanto, que esses erros nunca estão relacionados à mensagem ou às doutrinas da Bíblia, mas apenas a detalhes periféricos, como números e nomes de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas dessas discrepâncias possuem explicações perfeitamente satisfatórias; outras podem ter sua origem nos erros dos copistas. Quase todos os supostos “erros” da Bíblia podem ser explicados pelas razões acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Bíblia é confiável&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bíblia existem pequenas discrepâncias do ponto de vista técnico de nossos dias, mas isso não significa que ela não seja confiável sobre a história e os fatos que descreve. Não podemos questionar a historicidade de Gênesis capítulos 1 a 11, as histórias dos patriarcas ou os eventos relatados nos livros proféticos ou nos evangelhos. A fé cristã é histórica no sentido de que ela depende essencialmente daquilo que, de fato, aconteceu (veja 1Co 15:12-22). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos históricos da Bíblia, portanto, não podem ser separados de seu conteúdo teológico. Em realidade, “remover o aspecto histórico das Escrituras é remover o que demonstra a fidelidade de Deus”, porque Deus atua na história.[3] Jesus Cristo e os apóstolos aceitavam como verdadeiros os eventos históricos registrados no Antigo Testamento, inclusive os relatos sobre Adão e Noé (Mt 19:4, 5; 24:37; At 24:14; Rm 15:4), porque esses e os demais eventos históricos são parte da história da salvação apresentada na Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem erros na Bíblia? Se “erro” quer dizer que a Bíblia não utiliza a linguagem moderna, científica ou técnica, então podemos dizer que ela contém erros. Mas isso seria impor sobre a Bíblia um conceito estranho a ela e que é irreal até mesmo para o nosso dia a dia. Mas se “erro” significa que a Bíblia ensina mentiras em sua mensagem ou sobre a história humana, a resposta é: “Não, a Bíblia não contém erros.” A Bíblia é a revelação da verdade e vontade de Deus. Muitos dos assim chamados “problemas” da Bíblia não estão com o texto bíblico, mas com o leitor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, encontramos declarações desafiadoras e mesmo discrepâncias em detalhes na Bíblia. Mas nenhuma delas interfere no ensino e confiabilidade histórica das Escrituras. Podemos estar certos de que a Bíblia que temos em nossas mãos é a verdade de Deus e que ela pode nos tornar sábios para a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Frank M. Hasel, Ph.D., é professor de Teologia no Seminário de Bogenhofen, Áustria. Fonte: Gerhard Pfandl, ed., &lt;a href="http://www.adventistbiblicalresearch.org/bookshop.htm" target="_blank"&gt;Interpreting Scripture: Bible Questions and Answers&lt;/a&gt;, Biblical Research Institute Studies, v. 2 [Silver Springs, MD: Biblical Research Institute, 2010], p. 33-41. Traduzido e adaptado por Matheus Cardoso.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Edwin R. Thiele, &lt;i&gt;The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings&lt;/i&gt;, 3ª edição (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1983).&lt;br /&gt;[2] Sobre os manuscritos do Novo Testamento, veja Wilson Paroschi, &lt;i&gt;Crítica Textual do Novo Testamento&lt;/i&gt; (São Paulo: Vida Nova, 1999).&lt;br /&gt;[3] Noel Weeks, &lt;i&gt;The Sufficiency of Scripture &lt;/i&gt;(Edimburgo: Banner of Truth, 1988), p. 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leia também:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://criacionista.blogspot.com/2009/10/biblia-sagrada-e-inerrante.html"target="_blank"&gt;"A Bíblia Sagrada é inerrante?"&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-2190993248606480080?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/2190993248606480080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/2190993248606480080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/11/existem-erros-na-biblia.html' title='Existem erros na Bíblia?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TPBFL5VAeoI/AAAAAAAAMuI/S1qdGjSgXNY/s72-c/bible-reading.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-7789108740412479280</id><published>2010-11-09T18:41:00.000-02:00</published><updated>2010-11-09T18:41:57.113-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>Nome de Deus, gigantes e filhas e filhos de Deus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNmyC2FSIAI/AAAAAAAAMoM/muriRkkYAhg/s1600/yahweh.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNmyC2FSIAI/AAAAAAAAMoM/muriRkkYAhg/s200/yahweh.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Qual a origem e o significado do nome “Deus”? E quem são os gigantes mencionados na Bíblia? Seriam filhos de mulheres que tiveram relações sexuais com anjos? – B.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezada B., sua primeira pergunta é sobre a origem e significado da palavra “Deus”. Em português, essa palavra vem do latim &lt;i&gt;Deus &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;divus&lt;/i&gt;. Essas palavras em latim e a palavra em grego διϝος (leia &lt;i&gt;teós&lt;/i&gt;), que significa “divino” vêm do Proto-Indo-Europeu deiwos, que significa “divino”, “resplandecente”, “luminoso”. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico e, nesse idioma, a palavra “Deus” é אל (leia &lt;i&gt;El&lt;/i&gt;), que significa “elevado”, “poderoso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua segunda pergunta é sobre os gigantes mencionados em Gênesis 6. Muitos acreditam que, quando os “filhos de Deus” e as “filhas dos homens” tiveram relações sexuais, os filhos deles nasceram gigantes. Em Gênesis 6:4, lemos: “Ora, &lt;i&gt;naquele tempo &lt;/i&gt;havia gigantes na terra; e também &lt;i&gt;depois&lt;/i&gt;, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade.” A Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Havia gigantes na terra &lt;i&gt;naquele tempo &lt;/i&gt;e também &lt;i&gt;depois&lt;/i&gt;, quando os filhos de Deus tiveram relações com as filhas dos homens e estas lhes deram filhos. Esses gigantes foram os heróis dos tempos antigos, homens famosos.” Observe que os gigantes existiam &lt;i&gt;antes &lt;/i&gt;e “também &lt;i&gt;depois&lt;/i&gt;” que os “filhos de Deus” tiveram relações com as “filhas dos homens”. Então, não foi a relação entre os dois grupos que produziu os gigantes. Gênesis 6:4 simplesmente descreve como eram as pessoas daquele tempo: no original em hebraico diz “nefilim”, que significa pessoas fortes, altas, realmente “heróis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua pergunta, você sugere que os “filhos de Deus” seriam anjos. Essa é uma ideia muito comum, mas, se estudarmos melhor a Bíblia, veremos que existe uma explicação melhor. Os “filhos de Deus” não poderiam ser anjos, porque anjos são seres espirituais (Hb 1:14) e não têm relações sexuais (Mt 22:30; Mc 12:25; Lc 20:34-36). Se estudarmos o contexto (os capítulos próximos) de Gênesis 6, veremos que os “filhos de Deus” eram os descendentes de Sete, fiéis a Deus (Gn 5) e as “filhas dos homens” eram descendentes de Caim, rebeldes contra Deus (Gn 4:1-24). Depois que houve essa união entre os dois grupos, que foi reprovada por Deus, apenas Noé e sua família permaneceram leais a Deus (Gn 6:8-10). Veja mais sobre esse assunto nos seguintes estudos: &lt;a href="http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/01/02.pdf" target="_blank"&gt;“Filhos e filhas de Deus”&lt;/a&gt;, de Alberto R. Timm e &lt;a href="http://www.kerygma.unasp-ec.edu.br/artigo2_siqueira_revisado.pdf" target="_blank"&gt;“Os ‘filhos de Deus’ em Gênesis 6:1-4”&lt;/a&gt;, de Reinaldo W. Siqueira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Matheus Cardoso é editor associado da revista Conexão JA e editor assistente de livros na Casa Publicadora Brasileira; colabora na seção “Perguntas” do blog www.criacionismo.com.br)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-7789108740412479280?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7789108740412479280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7789108740412479280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/11/nome-de-deus-gigantes-e-filhas-e-filhos.html' title='Nome de Deus, gigantes e filhas e filhos de Deus'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNmyC2FSIAI/AAAAAAAAMoM/muriRkkYAhg/s72-c/yahweh.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-5152371419207336490</id><published>2010-11-05T11:19:00.001-02:00</published><updated>2010-11-09T15:09:12.257-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>O que o Antigo Testamento diz sobre o Messias?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNQEEWHedRI/AAAAAAAAMl8/zfHXiXvoUpY/s1600/yeshua.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNQEEWHedRI/AAAAAAAAMl8/zfHXiXvoUpY/s200/yeshua.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Durante a história, muitos judeus têm afirmado ser o Messias prometido no Antigo Testamento. Todos esses tiveram seguidores, mas logo o movimento deles desapareceu. Por que Jesus de Nazaré é o único Messias que ainda tem seguidores? Por que muitos judeus de Sua época acreditavam que Ele cumpria as profecias antigas? Este artigo é uma adaptação de dois textos preparados por Jacques Doukhan, intitulados &lt;a href="http://shalomlc.com/pages/shema_4.php" target="_blank"&gt;“O Messias – por que e como?”&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://shalomlc.com/pages/shema_5.php" target="_blank"&gt;“O Messias – quando e quem?”&lt;/a&gt;. Doukhan é um estudioso judeu que acredita que Jesus é o Messias. Depois de estudar em um seminário teológico rabínico (&lt;i&gt;yeshiva&lt;/i&gt;), ele concluiu dois doutorados (D.H.L. e Th.D) em Bíblia Hebraica e cultura judaica. Atualmente, ele é professor de Bíblia Hebraica e diretor do Instituto de Estudos Judaico-Cristãos na Andrews University, Estados Unidos. Ele é reconhecido por judeus e cristãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo a seguir está organizado em perguntas e respostas. Nas respostas, são citados textos do Antigo Testamento e antigos comentários judaicos. A tradução bíblica usada é a Nova Versão Internacional, salvo outra indicação. O nome próprio de Deus, Yahweh, é mencionado como SENHOR, tanto na Bíblia quanto na literatura judaica. “O Santo” é outra maneira pela qual os judeus se referiam a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Por que existe a necessidade de um Messias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus disse a Adão e Eva: “Mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gn 2:17). Devido ao pecado, merecemos a morte e não há nada que possamos fazer para salvar a nós mesmos. “Depois de expulsar o homem, [Deus] colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida” (Gn 3:24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crença na vinda do Messias é central para a fé judaica. O artigo de fé (em hebraico, &lt;i&gt;Yigdal&lt;/i&gt;) nº 12 de Maimônides afirma: “[Deus] finalmente enviará Seu Messias para redimir aqueles que esperam e aguardam o fim.” Esse artigo se tornou o “Hino dos Mártires” (&lt;i&gt;Ani Maamin&lt;/i&gt;) durante o Holocausto nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança messiânica é a esperança mais antiga de Israel. Em Gênesis 49:10, Jacó abençoa a Judá e fala sobre a vinda de Siló (o Messias). O texto hebraico diz: “O cetro não se arredará de Judá, nem bastão de entre seus pés, até que os homens venham a &lt;i&gt;Shiloh&lt;/i&gt;, e a Ele será a obediência dos povos” (Bíblia da Jewish Publication Society). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Números 24:17 afirma: “Eu O vejo, mas não agora; eu O avisto, mas não de perto. Uma estrela surgirá de Jacó; um cetro se levantará de Israel. Ele esmagará as frontes de Moabe e o crânio de todos os descendentes de Sete.” A estrela representa a vinda do Messias. É interessante notar que a estrela de David (&lt;i&gt;Magen David&lt;/i&gt;), que se tornou o emblema de Israel, é o símbolo da esperança messiânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. Qual foi a primeira promessa de Deus para a humanidade?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus disse à serpente: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente [ou semente ou filho] dela; Este lhe ferirá a cabeça, e você Lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3:15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta com o mal (&lt;i&gt;yetser ha-ra&lt;/i&gt;) terminará graças à vinda do Messias, porque “em seguida, o Santo (bendito seja) vai matar o mal” (&lt;i&gt;Sukkah &lt;/i&gt;52a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de “descendente” ou “semente” é muito importante nas Escrituras hebraicas. Deus prometeu a Abraão e Jacó uma descendência formada por reis, que abençoaria a todas as nações da Terra (Gn 17:6, 16; 35:11). A esperança dos israelitas era de que um descendente de Davi seria o Rei eterno (Sl 2; 72; 89:4, 20, 24-29, 36; 110:1, 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. Quem é representado pelo “descendente” da mulher em Gênesis 3:15?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O SENHOR disse ao meu Senhor: ‘Senta-Te à Minha direita até que Eu faça dos Teus inimigos um estrado para os Teus pés’. [...] O SENHOR jurou e não Se arrependerá: ‘Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque’” (Sl 110:1, 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descendente da mulher é o Rei e sacerdote eterno. É interessante observar que, durante a história de Israel, a classe dos reis e dos sacerdotes sempre permaneceu separada. Jamais houve alguém que fosse, ao mesmo tempo, rei e sacerdote. Apenas o Messias ocuparia as duas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. Como sabemos que a “semente” da mulher em Gênesis 3:15 representa um indivíduo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Novamente Adão teve relações com sua mulher, e ela deu à luz outro filho, a quem chamou Sete, dizendo: ‘Deus me concedeu um filho no lugar de Abel, visto que Caim o matou’” (Gn 4:25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênesis 3:15 e 4:25 possuem palavras em comum em hebraico: “descendente” ou “filho”, “mulher”. Isso mostra que existe ligação entre os dois textos. Assim como, em Gênesis 4:25, o “descendente” é um indivíduo (nesse caso, Caim), assim também em Gênesis 3:15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Gênesis 3:15, quem fere a cabeça da serpente é mencionado como “Ele”. Os antigos rabinos que produziram a Septuaginta (tradução grega das Escrituras hebraicas) traduziram a palavra como &lt;i&gt;autós&lt;/i&gt;, que é usado somente para a terceira pessoa singular masculina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, a tradução literal é aquela citada na pergunta 2: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente [ou semente ou filho] dela; &lt;i&gt;Este &lt;/i&gt;[ou Ele] lhe ferirá a cabeça.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma recente tese doutoral mostra que Gênesis 3:15 tem o seguinte sentido: “Porei inimizade entre você [o tentador, singular] e a mulher [singular, Eva], entre a sua descendência [coletivo plural, todos os seguidores do tentador] e a descendência [coletivo plural, todos aqueles que seguem a Deus] dela; Ele [o Messias, singular] lhe ferirá a cabeça, e você [o tentador, singular] Lhe [ao Messias, singular] ferirá o calcanhar (Afolarin Olutunde Ojewole, “The Seed in Genesis 3:15: An Exegetical and Intertextual Study” [tese de Ph.D, Andrews University, 2002]).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. Quem é representado pela serpente?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Naquele dia, o SENHOR, com Sua espada severa, longa e forte, castigará o Leviatã, serpente veloz, o Leviatã, serpente tortuosa; matará no mar a serpente aquática” (Is 27:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois disso Ele [Deus] me mostrou o sumo sacerdote Josué diante do Anjo do SENHOR, e Satanás, à sua direita, para acusá-lo. O Anjo do SENHOR disse a Satanás: ‘O Senhor o repreenda, Satanás! O Senhor que escolheu Jerusalém o repreenda! Este homem não parece um tição tirado do fogo?’” (Zc 3:1, 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os rabinos, a serpente, Satanás e&lt;i&gt; yetser ha-ra&lt;/i&gt; (o tentador) representam o mesmo poder do mal (&lt;i&gt;Baba Bathra&lt;/i&gt; 16a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6. Como o Messias realizaria a salvação, de acordo com Gênesis 3:15?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O SENHOR Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher” (Gn 3:21). A primeira morte (um sacrifício) ocorreu como resultado do pecado. Em hebraico, existe um jogo de palavras (trocadilho) em Gênesis 3:15. “Ferir a cabeça” e “ferir o calcanhar” indica que a serpente seria morta quando o descendente da mulher realizasse um “sacrifício” e Ele mesmo morresse para nos libertar do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7. Segundo o ritual de sacrifício, como o Messias realizaria a salvação?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim o sacerdote fará propiciação [purificação do pecado] em favor dele por qualquer desses pecados que tiver cometido, e ele será perdoado. O restante da oferta pertence ao sacerdote, como no caso da oferta de cereal” (Lv 5:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rabinos acreditavam que os sacrifícios estavam relacionados ao Messias. “O rabi Eleazar disse em nome do rabi Josei: ‘Essa é uma &lt;i&gt;halakhá &lt;/i&gt;[lei tradicional] a respeito do Messias’” (&lt;i&gt;Zebahim &lt;/i&gt;44b, &lt;i&gt;Sanhedrin &lt;/i&gt;51b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que o templo sagrado é chamado de Líbano (o branco)? Porque ele embranquece os pecados de Israel” (Yoma 39).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8. Como a Bíblia descreve a natureza sobrenatural e sobre-humana do Messias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9:6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5:2, Almeida Revista e Atualizada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na Terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o Seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23:5, 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Talmude explica o seguinte sobre Jeremias 23:5 e 6: “O Messias terá o nome do Santo (bendito seja), pois é dito em Jeremias: ‘Será este o Seu nome, com que será chamado: O SENHOR Justiça Nossa’” (Talmude b. &lt;i&gt;Baba Bathra &lt;/i&gt;75b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Miqueias 5:2, o Talmude declara: “E tu, Belém Efrata, que tem sido muito pequena para ser contada entre os milhares da casa de Judá, de ti sairá o Messias que reinará sobre Israel, e cujo nome tem sido pronunciado desde a eternidade” (&lt;i&gt;Targum de Jonatã&lt;/i&gt;). Em hebraico, ter o “nome” pronunciado significa ter existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Escrituras hebraicas mostram que Deus pode tomar a forma que desejar: tocha de fogo (Gn 15:17, 18); nuvem e coluna de fogo (Êx 24:12-18; 33:9-11); anjo (Gn 16:10-13; 31:11-13; Jz 6:11-24; Os 2:3, 4) e homem (Gn 18; Ez 1:26-28; Dn 7:9). Portanto, crer que o Messias é um Ser divino que nasceria como homem (veja pergunta 9) não contradiz as Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos judeus acreditavam que o Messias era um Ser divino, “o SENHOR menor”, que existia no Céu antes de vir à Terra (veja Robert L. Odom, &lt;i&gt;Israel’s Angel Extraordinary&lt;/i&gt; [Bronx, NY: Israelite Heritage Institute, 1985]; idem, &lt;i&gt;Israel’s Preexistent Messiah&lt;/i&gt; [Bronx, NY: Israelite Heritage Institute, 1985]).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9. O que a Bíblia ensina sobre o nascimento sobrenatural do Messias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por isso o SENHOR mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e O chamará Emanuel” (Is 7:14). Em hebraico, existe também outra palavra para “virgem”, que é &lt;i&gt;betulah&lt;/i&gt;. Mas Isaías 7:14 usa a palavra &lt;i&gt;almah&lt;/i&gt;. Por isso, alguns dizem que a tradução “virgem” está equivocada. A palavra &lt;i&gt;almah&lt;/i&gt; significa “jovem em idade de se casar, que entrou na puberdade” e corresponde exatamente a “donzela” ou “moça”, em português. Essa palavra aparece outras oito vezes nas Escrituras hebraicas e sempre se refere a uma virgem (Gn 24:43; Êx 2:8; 1Cr 15:20; Sl 46 [título]; 68:25; Pv 30:19; Ct 1:3; 6:8). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Septuaginta (primeira tradução das Escrituras hebraicas), produzida no século 3º a.C., traduz a palavra como &lt;i&gt;parthenos&lt;/i&gt;, que em grego significa “virgem”. Isso mostra que os antigos judeus entendiam que Isaías 7:14 se refere a uma virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaías 7-12 é conhecido pelos estudiosos como o “Livro do Emanuel”. No capítulo 9, o profeta menciona a mesma criança que a virgem daria à luz. Essa criança seria sobre-humana: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9:6). Seu reinado seria eterno e pacífico (Is 9:7; 11:1-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Redentor que um dia Eu [Deus] trarei não terá pai, como foi dito: Eis um homem cujo nome é Renovo e que germinará por Si mesmo, como Isaías disse: ‘Porque foi subindo como renovo perante Ele e como raiz de uma terra seca’ [Is 53:2]. Sobre Ele as Escrituras dizem: ‘Eu hoje Te gerei’ [Sl 2:7]” (&lt;i&gt;Bereshith Rabbati&lt;/i&gt; sobre Gênesis 37:22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10. Qual será a relação entre o Messias e Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Espírito do SENHOR repousará sobre Ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do SENHOR” (Is 11:2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘O Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas’ [Gn 1:2] mostra que o Espírito do Rei Messias estava presente, como está escrito em Isaías: ‘O Espírito do SENHOR repousará sobre Ele’ [Is 11:2]” (&lt;i&gt;Gênesis Rabá&lt;/i&gt; 2:4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;11. Como o Messias realizaria a salvação, de acordo com a imagem do Servo Sofredor em Isaías 53?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Contudo, foi da vontade do SENHOR esmagá-Lo e fazê-Lo sofrer, e, embora o SENHOR tenha feito da vida dEle uma oferta pela culpa, Ele verá Sua prole e prolongará Seus dias, e a vontade do SENHOR prosperará em Sua mão. Depois do sofrimento de Sua alma, Ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo Seu conhecimento Meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniquidade deles” (Is 53:10, 11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao comentar Isaías 53:4, o Talmude explica: “Qual é o nome do Messias? Nossos sábios disseram: Leproso é o Seu nome, segundo os rabinos, porque está escrito: ‘Certamente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus [em hebraico, leproso], por Deus atingido e afligido’” (Talmude Babilônico &lt;i&gt;Sanhedrin &lt;/i&gt;98b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;12. Quem é o Servo Sofredor em Isaías 53?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas Ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas fomos curados” (Is 53:5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Isaías 53:5, os rabinos explicavam o seguinte: “O rabi Huna disse em nome do rabi Akha: ‘Todos os sofrimentos foram divididos em três porções: uma para as gerações antigas e os antepassados, um para a geração da apostasia e uma para o Rei Messias, pois é dito: Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões’” (Midrash &lt;i&gt;Shemuel &lt;/i&gt;16:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse servo não pode ser Israel. Antes de 49:5 e 6, o povo de Israel às vezes é chamado de “servo do SENHOR”. Mas, a partir desse texto, o Servo é alguém distinto de Israel, que fará que Israel retorne a Deus. Em Isaías 50:10, o profeta se dirige a Israel na segunda pessoa do plural (vós, vocês) e faz clara distinção entre Israel e o Servo: “Quem entre vocês teme ao SENHOR? Quem entre vocês obedece à mensagem do servo do SENHOR?” (tradução literal). Outra prova clara de que o servo do SENHOR não é Israel é o fato de ser “esmagado por causa de nossas iniquidades”, ou seja, dos israelitas (Is 53:5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;13. Que palavras em Isaías 53 ajudam a identificar o Servo Sofredor?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “prole” ou “semente” (&lt;i&gt;zera&lt;/i&gt;), em Isaías 53:10, refere-se aos descendentes de Davi (veja Is 41:8; 43:5; 44:3; 45:19, 25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão técnica “escondem o rosto” ou “rosto escondido” (&lt;i&gt;panim hester&lt;/i&gt;), em Isaías 53:3, é sempre ligada a Deus no livro de Isaías. Em outras palavras, é apenas de Deus que os israelitas “escondem o rosto” (Is 56:8; 65:15; 50:6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vinda do Servo é identificada como a revelação do “braço do SENHOR” (Is 53:1). A manifestação do Messias equivale à manifestação de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14. De que tribo e família de Israel deveria vir o Messias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5:2, Almeida Revista e Atualizada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel “servirá ao SENHOR, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei” (Jr 30:9, Almeida Revista e Atualizada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O rabi Judá disse em nome de Rab: ‘Um dia, o Santo (bendito seja) levantará outro Davi, pois é dito em Jeremias: Servirão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi, seu rei, que darei a eles’” (Talmude &lt;i&gt;Sanhedrin &lt;/i&gt;98b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;15. Qual seria o alcance da influência do Messias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então purificarei os lábios de todas as nações, para que todas invoquem o nome do SENHOR e O sirvam juntas” (Sf 3:9, tradução literal). Os rabinos explicam: “Então darei aos povos uma linguagem pura, que possam invocar o nome do SENHOR, para servi-Lo de comum acordo. O nome do SENHOR não é outra coisa senão o Rei Messias” (&lt;i&gt;Bereshith Rabbati&lt;/i&gt; 41:44).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;16. Pode um profeta bíblico prever o tempo exato de um evento futuro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda esta terra se tornará uma ruína desolada, e essas nações estarão sujeitas ao rei da Babilônia durante setenta anos” (Jr 25:11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelas Escrituras, conforme a palavra do SENHOR dada ao profeta Jeremias, que a desolação de Jerusalém iria durar setenta anos” (Dn 9:2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel foi “um dos maiores profetas. Cremos que ele conversava com Deus, pois não apenas profetizou acontecimentos futuros, mas também determinou o momento de seu cumprimento” (Flávio Josefo, &lt;i&gt;Antiguidades &lt;/i&gt;XI, 7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;17. Qual é o propósito da profecia das 70 semanas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos” (Dn 9:24, Almeida Revista e Atualizada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A respeito do Rei Messias está escrito que Ele iria ‘trazer a justiça eterna’” (&lt;i&gt;Bereshith Rabbati &lt;/i&gt;sobre Gênesis 14:18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;18. Que tipo de Messias está implícito na profecia das 70 semanas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido [em hebraico, Messias], ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido [o Messias] e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas” (Dn 9:25, 26, Almeida Revista e Atualizada). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introdução do capítulo (Dn 9:2) fala sobre a vinda de Ciro, que foi um libertador de Israel e é chamado de “ungido” (em hebraico, messias) (Is 45:1). Ciro encerra um período sabático (7 vezes 10 anos), enquanto que o Messias encerra um período de jubileu (7 vezes 7 vezes 10 anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma comparação entre o sentido das palavras da frase mostra que o primeiro “messias”, Ciro, seria um libertador local, apenas para Israel (“nossa visão”, “a visão de”, etc.). Já o Messias seria um libertador universal, para todos os povos (“visão”, “pecados”, “profetas”, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;19. Qual é o ponto de partida das 70 semanas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido [em hebraico, Messias], ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Dn 9:25, Almeida Revista e Atualizada). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dessa maneira, os líderes dos judeus continuaram a construir e a prosperar, encorajados pela pregação dos profetas Ageu e Zacarias, descendente de Ido. Eles terminaram a reconstrução do templo conforme a ordem do Deus de Israel e os decretos de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia” (Ed 6:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;20. Por que devemos considerar o decreto de Artaxerxes como o cumprimento da profecia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E você, Esdras, com a sabedoria que o seu Deus lhe deu, nomeie magistrados e juízes para ministrarem a justiça a todo o povo do território situado a oeste do Eufrates, a todos os que conhecem as leis do seu Deus. E aos que não as conhecem você deverá ensiná-las. [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bendito seja o SENHOR, o Deus de nossos antepassados, que pôs no coração do rei o propósito de honrar desta maneira o templo do Senhor em Jerusalém, e que, por Sua bondade, favoreceu-me perante o rei, seus conselheiros e todos os seus altos oficiais. Como a mão do SENHOR, o meu Deus, esteve sobre mim, tomei coragem e reuni alguns líderes de Israel para me acompanharem” (Ed 7:25, 27, 28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o último decreto. O decreto mais completo, pois também diz respeito ao templo, o centro da vida dos israelitas. O único decreto que é seguido por uma benção (v. 27, 28). Após esse decreto, o livro de Esdras deixa de ser escrito em aramaico (o idioma do exílio) e passa a ser escrito em hebraico (o idioma da restauração nacional de Israel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;21. Que tipo de “semanas” estão envolvidas na profecia das 70 semanas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas de dias” (Dn 10:2, tradução literal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em hebraico, o texto diz “semanas de dias”. Isso mostra que as semanas mencionadas antes (no capítulo 9) são outro tipo de “semanas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Determinei que o número de dias seja equivalente ao número de anos da iniquidade dela, ou seja, durante trezentos e noventa dias você carregará a iniquidade da nação de Israel” (Ez 4:5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Teus dias são como os de qualquer mortal? Os anos de Tua vida são como os do homem?” (Jó 10:5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos de Ezequiel e Jó, entre dezenas de outros das Escrituras, mostram que, para os hebreus, existia uma relação muito forte entre “dias” e “anos”. “Uma semana na profecia de Daniel significa uma semana de anos” (Talmude b. &lt;i&gt;Yoma &lt;/i&gt;54a). Na expressão “uma semana”, em Daniel 9:27, “uma semana representa um período de sete anos” (&lt;i&gt;Lamentações de Rabbah&lt;/i&gt; 34).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;22. Que datas estão envolvidas na profecia das 70 semanas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decreto de Artaxerxes: 457 a.C. &lt;br /&gt;70 semanas de anos = 70 vezes 7 = 490 anos&lt;br /&gt;457 a.C. + 490 anos = 34 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;23. Que momento marca o fim das 69 semanas e, portanto, a chegada do Messias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando todo o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi. E, enquanto Ele estava orando, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como pomba. Então veio do céu uma voz: ‘Tu és o Meu Filho amado; em Ti Me agrado’” (Lc 3:21, 22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os cálculos da resposta anterior, as 69 semanas se cumpriram em 27 d.C. Nesse ano, ocorreria a chegada do Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;24. O que aconteceria com o Messias e como esse evento afetaria “o sacrifício e a oferta” do templo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele” (Dn 9:27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;25. Que outro evento também foi predito na profecia das 70 semanas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido [o Messias] e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas” (Dn 9:26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Daniel escreveu a respeito do governo romano e que nosso país seria assolado por eles” (Flávio Josefo, &lt;i&gt;Antiguidades &lt;/i&gt;10, 11, 7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As declarações dos profetas antigos diziam que a cidade de Jerusalém seria tomada e o santuário seria queimado durante a guerra” (Flávio Josefo, &lt;i&gt;Guerras Judaicas&lt;/i&gt; 4, 6, 3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rabba disse: ‘De fato, se sabia que o templo seria destruído, mas como se poderia saber quando?’ Abay respondeu: ‘Eles sabiam quando seria destruído porque está escrito: ‘Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade’” (Talmude Babilônico &lt;i&gt;Nazir &lt;/i&gt;32b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;26. Daniel 9:25-27 fala sobre o Messias e sobre a cidade de Jerusalém. Os dois assuntos parecem estar misturados. Como saber que assunto é mencionado em cada parte do texto?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel 9:25-27 possui três frases. Cada uma ocupa um versículo inteiro. A primeira metade de cada frase fala sobre o Messias, e a segunda metade, sobre Jerusalém. Para facilitar a leitura, podemos organizar Daniel 9:25-27 da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Messias:&lt;/b&gt; “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido [em hebraico, Messias], ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido [o Messias] e já não estará. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jerusalém:&lt;/b&gt; “As praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. Sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;27. Como muitos judeus responderam a Jesus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Todos falavam bem dEle [Jesus], e estavam admirados com as palavras de graça que saíam de Seus lábios. Mas perguntavam: ‘Não é este o filho de José?’” (Lc 4:22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nessa época, viveu Jesus, um homem sábio. Ele realizou milagres e ensinou as pessoas que receberam Seus ensinos com alegria. Muitos O seguiram” (Flávio Josefo, &lt;i&gt;Antiguidades Judaicas&lt;/i&gt;, 18, 3, 3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;28. Qual foi o principal argumento que convenceu a muitos judeus de que Jesus era o Messias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta” (Mt 1:22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías” (Mt 4:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas” (Mt 26:56).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E [Jesus] disse-lhes: ‘Foi isso que Eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a Meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’” (Lc 24:44).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim combinaram encontrar-se com Paulo em dia determinado, indo em grupo ainda mais numeroso ao lugar onde ele estava. Desde a manhã até a tarde ele lhes deu explicações e lhes testemunhou do Reino de Deus, procurando convencê-los a respeito de Jesus, com base na Lei de Moisés e nos Profetas” (At 28:23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;29. Entre muitos judeus que afirmaram ser o Messias, qual é o único que superou o tempo e que ainda tem seguidores?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o rabino Gamaliel ao Sinédrio: “Portanto, neste caso eu os aconselho: deixem esses homens em paz e soltem-nos. Se o propósito ou atividade deles for de origem humana, fracassará; se proceder de Deus, vocês não serão capazes de impedi-los, pois se acharão lutando contra Deus” (At 5:38, 39).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;30. É possível para um judeu crer que Jesus é o Messias e permanecer sendo judeu?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Paulo: “Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade. Fui instruído rigorosamente por Gamaliel na lei de nossos antepassados, sendo tão zeloso por Deus quanto qualquer de vocês hoje” (At 22:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Talmude relata uma série de rabinos famosos (por exemplo: Elisha ben Abuyah, Simeão ben Zoma e outros) que eram identificados como cristãos e ainda eram aceitos como judeus. Eles foram até mesmo considerados como sábios e líderes respeitados e tratados por seu povo “com sensível consideração” (veja Samson H. Levy, “The Best Kept Secret of Rabbinic Tradition”, &lt;i&gt;Judaism &lt;/i&gt;[1972], p. 469).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Traduzido e adaptado por Matheus Cardoso para o blog www.criacionismo.com.br)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-5152371419207336490?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5152371419207336490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5152371419207336490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/11/o-que-o-antigo-testamento-diz-sobre-o.html' title='O que o Antigo Testamento diz sobre o Messias?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNQEEWHedRI/AAAAAAAAMl8/zfHXiXvoUpY/s72-c/yeshua.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-149139673655820035</id><published>2010-11-02T18:29:00.003-02:00</published><updated>2011-01-03T19:46:04.381-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Beijo na boca é pecado?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNB1IUvfIMI/AAAAAAAAMk8/LBaFXrWRhpk/s1600/kissing.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNB1IUvfIMI/AAAAAAAAMk8/LBaFXrWRhpk/s200/kissing.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Querido irmão Michelson, me sinto muito feliz ao saber que na minha vida a vontade de Deus está se cumprindo. Porém, tenho algumas dúvidas no que diz respeito a namoro. Tenho 17 anos, sou adventista, e nunca namorei antes. Estou pretendendo começar agora e com o “pé direito” (conforme a vontade de Deus). Ao estudar a Bíblia tenho visto que ela quando se refere a “toque” entre pessoas do sexo oposto sempre é no contexto sexual (para confirmar leia Gn 20:4, 6; Rt 2:9; Pv 6:29). Pergunto: pode-se beijar na boca em um namoro cristão apenas como demonstração de afeto e não como um convite a algo mais? Deus não se entristecerá com essa atitude? Desde já, obrigado pela resposta. – J.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado irmão J., sua preocupação é legítima e se constitui num bom sinal, já que muitos jovens não se preocupam hoje com esses “detalhes” de um namoro. A verdade é que todo namoro deveria ter início com ênfase no aspecto da comunicação, do diálogo. É assim que se conhece alguém e se pode perceber se é a pessoa certa com quem se quer passar o resto da vida. Afinal, embora nem todo namoro conduza necessariamente ao casamento, todo namoro deve ter isso em vista. Se o objetivo não é levar a coisa a sério (ainda que percebam depois que não devem se casar), melhor é nem começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto das carícias é algo muito sério e deve ser considerado antes de se iniciar o relacionamento. Quando mantemos a mente pura, guiada pelo Espírito Santo, sabemos até onde podemos ir. As carícias (com seus devidos limites) fazem parte da demonstração de carinho que deve haver em um relacionamento mais íntimo que a amizade (o namoro). Sobre esse assunto, recomendo-lhe a leitura do livreto &lt;i&gt;Namoro no Escuro&lt;/i&gt; (já esgotado na Casa, mas que algum irmão deve ter). Ali existe uma referência ao “retângulo do Dr. Tabuenca”, e que pode ser útil no estabelecimento de limites para as carícias. Segundo Tabuenca, deve-se imaginar um retângulo que vá da altura e da largura dos ombros da moça até seus joelhos (talvez mais abaixo seja melhor). Tudo o que fica de fora desse retângulo imaginário pode ser acariciado. Acariciar o que fica dentro do retângulo pode levar à excitação sexual e ao pecado, ainda que mesmo “apenas” na mente. E daí ao “ponto de não retorno”, como diz o autor do livreto, é um pulinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o beijo, creio que o princípio é o mesmo. Deve-se evitar beijos muito “quentes”, que excitem e tragam pensamentos sexuais. Mas novamente faço a ressalva de que pode ser que os pensamentos impuros estejam na mente, de antemão. A moça pode estar beijando com um sentimento de puro romantismo, ao passo que o rapaz talvez esteja pensando em sexo. Por isso, repito, a pureza mental vale para tudo e é o princípio de tudo. Higiene mental (obtida pela leitura da Bíblia, dos livros do Espírito de Profecia, de bons livros religiosos e da oração) é algo a que devemos nos habituar, se queremos ser salvos para a eternidade e felizes já nesta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurem iniciar e terminar cada encontro com uma oração e leiam bons livros sobre namoro juntos. Não fiquem muito tempo sozinhos, vivendo a tal da “solidão a dois”. Participem juntos de atividades em família e na igreja, que podem promover situações ricas para um conhecimento mútuo. Conheçam mais a mente, o caráter e as emoções um do outro do que o corpo. Isso pode aguardar o contexto correto, ou seja, o casamento. Até lá, aproveitem bem o tempo para se certificarem de que a decisão de se doarem completamente um ao outro é a mais acertada. Lembrem-se de que Ellen White diz que se deve orar quadruplicadamente quando o assunto é namoro, de tão séria que a questão é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do livro &lt;i&gt;Namoro no Escuro&lt;/i&gt;, há também o &lt;i&gt;Namoro Completo&lt;/i&gt;, da Nancy Van Pelt, e o &lt;i&gt;Cartas aos Jovens Namorados&lt;/i&gt;, de Ellen White, todos da Casa. Leiam e discutam os assuntos juntos. Essa é uma fase maravilhosa da vida. Quando vivido sob as orientações de Deus, mesmo que o namoro seja rompido no futuro, vocês poderão continuar amigos e se olhar nos olhos sem nenhum constrangimento. E se vierem a se casar, a aura de pureza, bênção e felicidade se perpetuará entre vocês, que serão, então, uma só carne (se Deus assim o quiser).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para deixar claro que beijo na boca não é pecado, o livro bíblico de Cantares traz o seguinte (no contexto do casamento): "Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho" (1:2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus os abençoe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-149139673655820035?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/149139673655820035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/149139673655820035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/11/beijo-na-boca-e-pecado.html' title='Beijo na boca é pecado?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TNB1IUvfIMI/AAAAAAAAMk8/LBaFXrWRhpk/s72-c/kissing.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-6954646962137997792</id><published>2010-11-01T18:52:00.002-02:00</published><updated>2010-11-09T15:09:54.114-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criacionismo'/><title type='text'>Criação em sete dias ou milhões de anos?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TM8ogNmcEaI/AAAAAAAAMkU/6N1-uV97l8Q/s1600/Creation.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" nx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TM8ogNmcEaI/AAAAAAAAMkU/6N1-uV97l8Q/s400/Creation.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Considero-me criacionista porque creio que Deus criou tudo o que existe. Mas que diferença faz se Ele criou a Terra em sete dias de 24 horas ou ao longo de milhões de anos? Em ambos os casos, Deus é o Criador.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, muitos cristãos acham que não é necessário acreditar que a Criação ocorreu em seis dias de 24 horas há menos de 10 mil anos. Segundo eles, essa crença não faz qualquer diferença nas doutrinas bíblicas, em nossa salvação ou na vida prática. Tenho a convicção de que nossa crença sobre as origens é fundamental para as doutrinas bíblicas e nossa vida prática. E aí está incluída principalmente nossa salvação. Vejamos algumas razões para essa convicção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. O caráter de Deus.&lt;/b&gt; Em primeiro lugar, essa questão tem a ver com o caráter do Deus que adoramos. Algum tempo atrás, uma amiga me disse que pensava que “severo” e “carrancudo” são características de Deus. Eu lhe respondi: “Eu nunca adorei um Deus assim. Apesar de ser um Deus de justiça e misericórdia, Ele nunca é severo ou carrancudo.” E poderia ter acrescentado: “Ele nunca é cruel.” Que tipo de Deus teria criado a vida por meio da morte e extinções ao longo de milhões de anos? Certamente, não o Deus que percebe quando uma ave cai no chão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romanos 5:12 afirma que a morte entrou no mundo por causa do pecado. A entrada do pecado no planeta Terra é descrita em Gênesis 3, quando Adão e Eva desobedeceram a Deus e sofreram a consequência: a morte. Mas, em vez de aceitar o claro ensino bíblico de que a morte é um resultado do pecado, alguns cristãos apresentam a morte como o próprio meio que Deus usou para criar! Com isso, parece que Satanás, cujo maior objetivo é distorcer o caráter de Deus, conseguiu levar pessoas a crer em dois enganos: (1) Deus cria por meio de sofrimento, violência, catástrofe e morte; e (2) a morte não é o resultado do pecado, mas o meio para que ocorra o progresso das criaturas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos sobre o caráter de Deus em termos de “evolução criativa”. Suponha que Deus realmente tenha criado ao longo de milhões de anos. Em que momento do processo surgiu a consciência moral? Quando a humanidade se tornou moralmente responsável? Em que ocasião na história primitiva Deus mostrou aos seres humanos que Ele é um Deus que cuida e em quem se pode confiar? Mesmo se pudéssemos estabelecer um momento na história em que Deus comunicou Seu amor a mentes que poderiam raciocinar, por que demorou tanto tempo? O caráter de Deus é severamente atacado por teorias de que Ele usou milhões de anos para criar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. A salvação.&lt;/b&gt; Se a humanidade tem evoluído durante milhões de anos e está sempre evoluindo, por que precisamos de um Salvador? Não haveria qualquer necessidade de uma morte em nosso lugar, ensino apresentado em Gênesis 3:15, desenvolvido ao longo do Antigo Testamento e se cumprindo na morte de Cristo na cruz. Se não é o pecado que traz a morte (Rm 6:23), então não precisamos de um Salvador que remova a morte que recebemos como consequência do pecado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se rejeitarmos o ensino bíblico sobre a origem da vida e do pecado, então a morte de Jesus seria apenas uma influência moral, um exemplo de amor (nem mesmo uma revelação do amor de Deus), em vez de ser “o salário do pecado” (Rm 6:23). A morte de Cristo é uma transação divina; ou seja, é uma reconciliação realizada por Alguém fora da história humana que nos salva, e não apenas a influência daquela morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. O sábado.&lt;/b&gt; A próxima razão é a santidade do sábado (Gn 2:2, 3; Êx 20:8-11; Mc 2:27). Se o sábado não foi o sétimo dia de uma semana literal da Criação, qual é a razão para nos lembrarmos do aniversário da Criação? Se a semana da Criação não foi literal, o dia específico que guardamos como tempo sagrado se torna totalmente irrelevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. A presença e atuação de Deus.&lt;/b&gt; Outro aspecto é a maneira como Deus atua em nosso mundo. Se Deus não pode falar e, imediatamente, tudo ocorrer (Sl 33:9), por que eu deveria crer em qualquer outra coisa que Ele afirma ter feito ou que fará? Posso crer no ensino bíblico sobre o juízo final? Se o processo de criação realizado por Deus é descartado, apesar de ser confirmado por João e Paulo (Jo 1:1-3, 10; 1Tm 2:13), existe razão para questionar também o nascimento virginal de Cristo, Sua morte na cruz e a ressurreição literal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. A volta de Jesus.&lt;/b&gt; Na Bíblia, os eventos históricos da criação, do dilúvio global e da segunda vinda de Jesus estão intimamente ligados (Mt 24:37-39; 2Pe 3:3-5). No modelo evolucionista, tudo está em processo de desenvolvimento. Segundo alguns modelos evolucionistas, Deus está dentro de todos os seres vivos e precisamos apenas encontrar o deus que vive em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que necessidade existe de se preparar para o retorno de alguém que não é distinto das criaturas? Além disso, se a vida está se desenvolvendo, por que não simplesmente aguardar esse processo? Por que antecipar o Céu? (De fato, muitos cristãos já abandonaram a ideia de que Deus intervirá na história humana e preocupam-se apenas com esforços humanísticos para melhorar a sociedade.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6. O casamento.&lt;/b&gt; Casamento! Se Deus não criou o primeiro homem e a primeira mulher, se Ele não os abençoou como cônjuges e pais (Gn 1:28), quem pode dizer o que é o matrimônio? O casamento se tornaria qualquer coisa que for declarada pela sociedade atual. Ele não teria sido originado por Deus nem fora estabelecido como modelo de relacionamentos (Mt 19:4, 5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7. A mensagem de Deus para o tempo do fim.&lt;/b&gt; Outro motivo está relacionado com a mensagem de Deus para o tempo do fim (Ap 14:6-12). Apocalipse 14:7 apresenta a razão para adorarmos a Deus: Ele é o Criador dos Céus e da Terra, do mar e das fontes das águas. Observe os paralelos entre a linguagem do texto e a linguagem do quarto mandamento da lei de Deus (Êx 20:11). Em uma época em que o mundo rejeita a Deus como Criador, Apocalipse 14 mostra que a mensagem do juízo, a criação e o sábado estão profundamente ligados e são ensinos fundamentais para o tempo do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8. A Palavra de Deus.&lt;/b&gt; Penso que a grande questão seja esta: a Bíblia é a Palavra de Deus e possui autoridade, ou é apenas um poema mítico e metafórico? Gênesis capítulos 1 e 2; Êxodo 20:8-11; Salmo 19:1-6; 33:6, 9; 104; Mateus 19:4 e 5; Hebreus 11:3 e muitos outros textos devem ser considerados relatos confiáveis e verdadeiros da obra de criação realizada por Deus? Ou devemos distorcer a Palavra de Deus apenas por que não somos capazes de explicar tudo que existe no Universo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão.&lt;/b&gt; Voltemos à pergunta inicial: Que diferença existe se cremos que Deus criou a Terra da maneira como descrita na Bíblia (principalmente Gn 1-2) ou se Ele a criou ao longo de milhões de anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convicta de que isso faz toda a diferença. Escolhi ter um relacionamento com o Deus que me criou e que deseja ter comunhão comigo (Ef 3:9), que é digno de meu amor e adoração (Ap 4:11) e à imagem de quem fui criada (Gn 1:27). Esse Deus está comigo a cada momento da vida. Pela fé, sei que Ele está sempre presente ao meu lado. Como poderia amar ou me relacionar com um Deus que deu origem à vida através da morte e sofrimento que duraram milhões de anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino bíblico sobre a criação e sobre os últimos eventos da história é o que fornece o alicerce para o centro da Bíblia: Jesus Cristo. Se esse alicerce é destruído, a grande mensagem da Bíblia – a salvação – é destruída completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Cindy Tutsch, D.Min., é líder de jovens e diretora associada do &lt;a href="http://www.whiteestate.org/" target="_blank"&gt;Patrimônio Literário de Ellen G. White&lt;/a&gt;. Traduzido e adaptado por Matheus Cardoso. Usado com permissão.)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-6954646962137997792?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6954646962137997792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6954646962137997792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/11/criacao-em-sete-dias-ou-milhoes-de-anos.html' title='Criação em sete dias ou milhões de anos?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TM8ogNmcEaI/AAAAAAAAMkU/6N1-uV97l8Q/s72-c/Creation.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-8082783970044619905</id><published>2010-10-24T22:23:00.001-02:00</published><updated>2010-11-09T15:10:27.032-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><title type='text'>O que a Bíblia ensina sobre uso de imagens?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMTN6whn8YI/AAAAAAAAMiU/yNQmhjKYV0s/s1600/Worshiping_the_golden_calf.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="210" nx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMTN6whn8YI/AAAAAAAAMiU/yNQmhjKYV0s/s400/Worshiping_the_golden_calf.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Muitos cristãos utilizam desenhos e pinturas de personagens bíblicos, inclusive de Jesus. Alguns têm chegado a fazer esculturas representando cenas bíblicas. Isso não é proibido pelo segundo mandamento?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo mandamento da lei de Deus, lemos o seguinte: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êx 20:4, 5). Um dos princípios mais importantes para entender a Bíblia é jamais ler apenas o trecho de uma frase, deixando de lado seu contexto. Somente quando lemos o texto completo, podemos entender seu sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O segundo mandamento –&lt;/b&gt; Vejamos como esse princípio é importante. Se usarmos partes isoladas do segundo mandamento, poderemos chegar a conclusões absurdas. O texto diz, por exemplo: “Não farás &lt;i&gt;para ti &lt;/i&gt;imagem de escultura.” Logo, se eu fizesse uma imagem ou desenho (para ser adorado ou não) e o desse para outra pessoa, não haveria pecado nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o texto declara: “Nem &lt;i&gt;semelhança alguma &lt;/i&gt;do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.” Fora de contexto, isso significaria que não posso ter flores ou frutas artificiais ornamentando a casa, nem pinguim de geladeira, maquetes de construções, réplicas do corpo humano para estudantes de medicina. Eu também não poderia dar um boneco ou boneca a uma criança, nem dar-lhe papel e lápis para que ela faça um desenho. Ninguém defenderia tal extremo, mas é isso que a frase afirma, se a lermos de maneira isolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, então, entender o segundo mandamento? O objetivo de um texto geralmente fica mais claro no seu fim, na sua conclusão. Observe: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. &lt;i&gt;Não as adorarás, nem lhes darás culto&lt;/i&gt;.” Em outras palavras: Não faça representações ou figuras de qualquer pessoa ou coisa &lt;i&gt;com o objetivo de adorá-las&lt;/i&gt;. Esse é o sentido do segundo mandamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ter certeza de que o segundo mandamento realmente tem esse significado, e que ele não proíbe qualquer tipo de arte visual? Tudo que precisamos fazer é ver o que outros textos bíblicos têm a dizer sobre o assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Artes visuais na Bíblia –&lt;/b&gt; No Antigo Testamento, o uso da arte na religião não era proibido. A habilidade artística era considerada um dom de Deus (Êx 31:2-5). Alguns dos móveis do tabernáculo foram decorados com representações de flores e frutas (Êx 25:31-36; 1Rs 6:29), o véu que cobria o tabernáculo e o véu que havia dentro dele tinham figuras de querubins (Êx 26:1, 31) e havia dois querubins de ouro e cima da arca da aliança (Êx 25:17-20). Deus mandou construir uma serpente de escultura, para que fossem curadas todas as pessoas que olhassem para ela (Nm 21:8, 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No templo de Salomão, a arca foi colocada entre dois querubins de tamanho grande, confeccionados por ordem de Salomão (1Rs 6:23), a pia grande estava apoiada em 12 touros de metal (1Rs 7:25), e os móveis tinham figuras de leões, touros e querubins (v. 29). Objetos artísticos em forma de romãs e lírios foram usados para decorar o próprio edifício (v. 15-22). O trono real possuía arte decorativa em forma de leões (1Rs 10:19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo no local de adoração a Deus havia “imagens de escultura” e representações visuais ou “semelhança” de coisas que “há em cima nos céus” e “na terra”. Além disso, no templo de Salomão e em seu palácio havia diversas imagens. Mas, claramente, nenhuma dessas representações artísticas tinha o objetivo de ser venerada ou adorada. Portanto, o problema não é o uso dessas artes visuais, mas o &lt;i&gt;mau uso&lt;/i&gt; delas. Mesmo objetos confeccionados por ordem de Deus podem ser usados de maneira distorcida. Prova disso é que a serpente de bronze tornou-se, posteriormente, objeto de adoração e, por isso, foi destruída pelo rei Ezequias (2Rs 18:4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Artes visuais no cristianismo –&lt;/b&gt; Imagens decorativas retratando temas religiosos (por exemplo, peixes, pombos, profetas, etc.) são encontradas no início do cristianismo, em catacumbas e locais de reunião. Mas essas imagens tinham o mesmo objetivo que aquelas mencionadas na Bíblia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas no século 7º, a veneração de imagens se tornou amplamente difundida entre os cristãos. Os católicos argumentam que não adoram as imagens religiosas, mas apenas as “veneram” e as usam para se aproximar dos santos por elas representados. Entretanto, não podemos concordar nem mesmo com esse uso, porque a Bíblia ensina que é apenas por meio de Cristo que nos aproximamos de Deus (Jo 14:6; Rm 8:34; 1Tm 2:5) e que os justos mortos estão inconscientes na sepultura até a ressurreição (Sl 115:17; Ec 9:5, 10; Mt 16:27; 1Co 15:51-55; 1Ts 4:13-18). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aplicações atuais –&lt;/b&gt; A Bíblia, portanto, não condena o bom uso de figuras e imagens religiosas. Apesar disso, são necessários bom senso e precaução ao usar artes visuais na igreja. O uso exagerado desse recurso poderia dar a impressão de que o consideramos essencial na adoração a Deus. Alguns cristãos, que não estudaram o assunto mais profundamente, poderiam interpretar como idolatria o uso de determinados objetos na igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto a ser considerado é a representação de Deus. Cremos que ilustrações de personagens bíblicos (incluindo Jesus e os seres angelicais), já contemplados por seres humanos, são aceitáveis quando não destinadas à veneração e quando não desvirtuam o caráter do respectivo personagem. Mas Deus, o Pai, “que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (1Tm 6:16), jamais deveria ser reproduzido pela imaginação humana. Mesmo cenas bíblicas deveriam ser representadas de maneira respeitosa e fiel à descrição bíblica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base no ensino bíblico sobre imagens, que consideramos acima, a escritora cristã Ellen G. White faz aplicações corretas à nossa época: “Alguns condenam figuras, alegando que são proibidas pelo segundo mandamento, e que todas as coisas desse gênero deveriam ser destruídas. [...] O segundo mandamento proíbe o culto das imagens. Deus mesmo, porém, utilizou figuras e símbolos para apresentar a Seus profetas as lições que deveriam ser dadas ao povo, para que, dessa forma, pudessem se entendidas melhor que de qualquer outra maneira. Isso apela para nossa compreensão, por meio do sentido visual” (&lt;i&gt;Historical Sketches of the Foreign Missions of the Seventh-day Adventists&lt;/i&gt;, p. 212).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Matheus Cardoso é editor associado da revista Conexão JA e editor assistente de livros na Casa Publicadora Brasileira; colabora na seção “Perguntas” do blog www.criacionismo.com.br)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fontes:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto R. Timm, &lt;a href="http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/01/06.pdf" target="_blank"&gt;“Idolatria”&lt;/a&gt;; Ángel Manuel Rodríguez, &lt;a href="http://www.adventistbiblicalresearch.org/Biblequestions/Art%20or%20Idol.htm" target="_blank"&gt;“Art or Idol?”&lt;/a&gt;; George W. Reid, &lt;a href="http://www.adventistbiblicalresearch.org/documents/statuary.htm" target="_blank"&gt;“Statuary and the Second Commandment”&lt;/a&gt;; Gleason Archer, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.editoravida.com.br/loja/product_info.php?cPath=188&amp;amp;products_id=94&amp;amp;osCsid=65bjrasa9b1h4dpvjlbblojbb7" target="_blank"&gt;Enciclopédia de Temas Bíblicos: Respostas às principais dúvidas, dificuldades e “contradições” da Bíblia&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;(São Paulo: Vida, 2001), p. 103.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-8082783970044619905?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/8082783970044619905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/8082783970044619905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/10/o-que-biblia-ensina-sobre-uso-de.html' title='O que a Bíblia ensina sobre uso de imagens?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMTN6whn8YI/AAAAAAAAMiU/yNQmhjKYV0s/s72-c/Worshiping_the_golden_calf.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-6240050348851982383</id><published>2010-10-21T19:42:00.003-02:00</published><updated>2010-11-09T15:11:04.725-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Duvidas sobre o mal, milagres e livre-arbítrio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMC1W7ndPjI/AAAAAAAAMho/rcFoRW5e15Y/s1600/escolha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMC1W7ndPjI/AAAAAAAAMho/rcFoRW5e15Y/s200/escolha.jpg" width="196" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Certa vez, quando perguntaram a Jesus quem havia pecado, Ele respondeu que o homem nascera daquele jeito [cego] para ser manifestar a glória de Deus. Ou seja, Deus colocou o problema apenas para se manifestar a glória dEle? É Deus quem coloca a dor, a doença, para, depois, curar ou matar? Jesus disse coisas como: “Não se preocupem com o dia de amanhã.” Mas Ele Se preocupou tanto que chegou a suar sangue! Outra coisa que me incomoda é a respeito de milagres, da probabilidade matemática. Cálculo simples: dois milhões de pessoas têm câncer, duas são curadas do nada. Milagre? Matematicamente falando, sim. Mas milagres acontecem aos que não são cristãos também... Mas o que mais me incomoda mesmo é sobre o livre-arbítrio. Como entender isso? – J.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado J., primeiramente, entendo que não podemos simplificar tanto assim uma realidade que é muito mais complexa. Assuntos como livre-arbítrio, determinismo, milagres, etc. não podem ser resolvidos numa frase, num parágrafo e talvez nem mesmo em milhares de páginas. Fé não é confiar no que não vemos? Não é ter certeza do que esperamos? (Hebreus 11:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas expressões bíblicas não podem ser entendidas fora de seu contexto (o pensamento e a cultura judaico-oriental). Para os judeus, Deus era responsável por aquilo que Ele não impedia. Ex.: Foi Deus quem endureceu o coração de faraó ou foi o próprio faraó, com a permissão de Deus, já que Ele não força a vontade de ninguém? Assim, o cego de nascença nasceu assim por uma fatalidade deste mundo de pecado (como tantos outros nascem com tantos outros problemas). Mas, no caso dele, uma maravilha seria operada porque ele creu no Senhor. Como ocorreu com Jó, muito tempo antes, esse cego teria a honra de representar bem o caráter e as obras de Deus. Isso deve ser entendido à luz do grande conflito e levando em consideração a eternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mal no Universo provém de Satanás, o originador do mal. O que Deus faz, frequentemente, é reverter o mal em bem para nós. Assim, muitas vezes, Deus Se vale de uma doença (que ele permite, mas não causa) para nos conduzir de volta ao caminho da salvação ou para modelar nosso caráter. Curiosamente, de modo geral, aqueles que passam por uma dor encaram o problema de modo diferente daqueles que apenas observar quem sofre. Os mais revoltados com Deus por causa da existência do sofrimento são aqueles que apenas “filosofam” sobre o assunto. Não fosse assim, países pobres como os da África teriam multidões de ateus, enquanto países desenvolvidos da Europa seriam majoritariamente crentes. Mas a realidade é justamente o oposto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus suou sangue não por desconfiar do cuidado de Deus e por Se preocupar com o dia de amanhã. Ele passou por essa pressão imensa porque levou sobre Si nossos pecados. Não podemos comparar o que Ele experimentou com aquilo que nós experimentamos. Jesus não nos daria um conselho que Ele mesmo não vivesse. A agonia do Getsêmani e da cruz é algo singular experimentado por um Deus-homem que assumiu a culpa dos pecadores. E é justamente pelo que Jesus conquistou na cruz que podemos ter ainda mais certeza de que Deus nos ama e tem em vista o nosso bem – por isso podemos confiar nEle e descansar quanto ao futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos milagres, sem dúvida eles também acontecem na vida dos que não creem. A concepção e o nascimento são milagres. O nascer e o pôr do sol (na verdade, a rotação sincrônica da Terra) são milagres. A manutenção da proporção dos gases atmosféricos respiráveis – outro milagre. O funcionamento e a existência do Universo – tremendo milagre! Isso mostra a misericórdia de um Deus que manda chuva e sol sobre crentes e não crentes, sobre justos e injustos (Mateus 5:45). Deus nos mantém vivos e nos convida a uma vida de comunhão com Ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quer saber qual é, para mim, o maior milagre? Uma vida transformada por Deus. Um ser impuro tornado puro. A índole má transformada num temperamento manso e submisso à vontade de Deus. Isso é milagre! Já vi curas e coisas maravilhosas que não poderiam ser explicadas de outra maneira senão pelo poder sobrenatural de Deus, mas isso não chega perto dos milagres que presenciei na vida de seres humanos que se deixaram transformar por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o livre-arbítrio. Creio que temos a liberdade de escolher entre a vida eterna e a morte eterna – e agradeço a Deus porque minhas escolhas se limitam a dois caminhos, senão, como ser humano limitado que sou e com tendência a más escolhas, eu me perderia na confusão, caso houvesse mais opções. Essas são as duas grandes escolhas que todo ser humano tem que confrontar. Mas há também as pequenas escolhas diárias que acabam afetando em alguma medida as grandes escolhas. Exemplo: Quem namorar? Com quem casar? Que amizades cultivar? No que trabalhar? Que faculdade cursar? O que comer? O que assistir na TV? Que músicas escutar? Etc. São decisões menores que acabam afetando as maiores, na medida em que nos aproximam ou afastam de Deus. E é Deus, o Espírito Santo, que nos influencia para as boas decisões, se nos mantemos próximos dEle por meio da oração, do estudo da Bíblia e do cultivo de bons hábitos de vida e de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em meio às nossas dúvidas e incertezas, temos que responder como Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6:68). Se abandonarmos a Deus, para onde iremos? Temos que confiar nEle, pelas provas que Ele já deu de que nos ama e está nos conduzindo – com a nossa permissão – para a vida eterna. Lá todas as nossas dúvidas serão esclarecidas e nosso sofrimento terá fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas temos que chegar lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-6240050348851982383?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6240050348851982383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6240050348851982383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/10/duvidas-sobre-o-mal-milagres-e-livre.html' title='Duvidas sobre o mal, milagres e livre-arbítrio'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMC1W7ndPjI/AAAAAAAAMho/rcFoRW5e15Y/s72-c/escolha.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-8718030137436367319</id><published>2010-10-21T19:24:00.006-02:00</published><updated>2010-11-09T15:11:25.176-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Importa realmente o que vestimos?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMC1jOhp0tI/AAAAAAAAMhs/VvMyVTb-nX4/s1600/clothes.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMC1jOhp0tI/AAAAAAAAMhs/VvMyVTb-nX4/s200/clothes.jpg" width="196" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando se fala em qual deve ser o vestuário adequado para o cristão, muitos vão logo pensando na velha controvérsia da calça x saia. Porém, esta é uma visão limitada e preconceituosa. O vestuário do verdadeiro cristão envolve questões muito mais profundas do que a simples escolha de um traje. Deus não é etnocêntrico, ou seja, não adota uma cultura específica para servir de padrão a todas as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história da humanidade, registrada nas Sagradas Escrituras, podemos ver nitidamente Deus respeitando as culturas de cada época e região, mesmo quando estas se revelaram inadequadas e não colaboraram para a felicidade humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não é diferente. Ele aceita que nossos irmãos das mais diversas culturas do mundo O adorem e sirvam com sua vestimenta peculiar. Por isso, jamais poderíamos chegar a uma dessas igrejas impondo nosso estilo de vestir como ideal. Pense no que aconteceria caso um irmão de certa tribo africana quisesse obrigar um brasileiro a ir à igreja vestindo túnicas longas. Isso traria escândalo ou, na melhor das hipóteses, risos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por esse motivo que Deus não escolhe uma roupa específica para usarmos. No entanto, Ele deixou princípios universais para serem seguidos por todas as pessoas de todas as épocas e culturas. E são justamente esses princípios que devem nos levar a usar roupas que sejam condizentes com nossa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31). Esse deve ser o princípio áureo de quem quer agradar a Deus. Tudo o que fizermos – inclusive o vestuário que usamos – deve glorificar a Deus. Na Bíblia, encontramos ainda outras preciosas orientações com relação à roupa que glorifica ao Criador: “Da mesma forma que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro ou pérolas, ou vestuário dispendioso” (1Tm 2:9). “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário” (1Pd 3:3). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é glorificado quando nossa roupa não chama atenção para nós mesmas(os) e nos apresenta apenas como vasos de barro, contendo valioso tesouro. É claro que isto não é válido somente para as mulheres. Foi o contexto da época que fez com que os apóstolos Pedro e Paulo assim escrevessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi muitos dizerem que não importa o que vestimos, o importante é o que vai no coração. Mas, com certeza, o que vai no coração também se revela em nosso exterior. Até nossa personalidade pode ser avaliada, em parte, através daquilo que vestimos. A roupa que usamos demonstra a forma como queremos que os outros nos vejam. E esta é a questão crucial. Se já não sou mais eu quem vive e Cristo vive em mim, como será minha roupa? Quero que me apreciem e me achem atraente, bonita(o), sedutora(o), ou quero que, ao me olharem, vejam a simplicidade, modéstia, decência, asseamento e bom gosto que eram vistos em Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que Ellen White diz sobre isso: “Nossas palavras, ações, vestidos, são pregadores vivos, juntando com Cristo, ou espalhando. Isto não é coisa insignificante, para ser passada por alto com um gracejo. A questão do vestuário exige séria reflexão e muito orar”&amp;nbsp;(&lt;i&gt;Testemunhos Seletos&lt;/i&gt;, v. 1, p. 596). “Os que se apegam aos adornos proibidos na Palavra de Deus, nutrem orgulho e vaidade no coração. Desejam atrair a atenção. Seu vestuário diz: Olhem para mim, admirem-me. Assim cresce decididamente a vaidade no coração humano, devido à condescendência” (Ibid., p. 599).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que tomar cuidado para não nos secularizar e nos conformar com os costumes do mundo. A cultura e os costumes são muito dinâmicos. O que há vinte anos era considerado indecente, hoje é aceito com naturalidade. O nudismo e o erotismo não causam mais espanto. Até as crianças estão sendo corrompidas debaixo dos narizes dos pais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que estranhos para a (i)moralidade atual, os princípios de Deus continuarão sendo sempre os mesmos. Não podemos nos deixar levar pelas modas do mundo quando elas ferem a representação adequada do caráter de Deus. Ellen White nos faz uma preciosa advertência: “Muitos se vestem como o mundo, a fim de exercerem influência sobre os incrédulos; nisto, porém, cometem lamentável erro. Caso eles queiram ter influência real e salvadora, vivam segundo sua profissão de fé, mostrem essa fé pelas obras de justiça, e tornem distinta a diferença entre o cristão e o mundano. As palavras, o vestuário, as ações, devem falar em favor de Deus”&amp;nbsp;(Ibid., p. 594).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Cristo entra no coração, há uma transformação completa, e o vestuário jamais contradiz aquilo que professamos. “Quando a mente está firme na idéia de apenas agradar a Deus, desaparecem todos os desnecessários embelezamentos pessoais” (Ibid., p. 599).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, vemos que vestir-se corretamente não é questão tão simples como a escolha de uma saia ou de uma calça – o que seria muito fácil. Na verdade, esse é um assunto que envolve genuína conversão e desprendimento do mundo. Devemos escolher usar a roupa que melhor represente o cristianismo de acordo com a cultura da época e da região em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair, olhe-se no espelho e peça para Jesus avaliar se sua roupa é a mais adequada. Com certeza Ele irá mostrar e lhe dará forças para vencer os ditames deste mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca esqueça: como tudo na vida cristã, a vestimenta correta é resultado da comunhão com Cristo. Se tentarmos fazer o contrário (corrigir hábitos sem comunhão), estaremos fadados ao fracasso e à infelicidade. Para todo mal, Jesus é a solução. E só Jesus! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Débora Tatiane M. Borges é pedagoga e reside em Tatuí, SP)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-8718030137436367319?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/8718030137436367319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/8718030137436367319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/10/importa-realmente-o-que-vestimos.html' title='Importa realmente o que vestimos?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TMC1jOhp0tI/AAAAAAAAMhs/VvMyVTb-nX4/s72-c/clothes.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-5082903337413495981</id><published>2010-10-14T22:11:00.001-03:00</published><updated>2010-11-09T15:11:49.831-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>A Bíblia e os outros "livros sagrados"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLeqSwT54hI/AAAAAAAAMgA/KvATBCk7Zo8/s1600/mormon.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLeqSwT54hI/AAAAAAAAMgA/KvATBCk7Zo8/s200/mormon.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Podemos considerar o Alcorão e o Livro de Mórmon em pé de igualdade com a Bíblia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alcorão dos muçulmanos possui sérias incoerências e inexatidões históricas (mesmo sendo muito mais recente que a Bíblia). Exemplos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sura 2:249. Quando o rei Saul, de Israel, saiu marchando com suas tropas, disse: “Deus vos testará por meio de um rio. Aquele que dele beber não fará parte do meu grupo; aquele, porém, que não provar dele, a não ser por meio de beber pela mão, fará parte do meu grupo.” Faz-se aqui tremenda confusão entre Saul e Gideão (confira Juízes 7:5-8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sura 61:6: “E lembrai-vos de quando Jesus, Filho de Maria, disse: ‘Ó filhos de Israel, em verdade sou o apóstolo da parte de Deus para vós, a fim de confirmar uma lei que foi dada antes de mim, a fim de anunciar um apóstolo que virá após mim, e cujo nome será Ahmad.’” O autor certamente obteve isso a partir do título &lt;i&gt;Parakletos&lt;/i&gt;, que Jesus atribuiu ao Espírito Santo, em João 16:7. Confundiu-se &lt;i&gt;Parakletos &lt;/i&gt;com &lt;i&gt;Periklytos &lt;/i&gt;(famoso, louvado) que, em árabe, seria Ahmad ou Muhammad (Maomé). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo atrás, circulou pela internet um daqueles e-mails sensacionalistas dando conta de que teriam sido descobertas moedas com o nome de José do Egito. Era, na verdade, um grande mal-entendido. A informação proveio do jornal egípcio &lt;i&gt;Al-Ahram&lt;/i&gt;, via site Memri. Outro site que repercutiu o assunto foi o Urban Christian News. Este até publicou uma foto, dando uma tremenda “barrigada” jornalística. As moedas da imagem são, na verdade, gregas e trazem a inscrição “Basileos Ptolomaios”. Nada de hieróglifos. Detalhe: José viveu por volta do ano 1850 a.C., enquanto Ptolomeu viveu no terceiro século a.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo de José não havia moedas. As fotos do site árabe são escaravelhos entalhados em alabastro e em pedra, e definitivamente não se trata de moedas. A moeda foi inventada no 8º século a.C. pelos lídios. Ademais, onde estão o rosto e o nome de José nesses artefatos? Além disso, José não era faraó. Como teria uma moeda esculpida com seu nome e rosto? (Além do que, por ser judeu, não consentiria com esse tipo de homenagem pictográfica.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o Dr. Sa’id Mahammad Thabet, que é muçulmano, quis provar a exatidão do Alcorão, que na Sura 12:20 diz que os irmãos de José o “venderam por um preço baixo, um número de moedas de prata”. Muito material do Alcorão é “emprestado” da Bíblia, que é bem mais antiga que o livro sagrado dos islâmicos. O que ocorre neste caso específico é uma corruptela da tradução malfeita do texto bíblico de Gênesis 37:38: “Passando, pois, os mercadores midianitas, os irmãos de José, alçando-o da cisterna, venderam-no por vinte ciclos de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o Egito” (Almeida Contemporânea). A versão Almeida Revista e Atualizada traz a palavra “moedas” em lugar de “ciclos”. Ocorre que o original hebraico traz apenas “vinte de prata”. A palavra &lt;i&gt;shekels &lt;/i&gt;(= peças, pedaços, peso ou ciclos) foi um acréscimo posterior ao texto original. O Alcorão, baseado numa tradução bíblica imprecisa, colocou “moedas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Thabet fez foi tentar “salvar” o texto corânico, indo na contramão de outros estudiosos, ao afirmar que há textos da 3ª, da 6ª e da 12ª dinastias que mencionam moedas. Só que ele usa a palavra &lt;i&gt;deben&lt;/i&gt;, que, à semelhança de &lt;i&gt;shekel&lt;/i&gt;, era também usada para se referir à medida de peso (como o futuro talento) e pesava 21 gramas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui a advertência para que não espalhemos informações imprecisas (e/ou até inverídicas) por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Mórmon, igualmente, possui muitas inexatidões, especialmente quando contrastado com a Bíblia. O jornalista Lee Strobel menciona uma comparação interessante: verificou-se que toda a geografia do livro de Atos foi confirmada pelo ex-cético Sir William Ramsay, de Oxford, enquanto que os lugares e pessoas mencionados no Livro de Mórmon permanecem obscuros até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos de inexatidões: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o livro Alma 7:10, Jesus haveria de nascer em Jerusalém (e não em Belém, conforme o registro em Lucas 2:4 e a profecia em Miqueias 5:2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helamã 14:20, 27 declara que as trevas cobriram a Terra inteira durante três dias na ocasião da morte de Cristo (e não durante três horas, conforme o registro de Mateus 27:45 e Marcos 15:33). Dessa forma, Maria não poderia ter ido ao túmulo na manhã de Páscoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma 56:15 indica que os crentes foram chamados “cristãos” já em 73 a.C., e não em Antioquia, conforme a informação dada em Atos 11:26. É difícil imaginar como alguém poderia ter recebido o título de cristão tantas décadas antes do nascimento de Cristo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helamã 12:25, 26, alegadamente escrito no ano 6 a.C., cita João 5:29 como fonte escrita prévia, introduzindo-a com a palavra “lemos”. É difícil aceitar que uma citação pudesse ser tirada de uma fonte que não fora composta até muitas décadas depois de 6 a.C.! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-5082903337413495981?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5082903337413495981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/5082903337413495981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/10/biblia-e-os-outros-livros-sagrados.html' title='A Bíblia e os outros &quot;livros sagrados&quot;'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLeqSwT54hI/AAAAAAAAMgA/KvATBCk7Zo8/s72-c/mormon.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-22567722368813895</id><published>2010-10-14T22:02:00.002-03:00</published><updated>2010-11-09T15:12:10.771-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criacionismo'/><title type='text'>Os dias da criação são literais?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLeny75P2pI/AAAAAAAAMf8/JBxvmeFf_DE/s1600/imagesCA0AYICO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLeny75P2pI/AAAAAAAAMf8/JBxvmeFf_DE/s200/imagesCA0AYICO.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Segundo Gerhard F. Hasel, falecido professor de Teologia Bíblica e Antigo Testamento na Andrews University, nos Estados Unidos, a semântica (estudo linguístico dos significados de palavras, frases, cláusulas, etc.) chama atenção para a questão crucial do significado exato da palavra hebraica &lt;i&gt;yom&lt;/i&gt;. Poderia a designação “dia” (&lt;i&gt;yom&lt;/i&gt;) em Gênesis 1 ter um significado figurativo? Ou deve ela ser entendida, com base nas normas da semântica, como um dia literal de 24 horas? Algumas pessoas, numa tentativa de evitar maiores problemas com o evolucionismo, aplicam a teoria dos dias-eras ao relato de Gênesis 1. Para elas, os seis dias da criação são, na verdade, longos períodos de tempo. Será que isso é possível? Antes de mais nada, é preciso deixar claro que o termo yom em Gênesis 1 não se liga a qualquer preposição; não é usado em uma relação construtiva; e não tem nenhum indicador sintático que seria de esperar para um uso extensivo não literal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Escrituras, a palavra &lt;i&gt;yom&lt;/i&gt; invariavelmente significa um período literal de 24 horas, quando precedida por um numeral, o que ocorre 150 vezes no Antigo Testamento. Obviamente, no relato da criação existe sempre um numeral precedendo aquela palavra – primeiro, segundo, terceiro... sétimo dia – e essa regra para a tradução de &lt;i&gt;yom&lt;/i&gt; como um dia literal aplica-se neste caso. O que parece ser significativo também é a ênfase dada à sequência dos numerais 1 a 7, sem qualquer hiato ou interrupção temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse esquema de sete dias (seis dias de trabalho seguidos por um sétimo dia de repouso) interliga os dias da criação como dias normais em uma sequência consecutiva e ininterrupta. O relato da criação em Gênesis 1 não somente liga cada dia a um numeral sequencial, como também estabelece as fronteiras do tempo mediante a expressão “tarde e manhã” (versos 5, 8, 13, 19, 31). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase rítmica “e houve tarde e manhã” provê uma definição para o “dia” da criação; e, se o “dia” da criação constitui-se de tarde e manhã, é, portanto, literal. O termo hebraico para “tarde” – &lt;i&gt;‘ereb&lt;/i&gt; – abrange toda a parte escura do dia (ver dia/noite em Gênesis 1:14). O termo correspondente, “manhã” (em hebraico &lt;i&gt;boqer&lt;/i&gt;), representa a parte clara do dia. “Tarde e manhã” é, portanto, uma expressão temporal que define cada dia da criação como literal. Não pode significar nada mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tipo de evidência interna no Antigo Testamento para o significado dos dias resulta de duas passagens sobre o sábado no Pentateuco, que se referem aos dias da criação. Elas informam como os dias da criação foram compreendidos por Deus. A primeira passagem faz parte do quarto mandamento do Decálogo, e está registrada em Êxodo 20:9-11. A ligação com a criação transparece no vocabulário (“sétimo dia”, “céus e terra”, “descansou”, “abençoou”, “santificou”) e no esquema “seis mais um”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras usadas nos Dez Mandamentos deixam claro que o “dia” da criação é literal, composto por 24 horas, e demonstram que o ciclo semanal é uma ordenança temporal da criação. Aliás, como explicar a origem do ciclo semanal, se não pela criação em seis dias literais seguidos do repouso do sétimo dia? A semana não está vinculada a nenhum movimento ou fenômeno astronômico, como os dias (rotação da Terra), os anos (translação) e os meses. A palavra divina, que promulga a santidade do sábado, toma os seis dias da criação como sequenciais, cronológicos e literais. Dizer o contrário, portanto, é ir contra o Criador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, uma última consideração: a criação da vegetação ocorreu no terceiro dia (ver Gênesis 1:11 e 12). Grande parte dessa vegetação parece ter necessitado de insetos para a polinização. Mas os insetos só foram criados no quinto dia (verso 20). Se a sobrevivência desses tipos de plantas, que necessitam de insetos e outros animais para a polinização, dependesse deles para a reprodução, então haveria um sério problema se o “dia” da criação significasse “era”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais: a teoria dos dias-eras exigiria um longo período de iluminação e outro de escuridão para cada uma das supostas épocas. Isso, é claro, seria fatal tanto para as plantas quanto para os animais. Os dias da criação devem ser entendidos como literais e não como representando longos períodos de tempo. Argumentar em contrário é forçar o texto bíblico a dizer o que não diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Adaptado de Folha Criacionista n° 53, setembro de 1995, p. 26-30 – Sociedade Criacionista Brasileira)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-22567722368813895?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/22567722368813895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/22567722368813895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/10/os-dias-da-criacao-sao-literais.html' title='Os dias da criação são literais?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TLeny75P2pI/AAAAAAAAMf8/JBxvmeFf_DE/s72-c/imagesCA0AYICO.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-2816456025405609235</id><published>2010-10-06T00:35:00.001-03:00</published><updated>2010-11-09T15:12:42.264-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigo testamento'/><title type='text'>Imoralidade na fronteira</title><content type='html'>&lt;b&gt;Que lição podemos extrair da trágica experiência dos hebreus relatada em Números 25?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo o que temos visto acontecer no mundo, não deve faltar muito tempo para que nossa peregrinação tenha fim. Jesus logo voltará e, por isso, podemos dizer que estamos na “fronteira” da terra prometida, no limiar do novo lar. Estamos &lt;i&gt;quase &lt;/i&gt;lá. Mas quase ainda não é &lt;i&gt;lá&lt;/i&gt;. É verdade que deixamos o Egito do pecado, mas o inimigo tem redobrado seus esforços para manter a igreja apática, absorvida com trivialidades e pecados acariciados, justamente numa época em que deveria estar totalmente desperta. E se há um meio de prejudicar o povo de Deus (além de machucar o coração do Pai), esse é o pecado, em todas as suas formas. O livro bíblico de Números mostra as tristes consequências da imoralidade e a tragédia que se abateu sobre os hebreus em Sitim.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O perigo de baixar a guarda –&lt;/b&gt; O povo estava estacionado, habitando em Sitim (Nm 25:1). A peregrinação havia cessado e eles estavam em repouso, por assim dizer. Faltava apenas transpor o rio Jordão e tomar posse da tão almejada terra prometida. Haviam feito grandes conquistas e derrotado poderosos inimigos. Naquele momento, havia tranquilidade no arraial; eles estavam relaxados. Nisso residia o perigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Satanás não consegue nos derrotar com perseguição e tribulações, assim como fez com a igreja cristã primitiva, ele muda de tática. A pressão é retirada e entra em cena a sutileza. Visualize esta comparação: certo adventista passa o sábado envolvido com as coisas da igreja. De manhã, vai à Escola Sabatina e ao culto. À tarde, participa do culto jovem ou de outra atividade religiosa. À noite, pensando em “relaxar” um pouco, vai à locadora e aluga sem muitos critérios um filme qualquer. Prepara um lanche, acomoda-se confortavelmente na poltrona, relaxa, abaixa a guarda e permite que um mundo de informações e deformações lhe invada a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos no tempo, muito antes de haver aparelhos de DVD e coisas do gênero. Um rei caminha pela varanda de seu palácio. Tudo vai bem em seus domínios, apesar de o exército estar em guerra. Seus planos de governo haviam prosperado. Sua carreira até ali havia sido um sucesso. Relaxado, absorto em seus pensamentos, de repente, ele se depara com uma cena inusitada: não muito longe dali, uma bela moça se banha no pátio de casa. Davi se demora na cena (quando deveria ter desviado o olhar), e o desfecho da história já conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo semelhante aconteceu com os hebreus em Sitim. O que exércitos inimigos não conseguiram fazer, a vida tranquila e as sedutoras filhas dos moabitas[2] fizeram: levaram os homens à prostituição. Eles estavam relaxados, com a guarda abaixada e longe de Deus. Você certamente já ouviu a máxima “mente vazia, oficina de Satanás”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note como Ellen White descreve o cenário: “Tal ambiente [Sitim e seu culto idolátrico a Baal] exercia uma influência corruptora sobre os israelitas. Suas mentes se tornaram familiares com os vis pensamentos constantemente sugeridos; sua vida de comodidade e inação produzia os seus efeitos desmoralizadores; e quase inconscientemente estavam a afastar-se de Deus e chegando a uma condição em que seriam fáceis presas da tentação.”[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom repetir para frisar: “Suas mentes se tornaram familiares com os vis pensamentos constantemente sugeridos.” Aí está o problema. De tanto contemplar o pecado, acabamos nos acostumando com ele. Assim, quando as moabitas se ofereceram aos israelitas e os convidaram à idolatria, o senso moral deles estava tão embotado que facilmente cederam à tentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição é clara: no grande conflito, não podemos baixar a guarda um momento sequer – ainda mais tão perto do combate final, tão perto de cruzar o “Jordão”. Não podemos nos acostumar ao pecado do lado de cá do “rio”, e devemos selecionar bem as pessoas com quem vamos nos associar e os conteúdos midiáticos que vamos consumir. Lembre-se de que “levando os seguidores de Cristo a associar-se com os ímpios e unir-se às suas diversões. [...] Satanás é mais bem-sucedido ao induzi-los ao pecado”.[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto que deve ecoar em nossa mente enquanto estudamos essa situação em Números é este: “Aquele, pois, que &lt;i&gt;pensa estar em pé &lt;/i&gt;veja que não caia” (1 Coríntios 10:12). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cegueira progressiva –&lt;/b&gt; A tragédia dos hebreus em Sitim começou no momento em que passaram a “brincar com o pecado” – afinal, tudo o que eles queriam era participar de uma festa a convite de Balaão. Relaxar um pouco. Só isso. Não pensaram nas consequências de seus atos e até onde o relacionamento com as mulheres moabitas os levaria. Ellen White deixa claro que a sedução, as festas e o vinho acabaram por “derribar as barreiras do domínio próprio”.[5] O que começou como “simples socialização”, sexo casual e intemperança, acabou levando à idolatria aberta. Os seguidores de Yahweh se prostraram pela primeira vez diante de Baal,[6] ofereceram sacrifícios em seus altares e participaram de seus ritos degradantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note que foi um processo. Assim como ninguém abandona a igreja de repente, por exemplo. Primeiro a pessoa deixa de orar. Depois não lê mais a Bíblia e não vai mais aos cultos. Resultado: “Alimentando pensamentos impuros [lembre-se de que na presença de Deus isso é impossível, por isso antes ocorre o afastamento], o homem pode de tal maneira conduzir a mente que o pecado que uma vez lhe repugnava tornar-se-lhe-á agradável. [...] Uma longa operação preparatória desconhecida ao mundo, tem lugar no coração, antes que o cristão cometa francamente o pecado. A alma não desce de pronto da pureza e santidade à depravação, corrupção e crime.”[7] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, devemos cuidar para não dar o primeiro passo na direção errada. Não podemos nos afastar da Luz, ou a cegueira será progressiva e certa. Nossa oração deve ser a do salmista: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23-24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia fornece vários exemplos de pessoas que brincaram com o pecado e “se deram mal”. Já mencionamos Davi, mas o que dizer de Judas, Sansão e Salomão? Antes que alguém pense que é impossível vencer a tentação, lembremos também de Daniel e José, para mencionar apenas dois exemplos. O que os caracterizava? Ambos (e outros) tinham uma vida de viva comunhão com Deus. Além disso (no caso de Daniel isso é mais explícito), procuravam manter a mente clara por meio de um estilo de vida saudável. No momento da provação, o senso moral lhes era tão aguçado que eles podiam se “desviar do mal” (Jó 1:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a queda não deve ser motivo de desespero. Se olharmos de volta para a Luz, podemos recuperar a visão. Davi foi perdoado de seu crime hediondo. A prostituta pagã Raabe foi perdoada e passou a fazer parte da linhagem de Jesus. A mulher adúltera recebeu do Mestre a chance de começar nova vida. Deus quer nos ver salvos e felizes e tem o poder de juntar os cacos de uma vida despedaçada e nos tornar nova criatura. O Pai pode purificar nossa mente, nossos olhos, nosso corpo; e só pedirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois, o que fazer? Andar de mãos dadas com Jesus e nunca esquecer de que “aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros”.[8] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Causa e efeito –&lt;/b&gt; Como consequência do grave pecado do povo que deveria ser luz para as nações, perderiam a vida os líderes que haviam tomado parte consciente no culto idolátrico e orgiástico e não usaram de sua autoridade para refrear o povo.[9][10] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter ideia do nível de depravação de alguns israelitas, é só ler o que está escrito em Números 25:6. Enquanto os filhos de Israel choravam arrependidos diante do santuário (choravam, sim, porque sempre é uma tragédia quando líderes caem), um príncipe israelita chamado Zinri trouxe uma prostituta midianita chamada Cosbi[11] e, diante de todo o povo, entrou com ela na tenda.[12] Movido por santo zelo, Fineias, neto de Arão e filho único de Eleazar (portanto, futuro sumo sacerdote), pegou uma lança, entrou na barraca e atravessou o casal provavelmente em pleno ato sexual. Nesse momento, a praga que assolava o acampamento cessou, havendo sido feita expiação punitiva pelo pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude do sacerdote nos parece um tanto bárbara hoje em dia, mas não podemos tirar da mente o contexto cultural e social daqueles dias. Aquele era um povo semibárbaro, iletrado, mas que Deus queria transformar em modelo para o mundo. Além disso, Israel era uma teocracia, e como apenas Deus conhece o coração das pessoas, Ele soberanamente pode decidir pela vida ou morte delas, quando o pecado contra o Espírito Santo (do qual não há arrependimento por parte do pecador) já foi cometido. A mesma coisa vai acontecer no fim do juízo, quando os ímpios receberão a morte eterna e os salvos, a vida eterna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os midianitas também sofreram a punição divina, depois de séculos de oportunidades de arrependimento (Gn 15:16). Conheciam os juízos que Deus havia enviado contra o Egito (Js 2:8-14), mas não aproveitaram as chances dadas por Deus, como fizeram os ninivitas, diante da pregação de Jonas (Jn 3:1). Esse ramo midianita, em particular, havia “enchido a taça de sua iniquidade”.[13] Não havia mais remédio. O câncer tinha que ser extirpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exército de 12 mil israelitas, acompanhado dos sacerdotes e das trombetas sagradas (era, portanto, uma “guerra santa”), matou todos os homens midianitas e as mulheres que haviam levado os israelitas à fornicação e idolatria. Deus “tinha o propósito de inculcar no coração dos hebreus quão grave é o pecado da prevaricação contra o Senhor”.[14] Apenas as meninas inocentes foram poupadas e levadas para o acampamento israelita, onde a lei de Deus as protegeria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que hoje em dia não morram de uma vez 24 mil pessoas[15] em decorrência da imoralidade (se bem que as DSTs continuam levando à morte muita gente), mas com certeza milhões de seres humanos estão morrendo por dentro, por causa de uma vida em desacordo com os planos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus nos chama para obedecer-Lhe, não porque é um tirano exigente, mas porque ama Seus filhos e sabe o que é melhor para eles. Deus sabe que se vivermos de acordo com o Manual da Vida, Sua Santa Palavra, seremos realmente felizes e realizados. A Bíblia apresenta o sexo como presente de Deus, mas que deve ser praticado com a pessoa certa, no momento certo e no contexto certo, ou seja, no casamento. Fora disso, as consequências são certas: pesquisas indicam que o sexo sem compromisso e sem afetividade leva (principalmente as mulheres) à depressão, baixa autoestima e pode causar até anorexia.[16] Claro! Ninguém gosta de se sentir usado como objeto, por mais que se fale em “liberdade sexual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: a liberdade para ser feliz e a verdadeira satisfação só existem quando seguimos as recomendações dAquele que criou nosso corpo e nossa psique. De certa forma, obedecer a Deus é simplesmente seguir a lei da causa e efeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conselhos aos homens e mulheres de Deus –&lt;/b&gt; “Satanás bem conhece o material com que tem a lidar no coração humano. Ele sabe – pois tem estudado com diabólica intensidade durante milhares de anos – quais os pontos que mais facilmente podem ser assaltados no caráter de cada um; e durante gerações sucessivas tem ele operado a fim de subverter os homens mais fortes, os príncipes de Israel, pelas mesmas tentações que tiveram tanto êxito em Baal-Peor. Todos os períodos da História se acham repletos de caracteres que naufragaram de encontro aos recifes da condescendência sensual. Aproximando-nos do final do tempo, ao achar-se o povo de Deus nas fronteiras da Canaã celestial, Satanás redobrará, como fez antigamente, os seus esforços para os impedir de entrar na boa terra. Arma as suas ciladas a toda a alma. Não é simplesmente o ignorante ou sem letras que necessita de ser guardado; ele preparará suas tentações para os que se encontram nas mais elevadas posições, no mais santo ofício; se ele os puder levar a poluir a alma, poderá por meio deles destruir a muitos.”[17] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro &lt;i&gt;Sexo Não é Problema (Lascívia, Sim)&lt;/i&gt;, de Joshua Harris[18] é um bom exemplo de franqueza e clareza no que diz respeito aos efeitos da lascívia nos relacionamentos e na vida espiritual. Harris é pastor evangélico nos Estados Unidos, casado e pai de dois filhos. À medida que apresenta seus estudos e conselhos, ele recheia o livro com experiências de sua própria juventude e vida adulta, deixando claro que não se trata de um escritor de “outro planeta” falando para leitores a respeito de algo pelo que não é atingido e que, portanto, desconhece. Harris, como muita gente (e muitos cristãos) teve problemas com masturbação e pensamentos impuros, mas garante que, com o poder de Deus, é possível ter uma vida de pureza num mundo tremendamente impuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor adverte que a “lascívia é mantida viva e nossas fraquezas são fortalecidas por meio das pequenas provisões que nós lhe oferecemos”. Exemplo: locais tentadores, televisão, jornais e revistas, música, livros, internet, propagandas com fotos indecentes, etc. Depois ele convida o leitor a identificar os meios pelos quais a lascívia pode alcançá-lo(a) e a erigir “muros” de proteção. Harris também mostra como a lascívia alcança moças e rapazes e como ambos os sexos podem se ajudar mutuamente a manter a pureza de pensamentos e atitudes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A lascívia obscurece e torce a verdadeira masculinidade e feminilidade de maneira nociva”, diz ele. “Transforma o desejo bom de um homem de conquista em captura e usufruto, bem como todo o desejo bom de uma mulher de ser linda em sedução e manipulação. Geralmente, parece que homens e mulheres são tentados pela lascívia de duas maneiras singulares: os homens são tentados pelos &lt;i&gt;prazeres &lt;/i&gt;que a lascívia oferece, enquanto as mulheres são tentadas pelo &lt;i&gt;poder &lt;/i&gt;[de controle e manipulação] que a lascívia promete.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, Harris apresenta as “estratégias para mudança a longo prazo”. Segundo ele, primeiramente é necessária uma vida de íntima comunhão com Deus para que a pureza que vem do Céu revista nossa vida. Além disso, é preciso fazer um pacto como o feito por Jó: “Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” (31:1). Harris cita ainda vários textos bíblicos vitais na luta pela pureza, como o Salmo 119:9-11: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a Tua palavra. De todo o coração Te busquei; não me deixes fugir aos Teus mandamentos. Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para pensar: “Um homem piedoso não irá até onde ele pode, para que não vá mais adiante do que ele deve” (Thomas Watson).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para orar e decidir: “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101:3). “Desvia os meus olhos das coisas inúteis; faz-me viver nos caminhos que traçaste” (Sl 119:37, NVI). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Michelson Borges é jornalista e mestre em Teologia)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A palavra “Sitim” significa literalmente “acácias”, segundo Gordom J. Wenhan, em &lt;i&gt;Números, Introdução e Comentário &lt;/i&gt;(São Paulo: Mundo Cristão, 1981), p. 193. A região ficava a nordeste do Mar Morto, nas planícies de Moabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Warren W. Wiersbe, em seu &lt;i&gt;Comentário Bíblico Expositivo &lt;/i&gt;(Santo André, SP: Geográfica, 2006), à página 467, explica que os moabitas eram descendentes de Ló, sobrinho de Abraão, e, por isso, aparentados dos israelitas. Por sua vez, os midianitas eram aliados de Moabe. Por conta disso, os hebreus devem ter pensado que não deveria haver motivo algum para que eles não mantivessem uma “política de boa vizinhança” com aqueles dois povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Ellen G. White. &lt;i&gt;Patriarcas e Pr&lt;/i&gt;ofetas (São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2001. CD-ROM), p 453, 454.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ellen G. White, ibid., p. 458.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Ellen G. White, ibid., p. 454.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Warren W. Wiersbe. &lt;i&gt;Comentário Bíblico Expositivo &lt;/i&gt;(Santo André, SP: Geográfica), p. 467. Obs.: Os rituais cananeus de fertilidade envolviam prostituição cultual masculina e feminina e incentivavam todo tipo de imoralidade sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Ellen G. White, ibid., p. 459.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Ellen G. White, ibid., p. 460.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. A versão Almeida Revista e Atualizada, seguindo a Vulgata, afirma que esses líderes deveriam ser enforcados, mas os Targums sugerem que eles seriam apedrejados e depois dependurados, como triste exemplo para a nação. Cf. Gordon J. Wenhan, op. cit., p. 194. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Em seu livro &lt;i&gt;Bajo La Sombra de La Shekina &lt;/i&gt;(Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2009), Roy Gane chama atenção para quão justa era a lei israelita: “A lei israelita nivelava o campo de execução com o termo que poderíamos chamar, no campo da jurisprudência criminal, ‘igualdade de oportunidade de castigo’ (Lv 24:17, 19-22; Nm 35:31).” Ele lembra, também, que quanto maior a responsabilidade, maior a culpabilidade; mesmo Moisés havia sido punido com a proibição de entrar em Canaã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Champlin informa que o nome “Cosbi” vem do acádio kusbu, que significa “volúpia” ou, talvez, “enganadora”. Cf. R. N. Champlin, &lt;i&gt;O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo &lt;/i&gt;(São Paulo: Candeia, 2000), p. 703.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Segundo Wenhan (op. cit., p. 195), “até esse ponto as relações sexuais com as mulheres estrangeiras haviam acontecido fora do acampamento. Agora, debaixo do nariz de Moisés e das outras pessoas, Zinri demonstrou seu desprezo pelo pacto e pela sentença divina pronunciada contra os líderes como seu pai”. Seu pecado fora arrogante. É nesse contexto que a atitude enérgica de Fineias precisa ser considerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Ellen G. White, &lt;i&gt;Review and Herald&lt;/i&gt;, 2 de maio de 1893.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Paul Hoff, &lt;i&gt;O Pentateuco &lt;/i&gt;(São Paulo: Editora Vida, 1981), p. 221.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Segundo o &lt;i&gt;Comentario Biblico Adventista Del Septimo Dia &lt;/i&gt;(Califórnia: Publicaciones Interamericanas, 1960), volume 1, página 930, o fato de Paulo mencionar em 1 Coríntios 10:8 que foram 23 mil os mortos pode se dever ao fato de o apóstolo ter se referido aos que teriam morrido “num só dia”. Os mil restantes poderiam ter morrido no dia seguinte. Champlin considera mais provável que Paulo tenha sofrido um inconsequente lapso de memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. http://criacionista.blogspot.com/2008/07/criados-para-o-sexo-com-amor-e.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Ellen G. White, &lt;i&gt;Patriarcas e Profetas &lt;/i&gt;(São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2001. CD-ROM), p. 457, 458.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Joshua Harris. &lt;i&gt;Sexo Não é Problema (Lascívia, Sim) &lt;/i&gt;(São Paulo: Cultura Cristã, 1994).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-2816456025405609235?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/2816456025405609235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/2816456025405609235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/10/imoralidade-na-fronteira.html' title='Imoralidade na fronteira'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-6235069757888418228</id><published>2010-10-04T22:57:00.003-03:00</published><updated>2010-10-04T22:59:22.027-03:00</updated><title type='text'>Por que a Bíblia é diferente de outros “livros sagrados”?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TKqF3e5k5hI/AAAAAAAAMds/gKzFVOJsxZY/s1600/339060rkt.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TKqF3e5k5hI/AAAAAAAAMds/gKzFVOJsxZY/s200/339060rkt.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Hoje, muitos consideram a Bíblia apenas como o melhor livro produzido pelo cristianismo. Essas pessoas não a consideram melhor do que os livros que contêm os ensinamentos de Buda, o Bhagavad Ghita dos hindus ou qualquer outra obra religiosa. Por que os cristãos insistem que a Bíblia é um livro diferente? Em meio a tantas opiniões divergentes, é necessário examinar a origem do livro que serve de fundamento para o cristianismo. Os profetas bíblicos afirmavam possuir um conhecimento real sobre o Deus infinito. Eles estavam absolutamente certos de que Deus falava por meio deles. Os profetas diziam que Deus faz afirmações dignas de confiança. Ele é capaz de predizer o futuro, e é isso que O torna diferente dos falsos “deuses”: “Eu sou o Senhor; este é o Meu nome! Não darei a outro a Minha glória nem a imagens o Meu louvor. Vejam! As profecias antigas aconteceram, e novas Eu anuncio; antes de surgirem, Eu as declaro a vocês” (Is 42:8, 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um Deus que Se comunica –&lt;/b&gt; Os autores bíblicos estavam seguros de que Deus pode Se comunicar e de fato Se comunica com os seres humanos. Para eles, a linguagem não é nenhum tipo de barreira que impede a comunicação direta entre Deus e os seres humanos. Deus não é limitado; Ele tem a capacidade de usar a linguagem humana. Muitas vezes, Deus é mencionado como a Pessoa que realmente está falando por meio dos profetas. Por exemplo, as palavras de Elias (1Rs 21:19) são descritas como “a advertência que o Senhor proferiu” (2Rs 9:25), enquanto que Elias sequer é mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Bíblia, a mensagem de um profeta é equivalente à fala direta de Deus. Portanto, desobedecer a um profeta é desobedecer a Deus: “Se alguém não ouvir as Minhas palavras, que o profeta falará em Meu nome, Eu mesmo lhe pedirei contas” (Dt 18:19). Quando o rei Saul desobedeceu à mensagem de Deus dada por meio do profeta Samuel, foi-lhe dito: “Você agiu como tolo, desobedecendo ao mandamento que o Senhor, o seu Deus, lhe deu; se você tivesse obedecido, Ele teria estabelecido para sempre o seu reinado sobre Israel. Mas agora o seu reinado não permanecerá; o Senhor procurou um homem segundo o Seu coração e o designou líder de Seu povo, pois você não obedeceu ao mandamento do Senhor” (1Sm 13:13, 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia registra muitos episódios em que Deus fala diretamente com os seres humanos: conversas com Adão e Eva depois de pecarem (Gn 3:9-19); o chamado de Abraão (Gn 12:1-3); o diálogo com Elias no monte Horebe (1Rs 19:9-18). Todo o código de leis dadas no Pentateuco (Êx–Nm) é formado por palavras proferidas diretamente por Deus (Lv 1:1; Nm 1:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os profetas do Antigo Testamento foram enviados por Deus para falar Suas palavras. Essa autoridade é demonstrada pela frequente expressão “Assim diz o Senhor”. De fato, o que distingue um profeta verdadeiro de um falso é que o primeiro não fala suas próprias palavras. Deus disse a Moisés: “Agora, pois, vá; Eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer” (Êx 4:12). Ele disse também a Jeremias: “Agora ponho em sua boca as Minhas palavras” (Jr 1:9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia mostra claramente que os profetas tinham muito mais do que um “encontro” com Deus que lhes dava uma sensação agradável. Deus transmitiu aos seres humanos informações concretas (Dt 29:29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um livro único –&lt;/b&gt; O Antigo e o Novo Testamentos falam inúmeras vezes que a verdade de Deus não é algo obtido por seres humanos depois de buscarem diligentemente pelo “Divino”. A verdade vem exclusivamente pela iniciativa de Deus. Deus fala por meio do profeta. E a linguagem humana é capaz de transmitir a comunicação divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os apóstolos do Novo Testamento falam com a mesma autoridade que os profetas do Antigo Testamento. Eles falam pelo Espírito Santo (1Pe 1:10-12), que lhes transmitiu o conteúdo de sua mensagem (1Co 2:12, 13). Os ensinos dos apóstolos são bastante “diretivos”, transmitindo mandamentos com toda a autoridade (1Ts 4:1, 2; 2Ts 3:6, 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a Bíblia como um todo não foi ditada por Deus palavra por palavra. O mensageiro humano foi guiado por Deus ao selecionar as palavras adequadas para expressar a revelação. Dessa maneira, as palavras do profeta são chamadas de Palavra de Deus. É evidente a individualidade e personalidade de cada escritor, mas os elementos divino e humano são inseparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da História, os estudiosos cristãos têm comparado a Bíblia com a natureza divino-humana de Cristo: “A Escritura Sagrada, com suas divinas verdades, expressas em linguagem de homens, apresenta uma união do divino com o humano. União semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e Filho do homem. Assim, é verdade com relação à Escritura, como o foi em relação a Cristo, que ‘o Verbo Se fez carne e habitou entre nós’ (Jo 1:14).”[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura da Bíblia mostra que existe continuidade e unidade entre o Antigo e o Novo Testamentos. Os escritores do Novo Testamento fazem centenas de citações do Antigo. Isso mostra que os apóstolos e os primeiros cristãos consideravam o Antigo Testamento como uma revelação vinda de Deus. As palavras de Isaías 7:14 são citadas como “o que o Senhor dissera pelo profeta” (Mt 1:22). Jesus cita Gênesis 2:24 como palavras ditas por Deus (Mt 19:5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras das Escrituras são mencionadas como faladas pelo Espírito Santo. Ao citar o profeta Joel, Pedro afirma: “Diz Deus” (At 2:17). Paulo e Barnabé citam Isaías 49:6 como algo que “o Senhor nos ordenou” (At 13:47). Isso mostra claramente que o Antigo Testamento contém instruções válidas para os cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escritores do Novo Testamento também sabiam que Deus é capaz de falar diretamente às pessoas em linguagem humana. Isso fica claro, por exemplo, no batismo de Jesus (Mt 3:17); na transfiguração de Cristo (Mt 17:5; 2Pe 1:17, 18); nas instruções dadas a Ananias (At 9:11-16); e na revelação a João (Ap 1:11–3:22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um livro confiável –&lt;/b&gt; O próprio Jesus Cristo confirmou que o Antigo Testamento era o fundamento de Seus ensinos e ética. As profecias do Antigo Testamento eram o padrão para Sua vida, como Ele disse muitas vezes: “As Escrituras precisam ser cumpridas” (Mc 14:49); “Como [...] está escrito” (Mt 26:24). Ele repreendeu aos teólogos de Sua época por permitirem que ensinos humanos distorcessem e mesmo anulassem o Antigo Testamento, a Palavra de Deus que existia na época (Mc 7:7, 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus esperava que as pessoas aceitassem a autoridade do Antigo Testamento. Ele costumava perguntar: “Vocês não leram?” (Mt 12:5; 21:16; Mc 12:10). Em resposta à pergunta feita pelo mestre da lei sobre a salvação, Jesus disse: “O que está escrito na Lei?” (Lc 10:26). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo Paulo também se refere à autoridade do Antigo Testamento. Na carta aos Romanos, ele constroi uma poderosa argumentação em favor do evangelho com base no Antigo Testamento (Rm 1–11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Jesus e os escritores do Novo Testamento aceitavam que todo o Antigo Testamento apresenta histórias verídicas e confiáveis, inclusive as histórias de Adão e Eva, bem como Noé e o Dilúvio (Mt 19:4, 5; Lc 21:26-29; 2Pe 3:3-7). Para eles, o fato de que Deus atuou no passado mostra a certeza de que Ele atuará no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos autores bíblicos, assim como Cristo, mostram que é possível utilizar a Bíblia de maneira equivocada ou interpretá-la mal. Felizmente, Jesus apresenta uma chave que deve nos guiar quando estudamos a Bíblia: “As Escrituras [...] testemunham a Meu respeito” (Jo 5:39). Paulo diz que, quando alguém vê Jesus através das Escrituras, um “véu” é retirado dos olhos (2Co 3:14-16). Os dois discípulos que viajavam para Emaús tiveram a fé confirmada quando Cristo lhes deu a interpretação correta do Antigo Testamento (Lc 24:32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, muitos dizem que várias partes da Bíblia são questionáveis. Creio que a seguinte advertência é relevante para todos os cristãos: “Que jamais algum ser humano julgue a Palavra de Deus ou a critique sobre quanto dela é inspirado ou quanto não é inspirado, nem diga que determinada passagem é mais inspirada que outra. Deus adverte que não sigamos por esse caminho. Deus não deu a nenhum ser humano a tarefa de decidir o que é inspirado e o que não é.”[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Deus expressa a mesma ideia: “A este Eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da Minha palavra” (Is 66:2). Ao longo de toda a Bíblia, encontramos um Deus que procura Seus filhos, que deseja intensamente comunicar-Se com eles e que os ama mais do que ama Sua própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Jo Ann Davidson, Ph.D, é professora de Teologia na Andrews University, Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos. Publicado originalmente como “The Word Made Flesh”, &lt;a href="http://www.atsjats.org/publication.php?journal=2" target="_blank"&gt;Perspective Digest&lt;/a&gt;, ano 15, nº 3 [2010], p. 21-25. Traduzido e adaptado por Matheus Cardoso. Usado com permissão.)&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[1] Ellen G. White, &lt;i&gt;O Grande Conflito &lt;/i&gt;(Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003), p. vi.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[2] Idem, em &lt;i&gt;SDA Bible Commentary &lt;/i&gt;(Washington, DC: Review and Herald, 1957), v. 7, p. 919.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-6235069757888418228?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6235069757888418228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/6235069757888418228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/10/por-que-biblia-e-diferente-de-outros.html' title='Por que a Bíblia é diferente de outros “livros sagrados”?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TKqF3e5k5hI/AAAAAAAAMds/gKzFVOJsxZY/s72-c/339060rkt.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-1936045661052703046</id><published>2010-09-28T14:24:00.001-03:00</published><updated>2010-11-09T13:20:45.534-02:00</updated><title type='text'>Por que os apóstolos batizavam em nome de Jesus?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TKIkk5-nT4I/AAAAAAAAMcI/w5weu2eS3ds/s1600/batismo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TKIkk5-nT4I/AAAAAAAAMcI/w5weu2eS3ds/s200/batismo.jpg" width="194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Se Jesus disse que o batismo deveria ser realizado “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19), por que os apóstolos batizavam em nome de Jesus (At 2:38; 8:16; 10:48; 19:5)?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de estudar o que o Novo Testamento ensina sobre o batismo, precisamos entender o que significava um “nome” para os primeiros cristãos. Para nós, essa é apenas uma palavra que permite identificar alguém ou alguma coisa. Mas, na Bíblia, “nome” tem um significado muito mais profundo e belo. Ele representa todas as qualidades de alguém, seu verdadeiro caráter, tudo aquilo que a pessoa realmente é (ver Gn 11:3; 27:36; Êx 5:23; Nm 1:2; 26:53; 1Sm 17:45; 18:30; 2Sm 8:13; 1Rs 21:8; Is 56:5; Mc 6:14; Lc 6:22; At 1:15; Fp 2:9; Ap 3:1, 4).[1] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que significa “em nome de Jesus”? –&lt;/b&gt; Muitas vezes o Novo Testamento fala sobre o “nome de Jesus”. À luz do que vimos acima, o “nome de Jesus” representa Suas qualidades e caráter. Por exemplo, crer no nome de Jesus é confiar no próprio Jesus (At 4:12; 1 Co 6:11). Ser curado por meio do nome de Jesus é ser curado pelo poder que existe nEle (At 4:7; 16:18). Portanto, ser batizado em nome de Jesus significa entregar-se completamente a Ele e ter um relacionamento com Ele (At 8:16; 19:15; 1 Co 1:13).[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;i&gt;Bíblia de Jerusalém&lt;/i&gt;, &lt;a href="http://michelsonperguntas.blogspot.com/2010/09/mateus-2819-falso-ou-autentico.html" target="_blank"&gt;erroneamente citada&lt;/a&gt; por alguns contra a autenticidade de Mateus 28:19, esclarece o que significa ser batizado “em nome de Jesus”: “O batismo é dado ‘em nome de Jesus Cristo’ (cf. [At] 1,5+) e é recebido ‘invocando-se o nome do Senhor Jesus’ (cf. [At] 2,21+; 3,16+; 8,16; 10:48; 19,5; 22,16; 1Cor 1,13.15; 6,11; 10,2; Gl 3,27; Rm 6,3, cf. Tg 2,7). Essa maneira de falar talvez &lt;i&gt;não vise tanto à fórmula ritual do batismo&lt;/i&gt; (cf. Mt 28,19), quanto ao significado do próprio rito: profissão de fé em Cristo, tomada de posse, por Cristo, daqueles que doravante Lhe são consagrados.”[3] Ou seja, “nome de Jesus” não era necessariamente uma expressão exata pronunciada por alguém. Essas palavras significam que a condição para ser batizado era aceitar a Jesus como Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quantas “fórmulas batismais” existiam? –&lt;/b&gt; A Bíblia apresenta três expressões relacionadas ao batismo: (1) “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19); (2) “em nome de Jesus Cristo” (At 2:38; 10:48); e (3) “em nome do Senhor Jesus” (At 8:16; 19:5). Como o livro de Atos apresenta uma fórmula batismal fixa e precisa, que sempre deveria ser utilizada, se esse livro menciona duas expressões diferentes? A explicação mais natural é que, “dadas as variações na linguagem do Novo Testamento, claramente não havia uma fórmula batismal definida” nos primórdios do cristianismo.[4] Negar isso é tentar negar o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os apóstolos eram infalíveis?[5] –&lt;/b&gt; Algumas pessoas parecem crer que o livro de Atos é um infalível “manual da Igreja”, ou seja, tudo que os primeiros cristãos fizeram era correto e deve ser imitado por nós. Mas é necessário lembrar que a &lt;i&gt;revelação &lt;/i&gt;da verdade é progressiva (Mc 4:33; Jo 16:12, 13; 1Co 3:2) e que a própria &lt;i&gt;compreensão &lt;/i&gt;da revelação é progressiva (Mc 9:32; Lc 2:50; 9:45; 18:34; Jo 12:16). Em outras palavras, Deus não revelou toda a verdade em um momento. Mas, mesmo as verdades já reveladas e explicadas demoravam certo tempo para ser entendidas e obedecidas pelo povo de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários exemplos do Novo Testamento ilustram essa verdade. Antes de subir ao Céu, Jesus disse que o evangelho deveria ser pregado a “todas as nações” (Mt 28:19). Apesar da clareza dessa ordem, o livro de Atos mostra que os cristãos demoraram muito tempo para compreendê-la. As palavras do próprio Jesus também poderiam sugerir que, logo após a descida do Espírito Santo, o “reino” seria restaurado “a Israel” e viria o fim (At 1:6-8, 11). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia de Pentecostes, da perspectiva daqueles crentes, o evangelho foi pregado às pessoas “de todas as nações debaixo do céu” (At 2:5). Como, para eles, o fim estava perto, venderam todos os seus bens – as posses materiais eram totalmente irrelevantes e os cristãos possuíam um fundo comum para suas posses (At 2:44; 4:32). Essa atitude precipitada levou a igreja na Judeia a severas dificuldades financeiras (Rm 15:25-28; 1Co 16:1-4; 2Co 8-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo é a discussão sobre quais grupos de pessoas constituíam a igreja. Vários anos depois da morte de Cristo, os cristãos ainda criam que apenas os judeus eram o povo de Deus. Os próprios líderes em Jerusalém pensavam que apenas os judeus poderiam ser salvos (At 11-12), e muito tempo passou antes que oportunidade de salvação fosse entendida aos não judeus (At 14:27). Mesmo depois os cristãos pensavam que uma pessoa deveria praticar todos os rituais judaicos para seguir a Cristo (At 15; Gl 2). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Paulo, que falou sobre Israel e a Igreja (Rm 9-11; Gl 2, 3), se submeteu às práticas do voto de nazireado (At 18:18), circuncidou a Tito (Gl 2:3) e praticou sacrifícios e rituais de purificação (At 21:17-26). É verdade que Paulo agia “como judeu, a fim de ganhar os judeus” (1Co 9:20); no entanto, Paulo praticou esses rituais não por simpatia aos judeus não cristãos, mas devido aos líderes cristãos em Jerusalém. No fim da vida de Paulo, nem todos os cristãos judeus compreendiam ainda que a morte de Cristo havia dado término à lei cerimonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém poderia indagar: Então os primeiros cristãos eram ímpios e rebeldes contra a vontade de Deus? Não, pois eles viviam à altura da compreensão que possuíam, e isso era o mais importante para Deus. Os primeiros cristãos entendiam a mensagem básica do cristianismo: que Cristo havia morrido, ressuscitado e triunfado sobre o mal; e essa era a mensagem que anunciavam desde o início (At 2:32-36; 13:33-34). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em que devemos basear doutrinas e práticas? –&lt;/b&gt; Um estudo mais aprofundado da Bíblia mostra que existe clara distinção entre textos descritivos e textos prescritivos. Textos &lt;i&gt;descritivos &lt;/i&gt;mencionam as práticas das pessoas. Mesmo o povo de Deus pode cometer atitudes que não estão de acordo com o ideal, mas que são toleradas por Deus. Esse conceito é verdadeiro sobre o povo de Deus no Antigo Testamento (por exemplo: poligamia, guerra, divórcio, etc.) e também no Novo (ver acima). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo de Deus não está imune aos erros, como é visto na experiência individual de todos nós. As doutrinas e estilo de vida dos cristãos devem estar baseados nos textos &lt;i&gt;prescritivos &lt;/i&gt;da Bíblia, ou seja, naqueles que contêm um mandamento ou prescrição, um claro “assim diz o Senhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, então, os cristãos em geral não utilizam as palavras “em nome de Jesus”, mas “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”? Como em outros casos relacionados à prática cristã, essa não é uma escolha entre &lt;i&gt;certo e errado&lt;/i&gt;, mas entre &lt;i&gt;bom e melhor&lt;/i&gt;. A prática dos apóstolos era boa, mas a ordem de Jesus é melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina cristã deve ser baseada nos textos prescritivos da Bíblia. Todo genuíno cristão concordará que a expressa &lt;i&gt;ordem &lt;/i&gt;de Cristo é muito melhor que as &lt;i&gt;práticas &lt;/i&gt;de um ser humano imperfeito (ainda que esse ser humano seja apóstolo ou profeta). Como hoje compreendemos as instruções de Jesus em Mateus 28:18-20, esse texto deveria ser suficiente para encerrar toda discussão sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão – Um estudo do Novo Testamento mostra que (1) ser batizado em “nome de Jesus” significava aceitá-Lo como Salvador e Senhor, e não necessariamente usar essas palavras durante o batismo; (2) Mateus 28:19 e o livro de Atos mencionam três expressões diferentes relacionadas ao batismo, o que mostra que os primeiros cristãos provavelmente não possuíam uma fórmula definida e precisa; (3) os apóstolos não eram infalíveis, porque cometeram vários equívocos doutrinários e de comportamento; e (4) devemos basear nossa doutrina em instruções explícitas da Bíblia, e não no que seus personagens fizeram ou deixaram de fazer.[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Matheus Cardoso é editor associado da revista Conexão JA e editor assistente de livros na Casa Publicadora Brasileira)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] G. F. Hawthorne, “Name”, em &lt;i&gt;International Standard Bible Encyclopedia&lt;/i&gt;, ed. Geoffrey W. Bromiley (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1979), v. 3, p. 480-482.&lt;br /&gt;[2] H. Bietenhard, “Nome”, em &lt;i&gt;Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento&lt;/i&gt;, ed. Lothar Coenen e Colin Brown (São Paulo: Vida Nova, 2000), v. 2, p. 1.400.&lt;br /&gt;[3] &lt;i&gt;Bíblia de Jerusalém &lt;/i&gt;(São Paulo: Paulus, 2002), p. 1.904 (nota sobre At 2:38) (ênfase acrescida).&lt;br /&gt;[4] John Nolland, &lt;i&gt;The Gospel of Matthew: A Commentary on the Greek Text&lt;/i&gt;, The New International Greek Testament Commentary, ed. I. Howard Marshall e Donald A. Hagner (Grand Rapids. MI: Eerdmans, 2005), p. 1.268.&lt;br /&gt;[5] O restante deste artigo é baseado em uma aula de Wilson Paroschi, Ph.D., professor de Novo Testamento no Unasp, campus Engenheiro Coelho.&lt;br /&gt;[6] Para estudo adicional, veja Ángel Manuel Rodríguez, &lt;a href="http://www.adventistbiblicalresearch.org/Biblequestions/Right%20Words.htm" target="_blank"&gt;“The right words”&lt;/a&gt;; e Alberto R. Timm, &lt;a href="http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/01/50.pdf" target="_blank"&gt;“Em Nome da Trindade”&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-1936045661052703046?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/1936045661052703046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/1936045661052703046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/09/por-que-os-apostolos-batizavam-em-nome.html' title='Por que os apóstolos batizavam em nome de Jesus?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TKIkk5-nT4I/AAAAAAAAMcI/w5weu2eS3ds/s72-c/batismo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-2591270440112975884</id><published>2010-09-22T23:16:00.003-03:00</published><updated>2010-09-22T23:20:22.655-03:00</updated><title type='text'>Podemos crer na criação segundo a Bíblia?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TJq49K96k4I/AAAAAAAAMaA/qJrT2UxfHW4/s1600/creation-hands.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 194px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TJq49K96k4I/AAAAAAAAMaA/qJrT2UxfHW4/s200/creation-hands.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519927654351541122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Posso acreditar em Jesus e na Bíblia, mas sem acreditar em mitos ultrapassados como Adão e Eva, e Noé e o Dilúvio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, existem três interpretações sobre a história de Gênesis. A primeira afirma que o autor de Gênesis pretendia que os leitores compreendessem as narrativas como literais e historicamente verdadeiras. Eles afirmam, no entanto, que a maior parte de Gênesis não aconteceu de fato. A segunda interpretação nega que o autor de Gênesis pretendia que as narrativas fossem compreendidas como literais ou históricas. Em vez disso, elas foram escritas para serem interpretadas de maneira simbólica, para transmitir apenas verdades morais e espirituais. A terceira interpretação afirma que o autor de Gênesis pretendia descrever eventos literais e históricos relacionados à Criação, ao Dilúvio, e assim por diante. Além disso, defendem a exatidão e veracidade da história. Portanto, pensam que a Criação ocorreu em seis dias de 24 horas e que houve um dilúvio global. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Antigo Testamento e a história de Gênesis &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por várias razões, muitos estudiosos creem que o autor de Gênesis tinha a intenção de que seus relatos da Criação e do Dilúvio fossem entendidos de forma literal e histórica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A sequência de tempo e espaço apresentada em Gênesis.&lt;/em&gt; Existe claramente uma unidade na grande narrativa de Gênesis que percorre todo o caminho desde o relato da Criação até o Êxodo. Essa história descreve os eventos passados dentro de uma estrutura narrativa. De fato, Gênesis 1-11 claramente serve como introdução para o restante de Gênesis e dos cinco primeiros livros da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A expressão “são estas as gerações de”.&lt;/em&gt; Vários estudiosos observam também a presença da palavra hebraica &lt;em&gt;toledoth &lt;/em&gt;(“estas são as gerações de”) em Gênesis 1-11. Essa palavra, que tem o sentido de “registro histórico”, aparece antes de cada seção do livro de Gênesis, para iniciar o relato sobre a criação do mundo (Gn 2:4), os descendentes de Adão (5:1), Noé (6:9), os três filhos de Noé (10:1), Sem (11:10), Ismael (25:12), Isaque (25:19), Esaú (36:1) e Jacó (37:2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estilo literário: registro histórico.&lt;/em&gt; Não existe nenhuma mudança de estilo literário entre Gênesis e o restante do Pentateuco, nem entre o Pentateuco e os assim chamados “livros históricos” (Reis, Crônicas, etc.). “De fato, se estamos falando sobre a intenção original do autor bíblico, o estilo de Gênesis não dá margem para argumentar contra a conclusão óbvia de que o autor pretendia que o livro fosse considerado uma obra histórica que narra o que aconteceu no passado distante” (Raymond D. Dillard e Tremper Logman, &lt;em&gt;An Introduction to the Old Testament &lt;/em&gt;[Grand Rapids, MI: Zondervan, 1994], p. 49).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Antigos relatos históricos fora da Bíblia.&lt;/em&gt; Os críticos da Bíblia frequentemente se esquecem de que as histórias antigas muitas vezes incluem histórias sobre deuses. Entretanto, recentemente tem sido observado que elementos nas histórias mesopotâmicas antigas, tais como a Lista de Reis Sumérios e a Epopeia de Gilgamesh mencionam os nomes de pessoas e locais confirmados pela arqueologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante que algumas dessas pessoas que realmente existiram seriam consideradas lendárias segundo os padrões atuais – realizaram façanhas inacreditáveis e tiveram duração de vida incrivelmente longa. Por exemplo: a Lista de Reis Sumérios afirma que Enmebaragesi, rei de Kish, governou durante 900 anos! Mas os nomes de Gilgamesh e e Enmebaragesi, um de seus contemporâneos, foram encontrados em uma inscrição da época em que as lendas posteriores afirmam que eles viveram.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vários elementos na história da torre de Babel foram registrados em documentos fora da Bíblia, sugerindo que a história não foi simplesmente inventada pelo escritor bíblico. Um texto sumério da terceira dinastia de Ur (Mesopotâmia) conta que, em uma época, os sumérios falavam apenas uma língua, mas o deus Enki confundiu a fala deles. Os sumérios possuíam torres especiais (os zigurates), que se acreditava serem uma ligação entre o Céu e a Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Novo Testamento e o livro de Gênesis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores do Novo Testamento escreveram no contexto de uma sociedade que não aceitava a mensagem do evangelho. Pedro escreveu: “De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da Sua majestade” (2Pe 1:16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de sua primeira epístola aos coríntios, Paulo admite que “a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo [aqueles que se recusam a crer], mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus [...] é escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1Co 1:18, 23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tentador pensar que as pessoas daquela época eram mais ingênuas, mas a verdade é que muitas, se não a maioria, eram tão desconfiadas sobre a ressurreição de um morto quanto as pessoas atuais. O conflito entre os saduceus e os fariseus (At 23:6-10) mostra a incerteza que havia entre os judeus cultos a respeito da possibilidade da ressurreição. O discurso de Paulo para a elite intelectual de Atenas no Areópago (At 17:32, 33) foi bem recebido até o momento em que ele mencionou a ressurreição, a respeito de que ele foi ridicularizado por alguns e educadamente despedido por outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escritores do Novo Testamento entendiam Gênesis capítulos 1 a 11 como um registro histórico. Em Mateus 19:4 e 5, Jesus cita Gênesis 1:27 e 2:24 e introduz esses textos perguntando: “Vocês não leram [...]?” Isso mostra que Ele considerou essas passagens como confiáveis, históricas e dignas de autoridade. Gênesis 1:27 fala sobre a criação de Adão e Eva como um evento histórico. Gênesis 2:24 declara que os dois “se tornarão uma só carne”; e Jesus utiliza esse texto para justificar o ensino de que o casamento é permanente e sagrado. Em Lucas 17:26-29, Jesus advertiu de que os últimos dias seriam “como foi nos dias de Noé”. Obviamente, o aviso sobre o juízo final é seriamente invalidado se o juízo no tempo de Noé não for considerado como real e histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor da epístola aos Hebreus menciona sem interrupções eventos dos primeiros capítulos de Gênesis até eventos muito posteriores e geralmente considerados eventos históricos. Esse fato mostra que não havia qualquer distinção entre a veracidade histórica de tais eventos na mente dos primeiros cristãos (ver Hb 11). A referência de Pedro ao tempo do Dilúvio torna evidente que ele foi um acontecimento histórico (2Pe 3:3-7). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas e outras passagens do Novo Testamento mostram que a veracidade histórica de Gênesis capítulos 1 a 11 era aceita pela igreja antiga. Portanto, os cristãos que creem no Novo Testamento devem crer na história de Gênesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Randall W. Younker, Th.D., Ph.D., é professor de Antigo Testamento e Arqueologia Bíblica e diretor do Instituto de Arqueologia da Andrews University, Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos. Publicado originalmente como “A Literal Reading of Genesis”, Perspective Digest, ano 15, nº 3 (2010), p. 33-37. Traduzido e adaptado, com permissão, por Matheus Cardoso)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-2591270440112975884?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/2591270440112975884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/2591270440112975884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/09/podemos-crer-na-criacao-segundo-biblia.html' title='Podemos crer na criação segundo a Bíblia?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TJq49K96k4I/AAAAAAAAMaA/qJrT2UxfHW4/s72-c/creation-hands.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-7454731802645604644</id><published>2010-09-16T20:38:00.004-03:00</published><updated>2010-09-17T12:35:10.823-03:00</updated><title type='text'>Como entender a Bíblia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TJOKiZFkHpI/AAAAAAAAMWU/40V8Ih9GVrw/s1600/bible.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TJOKiZFkHpI/AAAAAAAAMWU/40V8Ih9GVrw/s200/bible.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517906291913399954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Não sou teólogo nem sei falar hebraico ou grego. Como posso entender a Bíblia corretamente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que ler a Bíblia é importante para nossa comunhão com Deus. Muitas pessoas acreditam, entretanto, que apenas um pastor ou doutor em Teologia pode interpretar a Bíblia de maneira correta. Mas é interessante que os escritores da Bíblia pensavam o contrário: eles esperavam que todos a lessem e compreendessem, mesmo aqueles que não eram cultos (Dt 30:11-4; Jo 20:30, 31; At 7:11; Ap 1:3). Sugerimos alguns passos simples e úteis para a compreensão da Bíblia, que podem ser utilizados por qualquer pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Estude a Bíblia com oração e humildade –&lt;/strong&gt; Nosso coração é, por natureza, enganoso (Jr 17:9). Por natureza não temos disposição de ser ensinados. É natural para o ser humano ler a Bíblia de tal maneira a evitar algo que não deseja aprender. Não importa quanto você saiba sobre o idioma grego ou quantos doutorados você possui, se não tiver um coração disposto a aprender, seu estudo não terá qualquer valor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer a Deus, de acordo com a Bíblia, é mais que uma atividade intelectual ou estudo acadêmico (Jo 7:17; 1Co 2:14; 2Ts 2:10; Tg 1:5). O conhecimento de Deus vem de uma disposição de aprender a verdade que vem de Deus não importando o que custar (2Ts 2:10). Conhecer a Deus pode custar sua vida, família, amigos e reputação. Mas, se você estiver disposto a encontrar a verdade não importando quais desafios tiver que enfrentar, você a alcançará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo da Bíblia deve começar com aquilo que pode ser chamado de “oração autêntica”. Essa oração pode ser feita assim: “Senhor, eu desejo a verdade não importa o que ela me custar, pessoalmente.” Essa é uma oração difícil de ser feita, mas, se você orar dessa maneira, conhecerá a verdade de Deus. Jesus prometeu que o Espírito Santo nos guiará ao buscarmos conhecer a vontade de Deus (Jo 16:13, 14). Jesus está ansioso para cumprir Sua promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Compare várias traduções da Bíblia –&lt;/strong&gt; Se você não tem acesso à Bíblia em hebraico e grego, pode consultar várias traduções bíblicas ao estudar algum texto. Boas traduções em português são a Almeida Revista e Atualizada, a Bíblia de Jerusalém e a Nova Versão Internacional. As duas primeiras utilizam linguagem mais culta, e a última, linguagem mais acessível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada tradução tem suas limitações e, em alguma medida, reflete os conceitos e preconceitos dos tradutores. Essas limitações podem ser minimizadas ao se comparar várias traduções. Cada tradução apresenta um aspecto do significado do texto. Portanto, quando comparamos várias traduções, temos uma compreensão melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que você está comparando, por exemplo, cinco traduções bíblicas. Se quatro ou cinco traduzem um texto bíblico de forma semelhante, é mais provável que o texto original seja claro e, portanto, essa é a forma correta de ser traduzido. Por outro lado, se cada tradução apresenta um sentido diferente, provavelmente o texto original é difícil ou ambíguo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando várias traduções são semelhantes e, portanto, o texto é claro, podemos nos basear com segurança na tradução daquele texto. Quando as traduções indicam que o texto que estamos estudando é ambíguo e difícil de ser traduzido, não é seguro basearmos alguma doutrina ou prática naquele texto específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Dedique a maior parte de seu tempo aos textos claros da Bíblia –&lt;/strong&gt; Se você realmente deseja que a Bíblia fale por si mesma, passe a maior parte do estudo nos textos bíblicos mais claros. Existem muitas partes da Bíblia sobre as quais há pouco acordo entre os cristãos e mesmo para especialistas em hebraico e grego. Portanto, um passo extremamente importante no estudo da Bíblia é dedicar a maior parte de seu tempo nas seções que são razoavelmente claras. Os textos claros da Bíblia o ajudarão a ter uma boa compreensão sobre os assuntos centrais da mensagem bíblica, impedindo-o de utilizar de maneira errada os textos que são mais ambíguos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se você passar a maior parte de seu estudo em textos como as trombetas do Apocalipse ou Daniel 11, você corre o risco de se tornar espiritualmente desequilibrado. Pessoas que interpretam a Bíblia de maneira errada geralmente se concentram em textos difíceis, desenvolvem soluções criativas para as dificuldades que encontram e se baseiam em textos obscuros para criar uma teologia inteira. Esses leitores acabam distorcendo as passagens claras da Bíblia porque elas vão contra as falsas doutrinas criadas por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Procure ler capítulos inteiros em vez de versículos isolados –&lt;/strong&gt; Muitas pessoas costumam estudar a Bíblia de maneira fragmentada. Leem um versículo e então o comparam com dezenas de versículos que acham que tratam do mesmo assunto. Essas pessoas já criaram uma teoria e simplesmente procuram textos bíblicos que apoiam a ideia. Qual o problema com isso? A pessoa não permite que a Bíblia fale por si mesma, mas impõe suas ideias sobre os textos bíblicos. Muitos acham que existe virtude em citar grande número de versículos bíblicos, mas acabam cometendo o erro de distorcer a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas, em vez de ler o texto bíblico em si mesmo, costumam estudar uma concordância bíblica, que é um livro que mostra todas as vezes em que determinada palavra aparece na Bíblia. Sem os passos corretos para entender a Bíblia, ler uma concordância tende a levar a pessoa a ler os versículos isolados do contexto. É como pegar uma tesoura e recortar 50 textos da Bíblia, jogar em uma bacia, fazer uma “salada de frutas”, oferecer a alguém e dizer: “Esta é a mensagem do Senhor.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, quando você lê um livro bíblico do começo ao fim, o autor bíblico está no controle da sequência e desenrolar do texto. Esse é o tão importante contexto. O autor conduz você de uma ideia a outra, e o estudo não é controlado pelos interesses ou ideias que você possui. Ler os textos bíblicos de maneira completa permite que o leitor entenda as intenções dos escritores bíblicos e ajuda a ver o “quadro completo”, que é maior garantia contra interpretações bizarras de partes isoladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler textos completos estimula uma disposição de aprender e ajuda a ver o texto como ele deve ser entendido. Não somos nós que devemos ensinar algo à Bíblia; é ela que deve nos ensinar. É importante comparar textos bíblicos que tratam do mesmo assunto, mas antes disso precisamos ler e reler um texto bíblico completo. Muitas vezes, o leitor encontra um versículo difícil e não entende o que significa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das situações, tudo que precisamos fazer para entender um texto difícil da Bíblia é ler seu contexto – os versículos que vêm antes e os que vêm depois. Quando encontrar um versículo difícil, leia todo o capítulo em que ele está. Depois, procure se familiarizar com a mensagem do livro inteiro. Mas nunca leia um versículo sem considerar o contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando buscarmos a Deus de todo o coração, poderemos dizer: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e, luz para os meus caminhos” (Sl 119:105).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Matheus Cardoso é editor associado da revista Conexão JA e editor assistente de livros na Casa Publicadora Brasileira)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Jon Paulien, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.amazon.com/Deep-Things-God-Jon-Paulien/dp/082801812X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1283696335&amp;sr=8-1"target="_blank"&gt;The Deep Things of God: An Insider's Guide to the Book of Revelation&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2004), p. 79-92.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-7454731802645604644?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7454731802645604644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7454731802645604644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/09/como-entender-biblia.html' title='Como entender a Bíblia'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TJOKiZFkHpI/AAAAAAAAMWU/40V8Ih9GVrw/s72-c/bible.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-2606678985567813754</id><published>2010-09-14T19:15:00.002-03:00</published><updated>2010-09-14T19:29:58.996-03:00</updated><title type='text'>Mateus 28:19 – falso ou autêntico?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;É verdade que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19) não foram escritas por Mateus, mas foram acrescentadas pela Igreja Católica?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus 28:19 é um dos textos bíblicos mais frequentemente utilizados para defender a doutrina da Trindade. Mas alguns grupos cristãos que não creem nessa doutrina afirmam que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” não estavam no texto original. Examinaremos os principais argumentos utilizados em defesa dessa teoria.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Manuscritos do Novo Testamento –&lt;/strong&gt; Aqueles que dizem que Mateus 28:19 foi modificado argumentam que, de acordo com o texto original, o batismo deveria ser realizado “em Meu [de Jesus] nome”. Ao examinarmos essa teoria, precisamos nos lembrar de que o Novo Testamento foi escrito originalmente no idioma grego, mas nenhum manuscrito redigido pelos próprios autores bíblicos chegou até nossa época. Porém, são conhecidos mais de cinco mil manuscritos antigos que contêm o Novo Testamento em seu idioma original. Assim, podemos ter certeza de que, ao longo de dois mil anos, Deus preservou Sua Palavra.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os estudiosos, a expressão “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” aparece em todos os manuscritos antigos do evangelho de Mateus. Por outro lado, não existe nenhum manuscrito em que apareçam as palavras “em Meu [de Jesus] nome” ou qualquer outra expressão.[3] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fato é confirmado pelas mais importantes obras sobre o assunto: a edição do Novo Testamento grego e a obra oficial que possui comentários sobre esses manuscritos.[4] Outra importante obra, &lt;em&gt;International Standard Bible Encyclopedia&lt;/em&gt;, declara que “as credenciais textuais [de Mt 28:19] são suficientemente sólidas”,[5] ou seja, não há dúvidas sobre o texto original de Mateus 28:19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” aparecem também em todas as traduções antigas do evangelho de Mateus ou do Novo Testamento completo, tais como a Peshitta Siríaca, a Vulgata latina, a Copta e as versões eslovacas. É interessante observar que os cristãos sírios e coptas (que possuíam sua própria tradução do Novo Testamento) não estavam ligados à Igreja Católica Romana, mas aceitavam essa passagem bíblica como autêntica. Após analisar esses fatos, um estudioso afirmou: “É incrível que uma interpolação desse caráter tenha sido feita no texto de Mateus sem deixar qualquer traço de sua inautenticidade em um simples manuscrito ou versão [tradução]. A evidência de sua genuinidade é esmagadora.”[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À vezes é dito que o evangelho de Mateus foi escrito originalmente em hebraico ou aramaico. As pessoas que afirmam que Mateus 28:19 foi modificado alegam que, no evangelho escrito nesses idiomas, Jesus ordenava que o batismo deveria ser efetuado “em Meu nome”. Mas essa teoria deve ser rejeitada por várias razões: (1) até hoje não foi encontrado nenhum fragmento hebraico ou aramaico desse evangelho; (2) “o grego de Mateus não apresenta qualquer indício de ter sido traduzido do aramaico”; e (3) existem muitas evidências de que Mateus utilizou o evangelho de Marcos, escrito em grego, para escrever seu próprio evangelho.[7] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns mencionam uma versão de Mateus em hebraico traduzida por George Howard, que contém as palavras “em Meu [de Jesus] nome” em Mateus 28:19. Argumenta-se que esse texto apresenta o texto exato do evangelho em seu idioma original. No entanto, o texto traduzido por Howard é do século 14 e, portanto, muito tardio para ser utilizado como evidência das palavras originais do evangelho. Além disso, essa versão pertencia a um judeu que a utilizou em livros que atacavam a fé cristã. Portanto, esse suposto evangelho em hebraico é muito tardio, de segunda mão e pertencia a um crítico do cristianismo.[8] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, outros dois textos em hebraico de Mateus (Du Tillet e Münster), que são aproximadamente da mesma época que o de Howard, contêm a expressão “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Mesmo que admitíssemos que esse evangelho tivesse sido escrito originalmente em hebraico ou aramaico, não há evidência de que as palavras de Mateus 28:19 fossem diferentes do texto que conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Antigos escritores cristãos –&lt;/strong&gt; Outra maneira de saber quais eram as palavras exatas que apareciam nos textos originais do Novo Testamento é ver como eram citados pelos autores cristãos que viveram pouco tempo depois dos apóstolos. Aqueles que afirmam que o texto original de Mateus 28:19 foi modificado dizem que esses autores citavam a passagem sem as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os documentos históricos, no entanto, mostram que todas as vezes em que os antigos escritores cristãos se referiam a Mateus 28:19, eles citavam as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Os exemplos incluem a &lt;em&gt;Didaquê&lt;/em&gt;, um manual doutrinário para candidatos ao batismo, produzido entre 70 e 100 d.C.; Inácio de Antioquia (50-110 d.C.); Justino Mártir (100-165 d.C.); Taciano, o Sírio (120-180 d.C.); Irineu de Lyon (130-200 d.C.); Tertuliano de Cartago (150-220 d.C.); Hipólito de Roma (170-235 d.C.); Orígenes (185-253 d.C.); Cipriano (morreu em 258 d.C.); Dionísio de Alexandria (morreu em 265 d.C.); Vitorino de Pettau (morreu em 303 d.C.) e os autores do &lt;em&gt;Tratado Contra o Herege Novaciano &lt;/em&gt;e do &lt;em&gt;Tratado Sobre o Rebatismo&lt;/em&gt;.[9] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro argumento comum contra a autenticidade de Mateus 28:19 se baseia nos escritos de Eusébio de Cesareia (265-339 d.C.), historiador cristão que viveu na época do imperador Constantino. Várias vezes ele citou Mateus 28:19 com as palavras “em Meu [de Jesus] nome”. Os estudiosos observam, entretanto, que Eusébio tinha o hábito de citar a Bíblia de forma bastante imprecisa.[10] Por isso, suas citações não são utilizadas para se determinar as palavras exatas do Novo Testamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em realidade, Eusébio citava Mateus 28:19 de três maneiras diferentes: (1) “Ide e fazei discípulos de todas as nações”; (2) “Ide e fazei discípulos de todas as nações em Meu nome”; e (3) “Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. É importante observar que Eusébio jamais citou o texto como se esse ordenasse o batismo “em Meu nome”, mas &lt;em&gt;fazer discípulos &lt;/em&gt;em Meu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns afirmam que, antes do Concílio de Niceia (325 d.C.), Tertuliano citava o texto da primeira e segunda formas e, depois do Concílio, citava da terceira forma. Esse argumento possui várias falhas: (1) ao contrário do que geralmente é dito, o Concílio de Niceia não discutiu a Trindade, mas a relação de Cristo com Deus, o Pai; (2) Mateus 28:19 não era um texto utilizado nas discussões sobre a Trindade e a natureza de Cristo na época de Eusébio; e (3) Eusébio utilizou cada uma das três formas antes e depois do Concílio de Niceia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ao mencionar o texto de Mateus 28:18-20, Eusébio combinava-o com Mateus 10:8; 24:14; Marcos 16:17; Lucas 24:47 e João 20:22. Portanto, ele não citava as palavras de Mateus 28:19 de forma isolada, mas mesclava todas essas passagens. As palavras “em Meu nome” derivam de Marcos 16:17 e Lucas 24:47.[11]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. &lt;em&gt;A Bíblia de Jerusalém &lt;/em&gt;–&lt;/strong&gt; Aqueles que defendem que o texto original de Mateus 28:19 foi modificado costumam citar uma nota de rodapé da &lt;em&gt;Bíblia de Jerusalém&lt;/em&gt; a respeito dessa passagem. A nota afirma: “É possível que em sua forma precisa, essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar ‘no nome de Jesus’ (cf. At 1,5+, 2,38+). Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade.”[12] De acordo com os defensores da teoria que estamos analisando, essa citação afirma que o evangelho de Mateus originalmente não continha as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que essa nota de rodapé seja entendida corretamente, precisamos nos lembrar de que as introduções e notas da &lt;em&gt;Bíblia de Jerusalém &lt;/em&gt;foram escritas por estudiosos católicos e protestantes que interpretam as Escrituras por meio do &lt;em&gt;método histórico-crítico&lt;/em&gt;. Esse método afirma (1) que os autores da Bíblia não produziram um livro completamente harmônico, mas repleto de contradições históricas e teológicas; (2) que a Bíblia não &lt;em&gt;é&lt;/em&gt; a Palavra de Deus, mas apenas &lt;em&gt;contém &lt;/em&gt;a Palavra de Deus (ensinos corretos) mesclada à palavra dos seres humanos (falsos ensinos resultantes da sociedade primitiva); (3) que, antes de serem escritos, os textos bíblicos circulavam de forma oral, e muito de sua exatidão foi perdida; (4) que a Bíblia foi escrita não apenas por profetas, mas pelas comunidades em que eles viviam; (5) que essas comunidades selecionaram, escreveram, corrigiram e acrescentaram textos aos escritos originais dos profetas e apóstolos; e (6) que o leitor da Bíblia não deve aceitar como correta a declaração de um texto bíblico até que ele seja confirmado pela ciência ou pela história. Não podemos aceitar esse método, pois cremos que a Bíblia é a Palavra escrita de Deus e não contém falsos ensinos humanos (Mt 5:17-18; Mc 7:13; Jo 10:35; 2Tm 3:16; 2Pe 1:20-21).[13]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os adeptos desse método, os evangelhos muitas vezes não apresentam as palavras autênticas de Jesus, mas as adaptam conforme a necessidade e as crenças (corretas ou incorretas) dos cristãos que escreveram cada evangelho. Muitas narrações e milagres foram inventados ou distorcidos com o objetivo de ensinar lições morais a seus leitores. Para esses estudiosos, o evangelho de Mateus terminou de ser escrito depois da morte desse apóstolo. Mateus já havia escrito as partes essenciais do evangelho, mas o texto foi ampliado pelos líderes da igreja local fundada por ele. E, nesse processo, diversas histórias e ensinos falsos acabaram por entrar no evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão dos adeptos do método histórico-crítico a respeito de Mateus 28:19 é apresentada, por exemplo, pelo &lt;em&gt;Anchor Bible Dictionary&lt;/em&gt;. Esses estudiosos admitem que o evangelho original de Mateus ensina “o batismo no nome da Trindade (28:19), ordenado pelo ressurreto Filho do homem”[14] e “a menção da Trindade na fórmula batismal”.[15] Porém, eles argumentam que essa “não é uma declaração autêntica de Jesus nem mesmo uma elaboração de uma declaração de Jesus sobre o batismo”.[16] Em outras palavras, o evangelho de Mateus afirma que Jesus pronunciou essas palavras, mas, em realidade, isso jamais aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores da teoria argumentam, ainda de acordo com o &lt;em&gt;Anchor Bible Dictionary&lt;/em&gt;, que “Mateus 28:19 representa a convicção do evangelista de que sua igreja [comunidade local] praticava o batismo de acordo com a vontade de Jesus e reflete a fórmula batismal ali utilizada”.[17] Ou seja, a igreja local onde foi escrito esse evangelho batizava “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Na tentativa de justificar essa prática, o evangelho afirma, de maneira enganosa, que essa havia sido uma ordem dada por Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christopher Stead argumenta que Mateus não estava “relatando palavras autênticas de Jesus; o que, sem dúvida, a passagem deixa claro é que a fórmula triádica [a expressão “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”] era, nesses termos, aceita e usada numa influente comunidade cristã algum tempo antes de 100 d.C. (já que, ainda que o Evangelho [de Mateus] fosse datado de um pouco mais tarde, dificilmente o escritor poderia estar introduzindo uma novidade)”.[18] A ideia defendida é a mesma que aparece no &lt;em&gt;Anchor Bible Dictionary&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que afirmam que o texto de Mateus 28:19 foi modificado citam vários outros livros, principalmente enciclopédias, que apresentam a mesma teoria que a &lt;em&gt;Bíblia de Jerusalém&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Anchor Bible Dictionary &lt;/em&gt;e Christopher Stead. Mas não podemos aceitar o que é dito por essas fontes, pois se baseiam no método histórico-crítico para analisar esse versículo. Além disso, ao contrário do que fizemos no início deste artigo, nenhuma dessas fontes cita qualquer autor antigo para apoiar suas conclusões. Em outras palavras, são meras suposições sem qualquer fundamento histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz desses fatos, a nota de rodapé da &lt;em&gt;Bíblia de Jerusalém &lt;/em&gt;a respeito de Mateus 28:19 pode ser facilmente compreendida. Citamos novamente o texto em discussão e acrescentamos comentários entre colchetes: “É possível [no método histórico-crítico há poucas certezas e muitas suposições] que em sua forma precisa, essa fórmula [que está no evangelho de Mateus; em momento algum a nota nega esse fato] reflita influência do uso litúrgico [da cerimônia do batismo] posteriormente fixado [a expressão surgiu não quando Jesus a proferiu, mas muito tempo depois] na comunidade primitiva [a igreja local de Mateus]. Sabe-se que o livro dos Atos [escrito antes da destruição do templo, em 70 d.C.] fala em batizar ‘no nome de Jesus’ (At 1,5+, 2,38+). Mais tarde [na igreja de Mateus, no fim do primeiro século] deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os adeptos do método histórico-crítico, não é porque Jesus assim havia ordenado que a comunidade de Mateus batizava “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Ao contrário: o evangelho falsamente atribui a Jesus essas palavras porque aquela comunidade já as utilizava. Portanto, de acordo com esses estudiosos, não foi o &lt;em&gt;ensino &lt;/em&gt;de Jesus que determinou a prática dos cristãos, mas a &lt;em&gt;prática &lt;/em&gt;dos cristãos que determinou o suposto ensino de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos concordar com a nota da &lt;em&gt;Bíblia de &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Jerusalém &lt;/em&gt;sobre Mateus 28:19, pois ela argumenta que Jesus não pronunciou as palavras registradas nesse versículo. Mas a citação não afirma que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” não estavam no texto original do evangelho. Aqueles que defendem a teoria que analisamos distorcem a declaração da &lt;em&gt;Bíblia de Jerusalém&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As evidências mostram, de maneira unânime, que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (1) aparecem em todos os manuscritos gregos do evangelho de Mateus e, portanto, estavam no texto original; (2) sempre foram citadas exatamente dessa maneira pelos antigos escritores cristãos; e (3) não têm sua presença no evangelho de Mateus negada pela &lt;em&gt;Bíblia de Jerusalém &lt;/em&gt;ou por fontes semelhantes. Portanto, a teoria de que o texto original de Mateus 28:19 foi modificado pela Igreja Católica não possui qualquer fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que, contra todas as provas, insistem em rejeitar a autenticidade de Mateus 28:19, deveriam considerar as advertências de Deus contra o desprezo a qualquer parte das Escrituras (Mt 5:17, 18; Mc 7:9-13; Ap 22:19). A respeito daqueles que confiam em Sua Palavra, o Senhor declara: “A este Eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da Minha Palavra” (Is 66:2, NVI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Matheus Cardoso é editor associado da revista Conexão JA e editor assistente de livros na Casa Publicadora Brasileira)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Para mais informações sobre a autenticidade de Mateus 28:19, veja as seguintes pesquisas acadêmicas disponíveis na internet: Vander Ferraz Krauss, &lt;a href="http://www.elpisteologia.net/artigos/Mateus_28v19e20.pdf"target="_blank"&gt;“A Fórmula Batismal de Acordo com Mateus 28:19”&lt;/a&gt; (monografia, Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, Instituto Adventista de Ensino do Nordeste, 2004); Tim Hegg, &lt;a href="http://www.e-cristianismo.com.br/pt/teologia/apologetica/110-mateus2819"target="_blank"&gt;“Mateus 28:19: Uma investigação crítica-textual [sic]”&lt;/a&gt;; Mark Clarke, &lt;a href="http://www.godskingdomfirst.org/Textual%20Evidence%20and%20the%20Great%20Commission.pdf"target="_blank"&gt;“Textual Evidence and the Great Comission”&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Para estudo sobre a história e confiabilidade dos manuscritos do Novo Testamento, ver Wilson Paroschi, &lt;em&gt;Crítica Textual do Novo Testamento &lt;/em&gt;(São Paulo: Editora Vida, 1998); Bruce M. Metzger e Bart Ehrman, &lt;em&gt;The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration &lt;/em&gt;(Nova York: Oxford University Press, 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Ver, por exemplo, Benjamin J. Hubbard, &lt;em&gt;The Matthean Redaction of a Primitive Apostolic Commissioning: An Exegesis of Matthew 28:16-20&lt;/em&gt;, Society of Biblical Literature Dissertation Series, v. 19 (Missoula, MT: Scholars’ Press, 1974); J. Schaberg, &lt;em&gt;The Father, the Son and the Holy Spirit: The Triadic Phrase in Matthew 28:19b&lt;/em&gt;, Society of Biblical Literature Dissertation Series, v. 61 (Chicago: Scholars’ Press, 1982); Donald A. Hagner, Matthew 14-28, Word Biblical Commentary, v. 33b (Nashville, TN: Thomas Nelson, 1995), p. 880-881.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Erwin Nestle e Kurt Aland, eds., &lt;em&gt;Greek-English New Testament &lt;/em&gt;(Stuttgart: Deutsche Bibelgessellschaft, 1994), p. 87; Bruce M. Metzger, &lt;em&gt;A Textual Commentary on the Greek New Testament &lt;/em&gt;(Nova York: United Bible Societies, 1994).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] G. W. Bromiley, “Baptism”, em &lt;em&gt;International Standard Bible Encyclopedia&lt;/em&gt;, ed. Geoffrey W. Bromiley (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1979), v. 1, p. 411. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Alfred Plummer, &lt;em&gt;An Exegetical Commentary on the Gospel of Matthew &lt;/em&gt;(James Family Reprint, s/d), p. 432.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Hagner, &lt;em&gt;Matthew&lt;/em&gt; 14-28, p. xiv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] George Howard, &lt;em&gt;Hebrew Gospel of Matthew &lt;/em&gt;(Macon, GA: Mercer University Press, 1995).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] &lt;em&gt;Didaquê &lt;/em&gt;7.1-3; Inácio, Aos Filadelfos 9, em &lt;em&gt;The Ante-Nicene Fathers: Translations of the Writings of the Fathers down to A. D. 325 &lt;/em&gt;(daqui em diante, ANF), ed. Alexander Roberts e James Donaldson (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1967), v. 1, p. 85; Justino Mártir, &lt;em&gt;Primeira Apologia &lt;/em&gt;61, em ANF, v. 1, p. 183; Taciano, o Sírio, &lt;em&gt;Diatessaron &lt;/em&gt;55; Irineu, &lt;em&gt;Contra Heresias &lt;/em&gt;3.17.1, em ANF, v. 1, p. 444; Tertuliano, &lt;em&gt;Prescrições Contra os Hereges &lt;/em&gt;20, em ANF, p. 3, p. 252; idem, &lt;em&gt;Contra Práxeas &lt;/em&gt;26, em ibid., p. 623; idem, &lt;em&gt;Sobre o Batismo &lt;/em&gt;6, 8, em ibid., p. 672, 676; Hipólito, &lt;em&gt;A Tradição Apostólica&lt;/em&gt; 21; &lt;em&gt;Contra a Heresia de um Certo Noeto &lt;/em&gt;14, em ANF, p. 5, p. 228; Orígenes, &lt;em&gt;Comentário de Romanos &lt;/em&gt;5.8; Cipriano, &lt;em&gt;Epístolas&lt;/em&gt; 24.2, em ANF, p. 5, p. 302; 62.18, em ibid., p. 363; 72.5, em ibid., p. 380; idem, &lt;em&gt;Tratados&lt;/em&gt;, 12.2.26, em ibid., p. 526; idem, &lt;em&gt;Sétimo Concílio de Cartago&lt;/em&gt;, em ibid., p. 567, 568, 569; Dionísio de Alexandria, &lt;em&gt;Primeira Carta a Sisto, Bispo de Roma &lt;/em&gt;2; Vitorino de Pettau, &lt;em&gt;Comentário Sobre o Apocalipse do Bendito João&lt;/em&gt;, 1.15 em ANF, v. 7, p. 345; &lt;em&gt;Tratado Contra o Herege Novaciano &lt;/em&gt;3, em ANF, p. 5, p. 658; &lt;em&gt;Tratado Sobre o Rebatismo &lt;/em&gt;7, em ANF, p. 5, p. 671. Todas essas referências estão disponíveis no site da &lt;a href="http://www.ccel.org"target="_blank"&gt;Christian Classics Ethereal Library&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] Hubbard, &lt;em&gt;The Matthean Redaction of a Primitive Apostolic Commissioning&lt;/em&gt;, p. 151-175.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] G. R. Beasley-Murray, &lt;em&gt;Baptism in the New Testament &lt;/em&gt;(Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1988), p. 82.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] &lt;em&gt;Bíblia de Jerusalém &lt;/em&gt;(São Paulo: Paulus, 2002), p. 1.758.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13] O uso do método histórico-crítico pela &lt;em&gt;Bíblia de Jerusalém &lt;/em&gt;pode ser visto, por exemplo, nas introduções ao Pentateuco (p. 21-31), a Provérbios (p. 1.020-1.021), a Isaías (p. 1.237-1.239), a Daniel (p. 1.244-1.246) e aos quatro evangelhos (p. 1.690-1.694). Para uma introdução ao método histórico-crítico, ver Augustus Nicodemus Lopes, &lt;em&gt;A Bíblia e Seus Intérpretes: uma breve história da interpretação &lt;/em&gt;(São Paulo: Cultura Cristã, 2004), p. 183-195, 241-244. Uma análise crítica desse método pode ser encontrada em Gerhard F. Hasel, &lt;em&gt;Teologia do Antigo e Novo Testamento: questões básicas no debate atual &lt;/em&gt;(São Paulo: Academia Cristã, 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14] Lars Hartman, “Baptism”, em &lt;em&gt;The Anchor Bible Dictionary&lt;/em&gt;, ed. David Noel Freedman (New York: Doubleday, 1992), v. 1, p. 584.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[15] Ibid., p. 590.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16] Ibid., p. 585.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[17] Ibid., p. 590.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[18] Christopher Stead, &lt;em&gt;A Filosofia na Antiguidade Cristã &lt;/em&gt;(São Paulo: Paulus, 1999), p. 142.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-2606678985567813754?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/2606678985567813754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/2606678985567813754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/09/mateus-2819-falso-ou-autentico.html' title='Mateus 28:19 – falso ou autêntico?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-1919680805692557674</id><published>2010-07-08T09:36:00.003-03:00</published><updated>2010-08-05T22:55:41.403-03:00</updated><title type='text'>Atum: comer ou não comer?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TDXHRcda-oI/AAAAAAAAL6o/WYOFu_mfiRM/s1600/atum.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 187px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TDXHRcda-oI/AAAAAAAAL6o/WYOFu_mfiRM/s400/atum.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491514423159487106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aqueles que se pautam pelas regras dietéticas da Bíblia podem ou não comer atum? Ele é peixe de couro ou escamas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente não existe unanimidade quanto a isso na Igreja Adventista. Alguns dizem que o atum tem escamas e outros, não, que é peixe de couro. O pesquisador adventista Dr. Manuel Antônio Tápia realiza palestras sobre temperança em todo o Brasil e no exterior. Ele classificou o atum como peixe de couro, portanto, peixe imundo para alimentação. Mas muitos defendem o contrário, que o atum escamas e não há problema em fazer parte da dieta. Ver Levítico 11:9-10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no site da &lt;a href="http://www.coqueiro.com.br/#produtos"target="_blank"&gt;Coqueiro&lt;/a&gt;. Se não é a maior, está entre as grandes marcas que comercializam atum e sardinha no Brasil. Para minha surpresa, entrando neste &lt;a href="http://www.coqueiro.com.br/#escola_coqueiro"target="_blank"&gt;link&lt;/a&gt;, descobri que a empresa Coqueiro faz a seguinte declaração: “Como eles se diferenciam um do outro? [sardinha e atum] Pelo tamanho e suas características. A sardinha tem entre 50 e 80 gramas e tem seu corpo coberto por escamas. O atum, para ser comercializado, deve ter peso entre 1 e 12 kg, mas a média de tamanho é de 2 a 5 kg e tem seu corpo coberto por pele.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmado pela própria empresa que comercializa o atum, temos assim uma prova embasada de que o atum é peixe de couro. Realmente é difícil de ver o peixe no comércio, pois tem saída super-rápida quando chega à venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o aviso de que, além de o atum ser peixe de couro, impróprio para alimentação de acordo com a Palavra de Deus, graças à sua pesca ilegal, milhares de golfinhos morrem presos em redes de pescadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista &lt;em&gt;Veja &lt;/em&gt;publicou a história do Sr. Agudo, funcionário do Ministério do Meio Ambiente da Venezuela. Ele foi incumbido de fazer um levantamento da população de golfinhos na costa do país. Voltou com dados alarmantes: os animais estavam sendo dizimados de dois modos. A Venezuela tem a segunda maior frota de embarcações de pesca de atum. São barcos equipados com redes de até dois quilômetros de comprimento. Como os cardumes de atum e bandos de golfinhos costumam nadar juntos, os pescadores lançam as redes justamente onde encontram um número grande deles. O resultado é que os golfinhos, que não têm valor comercial, caem nas redes destinadas aos cardumes de atum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Earth Island Institute (EII), organização não-governamental com sede em São Francisco, na Califórnia (EUA), calcula que oito milhões de golfinhos morreram presos às redes nas últimas quatro décadas. Em 1990, o EII regulamentou internacionalmente o selo Dolphin Safe (Seguro para Golfinhos). O selo é conferido a empresas fabricantes de atum que usam sistemas de pesca que sejam inofensivos aos golfinhos (a pesca feita de forma correta é aquela com redes dotadas de meios de fuga ou feita com utilização de anzol e isca). Hoje, mais de 300 empresas no mundo têm o selo. Nenhuma delas no Brasil, segundo Mark Berman, diretor assistente do Projeto Internacional de Mamíferos Marinhos do ELL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom que cada pessoa reflita se vale a pena comer as famosas pizzas de atum juntamente com seus patês, por tão horrendo sacrifício, reforçando ainda que o atum é peixe de couro e foi proibido por Deus para fazer parte do nosso cardápio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(&lt;a href="http://emersonnolasco.blogspot.com/2010/07/por-que-adventistas-nao-devem-comer.html"target="_blank"&gt;Emerson Nolasco&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresa Coqueiro: www.coqueiro.com.br&lt;br /&gt;Revista Veja: http://veja.abril.com.br/151299/p_090.html&lt;br /&gt;Greenpeace: http://www.greenpeace.org/portugal/oceanos/captura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Num contato posterior com a empresa Coqueiro, o advogado Erich Olm obteve a seguinte resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia Erich! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos o seu contato com o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor Coqueiro. Com relação ao seu questionamento, esclarecemos que o atum é peixe de couro e de escama. O corpo é de couro e contém escamas na cabeça. A maioria das pessoas considera o atum um peixe de pele, mas isso acontece por conta do tamanho e quantidade das escamas do atum diferirem daquelas encontradas em outras espécies de peixe como as da sardinha, por exemplo. As escamas do atum são muito pequenas e estão mais concentradas na cabeça. Quanto às aletas (barbatanas), todas as espécies a possuem, e o tamanho é dependente da espécie e da idade. Existem várias espécies de atum, e todos têm barbatana e escamas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Santana &lt;br /&gt;Atendimento ao Consumidor COQUEIRO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-1919680805692557674?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/1919680805692557674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/1919680805692557674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/07/atum-comer-ou-nao-comer.html' title='Atum: comer ou não comer?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1nuzdTcJ1wQ/TDXHRcda-oI/AAAAAAAAL6o/WYOFu_mfiRM/s72-c/atum.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-7245882181186477118</id><published>2010-07-07T10:19:00.002-03:00</published><updated>2010-07-07T10:29:48.652-03:00</updated><title type='text'>Jesus morreu no dia 14 ou 15 de Nisã?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;No livro &lt;em&gt;Questões Sobre Doutrina &lt;/em&gt;é dito que Jesus morreu no dia 14 do primeiro mês da calendário judaico. Tempos atrás, recebi a informação de que Ele morreu no dia 15. Qual é o dia certo? Ele não morreu no mesmo dia em que se sacrificava o cordeiro pascal? – L.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Páscoa era celebrada da seguinte forma: “Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano. [...] Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família [...] e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde [i.e., após o meio-dia]. [...] Naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão. [...] Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis” (Êx 12:2-10). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O cordeiro pascoal era morto na tarde do dia 14 de Nisã e comido, com ervas amargas e pães asmos, após o pôr-do-sol, isto é, no dia 15 (ver Comentário Bíblico Adventista, v. 5, p. 533, v. 1, p. 801). Isso significa que, se Jesus morreu no dia 14 de Nisã, então Ele celebrou a Páscoa no dia errado (um dia antes). Tem havido muita discussão entre os estudiosos da Bíblia quanto a quando Cristo comeu a Páscoa com os discípulos. O que a Bíblia diz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três passagens nos sinóticos (Mt 26:17, Mc 14:12 e Lc 22:7) dizem que os discípulos prepararam a Páscoa para Cristo no primeiro dia dos pães asmos. No tempo de Jesus, os judeus consideravam o dia 14 de Nisã como o primeiro dia dos pães asmos. Várias fontes antigas concordam que os judeus consideravam o dia 14 como o primeiro dia da festa: Josefo em uma passagem fala da Páscoa como uma festa que durava oito dias (Antiguidades 2.15.1) e em outra parte declara explicitamente que a festa começava no dia 14 (Guerras 5.3.1); o Talmude diz que os rabis consideravam o dia 14 como o primeiro dia dos pães asmos (Babylonian Talmud, Pesahim 5a). Ademais, os escritores evangélicos removem qualquer possibilidade de confusão ao usar expressões que confirmam que prepararam a Páscoa para Jesus no dia 14. Em Marcos 14:12, o escritor define o primeiro dia da festa como o dia em que o cordeiro era (imperfeito, indicando ação costumeira – “costumava ser”) sacrificado. E Lucas 22:7 (NVI) diz: “Finalmente, chegou o dia dos pães sem fermento, no qual devia ser sacrificado o cordeiro pascal” (grego &lt;em&gt;edei&lt;/em&gt;, “era necessário”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comentário Bíblico Adventista diz: “Pareceria mais importante que Sua morte estivesse sincronizada com a morte dos cordeiros pascais do que Seu ato de comer a Páscoa estivesse sincronizado com o tempo oficial para se participar da ceia pascal” (v. 5, p. 536). Sugere-se aqui que Cristo participou da ceia pascal no dia errado, transgredindo a lei da Páscoa: “Portanto, comemorem essa festa religiosa no dia certo, todos os anos” (Êx 13:10, BLH).  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A principal razão para se tomar a posição de que Cristo morreu em 14 de Nisã são algumas passagens do evangelho de João. Mas devemos tomar a posição de que João está corrigindo os sinóticos, ou devemos buscar uma harmonia entre os quatro evangelhos? Os sinóticos dizem muito claramente que Cristo comeu a Páscoa no primeiro dia dos pães asmos, portanto seria mais fácil achar uma explicação para o que João diz do que achar uma explicação que descarte o que os sinóticos dizem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Além do mais, Ellen White diz, em &lt;em&gt;O Desejado de Todas as Nações&lt;/em&gt;, p. 642: “No cenáculo de uma morada de Jerusalém, achava-Se Cristo à mesa com os discípulos. Tinham-se reunido para celebrar a Páscoa. O Salvador desejava celebrar essa festa a sós com os doze. Sabia que era chegada a Sua hora; Ele próprio era o Cordeiro pascoal, e no dia em que se celebrava a Páscoa, devia ser sacrificado [no original: “on the day the Passover was eaten he was to be sacrificed”].”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que ela está dizendo aqui é que Cristo devia ser sacrificado não no dia em que o cordeiro pascal era sacrificado, mas no dia em que ele era comido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E, para completar, astronomicamente uma sexta-feira 14 de Nisã não é possível no ano 31; somente uma sexta-feira 15 de Nisã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(&lt;a href="http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2010/05/precisao-das-profecias-biblicas.html"target="_blank"&gt;Rosângela Lira&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-7245882181186477118?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7245882181186477118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19795174/posts/default/7245882181186477118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.perguntas.criacionismo.com.br/2010/07/jesus-morreu-no-dia-14-ou-15-de-nisa.html' title='Jesus morreu no dia 14 ou 15 de Nisã?'/><author><name>Michelson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-XsNYJzRTSEI/TfeXldkWZnI/AAAAAAAAOKs/HT5hvKbF4Ho/s220/twitter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19795174.post-4221586369967146689</id><published>2010-06-22T20:47:00.001-03:00</published><updated>2010-06-22T20:47:58.751-03:00</updated><title type='text'>Apenas homens na genealogia de Jesus</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Por que não foi registrada a genealogia de Maria (mãe de Jesus) no evangelho de Mateus? O Espírito Santo não colocou mulheres na genealogia do Antigo Testamento, apenas umas poucas aparecem na genealogia de Mateus. Por que Deus respeitaria os preconceitos judaicos? – L.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão para Mateus colocar em seu evangelho a genealogia paterna (por parte de José) foi que seu propósito era de demonstrar que Jesus é o Rei davídico, o Messias prometido, que deveria vir da linhagem real de Daví. Com esse objetivo, Mateus dá a genealogia real de Jesus (por parte de pai). Tanto que traça a linhagem de José até Salomão (ver Mateus 1:6), filho do rei Davi. Já Lucas tinha a preocupação de mostrar que Jesus é o Salvador de todas as pessoas, sem distinção de raça ou condição social. Portanto, ele nos dá a linhagem materna, chegando a outro filho de Davi chamado Natã (ver Lucas 3:31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de aparecerem poucas mulheres é que as genealogias eram feitas a partir dos homens e não das mulheres. O que contava era o pai, o avô, bisavô, etc. Sendo assim, mulheres só aparecem quando desempenham papel muito importante, como Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias (chamada no Antigo Testamento de Bate-Seba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era o costume na época. De modo semelhante, em nossa cultura, podemos dizer que a gramática é machista, pois se houver mulheres e homens num grupo, serão chamados de “eles”. Pelo fato de Se utilizar também da língua portuguesa para alcançar as pessoas com a mensagem de esperança, não podemos dizer que Deus é machista. Ele vem a nós em nossa cultura e língua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19795174-4221586369967146689?l=www.perguntas.criacionismo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.c
